sábado, 28 de março de 2026

Mateus 27,11-54 - – mais breve - Jesus dá sua vida por nós! - Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor - 29 de março


Preparamo-nos para orar a Palavra, invocando o Espírito Santo:

Espírito de verdade, 
a ti consagro a mente e meus pensamentos: ilumina-me.
Que  eu conheça Jesus Mestre
e compreenda o seu Evangelho. 
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

Leitura (Verdade) 
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o texto: Mateus 27,11a54 e observamos pessoas, palavras, relacionamentos, lugares.

(Omite-se a saudação ao povo e o sinal da cruz).

N (Narrador): Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, Jesus foi posto diante de Pôncio Pilatos, e este o interrogou:

L (Leitor): Tu és o rei dos judeus? 

N: Jesus declarou:

 P (Presidente): É como dizes. 

N: E nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos. Então Pilatos perguntou: 

L: Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam? 

N: Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado.
Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse. Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. Então Pilatos perguntou à multidão reunida: 

L: Quem vós quereis que eu solte: Barrabás ou Jesus, a quem chamam de Cristo? 

N: Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja. Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele: 

L: Não te envolvas com esse justo! Porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele. 

N: Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer. 
O governador tornou a perguntar:

L: Qual dos dois quereis que eu solte? 

N: Eles gritaram:

G (Grupo ou assembleia): Barrabás.
 
N: Pilatos perguntou: 

L: Que farei com Jesus, que chamam de Cristo? N: Todos gritaram: G: Seja crucificado! 

N:Pilatos falou: 

L: Mas que mal ele fez? 

N: Eles, porém, gritaram com mais força: 

G: Seja crucificado! 

N: Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão e disse: 

L: Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema vosso! 

N: O povo todo respondeu: 

G: Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos.

N: Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus e entregou-o para ser crucificado. Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador e reuniram toda a tropa em volta dele. Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho; depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo: 

G: Salve, rei dos judeus! 

N: Cuspiram nele e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça. Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar. Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus.
E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer “lugar da caveira”. Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes. E ficaram ali sentados, montando guarda. Acima da cabeça de Jesus, puseram o motivo da sua condenação: “Este é Jesus, o rei dos Judeus”. Com ele também crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus.
As pessoas que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo: G: Tu que ias destruir o templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz! 

N: Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres da Lei e os anciãos, também zombavam de Jesus: 

G: A outros salvou… a si mesmo não pode salvar! É rei de Israel… Desça agora da cruz, e acreditaremos nele! Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o ama! Já que ele disse: “Eu sou o Filho de Deus”. 

N: Do mesmo modo, também os dois ladrões, que foram crucificados com Jesus, o insultavam. 
Desde o meio-dia até as três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra. Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito: 

P: Eli, Eli, lamá sabactâni? 

N: Que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram: 

G: Ele está chamando Elias! 

N: E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e lhe deu para beber. Outros, porém, disseram: 

G: Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo! 

N: Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito.

(Todos se ajoelham e faz-se uma pausa.)

N: E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram. Os túmulos se abriram e muito corpos dos santos falecidos ressuscitaram! Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, apareceram na Cidade Santa e foram vistos por muitas pessoas. O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram: 

G: Ele era mesmo Filho de Deus! 
(Silêncio)


Meditação (Caminho) 
O que o texto diz para nós, hoje?
Qual é o nosso Projeto? Perguntamo-nos: Quais são nossos valores? Identificamo-nos com Jesus e seu Projeto?

 Dizem os bispos: “Identificar-se com Jesus Cristo é também compartilhar seu destino: “Onde eu estiver, aí estará também o meu servo” (Jo 12,26). O cristão vive o mesmo destino do Senhor, inclusive até a cruz: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, carregue a sua cruz e me siga” (Mc 8,34). Estimula-nos o testemunho de tantos missionários e mártires de ontem e de hoje em nossos povos que tem chegado a compartilhar a cruz de Cristo até a entrega de sua vida.(DAp 140).

Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos, espontaneamente, com salmos, ato penitencial, ou outras orações, como a Via-sacra:
Podemos rezar com o Pe. Zezinho: Via-sacra da solidariedade
Acessar:

(Duração: 43:44)

Ou
VIA-SACRA (diante de um crucifixo)

1. Jesus é condenado à morte por Pilatos (Mt27,26) 
A cada estação, faço um momento de silêncio e depois rezo:
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.


2. Jesus carrega a sua Cruz (Mt 27,31) 


3. Jesus cai pela primeira vez 



4. Jesus encontra a sua Mãe 


5. Jesus recebe ajuda de Simão para carregar a Cruz (Mt27.32) 


6. Verônica enxuga o rosto de Jesus 



7. Jesus cai pela segunda vez sob o peso da Cruz 


8. Jesus fala às mulheres de Jerusalém (Lc 23,27) 


9. Jesus cai pela terceira vez sob o peso da Cruz 


10. Jesus é despojado de suas vestes (Mt 27,35) 


11. Jesus é pregado na Cruz 


12. Jesus morre na Cruz (Mt 27,50) 


13. Jesus é descido da Cruz (Mt 27,59) 


14. Jesus é sepultado (Mt27,60) 
15. Jesus ressuscitou (Mt 28,5).
Termino, fazendo com muita consciência o sinal da cruz:
"Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo".

Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso novo olhar é  de amor para Jesus e de pedido de perdão por  todas as traições que hoje ele sofre no mundo quando as pessoas se deixam vender.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém. 
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém. 
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém. 
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém. 


Ir. Patrícia Silva, fsp


Jo 11,45-56 - Planos contra a vida

LEITURA ORANTE
Jesus não mais andava publicamente na Judeia,
mas foi para uma região perto do deserto,
 a uma cidade chamada Efraim,
e ficou ali com os seus discípulos.

Preparamo-nos para a Leitura Orante,
invocando o Espírito Santo:

Espírito de verdade,
a ti consagro a mente e meus pensamentos: 
ilumina-me.
Que eu conheça Jesus Mestre
e compreenda o seu Evangelho.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, 
tem piedade de nós.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o texto Jo 11,45-56, e observamos pessoas, palavras, relacionamentos, lugares.

Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele.  Alguns, porém, foram ter com os fariseus e contaram o que Jesus tinha feito. Então os sumos sacerdotes e os fariseus reuniram o conselho e disseram: “O que faremos? Esse homem realiza muitos sinais. Se deixamos que ele continue assim, todos vão acreditar nele, e virão os romanos e destruirão o nosso lugar santo e a nossa nação”. Um deles, chamado Caifás, sumo sacerdote em função naquele ano, disse: “Vós não entendeis nada. Não percebeis que é melhor um só morrer pelo povo do que perecer a nação inteira?” Caifás não falou isso por si mesmo. Sendo sumo sacerdote em função naquele ano, profetizou que Jesus iria morrer pela nação.  E não só pela nação, mas também para reunir os filhos de Deus dispersos.  A partir desse dia, as autoridades judaicas tomaram a decisão de matar Jesus. Por isso, Jesus não andava mais em público no meio dos judeus. Retirou-se para uma região perto do deserto, para a cidade chamada Efraim. Ali permaneceu com os seus discípulos. A Páscoa dos judeus estava próxima. Muita gente do campo tinha subido a Jerusalém para se purificar antes da Páscoa. Procuravam Jesus e, ao reunirem-se no templo, comentavam entre si: “O que vos parece? Será que ele não vem para a festa?” 

Revendo o texto
O Conselho Superior se sentia ameaçado por Jesus. Vejo isto nesta afirmação: "Esse homem está fazendo muitos milagres! Se deixarmos que ele continue fazendo essas coisas, todos vão crer nele. Aí as autoridades romanas agirão contra nós e destruirão o Templo e o nosso país". Era uma ameaça, segundo eles, também contra o Templo e o país. Consequências: planos para matar Jesus.  Ele se retirou e era procurado.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
Olhando para Jesus, entendemos que sempre que somos coerentes, fiéis, podemos sofrer ameaças e até passar por julgamentos e condenações. Perguntamo-nos agora: como reagimos? Como Jesus? Ou cedemos às tentações? Preferimos deixar de lado o Projeto de Deus e nos ajustar ao que interessa a outros? 

Meditando
Os bispos, em Aparecida, falaram de “uma missão para comunicar vida” como fez Jesus: "A vida se acrescenta dando-a e se enfraquece no isolamento e na comodidade. De fato, os que mais desfrutam da vida são os que deixam da margem a segurança e se apaixonam na missão de comunicar vida aos demais. O Evangelho nos ajuda a descobrir que um cuidado enfermiço da própria vida depõe contra a qualidade humana e cristã dessa mesma vida. Vivemos muito melhor quando temos liberdade interior para doá-la "Quem aprecia sua vida terrena, a perderá" (Jo 12,25). Aqui descobrimos outra profunda lei da realidade: "que a vida se alcança e amadurece à medida que é entregue para dar vida aos outros. Isso é, definitivamente, a missão." (DAp 360).

3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?

ORAÇÃO 
Deus, nosso Pai, fonte da vida e princípio do bem viver,
criastes o ser humano e lhe confiastes o mundo
como um jardim a ser cultivado com amor.
Dai-nos um coração acolhedor para assumir
a vida como dom e compromisso.

Abri nossos olhos para ver
as necessidades dos nossos irmãos e irmãs,
sobretudo dos mais pobres e marginalizados.
Ensinai-nos a sentir verdadeira compaixão
expressa no cuidado fraterno,
próprio de quem reconhece no próximo
o rosto do vosso Filho.
Inspirai-nos palavras e ações para sermos
construtores de uma nova sociedade,
reconciliada no amor.

Dai-nos a graça de vivermos
em comunidades eclesiais missionárias,
que, compadecidas,
vejam, se aproximem e cuidem
daqueles que sofrem,
a exemplo de Maria, a Senhora da Conceição Aparecida,
e de Santa Dulce dos Pobres, Anjo Bom do Brasil.
Por Jesus, o Filho amado,
no Espírito, Senhor que dá a vida
Amém!

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso novo olhar é de atenção àquilo que pode ser uma manipulação da nossa coerência de vida com o Evangelho. Nossa opção é por Jesus Cristo. 

Bênção 
Senhor, nosso Deus, concedei-nos nesta quaresma a graça da conversão e da reconciliação por meio da oração, da penitência e da caridade. 
Dai-nos a graça de aprender convosco a  ser livres para amar, acolhendo a vida como dom e compromisso, valorizando e defendendo a vida, especialmente onde ela se encontra mais fragilizada e sofrida. 
Isto vos pedimos, em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp