quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Mc 6,45-52 - Jesus não é um fantasma!

LEITURA ORANTE



- A todos nós, a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.

- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

Preparamo-nos para a Leitura, rezando:

Jesus Mestre,
Sois o Mestre e a Verdade:
iluminai-nos, para que melhor compreendamos
as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho:
fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.
Sois a Vida:
transformai nosso coração em terra boa,
onde a Palavra de Deus produza frutos
abundantes de santidade e missão.
(Bv. Alberione)

1. Leitura (Verdade) 

O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente: Mc 6,45-52.
 Depois de saciar os cinco mil homens, 45Jesus obrigou os discípulos a entrarem na barca e irem na frente para Betsaida, na outra margem, enquanto ele despedia a multidão. 46Logo depois de se despedir deles, subiu ao monte para rezar. 47Ao anoitecer, a barca estava no meio do mar e Jesus sozinho em terra. 48Ele viu os discípulos cansados de remar, porque o vento era contrário. Então, pelas três da madrugada, Jesus foi até eles, andando sobre as águas, e queria passar na frente deles. 49Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e começaram a gritar. 50Com efeito, todos o tinham visto e ficaram assustados. Mas Jesus logo falou: “Coragem, sou eu! Não tenhais medo!” 51Então subiu com eles na barca. E o vento cessou. Mas os discípulos ficaram ainda mais espantados, 52porque não tinham compreendido nada a respeito dos pães. O coração deles estava endurecido. 

Compreendendo o texto

Tantos aspectos podem ser considerados neste texto. Vamos nos deter na afirmação de Jesus: "Sou eu!" Quem ainda não teve fé suficiente, vê Jesus como um fantasma. Os discípulos não haviam entendido o milagre dos pães. O Evangelho diz que estavam espantados e o "coração deles estava endurecido". Como aos discípulos, diariamente, Jesus Cristo faz acontecer uma infinidade de milagres ao nosso redor, mas nosso coração "endurecido" não deixa reconhecer a ação de Deus. O que nos deixa o coração "endurecido"? Um turbilhão de apelos e vozes no dia-a-dia, o consumismo, a perda dos valores, e, sobretudo a perda da fé, da esperança e do amor aos demais.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje? Qual palavra mais nos toca o coração?
Entramos em diálogo com o texto. Refletimos e atualizamos.
 O que o texto nos diz no momento?

Os bispos, em Aparecida, disseram: "Jesus saiu ao encontro de pessoas em situações muito diferentes: homens e mulheres, pobres e ricos, judeus e estrangeiros, justos e pecadores... convidando-os a segui-los. Hoje, continua convidando a encontrar n'Ele o amor do Pai. Por isto mesmo, o discípulo missionário há de ser um homem ou uma mulher que torna visível o amor misericordioso do Pai, especialmente aos pobres e pecadores." (DAp 147).

3.Oração (Vida)

O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos: Senhor, converte meu coração - Pe. Zezinho

 4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Vamos olhar o mundo e a vida com os olhos de fé, para encontrar Jesus que vem a nosso encontro. Vamos tornar visível o amor misericordioso do Pai, especialmente aos pobres e pecadores.

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.


Irmã Patrícia Silva, fsp

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

HINO DO JUBILEU 2025




 Peregrinos de Esperança


Texto de Pierangelo Sequeri

Texto versão portuguesa: Antônio Cartageno


 Chama viva da minha esperança,

este canto suba para Ti!

Seio eterno de infinita vida,

no caminho eu confio em Ti!


 Toda a língua, povo e nação

tua luz encontra na Palavra.

Os teus filhos, frágeis e dispersos

se reúnem no teu Filho amado.


Chama viva da minha esperança,

este canto suba para Ti!

Seio eterno de infinita vida,

no caminho eu confio em Ti!


Deus nos olha, terno e paciente:

nasce a aurora de um futuro novo.

Novos Céus, Terra feita nova:

passa os muros, ‘Spirito de vida.


Chama viva da minha esperança,

este canto suba para Ti!

Seio eterno de infinita vida,

no caminho eu confio em Ti!


Ergue os olhos, move-te com o vento,

não te atrases: chega Deus, no tempo.

Jesus Cristo por ti se fez Homem:

aos milhares seguem o Caminho.


Chama viva da minha esperança,

este canto suba para Ti!

Seio eterno de infinita vida,

no caminho eu confio em Ti!

.................................................................

Durante o caminho, muitas vezes surge nos lábios o canto, quase como se fosse um companheiro de confiança para exprimir as motivações do viajante. Isto vale também para a vida de fé que é peregrinação à luz do Senhor Ressuscitado. As Sagradas Escrituras estão impregnadas de canto e os Salmos são um exemplo marcante disso: as orações do povo de Israel foram escritas para serem cantadas e, no canto, apresentar diante do Senhor os acontecimentos mais humanos. A tradição da Igreja não faz senão prolongar esta união, fazendo do canto e da música um dos pulmões da própria liturgia. O Jubileu, que por si só se exprime como evento de um povo em peregrinação à Porta Santa, encontra também no canto um dos modos para dar voz ao seu lema, "Peregrinos de esperança".

O texto elaborado por Pierangelo Sequeri e oferecido à criatividade musical de quem deseja participar no Concurso Internacional para o Hino do Jubileu 2025 intercepta os numerosos temas do Ano Santo. Em primeiro lugar, o lema "Peregrinos de esperança" encontra o seu melhor eco bíblico em algumas páginas do profeta Isaías (Isaías 9 e Isaías 60). Os temas da criação, da fraternidade, da ternura de Deus e da esperança no futuro ressoam numa linguagem que não é "tecnicamente" teológica, embora o seja na substância e nas alusões, de modo a fazê-la soar eloquentemente aos ouvidos do nosso tempo.

Passo a passo, o povo de crentes, na peregrinação de cada dia, apoia-se com confiança na fonte da Vida. O canto que surge espontaneamente durante o caminho (cf. Agostinho, Discursos, 256) dirige-se a Deus. É um canto carregado de esperança de se ser libertado e amparado. É um canto acompanhado pelo desejo de que este chegue aos ouvidos d'Aquele que o faz brotar. É Deus que, como uma chama sempre viva, mantém acesa a esperança e dá energia ao passo do povo que caminha.

O profeta Isaías vê repetidamente a família de homens e mulheres, filhos e filhas, regressando da sua dispersão, reunidos à luz da Palavra de Deus: «O povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9, 1). A luz é a do Filho que se fez Homem, Jesus, que com a sua própria Palavra reúne todos os povos e nações. É a chama viva de Jesus que move o passo: «Levanta-te, veste-te de luz, porque vem a tua luz, a glória do Senhor brilha sobre ti» (Isaías 60,1).

A esperança cristã é dinâmica e ilumina a peregrinação da vida, mostrando o rosto dos irmãos e irmãs, companheiros no caminho. Não é uma peregrinação de lobos solitários, mas um caminho de povo, confiante e feliz, que se move em direção a um Novo destino. O sopro do Espírito de vida não deixa de iluminar a aurora do futuro que se está prestes a despontar. O Pai celeste observa com paciência e ternura a peregrinação dos seus filhos e abre-lhes o Caminho, indicando Jesus, o seu Filho, que se torna espaço de caminho para todos.

sábado, 4 de janeiro de 2025

Jo 1,35-42 - Encontramos o Messias!

LEITURA ORANTE


- A nós todos que nos encontramos aqui, a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

Preparamo-nos para a Leitura, rezando:

Jesus Mestre, creio com viva fé
que estais aqui presente, junto de mim,
para indicar-me o caminho que leva ao Pai.
Iluminai minha mente, movei meu coração,
para que esta Leitura Orante 
produza em mim frutos de vida.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos, atentamente, Jo 1,35-42
Naquele tempo,
35
João estava de novo com dois de seus discípulos
36
e, vendo Jesus passar, disse:
"Eis o Cordeiro de Deus!"
37
Ouvindo essas palavras,
os dois discípulos seguiram Jesus.
38
Voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo,
Jesus perguntou:
"O que estais procurando?"
Eles disseram:
"Rabi (que quer dizer: Mestre), onde moras?"
39
Jesus respondeu: "Vinde ver".
Foram pois ver onde ele morava
e, nesse dia, permaneceram com ele.
Era por volta das quatro da tarde.
40
André, irmão de Simão Pedro,
era um dos dois que ouviram as palavras de João
e seguiram Jesus.
41
Ele foi encontrar primeiro seu irmão Simão e lhe disse: 
"Encontramos o Messias" (que quer dizer: Cristo).
42
Então André conduziu Simão a Jesus.
Jesus olhou bem para ele e disse:
"Tu és Simão, filho de João;
tu serás chamado Cefas" (que quer dizer: Pedra).
Palavra da Salvação.

Compreendendo o texto
João indica a dois de seus discípulos o Cordeiro de Deus. É Jesus que está passando e os discípulos o seguem querendo saber onde ele morava.  Jesus os  convida a virem com Ele. Eles foram e ficaram com o Mestre o dia todo. Jesus os quer tornar testemunhas do que veem. O Evangelho diz que eram 4 horas da tarde. O evangelista foi tão marcado pelo evento deste encontro que lembra até a hora. Quase final do dia. Um dos discípulos era André que, ao encontrar  seu irmão Simão Pedro lhe diz: "Encontramos o Messias". 

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje? 

Meditamos com a Igreja
O Evangelho  apresenta o encontro de Jesus com os seus primeiros discípulos. 
O Papa Francisco lembra que a cena tem lugar no rio Jordão, um dia depois do batismo de Jesus. "É o próprio João Batista que indica o Messias a dois deles com estas palavras: «Eis o Cordeiro de Deus!» (v. 36). E aqueles dois, confiando no testemunho do Batista, seguem Jesus. Vendo que o seguiam, perguntou-lhes: «Que procurais?» e eles disseram-lhe: «Mestre, onde moras?» (v. 38).

Jesus não responde: “Moro em Cafarnaum ou Nazaré”, mas diz: «Vinde ver» (v. 39). Não um cartão de visita, mas um convite a um encontro. Os dois seguem-no e naquela tarde permanecem com Ele. Não é difícil imaginá-los sentados a fazer-Lhe perguntas e sobretudo a ouvi-lo, sentindo o seu coração enternecer à medida que o Mestre fala. Eles apreciam a beleza das palavras que respondem à sua maior esperança. E de repente descobrem que, à medida que a noite cai em seu redor, neles, nos seus corações, irrompe a luz que só Deus pode dar. Uma coisa que chama a atenção: um deles, sessenta anos depois, ou talvez mais, escreveu no Evangelho: «Era cerca da hora décima» (Jo 1, 39), mencionou a hora. Isto é algo que nos faz pensar: cada encontro autêntico com Jesus permanece vivo na memória, nunca é esquecido. Esquecemos muitos encontros, mas o verdadeiro encontro com Jesus permanece sempre. E eles, muitos anos mais tarde, lembraram-se até da hora, não podiam esquecer este encontro tão feliz, tão cheio, que tinha mudado a vida deles. Depois, quando se despedem e regressam junto dos seus irmãos, esta alegria, esta luz transborda dos seus corações como um rio em cheia. Um daqueles dois, André, diz ao seu irmão Simão - a quem Jesus chamará Pedro quando o encontrar - «Encontramos o Messias» (v. 41). Saíram certos de que Jesus era o Messias, certos.

