sexta-feira, 6 de março de 2026

Mt 21,33-43.45-46 - Não tomar posse, mas servir




Ser cristão é servir

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Creio, Senhor Jesus, que sou parte de seu Corpo.
Trindade Santíssima
- Pai, Filho, Espírito Santo -
presente e atuante na Igreja e na profundidade do meu ser.
Eu vos adoro, amo e agradeço.

Rezemos com Raoul Follereau:
Senhor, ensina-nos 
a não amar somente os que são nossos,
a não amar somente os que amamos.
Ensina-nos a pensar nos outros e a
amar, em primeiro lugar,
aqueles a quem ninguém ama.
Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.

 Leitura (Verdade)
- O que a Palavra diz?
Leiamos o Evangelho de Mateus, capítulo 21, versículos 33 a 43.45 a 46

Naquele tempo, dirigindo-se Jesus aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo, disse-lhes: “Escutai esta outra parábola: certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas e construiu uma torre de guarda. Depois, arrendou-a a vinhateiros e viajou para o estrangeiro. Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro e ao terceiro apedrejaram. O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’. Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!’ Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram. Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros?” Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”. Então Jesus lhes disse: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos’? Por isso eu vos digo, o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos”. Os sumos sacerdotes e fariseus ouviram as parábolas de Jesus e compreenderam que estava falando deles. Procuraram prendê-lo, mas ficaram com medo das multidões, pois elas consideravam Jesus um profeta.

Compreendamos  o texto

Mais uma parábola de Jesus, em que os lavradores lembram os profetas que pregavam a justiça e foram eliminados. Por fim, Deus enviou seu próprio Filho, Jesus Cristo, que também foi rejeitado e morto. Mas, ressuscitou. O resultado disso: “o Reino será tirado de vocês e dado para pessoas que produzem frutos”. Em torno de Jesus estarão aqueles que não vêm para tomar posse, mas para servir.
A parábola dos vinhateiros homicidas denuncia, em primeiro lugar, aqueles que, ao invés de cuidarem do povo, querem se apossar da vinha do Senhor. Para isso, rejeitaram todos os que foram enviados por Deus para alertá-los. É uma menção ao fim trágico de muitos profetas. Em segundo lugar, e esta é a intenção mais importante da parábola, ele faz o leitor compreender que a morte de Jesus foi premeditada e é fruto da inveja, da cobiça e da maldade deliberada. A parábola não possui um juízo condenatório; ela é, isto sim, um forte apelo a reconhecer em Jesus o dom de Deus e a viver em conformidade com este dom e, nele, produzir bons frutos. A inveja e a cobiça trazem em si mesmas uma dinâmica de morte: elas impedem de reconhecer o outro como irmão para considerá-lo como adversário e inimigo.

 Meditação(Caminho)
- O que a Palavra diz para nós?
O texto é um apelo de Jesus para pertencer ao grupo que serve. 

Meditemos
Em Aparecida, na quinta Conferência, os bispos lembraram o apelo do papa: 
“O Santo Padre nos recorda que a Igreja está convocada a ser “advogada da justiça e defensora dos pobres” diante das “intoleráveis desigualdades sociais e econômicas”, que “clamam ao céu”. Temos muito que oferecer, visto que “não há dúvida de que a Doutrina Social da Igreja é capaz de despertar esperança em meio às situações mais difíceis, porque se não há esperança para os pobres, não haverá para ninguém, nem sequer para os chamados ricos”.
A opção preferencial pelos pobres exige que prestemos especial atenção àqueles profissionais católicos que são responsáveis pelas finanças das nações, naqueles que fomentam o emprego, nos políticos que devem criar as condições para o desenvolvimento econômico dos países, a fim de lhes dar orientações éticas coerentes com sua fé.” (DAp 395).

Oração (Vida)
- O que a Palavra nos leva a dizer a Deus?
Rezamos com toda Igreja, 

Oração CF 2026
Deus, nosso Pai,
em Jesus, vosso Filho, viestes morar entre nós
e nos ensinastes o valor da dignidade humana.

Nós vos agradecemos por todas as pessoas e grupos
que, sob o impulso do Espírito Santo,
se empenham em favor da moradia digna para todos.

Nós vos suplicamos:
dai-nos a graça da conversão,
para ajudarmos a construir uma sociedade
mais justa e fraterna,
com terra, teto e trabalho para todas as pessoas,
a fim de, um dia, habitarmos convosco
a casa do Céu. Amém.


