sábado, 25 de janeiro de 2025

Mc 16,15-18 - Conversão do apóstolo Paulo e nossa

LEITURA ORANTE


- A nós, graça e paz de Deus, nosso Pai,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

Preparamo-nos para a Leitura Orante em companhia de São Paulo,
 apóstolo dos povos,
e com as muitas pessoas que, no mundo inteiro
 - Europa, Brasil, Américas, África, Índia, Ásia, e tantos outros lugares -,
com as quais nos reunimos nas redes sociais para rezar a Palavra.
Pedimos as luzes ao Espírito Santo:

Espírito de verdade,
a ti consagro minha mente e 
meus pensamentos: ilumina-me.
Que eu conheça Jesus Mestre
e compreenda o seu Evangelho.
1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Acolhemos a Palavra, cantando o refrão:
Lemos, atentamente, Mc 16,15-18, e observamos as palavras de Jesus.

Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos,
15 e disse-lhes: "Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura!
16 Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado.
17 Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes:
expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas;
18 se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados". 

Refletindo
Este texto nos faz pensar que todo cristão, todo batizado, é chamado a um encontro com Jesus, a uma grande fé, à conversão, ao discipulado, à comunhão e à missão. Jesus diz que quem crer terá o poder de "fazer milagres". E envia os discípulos a uma missão universal. Para que? Não vão ensinar, pregar para serem mestres, mas para fazerem discípulos de Jesus. Receberão o poder de libertar as pessoas do mal, de restaurar a dignidade,  em "meu nome", diz Jesus.

2. Meditação (Caminho)

O que o texto diz para nós, hoje?

Meditando
O texto nos diz que também somos  pessoas cristãs, convocadas para serem discípulos/as e missionários/as de Jesus.
A fé e o encontro com Jesus Cristo, são o fio condutor de um processo que culmina na nossa maturidade como discípulos/a e deve renovar-se constantemente pelo  testemunho pessoal, e pela missão: “Vão pelo mundo inteiro”.
• A conversão, como aconteceu com o apóstolo Paulo, é a nossa resposta inicial ao seguimento de Jesus Cristo;
• O discipulado, como amadurecimento no conhecimento, na fé e no seguimento de Jesus Mestre.
• A comunhão, pois não pode haver vida cristã fora da comunidade: na nossa família, na paróquia, na Igreja, no nosso grupo. 
• A missão, que nasce do desejo de partilhar nossa experiência de Deus com os outros.

Conta-se que cinco sapinhos estavam à beira da lagoa. Três decidiram saltar na água. Pergunta-se: quantos ficaram de fora? Alguém, pela lógica imediata, diz: "Ficaram dois". Outra pessoa, um pouco mais reflexiva, disse que "nenhum ficou", pois os dois se assustaram e desapareceram.  Na verdade, ficaram todos do lado de fora, pois três apenas decidiram. Não concretizaram a decisão, não se comprometeram realmente.
. Não basta o desejo de partilhar, participar. É preciso partilhar. Compromisso! Participação!

3.Oração (Vida)

O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Fazemos orações espontâneas e depois rezamos:

A São Paulo
Ó glorioso São Paulo,
 que de perseguidor dos cristãos vos tornastes grande apóstolo,
 e que para anunciar o Cristo Salvador ao mundo inteiro,
 sofrestes prisões, flagelações, apedrejamentos,
naufrágios e perseguições de toda espécie, e,
por fim, derramastes o vosso sangue,
alcançai-nos a graça de aceitar as doenças,
sofrimentos e adversidades desta vida.
Que nada nos desanime no serviço de Deus,
mas sirva para crescermos na fé,
na esperança e no amor. Amém. 

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra? Nosso novo olhar será iluminado pelo coração que se compromete com a missão de evangelizar a todos.

Diz o Papa Francisco: "Antes de tudo lembremo-nos de que a conversão é uma graça, portanto, deve ser pedida a Deus com força”.

"Nós nos convertemos verdadeiramente - continua o Papa - na medida em que nos abrimos à beleza, à bondade, à ternura de Deus. Então deixamos o que é falso e efêmero, para o que é verdadeiro, belo e dura para sempre". (06/12/2021).


Refrão: Eu sei, eu sei, 
eu sei em quem acreditei
Eu sei, eu sei 
em quem acreditei. (2Tm 1,12)
Cante junto
Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém
. 

Ir. Patrícia Silva, fsp




terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Mc 1,21-28 - Jesus ensinava com autoridade


LEITURA ORANTE




- A todos que nos encontramos neste espaço,
a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

Preparamo-nos para a Leitura da Palavra, rezando:

Jesus Mestre, ficai conosco, aqui reunidos 
para melhor meditar e comungar com a vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade:
 iluminai-nos, para que melhor compreendamos
as Sagradas Escrituras. 
(Bv. Alberione)

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Vamos ler,  atentamente, o texto: Evangelho de Jesus Cristo escrito por Mc 1,21-28. 