Pensemos por um momento sobre esta experiência de encontro com Cristo que chama para estar com Ele. E diz Francisco: Cada chamado de Deus é uma iniciativa do seu amor. É sempre Ele que toma a iniciativa, Ele nos chama. Deus chama à vida,  chama à fé, e chama a um estado particular de vida: «Quero você aqui». O primeiro chamado de Deus é para a vida, com a qual Ele nos constitui como pessoas; é um chamado individual, porque Deus não faz as coisas em série. Depois, Deus chama à fé e a fazer parte da sua família, como filhos de Deus. Por fim, Deus nos chama a um estado particular de vida: para nos doarmos no caminho do matrimônio, no caminho do sacerdócio ou da vida consagrada. Estas são formas diferentes de cumprir o projeto de Deus, o projeto que Deus tem para cada um de nós, que é sempre um desígnio de amor. Deus chama sempre. E a maior alegria para cada cristão é responder a este chamado, oferecer todo o seu ser a serviço de Deus e dos seus irmãos."
O Evangelho deste segundo domingo do Tempo Comum (cf. Jo 1, 35-42) apresenta o encontro de Jesus com os seus primeiros discípulos. 
O Papa Francisco lembra que a cena tem lugar no rio Jordão, um dia depois do batismo de Jesus. "É o próprio João Batista que indica o Messias a dois deles com estas palavras: «Eis o Cordeiro de Deus!» (v. 36). E aqueles dois, confiando no testemunho do Batista, seguem Jesus. Vendo que o seguiam, perguntou-lhes: «Que procurais?» e eles disseram-lhe: «Mestre, onde moras?» (v. 38).

Jesus não responde: “Moro em Cafarnaum ou Nazaré”, mas diz: «Vinde ver» (v. 39). Não um cartão de visita, mas um convite a um encontro. Os dois seguem-no e naquela tarde permanecem com Ele. Não é difícil imaginá-los sentados a fazer-Lhe perguntas e sobretudo a ouvi-lo, sentindo o seu coração enternecer à medida que o Mestre fala. Eles apreciam a beleza das palavras que respondem à sua maior esperança. E de repente descobrem que, à medida que a noite cai em seu redor, neles, nos seus corações, irrompe a luz que só Deus pode dar. Uma coisa que chama a atenção: um deles, sessenta anos depois, ou talvez mais, escreveu no Evangelho: «Era cerca da hora décima» (Jo 1, 39), mencionou a hora. Isto é algo que nos faz pensar: cada encontro autêntico com Jesus permanece vivo na memória, nunca é esquecido. Esquecemos muitos encontros, mas o verdadeiro encontro com Jesus permanece sempre. E eles, muitos anos mais tarde, lembraram-se até da hora, não podiam esquecer este encontro tão feliz, tão cheio, que tinha mudado a vida deles. Depois, quando se despedem e regressam junto dos seus irmãos, esta alegria, esta luz transborda dos seus corações como um rio em cheia. Um daqueles dois, André, diz ao seu irmão Simão - a quem Jesus chamará Pedro quando o encontrar - «Encontramos o Messias» (v. 41). Saíram certos de que Jesus era o Messias, certos.

Pensemos por um momento sobre esta experiência de encontro com Cristo que chama para estar com Ele. E diz Francisco: Cada chamado de Deus é uma iniciativa do seu amor. É sempre Ele que toma a iniciativa, Ele nos chama. Deus chama à vida,  chama à fé, e chama a um estado particular de vida: «Quero você aqui». O primeiro chamado de Deus é para a vida, com a qual Ele nos constitui como pessoas; é um chamado individual, porque Deus não faz as coisas em série. Depois, Deus chama à fé e a fazer parte da sua família, como filhos de Deus. Por fim, Deus nos chama a um estado particular de vida: para nos doarmos no caminho do matrimônio, no caminho do sacerdócio ou da vida consagrada. Estas são formas diferentes de cumprir o projeto de Deus, o projeto que Deus tem para cada um de nós, que é sempre um desígnio de amor. Deus chama sempre. E a maior alegria para cada cristão é responder a este chamado, oferecer todo o seu ser a serviço de Deus e dos seus irmãos."
 Tudo começa com  um encontro, ou melhor,  o encontro com Jesus, que nos fala do Pai, dá-nos a conhecer o seu amor. E então surge espontaneamente em nós também o desejo de comunicar isto às pessoas que amamos: “Encontrei o Amor”, “Encontrei o Messias”, “Encontrei Deus”, “Encontrei Jesus”, “Encontrei o sentido da minha vida”. Numa palavra: “encontrei Deus”. (Papa Francisco, Domingo, 17 de janeiro de 2021).
 
Podemos também dizer a mesma coisa? E como vivemos este chamado?

