segunda-feira, 29 de julho de 2024

Jo 11,19-27 - Fé que faz viver

Preparamo-nos para a Leitura, renovando nossa fé, 
com todos os que buscam a Palavra:

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Creio, meu Deus, que estou diante de ti.
Que me vês e escutas as minhas orações.
Tu és tão grande e tão santo: eu te adoro.
Tu me deste tudo: eu te agradeço.
Foste tão ofendido por mim:
eu te peço perdão de todo o coração.
Tu és tão misericordioso: eu te peço todas as graças
que sabes serem necessárias para mim.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o texto Jo 11,19-27, e observamos o diálogo de Jesus com Marta.

E muitas pessoas tinham vindo visitar Marta e Maria para as consolarem por causa da morte do irmão. Quando Marta soube que Jesus estava chegando, foi encontrar-se com ele. Porém Maria ficou sentada em casa. Então Marta disse a Jesus:
- Se o senhor estivesse aqui, o meu irmão não teria morrido! Mas eu sei que, mesmo assim, Deus lhe dará tudo o que o senhor pedir a ele.
- O seu irmão vai ressuscitar! - disse Jesus.
Marta respondeu:
- Eu sei que ele vai ressuscitar no último dia!
Então Jesus afirmou:
- Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim nunca morrerá. Você acredita nisso?
- Sim, senhor! - disse ela. - Eu creio que o senhor é o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo.
Neste diálogo com Jesus sobre a morte de Lázaro, Marta afirma sua fé na ressurreição “no último dia”. Revela ainda que crê no poder da intercessão de Jesus, quando diz: “Deus lhe dará tudo o que o senhor pedir a ele”. Jesus lhe responde com um novo conceito de vida, ou seja, quem crê recebe uma vida superior: "quem vive e crê em mim nunca morrerá”. Jesus diz claro: “nunca morrerá”. E mais: quem crê, se morre nesta vida terrena, sua morte não é o fim, o caos: : “ainda que morra, viverá”. A fé na pessoa de Jesus Cristo garante a vida.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
Como vivemos a fé?
O texto nos faz recordar o que disseram os bispos em Aparecida: “A fé em Jesus como o Filho do Pai é a porta de entrada para a Vida. Como discípulos de Jesus, confessamos nossa fé com as palavras de Pedro: “Tuas palavras dão vida eterna” (Jo 6,68); “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (Mt 16,16).” (DAp 101).
Marta não percebe que a Vida, Jesus, está ali!

3.Oração (Vida) 
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluimos, com a canção do padre Zezinho, scj,
 “Milagres acontecem”

Quando a força de um amor
não basta pra fazer você sorrir
Quando a força de uma fé
não basta pra fazer você feliz
Quando a dor da solidão, doi tanto e tanto
que você já não consegue nem pensar
Procure a oração (4x)

Quando a força da canção
não basta pra fazer você cantar
Quando a força da emoção
não basta pra fazer você chorar
Quando a dor da solidão, doi tanto e tanto
que você já não consegue nem sonhar
Procure a oração (4x)

Quando a dor de uma paixão
Algum momento mais cruel
Algum amor que não deu certo
Ameaçar seu coração
Procure a oração (2x)

Milagres acontecem
Quando a gente reza e reza sem desanimar
E a paz é dos milagres, 
o milagre mais bonito que se possa desejar
Milhares de pessoas encontram a resposta no momento de oração
Milagres acontecem quando pomos de joelho o coração.

CD Sereno e forte, Pe. Zezinho, scj

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso novo olhar será renovado a cada instante pela fé em Jesus Cristo,
pela certeza de que Jesus, a Vida, está sempre entre nós.

Bênção Bíblica
O Senhor o abençoe e guarde!
O Senhor lhe mostre seu rosto brilhante e tenha piedade de você!
O Senhor lhe mostre seu rosto e lhe conceda a paz!' (Nm 6,24-27). 

Irmã Patrícia Silva, fsp

sábado, 29 de junho de 2024

Mt 8,18-22 - Muito além das fronteiras. "Abram as portas"

LEITURA ORANTE

Preparamo-nos para a Leitura, agradecendo, 
com todos os que neste espaço se encontram com a Palavra:

Agradeço-te, meu Deus, 
porque me chamaste, 
tirando-me das minhas ocupações do dia-a-dia, 
muitas vezes difíceis e pesadas, 
para aqui me encontrar contigo. 
Dispõe o meu coração na paz e na humildade 
para poder ser por ti encontrado/a e ouvir a tua Palavra. 

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o texto: Mt 8,5-17 - Cura sem limites. 