 21Estando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar.
 22Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei. 
23Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou:
 24“Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. 25Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!”
 26Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu.
 27E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “O que é isso? Um ensinamento novo, dado com autoridade: ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” 
28E a fama de Jesus logo se espalhou por toda parte, em toda a região da Galileia.

Compreendendo o texto

Mas, afinal, o  que é "autoridade"  no original?
Às vezes se traduz "autoridade" como no grego: 
"exousîa"(a pronúncia é éksu-sía), é uma palavra cujo significado é: O poder da autoridade (influência) e do direito (privilégio)”. Na origem da palavra está o “poder da escolha”, a “liberdade de agir” e da “permissão”. Então, a "exousîa" é “o poder de autoridade e de direito para realizar certos atos e decisões” e acaba sendo associada com o poder de governar.
Este  exercício da autoridade de Jesus era, no entanto,  limitado pela incredulidade do povo.
Em João 1,12 temos a confirmação de que aqueles que creram nele e o receberam, e a estes ele deu o poder (=a autoridade) de se tornarem filhos de Deus. A autoridade de Jesus era evidente. Não precisava ser acadêmico ou receber uma ordenação.
Não havia  para Jesus, o Filho de Deus, impedimentos para este exercício.
O espírito mau dominou e desestruturou a vida do homem que chegou à sinagoga. Sua vida era tão desintegrada e vulnerável que achou que Jesus queria lhe fazer mal: "Você veio para nos destruir?" Diante desta incapacidade do homem de reconhecer a necessidade de libertação, Jesus se impôs. Usou de sua "autoridade",  ordenando ao espírito mau: "Cale a boca e saia desse homem!".
E o homem ficou livre do mal. Ele acreditou!
A palavra, crer significa: ser fiel; ter certeza, confirmar, apoiar. O "amém" tem o mesmo significado de confirmação.
Jesus usava esta palavra, quando dizia: “em verdade” para garantir a certeza duma questão.
Convencido da autoridade do Mestre, acreditando, o povo "espalhou" o fato por toda a Galileia.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
Recordamos o que disseram os bispos na Conferência de Aparecida sobre a vulnerabilidade dos mais fracos:
 "De nossa fé em Cristo nasce também a solidariedade como atitude permanente de encontro, irmandade e serviço. Ela há de se manifestar em opções e gestos visíveis, principalmente na defesa da vida e dos direitos dos mais vulneráveis e excluídos, e no permanente acompanhamento em seus esforços por serem sujeitos de mudança e de transformação de sua situação" (DAp 394).

Interessante é a reflexão do Papa Francisco sobre este "estilo de Jesus".
Diz ele:
"Qual é a autoridade que Jesus tem? É o estilo do Senhor, aquele 'senhorio' – digamos assim – com o qual o Senhor se movia, ensinava, curava, ouvia. Este estilo  senhorio – que é algo que vem de dentro – mostra... O que mostra? Coerência. Jesus tinha autoridade porque era coerente com aquilo que ensinava e aquilo que fazia, isto é, como vivia. Aquela coerência é o que dá a expressão de uma pessoa que tem autoridade: “Esta pessoa tem autoridade porque é coerente”, ou seja, dá testemunho. A autoridade se mostra nisto: coerência e testemunho.

Os escribas eram pastores esquizofrênicos que diziam e não faziam. 

Os escribas não eram coerentes e Jesus, de um lado adverte o povo a "fazer o que diziam, mas não o que faziam"; de outro, não perde a ocasião para repreendê-los, porque "com esta atitude caíram em uma esquizofrenia pastoral”. E o Papa recordou que isso acontece em vários episódios do Evangelho: às vezes, Jesus reage colocando-os de lado, às vezes não dando a eles nenhuma resposta e, até, “qualificando-os" como hipócritas.

 A hipocrisia é o modo de agir daqueles que têm responsabilidade sobre as pessoas – neste caso, responsabilidade pastoral -, mas não são coerentes, não são senhores, não têm autoridade. Dizem e não fazem, sem coerência.
Convenhamos, a incoerência cristã é um escândalo.
Muitas pessoas cristãs  vão à missa todos os domingos e depois vivem como pagãs. E as pessoas dizem: “Isto é um escândalo, uma incoerência." O Papa conclui pedindo ao Senhor para que todos os batizados tenham a "autoridade", "que não consiste em comandar e aparecer, mas em ser  coerente, ser testemunha e, por isso, ser companheiro de estrada no caminho do Senhor ".

3.Oração (Vida)

Vamos falar com Deus. O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos o belo cântico da liturgia de hoje: 
1Sm 2

Meu coração se alegrou em Deus, meu salvador.

1. Exulta no Senhor meu coração, / e se eleva a minha fronte no meu Deus; / minha boca desafia os meus rivais / porque me alegro com a vossa salvação. – R.