 Contemplação(Vida/ Missão)
- Qual o nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso novo olhar é para cuidar a fim de que a vida de Deus e seu Reino tenham espaço de expressão no mundo em que vivemos.

Bênção  
Senhor, nosso Deus, concedei-nos nesta quaresma a graça da conversão e da reconciliação por meio da oração, da penitencia e da caridade. Dai-nos a graça de aprender convosco a  ser livres para amar, acolhendo a vida como dom e compromisso, valorizando e defendendo a vida, especialmente onde ela se encontra mais fragilizada e sofrida. Isto vos pedimos, em nome do Pai, e do Filho e do Espirito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, Filha de são Paulo



quinta-feira, 5 de março de 2026

Lc 16,19-31 - Parábola do Rico e do pobre Lázaro (=Deus é ajuda)

LEITURA ORANTE


Caminhemos passo a passo com Jesus.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Creio, Senhor Jesus, que sou parte de seu Corpo,
membro da Igreja viva.

Trindade Santíssima

- Pai, Filho, Espírito Santo -
presente e atuante na Igreja e na profundidade do meu ser.
Eu vos adoro, amo e agradeço. 

Agora, ouçamos o que ele, o Senhor nos diz

1. Leitura (Verdade) 
 Vamos "conhecer" mais sobre Jesus

O que diz o texto do dia?  
Lucas traz uma parábola inquietante que aborda a questão dos relacionamentos humanos. Vamos deixar que esta parábola nos questione e ilumine a nossa vida. 

Vamos lê-la como Jesus a contou. Lc 16,19-31.

Disse Jesus aos fariseus: 19“Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias. 20 Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico. 21Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas. 22Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado. 23Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado. 24Então gritou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’. 25Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te que tu recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. 26E, além disso, há um grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós e nem os daí poderiam atravessar até nós’. 27 O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai, 28porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento’. 29Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os Profetas, que os escutem!’ 30 O rico insistiu: ‘Não, pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter’. 31Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos'”.

Revendo o texto

Recordando: a primeira parte da parábola fala de um rico poderoso, sem nome. Suas vestes são finas e elegantes indicam luxo e ostentação. Só pensa em banquetes suntuosos todos os dias.
Um aspecto interessante: nesta história o rico não tem nome, pois não tem identidade humana. Não era ninguém. sua vida era vazia de amor solidário, é um fracasso. Nada de amizade social.
Junto à porta de sua mansão, está estendido um mendigo. Não está coberto de linho, mas de feridas repugnantes. Não sabe o que é um banquete. Não lhe dão nem pão que cai da mesa da rico para matar sua fome. Só alguns cachorros da rua se aproximam para lamber-lhe as feridas. Não tem ninguém, não possui nada. Só um nome cheio de promessas: Lázaro, que significa "Deus é ajuda". Estão próximos, apenas um dentro e outro fora de casa. São poucos metros de distância, mas um abismo os separa.

A segunda parte da narração apresenta uma reviravolta total. Ambos morrem e a morte os iguala. A riqueza não os diferencia. O pobre se salva pela misericórdia de Deus, por graça. O rico se condena por si mesmo, porque ele escolheu quando se isolou, se fechou, não quis ver, descobrir, ajudar o pobre que estava a seu lado.


Outro dado da parábola: depois da morte não há mais como mudar as coisas. O tempo de mudança é este, esta vida.

2. Meditação (Caminho)

O que o texto diz para nós, hoje? Qual palavra mais nos toca o coração?

Perguntamo-nos se não estamos deixando o tempo passar, deixando a conversão para depois. Amar é necessário.
Infelizmente, hoje, crescem cada vez mais as portas que se fecham, os muros que se erguem,  que separam as pessoas, que as impedem de ver e ouvir os gritos dos famintos, doentes, separados, excluídos, no sofrimento, na pobreza, os descartados.
A grande tragédia está nos muros levantados, nas cercas de proteção, nos portões eletrônicos que nos impedem de ver os rostos dos outros, que nos fecham sobre nós mesmos como se ninguém mais existisse.
É preciso escancarar as portas dos nossos preconceitos, da nossa insensibilidade, dos nossos pré-juízos, portas que nos fazem acostumar a não ver famintos, necessitados, explorados, invisíveis.
O que Jesus lamenta é nossa insensibilidade, a nossa indiferença diante de quem vive na penúria. A riqueza, as roupas finas podem causar bloqueio do coração, um escândalo no mundo da pobreza. Os grandes banquetes podem ser  insultos a um mundo onde predomina a fome.
O fosso que separa o rico de Lázaro, na parábola, se reflete na desigualdade cada vez maior, hoje, em nossa sociedade.