3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos:
Salmo 97(98)

Os confins do universo contemplaram / a salvação do nosso Deus.

1. Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / porque ele fez prodígios! / Sua mão e o seu braço forte e santo / alcançaram-lhe a vitória. – R.

2. Os confins do universo contemplaram / a salvação do nosso Deus. / Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, / alegrai-vos e exultai! – R.

3. Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa / e da cítara suave! / Aclamai, com os clarins e as trombetas, / ao Senhor, o nosso rei! – R.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Vamos olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vamos testemunhar pela vida nossos encontros com o Mestre.

Bênção

Recebamos a bênção  do bem-aventurado Alberione:

Jesus Divino Mestre seja para ti:
a verdade que ilumina,
o caminho da santidade,
a vida plena e eterna.
Que ele te guarde e defenda.
Plenifique de todos os bens
a ti e a todos que amas.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém.

Irmã Patrícia Silva, fsp



sábado, 28 de dezembro de 2024

Mt 2,13-18 - Jesus menino recém-nascido é perseguido, se faz migrante e missionário

LEITURA ORANTE

Preparamo-nos para a Leitura Orante, 
rezando com todos que se encontram nas mídias sociais:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Creio, Senhor Jesus, que sou parte de seu Corpo.
Trindade Santíssima
- Pai, Filho, Espírito Santo -
presente e agindo na Igreja e na profundidade do meu ser.
Eu vos adoro, amo e agradeço.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia? Lemos atentamente o texto: Mt 2,13-18.

13
Depois que os magos partiram,
o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José
e lhe disse:
"Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito!
Fica lá até que eu te avise!
Porque Herodes vai procurar o menino 
para matá-lo".
14
José levantou-se de noite,
pegou o menino e sua mãe,
e partiu para o Egito.
15
Ali ficou até à morte de Herodes,
para se cumprir
o que o Senhor havia dito pelo profeta:
"Do Egito chamei o meu Filho".
16
Quando Herodes percebeu
que os magos o haviam enganado,
ficou muito furioso.
Mandou matar todos os meninos de Belém
e de todo o território vizinho,
de dois anos para baixo,
exatamente conforme o tempo indicado pelos magos.
17
Então se cumpriu
o que foi dito pelo profeta Jeremias:
18
"Ouviu-se um grito em Ramá,
choro e grande lamento:
é Raquel que chora seus filhos,
e não quer ser consolada,
porque eles não existem mais".
Palavra da Salvação.

Compreendendo o texto
José foi avisado em sonho por um anjo que devia fugir para o Egito, porque Herodes queria matar o Menino. O Evangelho diz que, muito dócil à vontade de Deus, “se levantou no meio da noite, pegou a criança e a sua mãe e fugiu para o Egito. E eles ficaram lá até a morte de Herodes”. Assim, a primeira terra de missão de Jesus foi o Egito, no grande continente da África. Lá permaneceram também como migrantes, exilados, sem parentes, sem casa, sem trabalho, sem nome. Ficaram no Egito até a morte de Herodes (que aconteceu nos primeiros três anos da vida de Jesus). O cruel e ambicioso Herodes mandou matar todos os meninos de Belém de dois anos para baixo, querendo matar entre os inocentes o Menino Jesus.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
O texto da fuga para o Egito nos diz que é preciso estar sempre atento para discernir qual é a vontade de Deus. Se preciso, abandonar um caminho e assumir outro menos atraente, porém mais coerente com a vida. Às vezes, é preciso viver no anonimato, no silêncio, para cumprir a vontade de Deus.
Meditando
Os bispos, na V Conferência, falaram várias vezes da situação dos migrantes e do papel da Igreja. " Entre as tarefas da Igreja a favor dos migrantes está indubitavelmente a denúncia profética dos atropelos que sofrem frequentemente, como também o esforço por incidir, junto aos organismos da sociedade civil, nos governos dos países, para conseguir uma política migratória que leve em consideração os direitos das pessoas em mobilidade. Deve ter presente também os deslocados pela violência. Nos países açoitados pela violência se requer a ação pastoral para acompanhar as vítimas e oferecer-lhes acolhida e capacitá-los para que possam viver de seu trabalho. Ao mesmo tempo, deverá aprofundar seu esforço pastoral e teológico para promover uma cidadania universal na qual não haja distinção de pessoas.
Os migrantes devem ser acompanhados pastoralmente por suas Igrejas de origem e estimulados a se fazer discípulos e missionários nas terras e comunidades que os acolhem, compartilhando com eles as riquezas de sua fé e de suas tradições religiosas. Os migrantes que partem de nossas comunidades podem oferecer uma valiosa contribuição missionária às comunidades que os acolhem. (DAp 414 e 415)
A BBC reflete sobre as migrações:

O mundo nunca teve tanta gente morando fora do país de origem. A ONU (Organização das Nações Unidas) avalia que existem atualmente 160 milhões de migrantes, pessoas vivendo fora do seu país pelas mais variadas razões - da mudança temporária por exigência do trabalho à tentativa de uma vida melhor no exterior fugindo de guerras.

Esse movimento só é comparável à grande onda migratória do início do século 20. Os especialistas calculam que naquela época cerca de 50 milhões de pessoas, a grande maioria europeus, deixaram o continente em direção ao novo mundo, como eram chamados na época as Américas e a Oceania.

A expansão das imigrações atuais no Brasil vem acompanhada por uma série de fatores, a saber:
a)aumento da xenofobia: o Brasil, apesar de sua internacionalmente reconhecida receptividade, vem aumentando os casos de xenofobia, sobretudo para com as populações advindas de países subdesenvolvidos. Para parte da população, os grupos estrangeiros trazem doenças, “roubam” vagas de empregos e “ameaçam” a identidade cultural do país. O curioso é que esses argumentos são semelhantes aos impostos aos brasileiros no exterior, notadamente na Europa.
b) condições de vida precária, até em situações de escravidão.
c) Favorecimento do tráfico de pessoas
3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluímos:

ORAÇÃO DO MIGRANTE  
Deus de todos os povos, que amas a todos com amor de Pai,
e aos empobrecidos com infinita bondade e compaixão.
Gratidão por tua presença benfazeja em nossas vidas,
pois não somos nada sem ti.
Renova nossa fé e nossas forças para seguir lutando
em meio a tanta dor e dificuldades.
Acolhe em teus braços aos que nos deixaram,
vítimas da pandemia e do descaso.
Aumenta nossa capacidade de diálogo
com quem pensa diferente de nós.
Torna-nos mais humanos,
repletos de respeito pela Mãe Terra.
Desperta em nós a solidariedade
e a capacidade de acolher e integrar,
especialmente aos migrantes, nossos irmãos.
 Amém

Bom Jesus dos imigrantes, guiai a todos pelo
seu Caminho, Verdade e Vida. Amém.

4.Contemplação (Vida e Missão) 
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Como vamos vivê-lo na missão?
Nosso novo olhar é de atenção ao que Deus quer nos revelar para fugir do mal e ir em direção ao bem.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

Bênção 


Senhor, volta para mim, na maneira simples de chegar.
E que te possa descobrir
em todos os presépios e casas,
em todas as manjedouras e berços,
em todas as Marias e Josés.

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.



Irmã Patrícia Silva, fsp


domingo, 22 de dezembro de 2024

Lc 1,39-45 – Maria visita Isabel - 4º Domingo do Advento - 22 de dezembro de 2024


LEITURA ORANTE


Iniciamos a 4ª semana do Advento. Muitos acendem a 4ª vela da coroa do Advento. 

Rezemos:
Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.


Ó vem, Senhor, não tardes mais!
Vem saciar nossa sede de Paz!
   


  1.   Ó vem, como chega a brisa do vento,
Trazendo aos pobres justiça e bom tempo! 
 
2.   Ó vem, como a chuva no chão  
Trazendo fartura de vida e de pão! 
 
3.   Ó vem, como chega a luz que faltou  
Só tua palavra nos salva Senhor!  

4.   Ó vem, como chega a carta querida  
Bendito carteiro do Reino da Vida! 
 
5.   Ó vem, como chega o filho esperado  
Caminha conosco Jesus Bem amado!  

6.   Ó vem, como chega o Libertador  
Das mãos do inimigo nos salva Senhor
( Zé Vicente)

Invoquemos o Espírito Santo para a nossa Oração da Palavra:

Vinde, Espírito Santo! Enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito, e tudo será criado, e renovareis a face da terra.

Oremos: Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o texto: Lc 1,39-45.

39 Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40 Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41 Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42 Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43 Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44 Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45 Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. 

Retomando o texto
O evangelista Lucas narra o encontro destas duas mães. Maria, mãe do Filho de Deus e Isabel, mãe do precursor, João Batista. Uma jovenzinha, Maria. E outra, de idade avançada, Isabel. Maria era virgem. Isabel, de idade avançada. Feita a saudação de Maria, Isabel responde profetizando: “Você é a mais abençoada de todas as mulheres. A criança que você vai ter é abençoada também. Quem sou eu para que a mãe do meu Senhor venha me visitar?” Nestas palavras, Isabel manifesta fé, reconhece a maternidade e o Messias, quando diz “meu Senhor”. Ao dizer “você é a mais abençoada”, esta bênção traz alegria para Isabel e a seu filho: “a criança ficou alegre e se mexeu dentro da minha barriga”. Esta bênção, fruto da fé, gera uma série imensa de louvores a Deus que Maria expressa no seu cântico. A visita de Maria a Isabel tornou-se a “visita de Deus ao seu povo”, diz o Catecismo da Igreja Católica (717).

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
Meditando
Recordamos as palavras dos bispos na Conferência de Aparecida: “Nossos povos encontram a ternura e o amor de Deus no rosto de Maria. Nela vem refletida a mensagem essencial do Evangelho. (...)Ela, reunindo os filhos, integra nossos povos ao redor de Jesus Cristo.” (DAp 265).

Diz o Papa Francisco:
“Maria, esta jovem de 16 ou 17 anos, não mais”, “era corajosa. Levanta-se e vai”:
“Coragem de mulher. As mulheres corajosas que existem na Igreja são como Nossa Senhora. Essas mulheres que levam avante a família, essas mulheres que levam avante a educação dos filhos, que enfrentam tantas adversidades, tanta dor, que curam os doentes… Corajosas: levantam-se e servem, servem. O serviço é sinal cristão. Serviço na alegria, esta é a atitude que gostaria de destacar hoje. Há alegria e também serviço. Sempre para servir”.  “Essas duas mulheres se encontram, e se encontram com alegria; era só festa”. (Francisco, 31 maio 2023).
Seria bom se nós aprendêssemos isso, serviço, ir ao encontro dos outros. “Como o mundo mudaria”:
“O encontro é outro sinal cristão. Uma pessoa que se diz cristã e não é capaz de ir ao encontro dos outros, de encontrar os outros, não é totalmente cristã. Seja o serviço, seja o encontro, requerem sair de si mesmos: sair para servir e sair para encontrar, para abraçar outra pessoa. É com este serviço de Maria, com este encontro que se renova a promessa do Senhor, e se atua no presente, naquele presente. O Senhor, teu Deus, está no meio de ti; o Senhor está no serviço, o Senhor está no encontro”, concluiu Francisco.

