domingo, 26 de julho de 2009

Jo 6,1-15 - Não multiplicar, mas partilhar

17o Domingo do Tempo Comum - Ano B

Preparo-me para este momento mais importante do meu dia, invocando o Espírito Santo para mim e para todos e todas que fazem esta mesma oração
Vinde, Espírito Santo, e dai-nos o dom da sabedoria, para que possamos avaliar todas
as coisas à luz do Evangelho e ler nos acontecimento da vida os projetos de amor do Pai.
Dai-nos o dom do entendimento, uma compreensão mais profunda da verdade,
a fim de anunciar a salvação com maior firmeza e convicção.
Dai-nos o dom do conselho, que ilumina a nossa vida e orienta a nossa ação segundo vossa Divina Providência.
Dai-nos o dom da fortaleza. sustentai-nos, no meio de tantas dificuldades, com vossa coragem,
para que possamos anunciar o Evangelho.
Dai-nos o dom da Ciência, para distinguir o único necessário das coisas meramente importantes.
Dai-nos o dom da piedade, para reanimar sempre mais nossa íntima comunhão convosco.
E, finalmente, dai-nos o dom do vosso santo temor, para que, conscientes de nossas fragilidades,
reconheçamos a força de vossa graça.
Vinde, Espírito Santo, e dai-nos um novo coração.

Amém.

1. Leitura (Verdade)
Tendo meu olhar fixo em Deus, através da Palavra, olho para Jesus e escuto.
Ele me diz: "Aprendei de mim"(Mt 11,29).
Faço a leitura lenta e atenta do texto da Palavra do dia: Jo 6,1-15

Depois disso, Jesus atravessou o lago da Galiléia, que também é chamado de Tiberíades. Uma grande multidão o seguia porque eles tinham visto os milagres que Jesus tinha feito, curando os doentes. Ele subiu um monte e sentou-se ali com os seus discípulos. A Páscoa, a festa principal dos judeus, estava perto. Jesus olhou em volta de si e viu que uma grande multidão estava chegando perto dele. Então disse a Filipe:

- Onde vamos comprar comida para toda esta gente?

Ele sabia muito bem o que ia fazer, mas disse isso para ver qual seria a resposta de Filipe. Filipe respondeu assim:

- Para cada pessoa poder receber um pouco de pão, nós precisaríamos gastar mais de duzentas moedas de prata.

Então um dos discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse:

- Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos. Mas o que é isso para tanta gente? Jesus disse:

- Digam a todos que se sentem no chão.

Então todos se sentaram. (Havia muita grama naquele lugar.) Estavam ali quase cinco mil homens. Em seguida Jesus pegou os pães, deu graças a Deus e os repartiu com todos; e fez o mesmo com os peixes. E todos comeram à vontade. Quando já estavam satisfeitos, ele disse aos discípulos:

- Recolham os pedaços que sobraram a fim de que não se perca nada. Eles ajuntaram os pedaços e encheram doze cestos com o que sobrou dos cinco pães. Os que viram esse milagre de Jesus disseram:

- De fato, este é o Profeta que devia vir ao mundo! Jesus ficou sabendo que queriam levá-lo à força para o fazerem rei; então voltou sozinho para o monte.
Em um momento de silêncio interior, recordo o que li.
A reflexão e os cálculos dos apóstolos são muito racionais e funcionalistas.
A economia de Jesus e muito simples, como um menino que coloca em comum tudo o que tem - cinco pães e dois peixes. E a dinâmica da simplicidade, da partilha que nada tem de calculista. Com certeza o gesto de desprendimento do menino, provocou nos adultos o mesmo gesto. Cada um, seguindo a lógica do Mestre, colocou tudo em comum. Ninguém segurou nada para si. Foi o maior milagre! O pão alimentou toda a multidão e ainda sobrou! E a lógica da gratuidade, do amor, do olhar mais para o outro do que para si mesmo.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Seguro alguma coisa que não quero partilhar, dividir?
Minha lógica é do acúmulo,

da centralização,
do cada um por si ou e a lógica de Jesus,

da partilha, da mão que se abre?

3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Meu coração já está em sintonia com o coração de Jesus.
Vivo este momento em silêncio.Depois, concluo:
Saciai-nos, ó Pai, com o pão nosso de cada dia!
1. Olhai a vossa Igreja, para que assuma, cada vez mais, a missão dos primeiros discípulos.
2. Iluminai os governantes, para que se afastem da corrupção e promovam vida digna a todos.
3. Saciai os que têm fome e sede de justiça.
4. Fortalecei os desanimados e alegrai os tristes com o Pão da vida.
5. Ajudai-nos a encontrar na Eucaristia a força para lutar pelos que não têm sequer o alimento de cada dia.
6. Multiplicai a partilha entre as nações, para que a humanidade viva com mais alegria.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é como diz são Paulo aos efésios hoje
Eu, prisioneiro no Senhor, vos exorto
a caminhardes de acordo com a vocação que recebestes:
com toda a humildade e mansidão,
suportai-vos uns aos outros com paciência, no amor.
Aplicai-vos a guardar a unidade do espírito
pelo vínculo da paz.
Há um só corpo e um só Espírito,
como também é uma só a esperança
à qual fostes chamados.
Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo,
um só Deus e Pai de todos,
que reina sobre todos,
age por meio de todos e permanece em todos.

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Um comentário:

Newton Hermógenes disse...

O evangelho de hoje nos ensina que não devemos ter preocupação em dividir o pouco que temos com os mais nescessitados. Muitas vezes não assistimos nossos irmãos carentes porque achamos que temos temos tão pouco ou nada para dividir, seja no alimento material ou espiritual sempre temos a oferecer, por mais insignificante a oferta a nossos olhos, Deus a torna grandiosa, só depende de nosso coração aberto. Ou confiamos na providência divina e deixamos que Deus realize o milagre ou ficamos fechados no nosso egoismo que não nos deixa ver e viver o grande milagre Ele o Pai preparou para todos aqueles que nEle crêem. Pois Deus enviou seu filho Jesus para que todo aquele que nele crê naõ pereça mas tenha a vida eterna e a tenha em abundância. Disse Jesus: "Quem crê em mim ainda que esteja morto viverá". Portanto os filhos de Deus jamais morrerão, muito menos de sede e de fome, quer material ou espiritualmente falando.
"Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça porque serão saciados" Que a nossa justiça seja esta de partilha e doação, como o próprio Jesus que deu a maior prova de amor que alguém poderia dar, se entregando na cruz por todos nós sem excessão mesmo sendo pecadores, isto é não merecedores.