2. O arco dos fortes foi dobrado, foi quebrado, / mas os fracos se vestiram de vigor. / Os saciados se empregaram por um pão, / mas os pobres e os famintos se fartaram. / Muitas vezes deu à luz a que era estéril, / mas a mãe de muitos filhos definhou. – R.

3. É o Senhor quem dá a morte e dá a vida, / faz descer à sepultura e faz voltar; / é o Senhor quem faz o pobre e faz o rico, / é o Senhor quem nos humilha e nos exalta. – R.

4. O Senhor ergue do pó o homem fraco / e do lixo ele retira o indigente, / para fazê-los assentar-se com os nobres / num lugar de muita honra e distinção. – R.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Vamos olhar o mundo e a vida com o estilo de Jesus. Vamos eliminar do nosso modo de pensar a incoerência e a hipocrisia, que não são conforme o Estilo de Jesus Mestre.

Bênção

Recebamos a bênção  do bem-aventurado Alberione:

Jesus Divino Mestre seja para ti:
a verdade que ilumina,
o caminho da santidade,
a vida plena e eterna.
Que ele te guarde e defenda.
Plenifique de todos os bens
a ti e a todos que amas.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém.
Irmã Patrícia Silva, fsp



sábado, 11 de janeiro de 2025

Lc 3,15-16.21-22 - Batismo do Senhor - 12 de janeiro de 2025

LEITURA ORANTE



- A nós, a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

Preparamo-nos para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre,
ficai conosco,
aqui reunidos 
para melhor meditar
e comungar com a vossa Palavra.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o texto: Lc 3,15-16.21-22

 15  O povo estava na expectativa e todos se perguntavam no seu íntimo se João não seria o Messias. 16Por isso, João declarou a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo”. 21 Quando todo o povo estava sendo batizado, Jesus também recebeu o batismo. E, enquanto rezava, o céu se abriu 22 e o Espírito Santo desceu sobre Jesus em forma visível, como pomba. E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu benquerer”. 

Revemos o texto 
Jesus foi batizado por João, como todo o povo, no Jordão. Jesus se misturou com o povo para ser batizado. E quem estava ali, na esperança do Messias, pode encontrá-lo e viu a manifestação de Deus. E enquanto orava, manifestaram-se o Pai e o Espírito Santo. O Espírito, em forma de pomba. O Pai, na voz que veio do céu: “Este é meu Filho querido”.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje? O nosso batismo deriva do batismo de Cristo.

Os bispos na Conferência de Aparecida disseram:
"No começo de sua vida pública, depois de seu batismo, Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto para se preparar para a sua missão (cf. Mc 1,12-13) e, através da oração e do jejum, discerniu a vontade do Pai e venceu as tentações de seguir outros caminhos. Esse mesmo Espírito acompanhou Jesus durante toda sua vida (cf. At 10,38). Uma vez ressuscitado, ele comunicou seu Espírito vivificador aos seus (cf. At 2,33). (DAp 149).
" Ao receber a fé e o batismo, os cristãos acolhem a ação do Espírito Santo que leva a confessar Jesus como Filho de Deus e a chamar Deus "Abba". Todos os batizados e batizadas da América Latina e do Caribe, "através do sacerdócio comum do Povo de Deus", somos chamados a viver e a transmitir a comunhão com a Trindade, pois "a evangelização é um chamado à participação da comunhão trinitária".(DAp 157). 

Diz o Papa Francisco: "Procurem saber o dia do vosso batismo, é um novo aniversário e deve ser celebrado".

“No Batismo Deus vem a nós, Ele purifica e cura nossos corações, faz de nós seus filhos para sempre, seu povo e sua família, herdeiros do Paraíso. Deus se torna íntimo de nós e não nos deixa mais.
“Agradecemos ao Senhor pelos pais que nos levaram à pia batismal, por aqueles que administraram o Sacramento, pelo padrinho, pela madrinha e pela comunidade em que o recebemos. Celebrem o batismo. É um novo aniversário.”

Francisco pede a todos  para realizarem um ato concreto: “em memória do nosso Batismo, vamos acolher a presença de Deus em nós. Podemos fazer isso com o sinal da cruz, que traça em nós a memória da graça de Deus, que nos ama e deseja estar conosco. Vamos fazer isso juntos: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”
Em nome do Pai...

3.Oração (Vida)

O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Renovamos o nosso Batismo, renovando a fé e nosso compromisso cristão.

Creio em Deus, Pai todo poderoso,
criador do céu e da terra.
E em Jesus Cristo seu único filho, Nosso Senhor,
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo,
nasceu da Virgem Maria
Padeceu sob Pôncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado,
desceu a mansão dos mortos,
ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus,
está sentado à direita de Deus Pai, todo poderoso,
de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo,
na Santa Igreja Católica,
na comunhão dos Santos,
na remissão dos pecados,
na ressurreição da carne,
na vida eterna.
Amém.