3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezemos, 

Oração a Nossa Senhora da Anunciação
Todas as gerações vos proclamem 
bem-aventurada,
ó Maria!
Crestes na mensagem celeste,
e em vós se cumpriram grandes coisas,
como vos fora anunciado.
Maria, eu vos louvo!
Crestes na encarnação do Filho de Deus
no vosso seio virginal 
e vos tornastes Mãe de Deus.
Raiou, então, o dia 
mais feliz da história da humanidade!
Os homens tiveram o Mestre divino,
o Sacerdote único e eterno,
a Hóstia de reparação,
o Rei universal!
A fé é dom de Deus e fonte de todo bem.
Maria, alcançai-me a graça de uma fé viva,
forte, atuante; uma fé que salva e santifica!
Fé no Evangelho, na Igreja, na vida eterna.
Ave Maria...


PE. Zezinho, scj

Vou lhe contar uma história de uma jovem chamada Maria, em Nazaré da Galiléia outra igual eu não sei se existia. Não sei se eram verdes seus olhos, se tinha cabelos morenos, só sei que Maria de Nazaré, resolveu se casar com José. Vou começar minha história relembrando as garotas de então, em Nazaré da Galileia o assunto era libertação. Não sei se eram verdes seus olhos, se tinha cabelos morenos, só sei que Maria de Nazaré, resolveu assumir sua fé. Vou prosseguir minha história, relembrando as idéias que havia, em Nazaré da Galileia a mulher muito pouco valia. Não sei se eram verdes seus olhos, se tinha cabelos morenos, só sei que Maria de Nazaré, foi a santa mulher de José. Vou recordar nesta história as batalhas que o mundo hoje trava, em Nazaré da Galileia lá também já se massificava. Não sei se eram verdes seus olhos, se tinha cabelos morenos, só sei que Maria de Nazaré, inda não conhecera José. A jovem senhora um dia recebeu um recado divino, por ela o amor nasceria a verdade seria um menino. Não sei se eram verdes seus olhos, se tinha cabelos morenos, só sei que Maria de Nazaré, aceitou, mas não disse a José. Vou lhe falar da agonia, que nos dois corações se criou, pois ela explicar não podia e o marido, julgar não ousou. Não sei se eram verdes seus olhos, se tinha cabelos morenos, só sei que Maria de Nazaré, mereceu o amor de José. Para Belém noite e dia, caminharam pro recenseamento, ninguém deu abrigo a Maria, não havia mais alojamento. Não sei se eram verdes seus olhos, se tinha cabelos morenos, só sei que no ventre daquela flor, rejeitaram o libertador. Vou terminar minha história, recordando os casais de hoje em dia, em Nazaré da Galileia o divórcio também existia. Não sei se eram verdes seus olhos, não sei se foi loira ou morena, só sei que Maria de Nazaré, foi fiel a seu Deus e a José

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso novo olhar é de reconhecimento das maravilhas que Deus faz em cada pessoa que encontrar hoje.
Bênção

Senhor, volta para mim, na maneira simples de chegar.
E que te possa descobrir
em todos os presépios e casas,
em todas as manjedouras e berços,
em todas as Marias e Josés.
Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Irmã Patrícia Silva, fsp

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Filme que as famílias podem ver na preparação ao Natal












sábado, 21 de dezembro de 2024

Lc 1,39-45 - Maria visita Isabel

LEITURA ORANTE


Em união com todos que se encontram neste ambiente digital, 
iniciamos nossa Leitura Orante do Advento, com a

Canção do Advento

Ó vem, Senhor, não tardes mais! 
Vem saciar nossa sede de Paz!  

  1.   Ó vem, como chega a brisa do vento, 
Trazendo aos pobres justiça e bom tempo!  

2.   Ó vem, como chega a chuva no chão   
Trazendo fartura de vida e de pão!  

3.   Ó vem, como chega a luz que faltou   
Só tua palavra nos salva Senhor!

4.   Ó vem, como chega a carta querida   
Bendito carteiro do Reino da Vida!  

5.   Ó vem, como chega o filho esperado   
Caminha conosco Jesus Bem amado!  

6.   Ó vem, como chega o Libertador   
Das mãos do inimigo nos salva Senhor


1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente, o texto: Lc 1,39-45, e observamos as palavras de Maria e de Isabel.

39
Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa,
dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia.
40
Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel.
41
Quando Isabel ouviu a saudação de Maria,
a criança pulou no seu ventre
e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.
42
Com um grande grito, exclamou:
"Bendita és tu entre as mulheres
e bendito é o fruto do teu ventre!
43
Como posso merecer
que a mãe do meu Senhor me venha visitar?
44
Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos,
a criança pulou de alegria no meu ventre.
45
Bem-aventurada aquela que acreditou,
porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu".
Palavra da Salvação.

