sábado, 31 de agosto de 2024

Mc 7,1-8.14-15.21-23 – Conversão do coração - 1º de setembro - 22º Domingo do Tempo Comum

LEITURA ORANTE

O que sai de dentro do coração...
Graça e Paz!
Preparamo-nos para a Leitura, invocando a Santíssima Trindade:
Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.
Rezemos:
E
Sendo hoje, 1º de setembro,  o 1º domingo do mês, dedicado a Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, rezemos:

Jesus Mestre, santificai minha mente
e aumentai minha fé.
Jesus, Mestre vivo na Igreja,
atraí todos à vossa escola.
Jesus Mestre, libertai-me do erro,
dos pensamentos inúteis e das trevas eternas.
Jesus Mestre, caminho entre o Pai e nós,
tudo vos ofereço e de vós tudo espero.
Jesus, caminho da santidade,
tornai-me vosso fiel seguidor.
Jesus caminho, tornai-me perfeito
como o Pai que está nos céus.
Jesus vida, vivei em mim, para que eu viva em vós.
Jesus vida, não permitais que eu me separe de vós.
Jesus vida, fazei-me viver eternamente
na alegria do vosso amor.
Jesus verdade, que eu seja luz para o mundo.
Jesus caminho, que eu seja
vossa testemunha autêntica diante dos homens.
Jesus vida, fazei que minha presença contagie a todos 
com o vosso amor e a vossa alegria.

1. Leitura (Ver
dade)
Vejamos o que diz o texto do dia.
Lemos atentamente,  o texto: Mc 7,1-8.14-15.21-23, e observamos pessoas, palavras, relações, lugares.

Naquele tempo, os fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. 2 Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. 3 Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. 4 Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre. 5 Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram então a Jesus: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?” 6 Jesus respondeu: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. 7 De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. 8 Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”. 14 Em seguida, Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: “Escutai, todos, e compreendei: 15 o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior.  21 Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, 22 adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. 23 Todas essas coisas más saem de dentro e são elas que tornam impuro o homem”.

Retomemos o texto
Em volta de Jesus estão os fariseus e os mestres da Lei. Os fariseus observavam estritamente a Lei e, ainda, ampliavam a aplicação das leis. Isto tornava muito difícil observá-las. Este rigorismo fazia com que se perdesse de vista o “espírito” das normas ou leis. É o que diz Jesus no Evangelho, quando afirma: “com a sua boca diz que me respeita, mas na verdade o seu coração está longe de mim”. Os doutores da Lei, também chamados rabis ou mestres, interpretavam a Lei e a aplicavam ao dia-a-dia. Jesus não havia frequentado nenhuma escola rabínica, mas os discípulos o chamavam de Mestre. No Evangelho ele se revela um verdadeiro Mestre. Não se deixa dominar pelo legalismo farisaico, por aqueles que se julgavam os mais entendido, sabedores de tudo, preocupados com o formalismo. Diz com firmeza que é de dentro do coração que saem as impurezas e maldade:” os maus pensamentos, a imoralidade sexual, os roubos, os crimes de morte, os adultérios, a avareza, as maldades, as mentiras, as imoralidades, a inveja, a calúnia, o orgulho e o falar e agir sem pensar nas consequências”. Em outras palavras, Jesus diz que o importante é a conversão do coração.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
Jesus, no Evangelho, nos convida a não nos iludir, buscando pureza exterior e aparências de pessoas que tudo explicam e entendem, inferiorizando os irmãos e lhes impondo observâncias que nada significam em termos de conversão para Deus.
A conversão é um dos aspectos do discípulo missionário, que acontece só após um encontro com Jesus Cristo.

Meditando
Os bispos na Conferência de Aparecida disseram: “A Conversão é a resposta inicial de quem escutou o Senhor com admiração, crê nEle pela ação do Espírito, decide ser seu amigo e ir após Ele, mudando sua forma de pensar e de viver, aceitando a cruz de Cristo, consciente de que morrer para o pecado é alcançar a vida. “ (DAp 178,b).
Como cultivamos a nossa observância religiosa: procuramos  ser fiel a Deus, vivemos em contínua conversão, ou nos preocupamos com práticas rotineiras, sem muita transformação de vida?