Quando Jesus entrou na cidade de Cafarnaum, um oficial romano foi encontrar-se com ele e pediu que curasse o seu empregado. Ele disse:
- Senhor, o meu empregado está na minha casa, tão doente, que não pode nem se mexer na cama. Ele está sofrendo demais.
- Eu vou lá curá-lo! - disse Jesus.
O oficial romano respondeu:
- Não, senhor! Eu não mereço que o senhor entre na minha casa. Dê somente uma ordem, e o meu empregado ficará bom. Eu também estou debaixo da autoridade de oficiais superiores e tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Digo para um: "Vá lá", e ele vai. Digo para outro: "Venha cá", e ele vem. E digo também para o meu empregado: "Faça isto", e ele faz.
Quando Jesus ouviu isso, ficou muito admirado e disse aos que o seguiam:
- Eu afirmo a vocês que isto é verdade: nunca vi tanta fé, nem mesmo entre o povo de Israel! E digo a vocês que muita gente vai chegar do Leste e do Oeste e se sentar à mesa no Reino do Céu com Abraão, Isaque e Jacó. Mas as pessoas que deviam estar no Reino serão jogadas fora, na escuridão. Ali vão chorar e ranger os dentes de desespero.
E Jesus disse ao oficial:
- Vá para casa, pois será feito como você crê.
E naquele momento o empregado do oficial romano ficou curado. 


Refletindo
Jesus foi à casa de Pedro e viu a sogra dele de cama, com febre. Jesus tocou na mão dela, e a febre saiu dela. Então ela se levantou e começou a cuidar dele.
Depois do pôr-do-sol, o povo levou até Jesus muitas pessoas que estavam dominadas por demônios. E ele, apenas com uma palavra, expulsava os espíritos maus e curava todas as pessoas que estavam doentes. Jesus fez isso para cumprir o que o profeta Isaías tinha dito:
"Ele levou as nossas doenças
e carregou as nossas enfermidades."
O oficial romano, por ser pagão, era para os judeus "impuro", isto é, inaceitável. Um judeu observante não falava com um pagão e, muito menos, entrava na sua casa. Era o preconceito por ser considerado impuro. O oficial romano é também chamado "centurião", derivado de "cento", ou seja, chefe de um batalhão de cem soldados. Pela sua fé, elogiada por Jesus, o centurião se torna representante de todos os pagãos que crerão em Jesus. Fica também entendido que as fronteiras do Reino de Deus vão muito além das fronteiras que criamos. A fronteira é a fé. Sem esta fé não se entra no Reino.

2. Meditação (Caminho) 
 O que o texto diz para nós? 
"Não temam! Abram, abram de par em par as portas a Cristo!... ", disse Bento XVI. Jesus não se deixa vencer pelo preconceito. Deixou-se vencer pela humildade e pela fé do oficial romano. Questiono-me se a minha fé me permite abrir as portas da minha casa, do meu coração, da minha família, do meu trabalho para Cristo. Pergunto-me ainda se me deixo vencer por algum preconceito. Se ainda não tenho fé que rompe as fronteiras, vou repetir hoje muitas vezes:
Senhor! Eu não mereço que o senhor entre na minha casa
Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

3.Oração (Vida)
O que o texto  nos leva a dizer a Deus? 
Rezamos  a Paulo  Apóstolo nosso protetor:

Oremos: Concedei-nos, Senhor,  ser invadidos/as

pela mesma luz da fé que iluminou o apóstolo São Paulo

para anunciar aos povos o vosso amor e a vossa glória.

E que a graça  e a paz do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do

Espírito Santo estejam com todos nós” (2Cor 13,11-13).  Amém                                                              

Canto: Eu sei, eu sei, eu sei em quem acreditei. Eu sei, eu sei em quem acreditei.


4.Contemplação (Vida e Missão) 
 Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Lembraremos do centurião e nos motivaremos no dia de hoje, com as palavras do papa Bento XVI no início de seu Pontificado, fazendo eco a João Paulo II: "Não temam! Abram, abram de par em par as portas a Cristo!... quem deixa Cristo entrar a não perde nada, nada - absolutamente nada - do que faz a vida livre, bela e grande. Não! Só com esta amizade abrem-se as portas da vida. Só com esta amizade abrem-se realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só com esta amizade experimentamos o que é belo e o que nos liberta... Não tenham medo de Cristo! Ele não tira nada e nos dá tudo. Quem se dá a Ele, recebe cem por um. Sim, abram, abram de par em par as portas a Cristo e encontrarão a verdadeira vida."

Bênção 
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.


Irmã Patrícia Silva, fsp


domingo, 16 de junho de 2024

Mc 4,26-34 - O Reino é como a semente de mostarda

LEITURA ORANTE



Preparamo-nos  para este momento, 
com a oração ao Espírito Santo:

A Vós, Espírito de verdade,
consagro a mente, a fantasia e a memória:
 iluminai-me.
Fazei-me conhecer Jesus Cristo e 
compreender o seu Evangelho. 
Amém.
1. Leitura (Verdade)
Fazemos a leitura lenta e atenta do texto da Palavra do dia: Mc 4,26-34.