Refletindo
Lucas narra o encontro destas duas mães. Maria, mãe do Filho de Deus e Isabel, mãe do precursor, João Batista. Uma jovenzinha, Maria. E outra, de idade avançada, Isabel. Maria era virgem. Isabel, de idade avançada. Feita a saudação de Maria, Isabel responde profetizando: “Você é a mais abençoada de todas as mulheres. A criança que você vai ter é abençoada também. Quem sou eu para que a mãe do meu Senhor venha me visitar?” Nestas palavras, Isabel manifesta fé, reconhece a maternidade e o Messias, quando diz “meu Senhor”. Ao dizer “você é a mais abençoada”, esta bênção traz alegria para Isabel e a seu filho: “a criança ficou alegre e se mexeu dentro da minha barriga”. Esta bênção, fruto da fé, gera uma série imensa de louvores a Deus que Maria expressa no seu cântico. A visita de Maria a Isabel tornou-se a “visita de Deus ao seu povo”, diz o Catecismo da Igreja Católica (717).

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?

Meditando
Recordamos as palavras dos bispos na Conferência de Aparecida: “Nossos povos encontram a ternura e o amor de Deus no rosto de Maria. Nela vem refletida a mensagem essencial do Evangelho. (...)Ela, reunindo os filhos, integra nossos povos ao redor de Jesus Cristo.” (DAp 265).

Diz O Papa Francisco:
“Maria caminha... de Nazaré até casa de Zacarias e Isabel: é a primeira das viagens de Maria que narra a Sagrada Escritura. A primeira de muitas. Irá da Galileia a Belém, onde nascerá Jesus; fugirá para o Egito, a fim de salvar o Menino de Herodes; além disso dirigir-se-á cada ano a Jerusalém pela Páscoa, até à última em que seguirá o Filho até ao Calvário. Estas viagens têm uma caraterística: nunca foram caminhos fáceis, exigiram coragem e paciência. Dizem-nos que Nossa Senhora conhece as subidas, conhece as nossas subidas: é nossa irmã no caminho.” (Francisco, Bucarest, 31 maio 2019).

3.Oração (Vida)

O que o texto nos leva a dizer a Deus?

Rezamos, com  Maria:

Minha alma glorifica ao Senhor, 
meu espírito; exulta de alegria em Deus, meu Salvador, 
porque olhou para sua pobre serva. 
Por isto, desde agora, 
me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, 
porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso 
e cujo nome é Santo. 
Sua misericórdia se estende, de geração em geração,
sobre os que o temem. Manifestou o poder do seu braço:
desconcertou os corações dos soberbos. 
Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes. 
Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos. 
Acolheu a Israel, seu servo, 
lembrado da sua misericórdia, conforme prometera a nossos pais, 
em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre.

4.Contemplação (Vida e Missão)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é de reconhecimento das maravilhas que Deus faz em cada pessoa que encontrar hoje.

Bênção natalina do papa Francisco
Iluminado pela esperança evangélica que provém 
da gruta humilde de Belém, 
invoco os dons natalícios da alegria e da paz para todos: 
para as crianças e os idosos, 
para os jovens e as famílias, 
para os pobres e os marginalizados. 
Nascido para nós, 
Jesus conforte quantos suportam a prova da doença e da tribulação; 
sustente aqueles que se dedicam 
ao serviço dos irmãos mais necessitados. 
Em nome do Pai...


Irmã Patrícia Silva, fsp


sábado, 14 de dezembro de 2024

Lc 3,10-18 – João recomenda a partilha - 3º Domingo do Advento - 15 de dezembro

LEITURA ORANTE

imagem: freepik
Imagem: freepik - Crianças em Campo de refugiados

Hoje, 15 de dezembro, 3º Domingo do Advento

Preparamo-nos para a Leitura Orante, 
fazendo uma rede de comunicação
e comunhão em torno da Palavra.

Este domingo, no meio  do Advento, se chama de “Gaudete”, devido à primeira palavra que ressoa para a assembleia no início da liturgia eucarística. “Gaudete”, isto é, “alegrem-se”, é o convite ou, melhor, o mandato dirigido pelo Apóstolo Paulo aos cristãos de Filipos: “Alegrai-vos sempre no Senhor; eu repito, alegrai-vos. (...) O Senhor está próximo!” (Fl 4,4-5).
 

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Cantemos a canção do Advento


Ó vem, Senhor, não tardes mais!
Vem saciar nossa sede de Paz!  

  1.   Ó vem, como chega a brisa do vento,
Trazendo aos pobres justiça e bom tempo!  
2.   Ó vem, como a chuva no chão  
Trazendo fartura de vida e de pão!  
3.   Ó vem, como chega a luz que faltou  
Só tua palavra nos salva Senhor!  
4.   Ó vem, como chega a carta querida  
Bendito carteiro do Reino da Vida!  
5.   Ó vem, como chega o filho esperado  
Caminha conosco Jesus Bem amado!  
6.   Ó vem, como chega o Libertador 



1. Leitura (Verdade) 
O que diz o texto do dia? Lemos atentamente: Lc 3,10-18

 Naquele tempo, 10 as multidões perguntavam a João: “Que devemos fazer?” 11 João respondia: “Quem tiver duas túnicas dê uma a quem não tem; e quem tiver comida faça o mesmo!” 12 Foram também para o batismo cobradores de impostos e perguntaram a João: “Mestre, que devemos fazer?” 13 João respondeu: “Não cobreis mais do que foi estabelecido”. 14 Havia também soldados que perguntavam: “E nós, que devemos fazer?” João respondia: “Não tomeis à força dinheiro de ninguém nem façais falsas acusações; ficai satisfeitos com o vosso salário!” 15 O povo estava na expectativa e todos se perguntavam no seu íntimo se João não seria o Messias. 16 Por isso, João declarou a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo. 17 Ele virá com a pá na mão: vai limpar sua eira e recolher o trigo no celeiro; mas a palha, ele a queimará no fogo que não se apaga”. 18 E ainda de muitos outros modos João anunciava ao povo a Boa-nova.