“No exercício de nossa liberdade, às vezes recusamos essa vida nova (cf. Jo 5,40) ou não perseveramos no caminho (cf. Hb 3,12-14). Com o pecado, optamos por um caminho de morte. Por isso, o anúncio de Jesus sempre convoca à conversão, que nos faz participar do triunfo do Ressuscitado e inicia um caminho de transformação. (D
Ap 351).

Comecemos como Lázaro, cujo nome  significa "Deus é ajuda", pedindo a ajuda de Deus, invocando o nome santo de Jesus.

3. Oração (Vida) 
Quantas vezes invocando o nome santo de Jesus fomos salvos. Vamos invocá-lo agora  para  ter a graça de viver o amor que partilha

Rezemos com toda a Igreja:   

Oração CF 2026
Deus, nosso Pai,
em Jesus, vosso Filho, viestes morar entre nós
e nos ensinastes o valor da dignidade humana.

Nós vos agradecemos por todas as pessoas e grupos
que, sob o impulso do Espírito Santo,
se empenham em favor da moradia digna para todos.

Nós vos suplicamos:
dai-nos a graça da conversão,
para ajudarmos a construir uma sociedade
mais justa e fraterna,
com terra, teto e trabalho para todas as pessoas,
a fim de, um dia, habitarmos convosco
a casa do Céu. Amém.

Para ouvir e cantar junto: 

(Padre Zezinho, scj) 

Por um pedaço de pão e por um pouco de vinho
Eu já vi mais de um irmão se desviar do caminho
Por um pedaço de pão e por um pouco de vinho
Eu também vi muita gente encontrar novamente o caminho do céu
Eu também vi muita gente voltar novamente ao convívio de Deus

Por um pedaço de pão e um pouquinho de vinho
Deus se tornou refeição e se fez o caminho
Por um pedaço de pão, por um pedaço de pão 

Por não ter vinho nem pão, por lhe faltar a comida
Eu já vi mais de um irmão desiludido da vida
E por não dar do seu pão, e por não dar do seu vinho
Vi quem dizia ser crente, perder de repente os valores morais
Vi que o caminho da paz só se faz com justiça e direitos iguais

Por um pedaço de pão e por um pouco de vinho
Eu já vi mais de um irmão tornar-se um homem mesquinho
Por um pedaço de pão e por um pouco de vinho
Vejo as nações em conflito e este mundo maldito por não partilhar
Vejo metade dos homens morrendo de fome, sem Deus e sem lar

4. Contemplação(Vida/ Missão)   
Que o Senhor nos converta e com  Jesus comecemos  a transformar a história.
Nosso olhar de contemplação é um olhar de conversão que cancela tudo aquilo que em nossa vida é acomodação, indiferença, omissão. Que Deus tenha piedade de nós.

Bênção
Que o Senhor nos abençoe e nos livre de todo mal. 
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Amém





quarta-feira, 4 de março de 2026

Mt 20,17-28 - Servir como Jesus

LEITURA ORANTE


Estamos na 2ª Semana da quaresma 
Caminhemos com Jesus.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Creio, Senhor Jesus, que sou parte de seu Corpo.
Trindade Santíssima
- Pai, Filho, Espírito Santo -
presente e atuante na Igreja e na profundidade do meu ser.
Eu vos adoro, amo e agradeço.

Agora, ouçamos o que ele, o Senhor, nos diz


1. Leitura (Verdade)
Hoje, a leitura vem "desmascarar" um desejo profundo e escondido que todos temos: a sedução do poder. É um pecado de raiz que gera divisão, solidão e nos afasta da comunhão com os outros  e do serviço solidário.

Mas o  que a Palavra nos diz?
Vamos ler 'atentamente o texto em  Mt 20,17-28.