3.Oração (Vida)

O que o texto nos  leva a dizer a Deus?
Concluímos:
Rezando a Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida

Jesus, divino Mestre, nós vos adoramos, vivo na Igreja, 
vosso Corpo Místico  e sacramento universal de salvação. 
Nós vos louvamos e agradecemos  pelo dom da Igreja, 
na qual continuais a ser para nós o Caminho, a Verdade e a Vida. 
Nós vos pedimos por todos os que ainda não receberam o Evangelho, 
e pelos que não vivem integralmente a fé. 
Que todos tomem parte no diálogo de salvação com a Igreja; 
e a humanidade inteira realize 
a unidade na verdadeira fé, na mesma esperança e na caridade. 
Confirmai, cada vez mais, toda a Igreja na santidade. 
Assisti o papa e os bispos, santificai os sacerdotes, 
os religiosos e todo o povo de Deus! 
Senhor Jesus, o vosso desejo e também o nosso: 
"Que haja um só rebanho e um só Pastor", 
a fim de podermos encontrar-nos todos reunidos, 
na Igreja gloriosa. Jesus Mestre Caminho, Verdade e Vida, 
tende piedade de nós.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
"Somos chamados a encarnar o Evangelho no coração do mundo", dizem nossos pastores. (Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil). Como vamos viver esta exigente missão?
Nosso novo olhar, em vista desta missão, é de grande humildade para perceber o que em nós deve mudar para que o Evangelho possa antes fazer parte da nossa  vida e depois , pelo nosso testemunho ser proclamado ao mundo. 


Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patricia Silva, fsp
(11)97334-0180
https://leituraorantedapalavra.blogspot.com




quarta-feira, 28 de agosto de 2024

Vida da Primeira Mestra Tecla em scrollytelling

Scrollytelling - Comunicação com o coração em sintonia com os tempos


A vida da primeira Filha de São Paulo, Irmã Tecla Merlo, está disponível  em livros, sites, revistas e filmes. Agora, pode ser conhecida utilizando o recurso de comunicação scrollytelling, pela rolagem de telas com textos, imagens, áudios e filmes.                                Acesse: https://universo.paulinas.com.br/conteudo/vida-e-obra-da-veneravel-irma-tecla-merlo-em-scrollytelling/897

domingo, 11 de agosto de 2024

Jo 6,41-51 - Eucaristizar a vida, viver uma Missa prolongada (para o dia 11 de agosto - 19º Domingo do Tempo Comum)

LEITURA ORANTE


Preparamo-nos para a Leitura Orante, rezando, 
com todos os que se encontram com a Palavra:

Vinde, Espírito Santo, 

E dai-nos o dom da sabedoria,
para que possamos avaliar todas as coisas 
à luz do Evangelho 
e ler nos acontecimento da vida 
projetos de amor do Pai.


1. Leitura (Verdade)

O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o texto: Jo 6,41-51, e observamos Jesus que continua falando do pão da vida.

Naquele tempo, 41 os judeus começaram a murmurar a respeito de Jesus, porque havia dito: “Eu sou o pão que desceu do céu”. 42 Eles comentavam: “Não é este Jesus o filho de José? Não conhecemos seu pai e sua mãe? Como então pode dizer que desceu do céu?” 43 Jesus respondeu: “Não murmureis entre vós. 44 Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. 45 Está escrito nos Profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído vem a mim. 46 Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. 47 Em verdade, em verdade vos digo, quem crê possui a vida eterna. 48Eu sou o pão da vida. 49 Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. 50 Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer nunca morrerá. 51 Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”.

Refletindo
Jesus afirma que quem crê, tem a vida eterna. Volta a dizer que é o pão da vida. Diz ainda: “Quem come deste pão tem a vida eterna”. Sabemos que este pão de vida nos é dado pela Eucaristia. Assim como necessitamos de alimentos para viver fisicamente, precisamos marcar o ritmo do nosso quotidiano com o verdadeiro pão da vida, a 
Eucaristia. O cardeal vietnamita, Van Thuan, dizia: “O que devemos fazer com a nossa vida? "Eucaristizar". Transformar tudo em Eucaristia.” E quanto mais formos Eucaristia, menos fome teremos e seremos fortes para a missão que Deus nos confia. O arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, dizia, no último domingo: "Sejamos atletas de Jesus Cristo, pela Eucaristia". 

2. Meditação (Caminho)

O que o texto diz para nós, hoje?
O que buscamos como alimento para nosso espírito, para nossa vida cristã?
De que nos nutrimos para esta missão? Qual é a fonte que sacia nossa sede de vida?
Quanto mais formos à fonte de água viva, menos sede teremos e poderemos ajudar as pessoas que também estão com sede. 
Atualizando

Os bispos, na Conferência de Aparecida disseram: "Em sua Palavra e em todos os sacramentos, Jesus nos oferece um alimento para o caminho. A Eucaristia é o centro vital do universo, capaz de saciar a fome de vida e felicidade: "Aquele que se alimenta de mim, viverá por mim" (Jo 6,57). Nesse banquete feliz participamos da vida eterna e, assim, nossa existência cotidiana se converte em Missa prolongada. Porém, todos os dons de Deus requerem disposição adequada para que possam produzir frutos de mudança. Especialmente, exigem de nós espírito comunitário, que abramos os olhos para reconhecê-lo e servi-lo nos mais pobres: "No mais humilde encontramos o próprio Jesus". Por isso, São João Crisóstomo exortava: "Querem em verdade honrar o corpo de Cristo? Não consintam que ele esteja nu. Não o honrem no templo com mantos de seda enquanto fora o deixam passar frio e nudez". (DAp 354).