Canto: 
Águas eternas
Padre Zezinho, scj

Foi nas águas eternas 
Que eu renasci
Foi a luta pela vida 
Que me trouxe aqui
Quem não tem amor à vida
Mata a vida por matar
Eu, porém sou batizado 
E nunca mais vou me calar

Todos os dias eles matam nossos rios
Todos os dias envenenam nosso mar
Todos os dias poluem as nascentes
E queimam as florestas, dão morte aos animais
Mas eu sou batizado e não vou mais ficar calado

Todos os dias matam nossas esperanças
Todos os dias passam droga de matar
Todos os dias eles pisam nas crianças
Não ligam pros idosos, sequestram nossa paz
Mas eu sou batizado e não vou mais ficar calada

Todos os dias na TV tem violência
Todos os dias envenenam nosso lar
Todos os dias fazem troça da inocência
Não ligam pra decência, pro verdadeiro amor
Mas eu sou batizado e não vou mais ficar calada




4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Vamos olhar o mundo e a vida com coração e com os olhos de Deus. Vamos viver a vida cristã coerente com nossos compromissos de contínua conversão e de testemunho de minha fé.

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Irmã Patrícia Silva, fsp


quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Mc 6,45-52 - Jesus não é um fantasma!

LEITURA ORANTE



- A todos nós, a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.

- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

Preparamo-nos para a Leitura, rezando:

Jesus Mestre,
Sois o Mestre e a Verdade:
iluminai-nos, para que melhor compreendamos
as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho:
fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.
Sois a Vida:
transformai nosso coração em terra boa,
onde a Palavra de Deus produza frutos
abundantes de santidade e missão.
(Bv. Alberione)

1. Leitura (Verdade) 

O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente: Mc 6,45-52.
 Depois de saciar os cinco mil homens, 45Jesus obrigou os discípulos a entrarem na barca e irem na frente para Betsaida, na outra margem, enquanto ele despedia a multidão. 46Logo depois de se despedir deles, subiu ao monte para rezar. 47Ao anoitecer, a barca estava no meio do mar e Jesus sozinho em terra. 48Ele viu os discípulos cansados de remar, porque o vento era contrário. Então, pelas três da madrugada, Jesus foi até eles, andando sobre as águas, e queria passar na frente deles. 49Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e começaram a gritar. 50Com efeito, todos o tinham visto e ficaram assustados. Mas Jesus logo falou: “Coragem, sou eu! Não tenhais medo!” 51Então subiu com eles na barca. E o vento cessou. Mas os discípulos ficaram ainda mais espantados, 52porque não tinham compreendido nada a respeito dos pães. O coração deles estava endurecido. 

Compreendendo o texto

Tantos aspectos podem ser considerados neste texto. Vamos nos deter na afirmação de Jesus: "Sou eu!" Quem ainda não teve fé suficiente, vê Jesus como um fantasma. Os discípulos não haviam entendido o milagre dos pães. O Evangelho diz que estavam espantados e o "coração deles estava endurecido". Como aos discípulos, diariamente, Jesus Cristo faz acontecer uma infinidade de milagres ao nosso redor, mas nosso coração "endurecido" não deixa reconhecer a ação de Deus. O que nos deixa o coração "endurecido"? Um turbilhão de apelos e vozes no dia-a-dia, o consumismo, a perda dos valores, e, sobretudo a perda da fé, da esperança e do amor aos demais.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje? Qual palavra mais nos toca o coração?
Entramos em diálogo com o texto. Refletimos e atualizamos.
 O que o texto nos diz no momento?

Os bispos, em Aparecida, disseram: "Jesus saiu ao encontro de pessoas em situações muito diferentes: homens e mulheres, pobres e ricos, judeus e estrangeiros, justos e pecadores... convidando-os a segui-los. Hoje, continua convidando a encontrar n'Ele o amor do Pai. Por isto mesmo, o discípulo missionário há de ser um homem ou uma mulher que torna visível o amor misericordioso do Pai, especialmente aos pobres e pecadores." (DAp 147).

3.Oração (Vida)

O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos: Senhor, converte meu coração - Pe. Zezinho

 4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Vamos olhar o mundo e a vida com os olhos de fé, para encontrar Jesus que vem a nosso encontro. Vamos tornar visível o amor misericordioso do Pai, especialmente aos pobres e pecadores.

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.


Irmã Patrícia Silva, fsp

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

HINO DO JUBILEU 2025




 Peregrinos de Esperança


Texto de Pierangelo Sequeri

Texto versão portuguesa: Antônio Cartageno


 Chama viva da minha esperança,

este canto suba para Ti!

Seio eterno de infinita vida,

no caminho eu confio em Ti!


 Toda a língua, povo e nação

tua luz encontra na Palavra.

Os teus filhos, frágeis e dispersos

se reúnem no teu Filho amado.


Chama viva da minha esperança,

este canto suba para Ti!

Seio eterno de infinita vida,

no caminho eu confio em Ti!


Deus nos olha, terno e paciente:

nasce a aurora de um futuro novo.