Quando Jesus estava subindo para Jerusalém, chamou os discípulos para um lado e falou com eles em particular, enquanto caminhavam. Ele disse:
- Escutem! Nós estamos indo para Jerusalém, onde o Filho do Homem será entregue aos chefes dos sacerdotes e aos mestres da Lei. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos não-judeus. Estes vão zombar dele, bater nele e crucificá-lo; mas no terceiro dia ele será ressuscitado.
Então a mãe dos filhos de Zebedeu chegou com os seus filhos perto de Jesus, curvou-se e pediu a ele um favor.
- O que é que você quer? - perguntou Jesus.
Ela respondeu:
- Prometa que, quando o senhor se tornar Rei, estes meus dois filhos sentarão à sua direita e à sua esquerda.
Jesus disse aos dois filhos dela:
- Vocês não sabem o que estão pedindo. Por acaso vocês podem beber o cálice que eu vou beber?
- Podemos! - responderam eles.
Então Jesus disse:
- De fato, vocês beberão o cálice que eu vou beber, mas eu não tenho o direito de escolher quem vai sentar à minha direita e à minha esquerda. Pois foi o meu Pai quem preparou esses lugares e ele os dará a quem quiser.
Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram zangados com os dois irmãos. Então Jesus chamou todos para perto de si e disse:
- Como vocês sabem, os governadores dos povos pagãos têm autoridade sobre eles, e os poderosos mandam neles. Mas entre vocês não pode ser assim. Pelo contrário, quem quiser ser importante, que sirva os outros, e quem quiser ser o primeiro, que seja o escravo de vocês. Porque até o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para salvar muita gente.

Refletindo
No caminho para Jerusalém Jesus anuncia a sua morte como consequência de toda a sua vida. Enquanto isso, Tiago e João sonham com poder e honrarias, suscitando discórdia e competição entre os outros discípulos. Jesus mostra que a única coisa importante para o discípulo é segui-lo: servir e não ser servido. Na nova sociedade que Jesus projeta, a autoridade não é exercício de poder, mas serviço que se exprime na entrega de si mesmo para o bem comum.
"Ter poder" essa expressão ecoa forte no coração humano.  O poder deslumbra, ofusca e pode facilmente se tornar o centro da identidade de um indivíduo. Seu brilho encanta e seduz; sua proposta é extremamente atraente; para muitos ele é a suprema ambição.
Na verdade, o poder é uma força sedutora que se expressa em atitudes de dominar, manipular, subjugar para que tudo possa ser feito segundo o próprio gosto e os próprios interesses.
A cultura do poder suga o espírito da vida de comunidade, e fragilizando seus laços de convivência, minando a criatividade. O poder deteriora os relacionamentos, resvalando-se para o terreno da competição, da suspeita, da intriga. É o extremo da perversidade e de desvio do coração humano.
Por isso, Jesus diz aos apóstolos:  "entre vocês não pode ser assim. Pelo contrário, quem quiser ser importante, que sirva os outros, e quem quiser ser o primeiro, que seja o escravo de vocês. Porque até o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para salvar muita gente".

2. Meditação(Caminho)
- O que a Palavra que lemos diz para nós?
O meu ser discípulo é conforme o Evangelho? Sou aquela pessoa que serve porque segue Jesus? Sou capaz de viver a radicalidade do Evangelho?

Meditando
Os bispos, na Conferência de Aparecida, lembraram o serviço de muitos que, inclusive, dão a própria vida serviço de alguns de seus membros.
"A Igreja tem dado testemunho de Cristo, anunciado seu Evangelho e oferecido seu serviço de caridade principalmente aos mais pobres, no esforço por promover sua dignidade e também no empenho de promoção humana nos campos da saúde, da economia solidária, da educação, do trabalho, do acesso à terra, da cultura, da habitação e assistência, entre outros. Com sua voz, unida à de outras instituições nacionais e mundiais, tem ajudado a dar orientações prudentes e a promover a justiça, os direitos humanos e a reconciliação dos povos. Isto tem permitido que a Igreja seja reconhecida socialmente em muitas ocasiões como uma instância de confiança e credibilidade. Seu empenho a favor dos mais pobres e sua luta pela dignidade de cada ser humano tem ocasionado, em muitos casos, a perseguição e, inclusive, a morte de alguns de seus membros, os quais consideramos testemunhas da fé. Queremos recordar o testemunho valente de nossos santos e santas, e aqueles que, inclusive sem haver sido canonizados, tem vivido com radicalidade o evangelho e oferecido sua vida por Cristo, pela Igreja e por seu povo.” (DAp 98).

3. Oração (Vida)
- O que a Palavra nos leva a dizer a Deus?
Rezamos, com toda Igreja, 
 Oração CF 2026
Deus, nosso Pai,
em Jesus, vosso Filho, viestes morar entre nós
e nos ensinastes o valor da dignidade humana.