3.Oração (Vida)

O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos, espontaneamente, e concluímos com o 

Salmo 33
R. Provai e vede quão suave é o Senhor!

2 Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,*
seu louvor estará sempre em minha boca.
3 Minha alma se gloria no Senhor;*
que ouçam os humildes e se alegrem!R.

4 Comigo engrandecei ao Senhor Deus,*
exaltemos todos juntos o seu nome!
5 Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu,*
e de todos os temores me livrou. R.

6 Contemplai a sua face e alegrai-vos,*
e vosso rosto não se cubra de vergonha!
7 Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido,*
e o Senhor o libertou de toda angústia. R.

8 O anjo do Senhor vem acampar*
ao redor dos que o temem, e os salva.
9 Provai e vede quão suave é o Senhor!*
Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! R.

Música para ouvir e rezar: Por um pedaço de pão - Pe. Zezinho

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual o nosso novo olhar a partir da Palavra?
Buscaremos alimentar nossa vida com o pão do céu, 
e nos deixaremos “eucaristizar”,  vendo o mundo com os olhos e o coração de Jesus Mestre.

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.





terça-feira, 6 de agosto de 2024

Mc 9,2-10 - A transfiguração de Jesus



Preparamo-nos para a Leitura Orante, rezando, com todos:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Este momento é muito especial no nosso dia.
Fazemos
silêncio no nosso coração e pedimos luz ao Espírito.

Rezamos com o Bem-aventurado Alberione:

Mestre,
Tu que iluminas todo homem 
e és a própria verdade:
eu não quero raciocinar senão como Tu ensinas,
nem julgar senão conforme os teus julgamentos,
verdade substancial, dada a mim pelo Pai:
“Vive na minha mente, ó Jesus Verdade”.

1.Leitura (Verdade)

- O que a Palavra diz?
Lemos atentamente a narrativa da Transfiguração em Mc 9,2-10.

Seis dias depois, Jesus foi para um monte alto, levando consigo somente Pedro, Tiago e João. Ali, eles viram a aparência de Jesus mudar. A sua roupa ficou muito branca e brilhante, mais do que qualquer lavadeira seria capaz de deixar. E os três discípulos viram Elias e Moisés conversando com Jesus. Então Pedro disse a Jesus:
- Mestre, como é bom estarmos aqui! Vamos armar três barracas: uma para o senhor, outra para Moisés e outra para Elias.
Pedro não sabia o que deveria dizer, pois ele e os outros dois discípulos estavam apavorados. Logo depois, uma nuvem os cobriu, e dela veio uma voz, que disse:
- Este é o meu Filho querido. Escutem o que ele diz! Aí os discípulos olharam em volta e viram somente Jesus com eles. Quando estavam descendo do monte, Jesus mandou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem ressuscitasse. Eles obedeceram à ordem, mas discutiram entre si sobre o que queria dizer essa ressurreição. 

Refletindo
A transfiguração é manifestação da glória da Ressurreição. Observo neste trecho do Evangelho a revelação do Filho nas palavras do Pai: “Este é o meu Filho querido. Escutem o que ele diz”. Observo alguns símbolos:
“Monte muito alto” – a montanha indica o lugar de encontro com Deus.
Roupa brilhante”, (“luz”) ¬ Quanto mais luz coloco num ambiente escuro, mais claro ele se tornará.
Quanto mais Palavra de Deus tiver em mim, mais a luz de Deus brilhará em minha vida.
“Tendas”- lugares de repouso e de oração.
“Nuvem e sombra” simbolizam a presença de Deus.
Jesus se revela como verdadeiro Filho de Deus, Mestre a quem devo escutar e seguir em seu caminho de cruz e ressurreição.