Jesus disse:
- O Reino de Deus é como um homem que jogou  a semente na terra. Quer ele esteja acordado, quer esteja dormindo, ela brota e cresce, sem ele saber como isso acontece. É a própria terra que dá o seu fruto: primeiro aparece a planta, depois a espiga, e, mais tarde, os grãos que enchem a espiga. Quando as espigas ficam maduras, o homem começa a cortá-las com a foice, pois chegou o tempo da colheita.
Jesus continuou:
- Com o que podemos comparar o Reino de Deus? Que parábola podemos usar para isso? Ele é como uma semente de mostarda, que é a menor de todas as sementes. Mas, depois de semeada, cresce muito até ficar a maior de todas as plantas. E os seus ramos são tão grandes, que os passarinhos fazem ninhos entre as suas folhas.
Assim, usando muitas parábolas como estas, Jesus falava ao povo de um modo que eles podiam entender. E só falava com eles usando parábolas, mas explicava tudo em particular aos discípulos.

Em um momento de silêncio, recordo o que li. São duas pequenas parábolas. Uma fala do processo como se desenvolve o Reino de Deus. Exige paciência. A outra é sobre o resultado de uma pequena boa semente. Fala de esperança.

2. Meditação (Caminho)
O que a Palavra diz para nós?
O que nos dizem estas duas parábolas de Jesus Mestre? Atualizamos a Palavra, ligando-a à nossa vida.

O "Reino de Deus está perto". Dentro de nós. Como se desenvolve? Como o cultivamos? 

Diz o Papa Francisco:
"Deus confiou a sua Palavra à nossa terra, ou seja, a cada um de nós com a nossa humanidade concreta. Podemos ser confiantes, porque a Palavra de Deus é palavra criadora, destinada a tornar-se «o grão abundante na espiga» (v. 28). Esta Palavra, se for aceite, certamente dará os seus frutos, porque o próprio Deus a faz germinar e maturar através de veredas que nem sempre podemos verificar e de um modo que nós não sabemos (cf. v. 27). Tudo isto faz compreender que é sempre Deus, é sempre Deus quem faz crescer o seu Reino — por isso rezamos tanto para que «venha a nós o vosso Reino» — é Ele quem o faz crescer, o homem é seu humilde colaborador, que contempla e rejubila pela criadora ação divina e aguarda paciente os seus frutos.

A Palavra de Deus faz crescer, dá vida. E aqui gostaria de vos recordar mais uma vez a importância de ter o Evangelho, a Bíblia, ao alcance — o Evangelho pequeno na bolsa, no bolso — e de nos alimentarmos todos os dias com esta Palavra viva de Deus: ler todos os dias um trecho do Evangelho, um trecho da Bíblia. Nunca esqueçamos disto, por favor. Porque é esta a força que faz germinar em nós a vida do Reino de Deus.

A segunda parábola utiliza a imagem do grão de mostarda. Apesar de ser a mais pequenina de todas as sementes, está cheia de vida e cresce até se tornar «a planta mais frondosa do horto» (Mc 4, 32). É assim o Reino de Deus: uma realidade humanamente pequena e de aparência irrelevante. Para fazer parte dele é preciso ser pobre de coração; não confiar nas próprias capacidades, mas no poder do amor de Deus; não agir para ser importante aos olhos do mundo, mas precioso aos olhos de Deus, que tem predileção pelos simples e humildes. Quando vivemos assim, através de nós irrompe a força de Cristo e transforma o que é pequenino e modesto numa realidade que faz fermentar toda a massa do mundo e da história.

Obtemos destas duas parábolas um ensinamento importante: o Reino de Deus requer a nossa colaboração, mas é sobretudo iniciativa e dom do Senhor. A nossa obra frágil, aparentemente pequenina face à complexidade dos problemas do mundo, se for inserida na de Deus não receia as dificuldades. A vitória do Senhor é certa: o seu amor fará germinar e crescer todas as sementes de bem presentes na terra. Isto abre-nos à confiança e à esperança, não obstante os dramas, as injustiças, os sofrimentos que encontramos. A semente do bem e da paz germina e desenvolve-se, porque o amor misericordioso de Deus a faz amadurecer". (14/06/2015).

3. Oração(Vida)
O que a Palavra nos leva a dizer a Deus?
Rezamos:
Salmo 119
Como é doce ao meu paladar a tua promessa, 
Senhor, é mais do que o mel em minha boca!
Com teus preceitos, sou capaz de discernir e detestar qualquer caminho mau.
Tua palavra é lâmpada para os meus pés, e luz para o meu caminho.
Eu jurei, e sustento: observar as tuas justas normas.
Senhor, faze-me viver, conforme a tua palavra. (103-107)

4. Contemplação (Vida)
Qual o novo olhar que a Palavra despertou em nós?
Viveremos este dia com olhar novo, "descobrindo" o Reino de Deus presente em cada situação, pessoa, dificuldade, alegria, realização, desafio, cultivando dentro de nós a paciência e a esperança.
Por  todas as pessoas, rezamos com o apóstolo Paulo:
"Que o Senhor realize todos os desejos que vocês têm de fazer o bem" . (2Ts 1,11).
Podemos fazer a Trezena a São Paulo  (a seguir)

Bênção 
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém. 