Novos Céus, Terra feita nova:

passa os muros, ‘Spirito de vida.


Chama viva da minha esperança,

este canto suba para Ti!

Seio eterno de infinita vida,

no caminho eu confio em Ti!


Ergue os olhos, move-te com o vento,

não te atrases: chega Deus, no tempo.

Jesus Cristo por ti se fez Homem:

aos milhares seguem o Caminho.


Chama viva da minha esperança,

este canto suba para Ti!

Seio eterno de infinita vida,

no caminho eu confio em Ti!

.................................................................

Durante o caminho, muitas vezes surge nos lábios o canto, quase como se fosse um companheiro de confiança para exprimir as motivações do viajante. Isto vale também para a vida de fé que é peregrinação à luz do Senhor Ressuscitado. As Sagradas Escrituras estão impregnadas de canto e os Salmos são um exemplo marcante disso: as orações do povo de Israel foram escritas para serem cantadas e, no canto, apresentar diante do Senhor os acontecimentos mais humanos. A tradição da Igreja não faz senão prolongar esta união, fazendo do canto e da música um dos pulmões da própria liturgia. O Jubileu, que por si só se exprime como evento de um povo em peregrinação à Porta Santa, encontra também no canto um dos modos para dar voz ao seu lema, "Peregrinos de esperança".

O texto elaborado por Pierangelo Sequeri e oferecido à criatividade musical de quem deseja participar no Concurso Internacional para o Hino do Jubileu 2025 intercepta os numerosos temas do Ano Santo. Em primeiro lugar, o lema "Peregrinos de esperança" encontra o seu melhor eco bíblico em algumas páginas do profeta Isaías (Isaías 9 e Isaías 60). Os temas da criação, da fraternidade, da ternura de Deus e da esperança no futuro ressoam numa linguagem que não é "tecnicamente" teológica, embora o seja na substância e nas alusões, de modo a fazê-la soar eloquentemente aos ouvidos do nosso tempo.

Passo a passo, o povo de crentes, na peregrinação de cada dia, apoia-se com confiança na fonte da Vida. O canto que surge espontaneamente durante o caminho (cf. Agostinho, Discursos, 256) dirige-se a Deus. É um canto carregado de esperança de se ser libertado e amparado. É um canto acompanhado pelo desejo de que este chegue aos ouvidos d'Aquele que o faz brotar. É Deus que, como uma chama sempre viva, mantém acesa a esperança e dá energia ao passo do povo que caminha.

O profeta Isaías vê repetidamente a família de homens e mulheres, filhos e filhas, regressando da sua dispersão, reunidos à luz da Palavra de Deus: «O povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9, 1). A luz é a do Filho que se fez Homem, Jesus, que com a sua própria Palavra reúne todos os povos e nações. É a chama viva de Jesus que move o passo: «Levanta-te, veste-te de luz, porque vem a tua luz, a glória do Senhor brilha sobre ti» (Isaías 60,1).

A esperança cristã é dinâmica e ilumina a peregrinação da vida, mostrando o rosto dos irmãos e irmãs, companheiros no caminho. Não é uma peregrinação de lobos solitários, mas um caminho de povo, confiante e feliz, que se move em direção a um Novo destino. O sopro do Espírito de vida não deixa de iluminar a aurora do futuro que se está prestes a despontar. O Pai celeste observa com paciência e ternura a peregrinação dos seus filhos e abre-lhes o Caminho, indicando Jesus, o seu Filho, que se torna espaço de caminho para todos.

sábado, 4 de janeiro de 2025

Jo 1,35-42 - Encontramos o Messias!

LEITURA ORANTE


- A nós todos que nos encontramos aqui, a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

Preparamo-nos para a Leitura, rezando:

Jesus Mestre, creio com viva fé
que estais aqui presente, junto de mim,
para indicar-me o caminho que leva ao Pai.
Iluminai minha mente, movei meu coração,
para que esta Leitura Orante 
produza em mim frutos de vida.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos, atentamente, Jo 1,35-42
Naquele tempo,
35
João estava de novo com dois de seus discípulos
36
e, vendo Jesus passar, disse:
"Eis o Cordeiro de Deus!"
37
Ouvindo essas palavras,
os dois discípulos seguiram Jesus.
38
Voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo,
Jesus perguntou:
"O que estais procurando?"
Eles disseram:
"Rabi (que quer dizer: Mestre), onde moras?"
39
Jesus respondeu: "Vinde ver".
Foram pois ver onde ele morava
e, nesse dia, permaneceram com ele.
Era por volta das quatro da tarde.
40
André, irmão de Simão Pedro,
era um dos dois que ouviram as palavras de João
e seguiram Jesus.
41
Ele foi encontrar primeiro seu irmão Simão e lhe disse: 
"Encontramos o Messias" (que quer dizer: Cristo).
42
Então André conduziu Simão a Jesus.
Jesus olhou bem para ele e disse:
"Tu és Simão, filho de João;
tu serás chamado Cefas" (que quer dizer: Pedra).
Palavra da Salvação.