Nós vos agradecemos por todas as pessoas e grupos
que, sob o impulso do Espírito Santo,
se empenham em favor da moradia digna para todos.

Nós vos suplicamos:
dai-nos a graça da conversão,
para ajudarmos a construir uma sociedade
mais justa e fraterna,
com terra, teto e trabalho para todas as pessoas,
a fim de, um dia, habitarmos convosco
a casa do Céu. Amém.

4. Contemplação(Vida/ Missão)

- Qual o nosso novo olhar a partir da Palavra?

Nas relações onde devemos exercer alguma autoridade 
vamos fazer aquele exercício de serviço, como Jesus.

Senhor, dai-nos sempre o fogo de vosso Santo Espírito,
que ilumine as nossas mentes
e desperte entre nós o desejo de contemplar-vos,
o amor aos irmãos, especialmente aos aflitos.

Bênção 
Senhor, nosso Deus,  dai-nos a graça de aprender convosco a  ser livres para amar, acolhendo a vida como dom e compromisso, valorizando e defendendo a vida, especialmente onde ela se encontra mais fragilizada e sofrida. Isto vos pedimos, em nome do Pai, e do Filho e do Espirito Santo. Amém.



Ir. Patricia Silva,fsp

terça-feira, 3 de março de 2026

Mt 23,1-12 - Um só Pai, um só Mestre!

LEITURA ORANTE



A caminho com Jesus,
pedimos a graça de saber caminhar 
sob o impulso da vida, 
conscientes de
poder fazer parte de uma Casa Comum
incrivelmente bela e inspiradora.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Creio, Senhor Jesus, que sou parte de seu Corpo.
Trindade Santíssima
- Pai, Filho, Espírito Santo -
presente e atuante na Igreja e na profundidade do meu ser.
Eu vos adoro, amo e agradeço.



1. Leitura (Verdade)
- O que a Palavra diz?
Lemos com atenção, o texto de hoje em Mt 23,1-12.

1Jesus falou às multidões e aos seus discípulos e lhes disse: 2“Os mestres da Lei e os fariseus têm autoridade para interpretar a Lei de Moisés. 3Por isso, deveis fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imiteis suas ações! Pois eles falam e não praticam. 4Amarram pesados fardos e os colocam nos ombros dos outros, mas eles mesmos não estão dispostos a movê-los nem sequer com um dedo. 5Fazem todas as suas ações só para serem vistos pelos outros. Eles usam faixas largas, com trechos da Escritura, na testa e nos braços e põem na roupa longas franjas. 6Gostam de lugar de honra nos banquetes e dos primeiros lugares nas sinagogas. 7Gostam de ser cumprimentados nas praças públicas e de serem chamados de mestre. 8Quanto a vós, nunca vos deixeis chamar de mestre, pois um só é vosso Mestre e todos vós sois irmãos. 9Na terra, não chameis a ninguém de pai, pois um só é vosso Pai, aquele que está nos céus. 10Não deixeis que vos chamem de guias, pois um só é o vosso Guia, Cristo. 11Pelo contrário, o maior dentre vós deve ser aquele que vos serve. 12Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado”. 

Compreendendo o texto

O Evangelho de hoje nos faz ver que existem falsos senhores e falsos mestres que podem arruinar a nossa vida e nos levar a romper laços de comunhão com os outros e com Deus.
O fariseu vive uma religião que o leva a centrar-se em si mesmo ou seja, uma religião  na qual  o único interesse é a observância das leis e das tradições, de maneira que  em função disso, torna-se o juiz dos demais. O fariseu se coloca num pedestal de superioridade a partir do qual olha e despreza os demais, despreza todo aquele que não consegue ser fiel na observância de normas e leis
. O que lhe interessa é brilhar diante dos homens. A única coisa que o preocupa é sua boa imagem diante das pessoas. Quer ser visto, apreciado, louvado. Não tem outro Deus a não ser ele mesmo. Mas, o pior é que o fariseu vê tudo isso como graça de Deus.
Jesus desmascara a ideia que os fariseus tinham de Deus e põe às claras o "farisaísmo" que desumaniza Deus, nos desumaniza e desumaniza os outros.
Para um bom fariseu a imagem de Deus não estava centrada na misericórdia, mas no julgamento, entendido como característica do Deus justiceiro, castigador, implacável com os pecadores, com as pessoas de má fama. Daí surge a ideia de um Deus severo, ameaçador, vingativo, inimigo da vida. Um Deus assim causa um medo aterrador. Uma religião com essa tonalidade faz com que as pessoas se sintam mal, às vezes por coisas sem importância. Mais ainda:  envenena a convivência de uns com os outros, criando divisões, suspeitas,  situações violentas, exclusão, com um refinamento de hipocrisia.