Compreendendo o texto
Das mais diferentes pessoas vinham perguntas para João. Um dos seguidores perguntou-lhe o que deviam fazer para viver a fé. A primeira recomendação de João é a partilha. Repartir roupa, comida.
Cobradores de impostos também fazem perguntas: “O que devemos fazer?” A estes João fala de justiça. Não cobrar a mais do que se deve, não ser corrupto.
Também os soldados queriam saber o que deviam fazer. A estes, João recomenda que não tomem dinheiro à força, nem por meio de falsas acusações.
Em seguida, João fala de alguém que vem depois dele do qual não merece a honra de desatar-lhe as sandálias. João batiza com água e o que virá batizará com o Espírito Santo. João pedia a todos que mudassem de vida.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
Nós nos incluímos entre as várias pessoas que ouviam João e acolhiam suas propostas de conversão.

As multidões perguntavam: O que devemos fazer?
João nos surpreende.
Acima de tudo, ele diz às multidões: “Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo”. Eis o que é preciso fazer em vista da vinda do Senhor: compartilhar o essencial, isto é, comida, roupa, casa. Isso é suficiente para dizer que alguém se converteu, fez "metanoia". Metanoia é uma palavra de origem grega que significa "mudança de mente" ou "transformação interior". 
Na filosofia, psicologia e espiritualidade, metanoia é um processo de mudança profunda na forma de pensar, perceber e se relacionar.  Na Palavra, metanoia é reforma de vida em vista do encontro com o Senhor que vem.

Há algumas categorias específicas de pessoas, presentes no auditório de João, que lhe fazem a mesma pergunta: “O que devemos fazer?”. É o caso dos publicanos, coletores de impostos em aliança com o poder imperial. A eles, o Batista não pede coisas extraordinárias, nem pede para abandonarem a sua profissão, mas que a vivam na justiça. Para esses funcionários tentados pelo abuso, pelo assédio financeiro, pelo roubo ao exigir os impostos, basta praticar uma grande virtude: a justiça.

Os militares também são atraídos por João, homem tão sem defesa, destinado a ser morto  por eles, executores das ordens dos poderosos deste mundo, daqueles que oprimem e dominam as pessoas pobres e se fazem chamar até de benfeitores (cf. Lc 22,25). E o que João pede aos militares? Não que desertem, porque na sua função há uma tarefa necessária, a de garantir a liberdade e a ordem de qualquer convivência social. Não: ele pede para renunciarem à violência. Como é fácil, quando se é mais forte, esmagar os fracos...

E nós, o que devemos fazer? Qual deve ser nossa metanoia?


3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Junto com nossa oferta de hoje, rezamos com todo o povo a Oração:
Pai nosso....

Pe. Zezinho, scj

Por um pedaço de pão e por um pouco de vinho
Eu já vi mais de um irmão se desviar do caminho
Por um pedaço de pão e por um pouco de vinho
Eu também vi muita gente encontrar novamente o caminho do céu
Eu também vi muita gente voltar novamente ao convívio de Deus

Refrão
Por um pedaço de pão e um pouquinho de vinho
Deus se tornou refeição e se fez o caminho
Por um pedaço de pão, por um pedaço de pão (Bis)

Por não ter vinho nem pão, por lhe faltar a comida
Eu já vi mais de um irmão desiludido da vida
E por não dar do seu pão, e por não dar do seu vinho
Vi quem dizia ser crente, perder de repente os valores morais
Vi que o caminho da paz só se faz com justiça e direitos iguais

Por um pedaço de pão e por um pouco de vinho
Eu já vi mais de um irmão tornar-se um homem mesquinho
Por um pedaço de pão e por um pouco de vinho
Vejo as nações em conflito e este mundo maldito por não partilhar
Vejo metade dos homens morrendo de fome, sem Deus e sem lar


4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual é nosso novo olhar a partir da Palavra? 
Sentimo-nos discípulos/as de Jesus.
Nosso olhar deste dia será iluminado certeza de que fazemos parte do Cristo, e como tal participamos da vida da Igreja. Vamos partilhar com quem precisa e fazer a nossa  oferta para a Campanha da Evangelização.

Dias 14 e 15 de dezembro – Coleta para a Evangelização nas comunidades
A Campanha para a Evangelização, da CNBB,  segue o exemplo das primeiras comunidades, às quais Paulo recomendava que os que têm se enriqueçam de boas obras, deem com prodigalidade e repartam com os demais (cf. 2Cor 8 e 9).

Bênção
Bênção de Natal do Papa Francisco
Iluminado pela esperança evangélica 
que provém da gruta humilde de Belém, 
invoco os dons natalícios da alegria e da paz para todos: 
para as crianças e os idosos, 
para os jovens e as famílias, 
para os pobres e os marginalizados. 
Nascido para nós, 
Jesus conforte quantos suportam a prova da doença e da tribulação; 
sustente aqueles que se dedicam 
ao serviço dos irmãos mais necessitados. 
Em nome do Pai...



Irmã Patrícia Silva, fsp