Compreendendo o texto
João indica a dois de seus discípulos o Cordeiro de Deus. É Jesus que está passando e os discípulos o seguem querendo saber onde ele morava.  Jesus os  convida a virem com Ele. Eles foram e ficaram com o Mestre o dia todo. Jesus os quer tornar testemunhas do que veem. O Evangelho diz que eram 4 horas da tarde. O evangelista foi tão marcado pelo evento deste encontro que lembra até a hora. Quase final do dia. Um dos discípulos era André que, ao encontrar  seu irmão Simão Pedro lhe diz: "Encontramos o Messias". 

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje? 

Meditamos com a Igreja
O Evangelho  apresenta o encontro de Jesus com os seus primeiros discípulos. 
O Papa Francisco lembra que a cena tem lugar no rio Jordão, um dia depois do batismo de Jesus. "É o próprio João Batista que indica o Messias a dois deles com estas palavras: «Eis o Cordeiro de Deus!» (v. 36). E aqueles dois, confiando no testemunho do Batista, seguem Jesus. Vendo que o seguiam, perguntou-lhes: «Que procurais?» e eles disseram-lhe: «Mestre, onde moras?» (v. 38).

Jesus não responde: “Moro em Cafarnaum ou Nazaré”, mas diz: «Vinde ver» (v. 39). Não um cartão de visita, mas um convite a um encontro. Os dois seguem-no e naquela tarde permanecem com Ele. Não é difícil imaginá-los sentados a fazer-Lhe perguntas e sobretudo a ouvi-lo, sentindo o seu coração enternecer à medida que o Mestre fala. Eles apreciam a beleza das palavras que respondem à sua maior esperança. E de repente descobrem que, à medida que a noite cai em seu redor, neles, nos seus corações, irrompe a luz que só Deus pode dar. Uma coisa que chama a atenção: um deles, sessenta anos depois, ou talvez mais, escreveu no Evangelho: «Era cerca da hora décima» (Jo 1, 39), mencionou a hora. Isto é algo que nos faz pensar: cada encontro autêntico com Jesus permanece vivo na memória, nunca é esquecido. Esquecemos muitos encontros, mas o verdadeiro encontro com Jesus permanece sempre. E eles, muitos anos mais tarde, lembraram-se até da hora, não podiam esquecer este encontro tão feliz, tão cheio, que tinha mudado a vida deles. Depois, quando se despedem e regressam junto dos seus irmãos, esta alegria, esta luz transborda dos seus corações como um rio em cheia. Um daqueles dois, André, diz ao seu irmão Simão - a quem Jesus chamará Pedro quando o encontrar - «Encontramos o Messias» (v. 41). Saíram certos de que Jesus era o Messias, certos.

Pensemos por um momento sobre esta experiência de encontro com Cristo que chama para estar com Ele. E diz Francisco: Cada chamado de Deus é uma iniciativa do seu amor. É sempre Ele que toma a iniciativa, Ele nos chama. Deus chama à vida,  chama à fé, e chama a um estado particular de vida: «Quero você aqui». O primeiro chamado de Deus é para a vida, com a qual Ele nos constitui como pessoas; é um chamado individual, porque Deus não faz as coisas em série. Depois, Deus chama à fé e a fazer parte da sua família, como filhos de Deus. Por fim, Deus nos chama a um estado particular de vida: para nos doarmos no caminho do matrimônio, no caminho do sacerdócio ou da vida consagrada. Estas são formas diferentes de cumprir o projeto de Deus, o projeto que Deus tem para cada um de nós, que é sempre um desígnio de amor. Deus chama sempre. E a maior alegria para cada cristão é responder a este chamado, oferecer todo o seu ser a serviço de Deus e dos seus irmãos."
O Evangelho deste segundo domingo do Tempo Comum (cf. Jo 1, 35-42) apresenta o encontro de Jesus com os seus primeiros discípulos. 
O Papa Francisco lembra que a cena tem lugar no rio Jordão, um dia depois do batismo de Jesus. "É o próprio João Batista que indica o Messias a dois deles com estas palavras: «Eis o Cordeiro de Deus!» (v. 36). E aqueles dois, confiando no testemunho do Batista, seguem Jesus. Vendo que o seguiam, perguntou-lhes: «Que procurais?» e eles disseram-lhe: «Mestre, onde moras?» (v. 38).