Meditação (Caminho)
- O que a Palavra diz para nós? Estamos livres do farisaísmo?
Se formos honestos,  vamos admitir que todos nós carregamos um fariseu dentro de nós. Os fariseus não são só uma recordação do passado. Continuam vivendo em cada um de nós, continuam naqueles que  vivem e exigem uma religiosidade marcada por observâncias, ritualismos, moralismos, títulos e se consideram bons para julgar os demais.
Meditando
O papa Francisco na Laudato sì , lembrava: "Ser Igreja é ser povo de Deus, de acordo com o grande projeto do Pai. A Igreja deve ser o lugar da misericórdia, onde todos possam sentir-se acolhidos, amados, perdoados e animados a viverem segundo a vida boa do Evangelho" (LS 114).
Jesus se apresenta como um Mestre diferente. Ele é a Verdade, o Caminho e a Vida. Nele podemos confiar.

3. Oração (Vida)
- O que a Palavra nos leva a dizer a Deus?
Rezamos com Follereau.
Raoul Follereau foi um escritor, jornalista e filantropo francês, conhecido por ter fundado uma associação de luta contra a lepra. Fundou juntamente com irmã Eugénia a Associação Raoul Follereau que ajuda e defende os leprosos desde 1967, em particular nos países de África. Uma frase que Follereau tinha era: "Ser feliz é fazer os outros felizes".   Rezemos com ele:

Senhor, ensina-nos 
a não amar somente os que são nossos,
a não amar somente os que amamos.
Ensina-nos a pensar nos outros e a
amar, em primeiro lugar,
aqueles a quem ninguém ama.

 (R. Follereau) 


Contemplação (Vida)
- Qual o nosso novo olhar iluminado pela Palavra? Qual é a imagem de Deus que temos? É a imagem do Deus dos fariseus (castigador, ameaçador, juiz implacável)?  Ou a imagem do Deus de Jesus? Misericordioso, acolhedor, Pai de bondade?
No dia de hoje e sempre vamos nos relacionar com o Deus de Jesus, Deus Pai, Deus cheio de amor e vida. E vamos liderar no serviço aos irmãos.
Bênção
Peçamos a graça de saber "escutar" Jesus.
Senhor, nosso Deus, dai-nos a graça de aprender convosco a  ser livres para amar, acolhendo a vida como dom e compromisso, valorizando e defendendo a vida, especialmente onde ela se encontra mais fragilizada e sofrida. Isto vos pedimos, em nome do Pai, e do Filho e do Espirito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp




segunda-feira, 2 de março de 2026

Lc 6,36-38 - Deus é Pai misericordioso e cheio de amor


LEITURA ORANTE


                      
Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Divino Espírito Santo, amor eterno do Pai e do Filho, 
eu te adoro, louvo e amo.
Peço-te perdão por todas as vezes que te ofendi 
em mim e no meu próximo.
Espírito de verdade, consagro-te a minha
inteligência, imaginação e memória, ilumina-me.
Dá-me conhecer Jesus Cristo Mestre.
Revela-me o sentido profundo do seu Evangelho e
de  tudo o que ensina a Santa Igreja.


1. Leitura (Verdade)
- O que a Palavra diz? A Palavra hoje vai nos falar  da misericórdia de Deus e da nossa misericórdia. 

Lemos, atentamente, o texto de hoje: Lc 6,36-38.

Tenham misericórdia dos outros, assim como o Pai de vocês tem misericórdia de vocês.
- Não julguem os outros, e Deus não julgará vocês. Não condenem os outros, e Deus não condenará vocês. Perdoem os outros, e Deus perdoará vocês. Deem aos outros, e Deus dará a vocês. Ele será generoso, e as bênçãos que ele lhes dará serão tantas, que vocês não poderão segurá-las nas suas mãos. A mesma medida que vocês usarem para medir os outros Deus usará para medir vocês.