Ir. Patrícia Silva, fsp
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

TREZENA A SÃO PAULO (como 13 são suas Cartas

(cada dia podemos trabalhar um item, lendo e meditando a citação bíblica.)

 Introdução 

Diz São Paulo: “orai sem cessar” (1Ts 5,17-18)

“Eu me alegro e celebro convosco” (Fl 2,17)

“Em vossas orações e súplicas,

com ação de graças, apresentai a Deus vossos pedidos” (Fl 4,6)

 

Rezemos por intercessão deste grande Apóstolo:

1.  Dia 16/06 -     Que sejamos firmes na fé  (Rm 8,31-39)

Todos/as: Dai-nos, Senhor

Pai Nosso...

São Paulo  Apóstolo nosso protetor, rogai por nós!

2.  Dia 17 -   Que sejamos uma "nova criatura" (2Cor 5,14-17)

Todos/as: Dai-nos, Senhor

Pai Nosso...

São Paulo  Apóstolo nosso protetor, rogai por nós!

3.  Dia 18 -     Que sejamos solidários uns com os outros  (Rm 12,9-15)

Todos/as: Dai-nos, Senhor

Pai Nosso...

São Paulo  Apóstolo nosso protetor, rogai por nós!

 

 

4.   Dia 19 - Que vivamos a fidelidade no anúncio de Jesus Cristo (1Cor 15, 1-5)

Todos/as: Dai-nos, Senhor

Pai Nosso...

São Paulo  Apóstolo nosso protetor, rogai por nós!

5.  Dia 20 -  Que sejamos missionários da Palavra (Rm 10,8-15)

Todos/as: Dai-nos, Senhor

Pai Nosso...

São Paulo  Apóstolo nosso protetor, rogai por nós!

6.  Dia 21 -  Que vivamos a misericórdia e a bondade (Cl 3,12-17)

Todos/as: Dai-nos, Senhor

Pai Nosso...

São Paulo  Apóstolo nosso protetor, rogai por nós!

 

7.  Dia 22 - Que sejamos constantes nas tribulações e angústias (2Cor 6,3-10)

Todos/as: Dai-nos, Senhor

Pai Nosso...

São Paulo  Apóstolo nosso protetor, rogai por nós!

8.   Dia 23 -  Que vivamos a caridade sem fingimento (2Cor 6, 1-10)

Todos/as: Dai-nos, Senhor

Pai Nosso...

São Paulo  Apóstolo nosso protetor, rogai por nós!

 

9.  Dia 24 -   Para que sejamos revestidos pela fé e pelo amor (1Ts 5,8-11)

Todos/as: Dai-nos, Senhor

Pai Nosso...

São Paulo  Apóstolo nosso protetor, rogai por nós!

10. Dia 25 - Que nossa fé nos fortaleça nas dificuldades (Fl 4,11-13)

Todos/as: Dai-nos, Senhor

Pai Nosso...

São Paulo  Apóstolo nosso protetor, rogai por nós!

11. Dia 26 -   Que nossa vida seja pela causa de Cristo (Fl 3, 7-14)

Todos/as: Dai-nos, Senhor

Pai Nosso...

São Paulo  Apóstolo nosso protetor, rogai por nós!

12. Dia 27 - Que vivamos a comunhão com os demais membros do Corpo (1Cor 12,12-21)

Todos/as: Dai-nos, Senhor

Pai Nosso...

São Paulo  Apóstolo nosso protetor, rogai por nós!

13. Dia 28 - Que nos confirme na sua graça sem limites (Ef 1, 3-14)

Todos/as: Dai-nos, Senhor

Pai Nosso...

São Paulo  Apóstolo nosso protetor, rogai por nós!

Pai nosso...

 

Oremos: Concedei-nos, Senhor,  ser invadidos/as

pela mesma luz da fé que iluminou o apóstolo São Paulo

para anunciar aos povos o vosso amor e a vossa glória.

E que a graça  e a paz do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do

Espírito Santo estejam com todos nós” (2Cor 13,11-13).  Amém                                                              

 

Canto: Eu sei, eu sei, eu sei em quem acreditei. Eu sei, eu sei em quem acreditei.


sexta-feira, 7 de junho de 2024

Jo 19,31-37 - Espiritualidade do amor

LEITURA ORANTE


Hoje é Solenidade do Sagrado Coração de Jesus.
Preparamo-nos para a Leitura Orante rezando:

Coração Divino de Jesus, 
eu vos ofereço, por meio do Coração Imaculado de Maria, 

Mãe da Igreja, Rainha dos Apóstolos, 
em união ao Sacrifício Eucarístico, 
todas as minhas ações, orações, alegrias 
e sofrimentos deste dia,
em reparação dos pecados 
e pela salvação de todos as pessoas, 
para a glória de Deus Pai. Amém.