2. Meditação (Caminho) 
O que a Palavra diz para nós?

Precisamos nos aproximar mais e escutar a Palavra, condição para aprender do Mestre e ser seu/sua discípulo/a.
Atualizando
Os bispos, na Conferência de  Aparecida, disseram:
"Para aprender com o Mestre é necessário assumir a centralidade do Mandamento do amor, que Ele quis chamar seu e novo: "Amem-se uns aos outros, como eu os amei" (Jo 15,12). Este amor, com a medida de Jesus, com total dom de si, além de ser o diferencial de cada cristão, não pode deixar de ser a característica de sua Igreja, comunidade discípula de Cristo, cujo testemunho de caridade fraterna será o primeiro e principal anúncio, "todos reconhecerão que sois meus discípulos" (Jo 13,35)." (DAp 138).

3. Oração (Vida)

- O que a Palavra nos leva a dizer a Deus?
Rezamos com toda a Igreja o Salmo 96(97)
Deus é rei, é o Altíssimo, / muito acima do universo.
  1. Deus é rei! Exulte a terra de alegria, / e as ilhas numerosas rejubilem! / Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, / que se apoia na justiça e no direito. – R.
  2. As montanhas se derretem como cera / ante a face do Senhor de toda a terra; / e assim proclama o céu sua justiça, / todos os povos podem ver a sua glória. – R.
  3. Porque vós sois o Altíssimo, Senhor,  muito acima do universo que criastes, / e de muito superais todos os deuses. – R.
4.Contemplação (Vida)
- Qual o nosso novo olhar a partir da Palavra?
Levamos conosco a luz de Jesus transfigurado.
Quanto mais luz levar em nossos olhos, nossas mãos, nossas palavras, mais iluminado estará o mundo em que vivemos.

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.






domingo, 4 de agosto de 2024

O pão da vida é Jesus - Jo 6,24-35 - 18º Domingo do Tempo Comum - 4 de agosto de 2024

LEITURA ORANTE




Verdadeiro pão descido do céu, Jesus sacia nossa fome de vida, tornando-nos mulheres e homens novos, em conformidade com a verdade que está nele. Ele nos convida a buscar sempre esse alimento que nos fortalece na caminhada. Neste início do mês vocacional, celebremos em comunhão com todos os ministros ordenados, especialmente com nossos padres.

Preparamo-nos para a Leitura Orante, 
rezando com todos que se encontram
 em volta da Palavra:

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso Amor. 
-Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado 
- e renovareis a face da terra.
Oremos: Ó Deus que instruíste os corações dos vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos da sua consolação. Por Cristo Senhor Nosso. Amém


Trindade Santíssima, Pai, Filho e Espírito Santo,
presente e atuante na Igreja
e na profundidade do meu ser,
eu vos adoro, amo e agradeço.

Tu és tão misericordioso: eu te peço todas as graças
que sabes serem necessárias para mim.

Canto: A Palavra está perto de ti, em tua boca, em teu coração (Rm 10,8) (bis)

1. Leitura (Verdade)
O que a Palavra nos diz?
Fixamos nosso olhar em Deus, através da Palavra.
Olhamos para Jesus. Escutamos o que Ele quer nos dizer. 
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 
– Naquele tempo, 24quando a multidão viu que Jesus não estava ali nem os seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de Jesus em Cafarnaum. 25Quando o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Rabi, quando chegaste aqui?” 26Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade eu vos digo, estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. 27Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna e que o Filho do Homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com seu selo”. 28Então perguntaram: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” 29Jesus respondeu: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”. 30Eles perguntaram: “Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti? Que obra fazes? 31Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: “Pão do céu deu-lhes a comer”. 32Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. 33Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. 34Então pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. 35Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”.

Refletindo
Jesus, o Mestre, diz que a multidão o procurava porque comeu o pão e as pessoas ficaram satisfeitas e não porque entenderam quem realizava o milagre. E diz-lhes que o que Deus quer é que creiam naquele que ele enviou!  O povo quer milagres para crer. Jesus lembra que não foi Moisés que lhes deu o maná, mas o verdadeiro pão do céu é o Pai que lhes dá.

2. Meditação (Caminho)

O que a Palavra diz para nós?
Atualizamos e meditamos a Palavra, ligando-a à nossa vida. Podemos nos perguntar: buscamos a Deus para satisfazer nossas necessidades ou pelo que Ele é?
Acreditamos que Deus sabe, antes que nos manifestemos, aquilo de que necessitamos? Acreditamos que as graças de Deus para nossa vida são infinitamente maiores do que aquelas que conhecemos?