Compreendendo o texto
Jesus nos recomenda  a ser misericordiosos como o Pai é conosco.
E explica o que é ser misericordioso: é ser como o Pai, ou seja, não julgar, não condenar, perdoar, numa palavra: ser bom!
A palavra misericórdia significa etimologicamente,  possuir um coração (cor) que se compadece da miséria (miseri) do outro porque a sente profundamente como sua.
Em hebraico é ainda mais forte, porque a palavra misericórdia (rahamim) significa "ter entranhas de uma mãe" .


Falando do Pai-Nosso disse o Papa Leão, pedimos todos os dias: “Venha a nós o vosso reino”. O próprio Jesus no-lo ensinou. E com esta invocação, orientamo-nos para o novo que Deus tem reservado para nós, reconhecendo que o curso da história não é algo já determinado pelos poderosos deste mundo. Colocamos os nossos pensamentos e energias ao serviço de um Deus que vem reinar não para nos dominar, mas para nos libertar. É um “evangelho”: uma verdadeira boa notícia, que nos motiva e nos envolve".

2. Meditação(Caminho)
- O que a Palavra diz para nós? 
O Deus de Jesus não é um juiz com um catálogo de leis que tem necessidade de mandar, controlar, verificar. Basta-lhe a misericórdia e a compaixão, tem colo! É maravilhoso!
Deus não apenas tem um coração que ama. O que já é extraordinário. Mas também tem entranhas de misericórdia.

Olhemos para o mundo de hoje. Parece que este mundo morre por falta de misericórdia. Os crimes estão globalizados. Por outro lado, a misericórdia de Deus, que é infinita, também está por toda parte. Basta aceitá-la. Mas, muitos a rejeitam, ou a desconsideram.

Coloquemo-nos no horizonte da misericórdia: Deus é misericórdia continuamente.
Deixemo-nos envolver por esta misericórdia divina, criativa, original, pessoal, que me chama, que chama você, que nos chama à existência.

Ao revelar seu rosto misericordioso em Jesus, Deus cria em nós um coração novo feito à semelhança do seu, um coração capaz de viver a misericórdia. 

Coisa maravilhosa: Deus nos ama a ponto de nos criar e nos enviar ao mundo para sermos presenças misericordiosas. Uma  misericórdia superabundante, generosa que se expressa  em encontro, acolhida, cordialidade, tudo isto vivido no cotidiano, como hábito de vida.

Meditando
São João Paulo II dizia: “Ajudem o homem moderno a experimentar o amor misericordioso de Deus! Lá onde dominam o ódio, a sede de vingança, lá onde a guerra semeia a dor e a morte de inocentes, a graça da misericórdia é necessária para apaziguar os espíritos e os corações e fazer jorrar a paz. Lá onde falta respeito à vida e à dignidade do homem, o amor misericordioso de Deus é necessário. A misericórdia é necessária para fazer com que cada injustiça do mundo encontre seu fim no esplendor da verdade”.

São Paulo nos lembra: "Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, quando estávamos mortos pelos nossos pecados, deu-nos a vida por Cristo".
( Ef 2,4-5).


3. Oração (Vida)
- O que a Palavra nos leva a dizer a Deus?
"Sede misericordiosos como o Pai é misericordioso" (Lc 6,36), diz Jesus.
Rezemos
Pai misericordioso e compassivo,
que governais o mundo com justiça e amor,
dai-nos um coração sábio para reconhecer 
a presença do vosso Reino entre nós.

Em sua grande misericórdia, Jesus,
o Filho amado, habitando entre nós
testemunhou o vosso infinito amor
e anunciou o Evangelho da fraternidade e da paz.

Seu exemplo nos ensine a acolher
os pobres e marginalizados, nossos irmãos e irmãs
com políticas públicas justas,
e sejamos construtores de uma sociedade humana e solidária.

O divino Espírito acenda em nossa Igreja
a caridade sincera e o amor fraterno;
a honestidade e o direito resplandeçam em nossa sociedade
e sejamos verdadeiros cidadãos do “novo céu e da nova terra”

Amém.

4. Contemplação(Vida/ Missão)
- Qual o nosso novo olhar a partir da Palavra?
A cada pessoa que  encontrarmos, em nosso trabalho, estudo, em casa, no metrô, no ônibus, na rua, vamos ter um olhar de misericórdia e dizer-lhes ainda que em silêncio o que São Paulo sugere: “Quando for ter com vocês levarei muitas bênçãos de Cristo” ( Rm 15,29). 