Jesus não responde: “Moro em Cafarnaum ou Nazaré”, mas diz: «Vinde ver» (v. 39). Não um cartão de visita, mas um convite a um encontro. Os dois seguem-no e naquela tarde permanecem com Ele. Não é difícil imaginá-los sentados a fazer-Lhe perguntas e sobretudo a ouvi-lo, sentindo o seu coração enternecer à medida que o Mestre fala. Eles apreciam a beleza das palavras que respondem à sua maior esperança. E de repente descobrem que, à medida que a noite cai em seu redor, neles, nos seus corações, irrompe a luz que só Deus pode dar. Uma coisa que chama a atenção: um deles, sessenta anos depois, ou talvez mais, escreveu no Evangelho: «Era cerca da hora décima» (Jo 1, 39), mencionou a hora. Isto é algo que nos faz pensar: cada encontro autêntico com Jesus permanece vivo na memória, nunca é esquecido. Esquecemos muitos encontros, mas o verdadeiro encontro com Jesus permanece sempre. E eles, muitos anos mais tarde, lembraram-se até da hora, não podiam esquecer este encontro tão feliz, tão cheio, que tinha mudado a vida deles. Depois, quando se despedem e regressam junto dos seus irmãos, esta alegria, esta luz transborda dos seus corações como um rio em cheia. Um daqueles dois, André, diz ao seu irmão Simão - a quem Jesus chamará Pedro quando o encontrar - «Encontramos o Messias» (v. 41). Saíram certos de que Jesus era o Messias, certos.

Pensemos por um momento sobre esta experiência de encontro com Cristo que chama para estar com Ele. E diz Francisco: Cada chamado de Deus é uma iniciativa do seu amor. É sempre Ele que toma a iniciativa, Ele nos chama. Deus chama à vida,  chama à fé, e chama a um estado particular de vida: «Quero você aqui». O primeiro chamado de Deus é para a vida, com a qual Ele nos constitui como pessoas; é um chamado individual, porque Deus não faz as coisas em série. Depois, Deus chama à fé e a fazer parte da sua família, como filhos de Deus. Por fim, Deus nos chama a um estado particular de vida: para nos doarmos no caminho do matrimônio, no caminho do sacerdócio ou da vida consagrada. Estas são formas diferentes de cumprir o projeto de Deus, o projeto que Deus tem para cada um de nós, que é sempre um desígnio de amor. Deus chama sempre. E a maior alegria para cada cristão é responder a este chamado, oferecer todo o seu ser a serviço de Deus e dos seus irmãos."
 Tudo começa com  um encontro, ou melhor,  o encontro com Jesus, que nos fala do Pai, dá-nos a conhecer o seu amor. E então surge espontaneamente em nós também o desejo de comunicar isto às pessoas que amamos: “Encontrei o Amor”, “Encontrei o Messias”, “Encontrei Deus”, “Encontrei Jesus”, “Encontrei o sentido da minha vida”. Numa palavra: “encontrei Deus”. (Papa Francisco, Domingo, 17 de janeiro de 2021).
 
Podemos também dizer a mesma coisa? E como vivemos este chamado?

3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos:
Salmo 97(98)

Os confins do universo contemplaram / a salvação do nosso Deus.

1. Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / porque ele fez prodígios! / Sua mão e o seu braço forte e santo / alcançaram-lhe a vitória. – R.

2. Os confins do universo contemplaram / a salvação do nosso Deus. / Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, / alegrai-vos e exultai! – R.

3. Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa / e da cítara suave! / Aclamai, com os clarins e as trombetas, / ao Senhor, o nosso rei! – R.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Vamos olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vamos testemunhar pela vida nossos encontros com o Mestre.

Bênção

Recebamos a bênção  do bem-aventurado Alberione:

Jesus Divino Mestre seja para ti:
a verdade que ilumina,
o caminho da santidade,
a vida plena e eterna.
Que ele te guarde e defenda.
Plenifique de todos os bens
a ti e a todos que amas.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém.

Irmã Patrícia Silva, fsp



sábado, 28 de dezembro de 2024

Mt 2,13-18 - Jesus menino recém-nascido é perseguido, se faz migrante e missionário

LEITURA ORANTE

Preparamo-nos para a Leitura Orante, 
rezando com todos que se encontram nas mídias sociais:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Creio, Senhor Jesus, que sou parte de seu Corpo.
Trindade Santíssima
- Pai, Filho, Espírito Santo -
presente e agindo na Igreja e na profundidade do meu ser.
Eu vos adoro, amo e agradeço.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia? Lemos atentamente o texto: Mt 2,13-18.

13
Depois que os magos partiram,
o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José
e lhe disse:
"Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito!
Fica lá até que eu te avise!
Porque Herodes vai procurar o menino 
para matá-lo".
14
José levantou-se de noite,
pegou o menino e sua mãe,
e partiu para o Egito.
15
Ali ficou até à morte de Herodes,
para se cumprir
o que o Senhor havia dito pelo profeta:
"Do Egito chamei o meu Filho".
16
Quando Herodes percebeu
que os magos o haviam enganado,
ficou muito furioso.
Mandou matar todos os meninos de Belém
e de todo o território vizinho,
de dois anos para baixo,
exatamente conforme o tempo indicado pelos magos.
17
Então se cumpriu
o que foi dito pelo profeta Jeremias:
18
"Ouviu-se um grito em Ramá,
choro e grande lamento:
é Raquel que chora seus filhos,
e não quer ser consolada,
porque eles não existem mais".
Palavra da Salvação.