Atualizando com a Palavra da Igreja
Os bispos, em Aparecida, disseram:
"Igual às primeiras comunidades de cristãos, hoje nos reunimos assiduamente para "escutar o ensinamento dos apóstolos, viver unidos e tomar parte no partir do pão e nas orações" (At 2,42). A comunhão da Igreja se nutre com o Pão da Palavra de Deus e com o Pão do Corpo de Cristo. A Eucaristia, participação de todos no mesmo Pão de Vida e no mesmo Cálice de Salvação, nos faz membros do mesmo Corpo (cf. 1 Cor 10,17). Ela é a fonte e o ponto mais alto da vida cristã, sua expressão mais perfeita e o alimento da vida em comunhão. Na Eucaristia, nutrem-se as novas relações evangélicas que surgem do fato de sermos filhos e filhas do Pai e irmãos e irmãs em Cristo. A Igreja que a celebra é "casa e escola de comunhão" , onde os discípulos compartilham a mesma fé, esperança e amor a serviço da missão evangelizadora" (DAp 158).

E o Papa Francisco medita conosco:
"Aquelas pessoas seguem Jesus pelo pão material que no dia anterior lhes tinha saciado a fome, quando Ele fizera a multiplicação dos pães, não compreenderam que aquele pão, partido para tantos, para muitos, era a expressão do amor do próprio Jesus. Deram mais valor àquele pão do que ao seu doador. Diante desta cegueira espiritual, Jesus evidencia a necessidade de ir além da doação e descobrir, conhecer o doador. O próprio Deus é o dom e também o doador. E assim, daquele pão, daquele gesto, as pessoas podem encontrar Quem o dá, que é Deus. Convida a abrir-se a uma perspectiva que não é só das preocupações diárias do comer, do vestir, do sucesso, da carreira. Jesus fala de outro alimento, fala de um alimento que não é corruptível e que é bom procurar e acolher. Ele exorta: «Trabalhai não pelo alimento que perece, mas pelo alimento que permanece até à vida eterna, e que o Filho do homem vos dará» (v. 27). Ou seja, procurai a salvação, o encontro com Deus.

E com estas palavras, quer-nos fazer compreender que, além da fome física o homem tem em si outra fome — todos nós temos esta fome — uma fome mais importante, que não pode ser saciada com um alimento qualquer. Trata-se da fome de vida, da fome de eternidade que só Ele pode satisfazer, porque é «o pão da vida» (v. 35). Jesus não elimina a preocupação nem a busca do alimento diário, não, não elimina a preocupação de tudo o que pode tornar a vida mais progredida. Mas Jesus recorda-nos que o verdadeiro significado da nossa existência terrena consiste no  encontro com Ele, que é dom e doador, e recorda-nos também que a história humana com os seus sofrimentos e as suas alegrias deve ser considerada num horizonte de eternidade, ou seja, no horizonte do encontro definitivo com Ele. E este encontro ilumina todos os dias da nossa vida. Se pensarmos neste encontro, neste grande dom, os pequenos dons da vida, também os sofrimentos, as preocupações serão iluminadas pela esperança deste encontro. «Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede» (v. 35). E esta é uma referência à Eucaristia, o maior dom que sacia a alma e o corpo. Encontrar e acolher Jesus, «pão de vida», em nós, confere significado e dá esperança ao caminho muitas vezes sinuoso da vida. Mas este «pão de vida» é-nos dado com uma tarefa, ou seja, para que possamos por nossa vez saciar a fome espiritual e material dos irmãos, anunciando o Evangelho por toda a parte." (Francisco, 2 ago 2015)

3. Oração (Vida)

O que a Palavra nos leva a dizer?
Vivemos este momento em silêncio. Preces espontâneas.
Canto:  Eis o Pão da Vida

Letra e Música: R. Galvão

Eis o pão da vida, eis o pão dos céus;
que alimenta o homem, em marcha para Deus.

1. Um grande convite o Senhor nos fez / 
e a Igreja o repete por sua vez. / 
Feliz quem ouve e alegre vem, / 
trazendo consigo o amor que tem.

2. Um dia por nós o Senhor se deu: / 
do sangue da cruz, o amor nasceu. / 
E ainda hoje Ele dá vigor / 
ao pobre, ao fraco, ao pecador.

3. Se o homem deseja viver feliz / 
não deixe de ouvir o que a Igreja diz: / 
procure sempre se aproximar / 
do Deus feito pão para nos salvar.

4. Contemplação (Vida)
Qual o novo olhar que a Palavra despertou em nós?
Vamos viver cada momento como graça de Deus. Rezemos:
 
Jesus Mestre,
Vós sois o Caminho, quero seguir vossos passos,
Vós sois a Verdade: iluminai-me,
Vós sois a Vida: dai-me a vossa graça.

Canto: Por tudo dai graças, por tudo dai graças,
Dai graças por tudo, dai graças (1Ts 5,18)

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.


Ir. Patrícia Silva, fsp