1. Leitura (Verdade)
- O que a Palavra diz?
Lemos atentamente,  Jo 19,31-37.

Então os líderes judeus pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas dos que tinham sido crucificados e mandasse tirá-los das cruzes. Pediram isso porque era sexta-feira e não queriam que, no sábado, os corpos ainda estivessem nas cruzes. E aquele sábado era especialmente santo. Os soldados foram e quebraram as pernas do primeiro homem que tinha sido crucificado com Jesus e depois quebraram as pernas do outro. Mas, quando chegaram perto de Jesus, viram que ele já estava morto e não quebraram as suas pernas. Porém um dos soldados furou o lado de Jesus com uma lança. No mesmo instante saiu sangue e água. Quem viu isso contou o que aconteceu para que vocês também creiam. O que ele disse é verdade, e ele sabe que fala a verdade. Isso aconteceu para que se cumprisse o que as Escrituras Sagradas dizem: "Nenhum dos seus ossos será quebrado." E em outro lugar as Escrituras Sagradas dizem: "Eles olharão para aquele a quem atravessaram com a lança."

Refletindo
Neste texto,  na cruz, Jesus revela seu grande amor ao ser atingido no seu coração pela lança do soldado. Por isso, a espiritualidade do Coração de Jesus é a espiritualidade do amor. Quem vive esta devoção reconhece o amor íntimo e profundo com que Deus o ama e dá a vida por ele, e responde com amor. Um amor solidário e reparador. Do coração de Jesus nasceu a Igreja, cuja missão é testemunhar o amor de Jesus em todos os lugares e tempos.

Como têm lembrado, frequentemente, os papas, a devoção ao Coração de Cristo tem um sólido fundamento na Escritura. Jesus, (...) apresenta-se a si mesmo como mestre "manso e humilde de Coração" (Mt 11, 29). Pode-se dizer que do lado de Cristo atravessado pela lança, brotou sangue e água, símbolo do "sacramento admirável de toda a Igreja". (Cf Diretório sobre a Piedade Popular, da Congregação para o Culto Divino. Vaticano, Dezembro de 2001).

O texto de São João que narra a apresentação das mãos e do lado de Cristo aos discípulos (Cf. Jo 20, 20) e o convite dirigido por Cristo a Tomé para que estendesse a sua mão e a introduzisse no seu lado (Cf. Jo 20 27), tiveram também um influxo notável na origem e no desenvolvimento da piedade ao Sagrado Coração.

2. Meditação(Caminho)
- O que a Palavra diz para nós?
Meditando
O Diretório sobre a Piedade Popular, da Congregação para o Culto Divino de dezembro de 2001, afirma:

"A sexta-feira seguinte ao segundo domingo depois de Pentecostes a Igreja celebra a solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Além da celebração litúrgica, muitas outras expressões de piedade têm por objeto o Coração de Cristo. Não tem dúvida de que a devoção ao Coração do Salvador tem sido, e continua a ser, uma das expressões mais difundidas e amadas da piedade eclesiástica. Entendida à luz da Sagrada Escritura, a expressão "Coração de Cristo" designa o mesmo mistério de Cristo, a totalidade do seu ser, a sua pessoa considerada no seu núcleo mais íntimo e essencial..."

Santo Agostinho diz:
"A entrada é acessível: Cristo é a porta.
Também se abriu para você quando o seu lado foi aberto pela lança.
Lembra o que dali saiu; portanto olha por onde pode entrar.
Do lado do Senhor pendurado que morria na Cruz saiu sangue e água quando foi aberto pela lança. Na água está a sua purificação, no sangue a sua redenção."


3. Oração (Vida) 
O que a Palavra nos leva a dizer a Deus?
"No Coração de Jesus existe tudo o que precisamos: fortaleza para os fracos, coragem para os tímidos, luz e conselho para os hesitantes; e para todos: humildade, paz, caridade e alegria de viver". (Santa Paula Frassinetti).

Rezamos, agora,  com a canção "Daqui quero iluminar", vendo o vídeo:
https://youtu.be/UBz2H93YW7M


4. Contemplação(Vida/ Missão) 
- Qual o nosso novo olhar a partir da Palavra?
Só pode ser um olhar de amor que se doa, como o de Jesus.


Bênção 
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.



Irmã Patrícia Silva, fsp



quinta-feira, 30 de maio de 2024

Mc 14,12-16.22-26 - Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo


LEITURA ORANTE


Iniciamos este momento de Leitura Orante, 
em sintonia com toda a Igreja,
que celebra Corpus Christi.
Rezamos a ação de graças dos bispos 
na Conferência de Aparecida:

Bendizemos a Deus que se nos dá na celebração da fé, 
especialmente na Eucaristia, pão de vida eterna. 
A ação de graças a Deus pelos numerosos e admiráveis dons 
que nos outorgou culmina na celebração central da Igreja, 
que é a Eucaristia, alimento substancial dos discípulos e missionários”. 
(DAp 26).