Bênção

Senhor, nosso Deus, concedei-nos nesta quaresma a graça da conversão e da reconciliação por meio da oração, da penitencia e da caridade. Dai-nos a graça de aprender convosco a  ser livres para amar, acolhendo a vida como dom e compromisso, valorizando e defendendo a vida, especialmente onde ela se encontra mais fragilizada e sofrida. Isto vos pedimos, em nome do Pai, e do Filho e do Espirito Santo. Amém.



Ir. Patrícia Silva, fsp

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Mt 5,20-26 - A centralidade do Amor

Leitura Orante

Preparamo-nos, com todos os que se
encontram neste espaço
para a leitura Orante da Palavra.

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Senhor, deste-me teu Espírito Santo.
Ele está em mim, como uma fonte.
Mas, muitas vezes, não o sinto.
Concede-me entrar em contato com esta fonte interior
que nunca seca, para que a vida possa fluir, e eu seja
uma fonte de bênçãos para os outros.

1. Leitura (Verdade)
- O que a Palavra diz?
Lemos, com calma,  o texto Mt 5,20-26.

 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 20 “Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus. 21 Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. 22 Eu, porém, vos digo, todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão ‘patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de tolo será condenado ao fogo do inferno. 23 Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar e ali te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24 deixa a tua oferta ali, diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta. 2 Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. 26 Em verdade eu te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo”. 

Retomando o Evangelho
Fazemos um momento de silêncio. Relemos o texto.
A proposta de amor de Jesus é exigente. Vai mais longe do que a proposta dos fariseus. Eles, fiéis à Lei, ensinavam não matar, não chamar o irmão de idiota. Para evitar o pecado e não ir para o fogo do inferno. É preciso muito mais que isto para um cristão. Jesus diz claro que sentir raiva do irmão é motivo de julgamento. Diz que é preciso buscar reconciliação. Numa palavra: é preciso AMAR.

2. Meditação (Caminho)
- O que a Palavra diz para nós?
Graças a Deus não matamos a ninguém, tirando-lhe a vida. Podemos no entanto, ter julgado, ter sido indiferente aos outros, ter diminuído alguém na sua fama, na sua honra, na sua dignidade. E, talvez, nem nos demos conta que ofendendo alguém, ofendia a mim, e ofendia ao próprio Cristo que disse: "O que fazes ao menor dos meus irmãos é a mim que o fazes". (Mt 25,46).

Compreendendo melhor a Palavra

Lembram-nos os bispos, na Conferência de Aparecida: “Para ficar parecido verdadeiramente com o Mestre é necessário assumir a centralidade do Mandamento do amor, que Ele quis chamar seu e novo: “Amem-se uns aos outros, como eu os amei” (Jo 15,12). Este amor, com a medida de Jesus, com total dom de si, além de ser o diferencial de cada cristão, não pode deixar de ser a característica de sua Igreja, comunidade discípula de Cristo, cujo testemunho de caridade fraterna será o primeiro e principal anúncio, “todos reconhecerão que sois meus discípulos” (Jo 13,35).” (DAp 138).

E o Papa Francisco refletia conosco. Dizia ele que Jesus no Evangelho revela um sentido ainda mais profundo para este Mandamento: a ira, o insulto e o desprezo contra um irmão é uma forma de assassinato. 
“Nós estamos acostumados a insultar. Isso faz mal, é uma forma de matar a dignidade de uma pessoa. Seria belo se este ensinamento de Jesus entrasse na mente e no coração. Não insultar mais ninguém: seria um bom propósito. Para Jesus, se você despreza, insulta e odeia, isso é homicídio.”

3. Oração (Vida)
- O que a Palavra nos leva a dizer a Deus?

Oração da Campanha da Fraternidade 2026

Deus, nosso Pai,

em Jesus, vosso Filho, viestes morar entre nós

e nos ensinastes o valor da dignidade humana.

Nós vos agradecemos por todas as pessoas e grupos que, 

sob o impulso do Espírito Santo,

se empenham em favor da moradia digna para todos.

Nós vos suplicamos:

dai-nos a graça da conversão, para ajudarmos a 

construir uma sociedade mais justa e fraterna,

com terra, teto e trabalho para todas as pessoas, 

a fim de, um dia, habitarmos convosco

a casa do Céu. Amém.

 


4. Contemplação(Vida/ Missão)
 - Qual o nosso novo olhar a partir da Palavra?
Hoje, queremos viver a espiritualidade da visão. Ou seja, terei diante dos meus olhos as lentes de Deus, um olhar de amor para todas as pessoas.

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.


Ir. Patrícia Silva, fsp