Compreendendo o texto
José foi avisado em sonho por um anjo que devia fugir para o Egito, porque Herodes queria matar o Menino. O Evangelho diz que, muito dócil à vontade de Deus, “se levantou no meio da noite, pegou a criança e a sua mãe e fugiu para o Egito. E eles ficaram lá até a morte de Herodes”. Assim, a primeira terra de missão de Jesus foi o Egito, no grande continente da África. Lá permaneceram também como migrantes, exilados, sem parentes, sem casa, sem trabalho, sem nome. Ficaram no Egito até a morte de Herodes (que aconteceu nos primeiros três anos da vida de Jesus). O cruel e ambicioso Herodes mandou matar todos os meninos de Belém de dois anos para baixo, querendo matar entre os inocentes o Menino Jesus.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
O texto da fuga para o Egito nos diz que é preciso estar sempre atento para discernir qual é a vontade de Deus. Se preciso, abandonar um caminho e assumir outro menos atraente, porém mais coerente com a vida. Às vezes, é preciso viver no anonimato, no silêncio, para cumprir a vontade de Deus.
Meditando
Os bispos, na V Conferência, falaram várias vezes da situação dos migrantes e do papel da Igreja. " Entre as tarefas da Igreja a favor dos migrantes está indubitavelmente a denúncia profética dos atropelos que sofrem frequentemente, como também o esforço por incidir, junto aos organismos da sociedade civil, nos governos dos países, para conseguir uma política migratória que leve em consideração os direitos das pessoas em mobilidade. Deve ter presente também os deslocados pela violência. Nos países açoitados pela violência se requer a ação pastoral para acompanhar as vítimas e oferecer-lhes acolhida e capacitá-los para que possam viver de seu trabalho. Ao mesmo tempo, deverá aprofundar seu esforço pastoral e teológico para promover uma cidadania universal na qual não haja distinção de pessoas.
Os migrantes devem ser acompanhados pastoralmente por suas Igrejas de origem e estimulados a se fazer discípulos e missionários nas terras e comunidades que os acolhem, compartilhando com eles as riquezas de sua fé e de suas tradições religiosas. Os migrantes que partem de nossas comunidades podem oferecer uma valiosa contribuição missionária às comunidades que os acolhem. (DAp 414 e 415)
A BBC reflete sobre as migrações:

O mundo nunca teve tanta gente morando fora do país de origem. A ONU (Organização das Nações Unidas) avalia que existem atualmente 160 milhões de migrantes, pessoas vivendo fora do seu país pelas mais variadas razões - da mudança temporária por exigência do trabalho à tentativa de uma vida melhor no exterior fugindo de guerras.

Esse movimento só é comparável à grande onda migratória do início do século 20. Os especialistas calculam que naquela época cerca de 50 milhões de pessoas, a grande maioria europeus, deixaram o continente em direção ao novo mundo, como eram chamados na época as Américas e a Oceania.

A expansão das imigrações atuais no Brasil vem acompanhada por uma série de fatores, a saber:
a)aumento da xenofobia: o Brasil, apesar de sua internacionalmente reconhecida receptividade, vem aumentando os casos de xenofobia, sobretudo para com as populações advindas de países subdesenvolvidos. Para parte da população, os grupos estrangeiros trazem doenças, “roubam” vagas de empregos e “ameaçam” a identidade cultural do país. O curioso é que esses argumentos são semelhantes aos impostos aos brasileiros no exterior, notadamente na Europa.
b) condições de vida precária, até em situações de escravidão.
c) Favorecimento do tráfico de pessoas
3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluímos:

ORAÇÃO DO MIGRANTE  
Deus de todos os povos, que amas a todos com amor de Pai,
e aos empobrecidos com infinita bondade e compaixão.
Gratidão por tua presença benfazeja em nossas vidas,
pois não somos nada sem ti.
Renova nossa fé e nossas forças para seguir lutando
em meio a tanta dor e dificuldades.
Acolhe em teus braços aos que nos deixaram,
vítimas da pandemia e do descaso.
Aumenta nossa capacidade de diálogo
com quem pensa diferente de nós.
Torna-nos mais humanos,
repletos de respeito pela Mãe Terra.
Desperta em nós a solidariedade
e a capacidade de acolher e integrar,
especialmente aos migrantes, nossos irmãos.
 Amém

Bom Jesus dos imigrantes, guiai a todos pelo
seu Caminho, Verdade e Vida. Amém.

4.Contemplação (Vida e Missão) 
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Como vamos vivê-lo na missão?
Nosso novo olhar é de atenção ao que Deus quer nos revelar para fugir do mal e ir em direção ao bem.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

Bênção 


Senhor, volta para mim, na maneira simples de chegar.
E que te possa descobrir
em todos os presépios e casas,
em todas as manjedouras e berços,
em todas as Marias e Josés.

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.



Irmã Patrícia Silva, fsp