E cantamos com o Padre Zezinho, scj:

(Pe. Zezinho,scj)

Daqui do meu lugar, eu olho o teu altar
E fico a imaginar aquele pão, aquela refeição
Partiste aquele pão e o deste aos teus irmãos
Criaste a religião do pão do céu
Do pão que vem do céu

Somos a Igreja do pão
Do pão repartido, e do abraço e da paz

Somos a Igreja do pão
Do pão repartido, e do abraço e da paz

Daqui do meu lugar, eu olho o teu altar
E fico a imaginar aquela paz, aquela comunhão
Viveste aquela paz e a deste aos teus irmãos
Criaste a religião do pão da paz
Da paz que vem do céu

Somos a Igreja da paz
Da paz partilhada, e do abraço e do pão



1.Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente, o texto: Mc 14,12-16.22-26, e observamos as palavras e gestos de Jesus, na última ceia.

No primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento, em que os judeus matavam carneirinhos para comemorarem a Páscoa, os discípulos perguntaram a Jesus:
- Onde é que o senhor quer que a gente prepare o jantar da Páscoa para o senhor?
Então Jesus enviou dois discípulos com a seguinte ordem:
- Vão até a cidade. Lá irá se encontrar com vocês um homem que estará carregando um pote de água. Vão atrás desse homem e digam ao dono da casa em que ele entrar que o Mestre manda perguntar: "Onde fica a sala em que eu e os meus discípulos vamos comer o jantar da Páscoa?" Então ele mostrará a vocês no andar de cima uma sala grande, mobiliada e arrumada para o jantar. Preparem ali tudo para nós.
Os dois discípulos foram até a cidade e encontraram tudo como Jesus tinha dito. Então prepararam o jantar da Páscoa. Enquanto estavam comendo, Jesus pegou o pão e deu graças a Deus. Depois partiu o pão e o deu aos discípulos, dizendo:
- Peguem; isto é o meu corpo. Em seguida, pegou o cálice de vinho e agradeceu a Deus. Depois passou o cálice aos discípulos, e todos beberam do vinho. Então Jesus disse:
- Isto é o meu sangue, que é derramado em favor de muitos, o sangue que garante a aliança feita por Deus com o seu povo. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: nunca mais beberei deste vinho até o dia em que beber com vocês um vinho novo no Reino de Deus.
Então, eles cantaram canções de louvor e foram para o monte das Oliveiras.


Durante a última ceia pascal, que Jesus celebrou com seus discípulos, ele mesmo nos revela o mistério: "Isto é meu Corpo.(...) Isto é o meu sangue”. E nos convida a alimentar-nos dele. É na Eucaristia que nos alimentamos do Pão da Vida, o próprio Senhor Jesus. Vejamos esta música:

Este Pão (Pe. Zezinho, scj)


Este pão, que a gente chama: Eucaristia,

lembrança de uma ceia sem igual.
partiu aquele pão naquele dia,
Partiu o pão, 
Partiu o pão,
Partiu o pão,
E dentro dele achou o céu,
Achou o céu,
Achou o céu
Este pão, que a gente chama: Eucaristia,
deserto desta vida é o novo maná.
Quem tem fome de justiça e de luz,
Aproxime-se da mesa de Jesus!


2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
Jesus se fez pão para ficar conosco. Quis ser meu alimento. Como acolhemos e recebemos este alimento?

Disseram, em Aparecida, os bispos: 

"Igual às primeiras comunidades de cristãos, hoje nos reunimos assiduamente para “escutar o ensinamento dos apóstolos, viver unidos e tomar parte no partir do pão e nas orações”(At 2,42). A comunhão da Igreja se nutre com o Pão da Palavra de Deus e com o Pão do Corpo de Cristo. A Eucaristia, participação de todos no mesmo Pão de Vida e no mesmo Cálice de Salvação, nos faz membros do mesmo Corpo (cf. 1 Cor 10,17). Ela é a fonte e o ponto mais alto da vida cristã, sua expressão mais perfeita e o alimento da vida em comunhão. Na Eucaristia, nutrem-se as novas relações evangélicas que surgem do fato de sermos filhos e filhas do Pai e irmãos e irmãs em Cristo. A Igreja que a celebra é “casa e escola de comunhão”, onde os discípulos  compartilham a mesma fé, esperança e amor a serviço da missão evangelizadora." (DAp 158).

3. Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos ao Senhor,
dizendo que o desejo receber no meu coração,
mas não nos sentimos
com a dignidade suficiente.
Nossa oração inspira-se
na canção do padre Zezinho, scj:

                                              Eu não sou digno

Eu não sou digno
Eu não sou digno, ó meu Senhor,
Eu não sou digno de que
Tu entres, ó meu Senhor
Na minha casa,
porque és tão Santo e eu pecador
Eu nem me atrevo até pedir este favor
Mas se disseres uma palavra,
a minha casa se transformará
Uma palavra é suficiente,
suavemente ela nos salvará
Eu não sou digna, ó meu Senhor,
Eu não sou digna de que tu entres, ó meu Senhor,
Na minha casa.
Meu coração é tão pecador
que nem me atrevo a te pedir este favor.
Ouçamos em:


4. Contemplação (Vida e Missão)

Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Hoje, com a Igreja da América Latina,
"louvamos a Deus porque Ele continua derramando 
seu amor em nós pelo Espírito Santo
e nos alimentando com a Eucaristia, 
pão da vida (cf. Jo 6,35)”. (DAp 106).

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém

Irmã Patrícia Silva, fsp


Sobre Corpus Christi e MESCE,veja:


https://universo.paulinas.com.br/conteudo/corpus-christi-e-o-ministerio-extraordinario-da-sagrada-comunhao-eucaristica/777

domingo, 26 de maio de 2024

Mt 28,16-20 - Solenidade da Santíssima Trindade

LEITURA ORANTE
Escultura de Irmã Caritas Müller, simbolizando a Santíssima Trindade

Preparamo-nos para a Leitura Orante, com todos os internautas,
saudando a Santíssima Trindade, com a oração:

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Creio, Senhor Jesus, que sou parte de seu Corpo.
Trindade Santíssima
- Pai, Filho, Espírito Santo -
presente e agindo na Igreja e na profundidade do meu ser.
Eu vos adoro, amo e agradeço.


1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente, na Bíblia, o texto: Mt 28,16-20.

Os onze discípulos foram para a Galileia e chegaram ao monte que Jesus tinha indicado. E, quando viram Jesus, o adoraram; mas alguns tiveram suas dúvidas. Então Jesus chegou perto deles e disse:
- Deus me deu todo o poder no céu e na terra. Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando esses seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês. E lembrem disto: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos.


Refletindo

As três pessoas da Santíssima Trindade fazem uma comunhão perfeita. Possuem a mesma natureza, a mesma sabedoria, a mesma misericórdia, providência, bondade, amor. Fomos batizados em nome deste único Deus, em Três Pessoas, e fomos criados à sua imagem e semelhança, para também nós sermos misericordiosos, bondosos.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
Como vivemos, nos relacionamentos, à semelhança da Trindade? Vivemos a solidariedade?
Refletimos, nas nossas atitudes,  o amor de Deus?

Meditando 

Os bispos, em Aparecida, disseram: "O que nos define não são as circunstâncias dramáticas da vida, nem os desafios da sociedade ou as tarefas que devemos empreender, mas acima de tudo o amor recebido do Pai graças a Jesus Cristo pela unção do Espírito Santo. "(DAp 14).

O que pode nos ajudar na experiência da Santíssima Trindade?
Para facilitar a experiência da presença e ação da Trindade em nossas vidas, nossa proposta é contemplar a escultura da Irmã Caritas Müller (veja foto acima) que está numa casa de oração na Alemanha; toda obra de arte fala mais que muitas palavras. Todo artista capta detalhes do Mistério e nos oferece ricas possibilidades de acesso que a razão nem sempre consegue explicar.

O comentário a seguir é do Pe. Adroaldo, sj, que achamos muito oportuno.

"Quem é o Pai-Criador, quem é o Filho Redentor, quem é o Espírito Santificador?
As definições apresentadas pelo “dogma da Trindade” não nos ajudam muito. No entanto, a identidade da Trindade se revela na sua ação salvífica. O Pai, no Filho e pelo Espírito Santo se preocupam com cada um dos seus filhos e filhas. Sua intenção é idêntica; atitudes e gestos o demonstram: uma mesma atenção, uma mesma paixão os move para o ser humano; um mesmo amor para com cada criatura humana brota das entranhas da Santíssima Trindade.


O interessante é que, ao observarmos a escultura acima, vemos que o ser humano está no centro. Trata-se da pessoa na sua total fragilidade e miséria, caída e sem forças...Essa pessoa está circuncidada pela misericórdia da Trindade.
Em Deus o ser humano está no centro, para que o ser humano coloque Deus no centro da sua vida.
Mais uma vez, Deus escolhe para isso o caminho do Amor que se entrega, da inquebrantável misericórdia reconstrutora, da transbordante doação que dignifica cada ser humano.

Percebemos na escultura quatro círculos. O círculo expressa o caráter único de cada pessoa, tanto divina como humana. As Três Pessoas divinas e a pessoa humana encontram-se dentro de círculos. O círculo da pessoa humana está no centro da Trindade, e os círculos das Três Pessoas da Trindade encontram-se abertos em direção a este círculo central.  Pela sua Encarnação, Morte e Ressurreição, o Filho é o mediador que introduz o ser humano no coração da Trindade.
É importante notar que os círculos não são fechados, pois as pessoas podem entrar no círculo das outras na medida em que seu amor é atuante e expansivo. O círculo central recolhe uma pessoa humana, que pode ser qualquer um de nós. Não dá para saber se é homem ou mulher, pobre ou rica, jovem ou velha e assim por diante. Parece sim se tratar de uma pessoa ferida nos caminhos da vida.
O círculo, como símbolo de realização, significa que o ser humano, em sua fragilidade e em sua miséria, é chamado à plenitude de vida e de realização.
Logo nos vem a lembrança do Bom Samaritano. As três pessoas divinas estão debruçadas, com reverência, sobre a pessoa machucada. É patente que o Deus uno e trino comunga no mesmo sentimento de amor e compaixão.
Tudo converge para esta revelação: o ser humano desfigurado e acolhido pela iniciativa amorosa da Trindade. O ser humano desfigurado é transfigurado pelo Amor Trinitário.

A Trindade Misericordiosa envolve a criatura humana por todos os lados. Toda a atenção de Deus está centrada sobre o ser humano.
O Pai (à direita), está carinhosamente inclinado, com um dos joelhos em terra, esforçando-se com cuidado para levantar a pessoa ferida. O sentimento do Pai é de ternura e cuidado, seu rosto se aproxima e beija o rosto inerte da pessoa ferida. Ele revela seu amor misericordioso no calor do abraço, que acolhe e regenera o ser humano. Morre o mal que foi feito e celebra-se a festa da vida nova.
Assim fez o pai que, no regresso do filho pródigo, o abraça, o cobre de beijos e o cumula de seu perdão.
Levantar, rodear de ternura, abraçar, acolhê-lo em seu seio de ternura, tal é o gesto de Deus-Pai para com o ser humano. Gesto de libertação que o coloca de pé, devolvendo sua dignidade.

Jesus, o Filho de Deus (à esquerda), ajoelha e se inclina profundamente. Ele se rebaixa à mesma condição do ser humano. Ele segura e sustenta com suas mãos os pés da pessoa ferida, lava-os, cura as feridas com carinho e beija seus pés. Beijo, gesto de intimidade e de ternura, que convida a pessoa a deixar-se amar. O amor liberta, põe o homem e a mulher de pé.
Jesus nos revela o maior serviço do amor, ao mesmo tempo que realiza o mais humilde serviço. “Eu vim para servir e não para ser servido”. O Filho revela o Deus Amor-serviço, que se põe aos pés da humanidade decaída para restaurá-la, e revela o caminho do serviço como caminha para a vida.
Em Jesus Deus se abaixa para estar mais perto da miséria do ser humano. Não o olha a partir de cima, abaixa-se. Não vem ao nosso encontro em nossas perfeições, mas em nossas misérias.
É o que Jesus nos revelou durante toda sua vida e de maneira especial no gesto do lava-pés. Ele põe o centro de sua ação nos seres mais pobres e mais fracos, aqueles que não contam para nada, os descartados, os que sofrem e os pecadores. O ser humano, cada um de nós pessoalmente, é tão importante aos olhos de Deus que Ele o coloca no centro de suas preocupações.

O Espírito Santo, figura que desce do alto e se aproxima do ferido, tanto pode ser a figura de uma pomba, de chamas ou de mãos que trazem vida. O bico da pomba, como o Pai e o Filho, beija a pessoa e lhe transmite o Sopro de vida. Deus quer ter o ser humano, um ser vivente, como interlocutor, um ser capaz de responder seu chamado à vida. Deseja um ser vivente, capaz de amar e de assemelhar-se a Ele.
A Pomba de fogo, voa sobre o ser humano caído e o aquece. A relação entre a Pomba de fogo e o ser humano do centro recorda Pentecostes. Cheios do Espírito Santo, os Apóstolos, antes marcados pelo medo, se transformam em testemunhas audazes de Jesus e do amor de Deus.
Pai, Filho e Espírito se preocupam pela pessoa, criada do barro da terra. A pessoa, no centro, é a figura mais escura de todas. Cor da terra, de húmus, um ser criado por Deus, e que estaria sem vida, se esta não lhe fosse comunicada pelo Criador.

Ao experimentar esta acolhida restauradora, o ser humano é chamado a ser também presença da Trindade Amiga para seus irmãos, construindo a comunhão trinitária no mundo em que vive. Só corações solidários adoram um Deus Trinitário",conclui Pe. Adroaldo.

3.Oração (Vida)
 O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Renovamos a nossa fé na Santíssima Trindade:
Creio
Creio em Deus Pai, Todo-poderoso,
Criador do céu e da terra.
Creio em Jesus Cristo,
Seu único Filho, Nosso Senhor,
Que foi concebido pelo Espírito Santo.
Nasceu da Virgem Maria,
Padeceu sob Pôncio Pilatos,
Foi crucificado, morto e sepultado.
Desceu à mansão dos mortos,
Ressuscitou ao terceiro dia,
Subiu aos céus,
Onde está sentado à direita de Deus Pai
E donde há de vir julgar os vivos e os mortos,
Creio no Espírito Santo,
Na santa Igreja católica,
Na comunhão dos santos,
Na remissão dos pecados,
Na ressurreição da carne,
vida eterna. Amém.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso novo olhar é voltado para ser e viver o coração solidário que a Trindade nos inspira. Vamos nos lembrar: "Só corações solidários adoram um Deus Trinitário".

Bênção

 A bênção do Deus de Sara, Abraão e Agar,
a bênção do Filho, nascido de Maria,
a bênção do Espírito Santo de amor,
que cuida com carinho, qual mãe cuida da gente,
esteja sobre todos nós. Amém!

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém

Irmã Patrícia Silva, fsp