terça-feira, 11 de agosto de 2026

Mt 18,1-5.10.12-14 - Quem é mais importante no Reino?


SEMANA DA FAMÍLIA (30ª edição)9 a 15 de agosto. 
Esta edição celebra os 45 anos da exortação Familiaris Consortio e 
                               os 10 anos da Amoris Laetitia.                                                         
                        Tema central : “Família, torna-te aquilo que és”.                                                   Lema : “O amor jamais acabará”* (1Cor 13,8).                                                


Preparamo-nos para a Leitura, rezando ao Espírito:

Espírito Santo,
que procede do Pai e do Filho, 
tu estás em nós, falas em nós, 
rezas em nós, ages em nós. 

Te pedimos: ajuda-nos a fazer espaço à tua Palavra, 
à tua oração, para que possamos conhecer 
o mistério da vontade de Deus na história. 
Acende em nós aquele mesmo fogo 
que ardia no coração de Jesus, 
quando ele falava do reino de Deus. 
Somente tu, Espírito Santo, podes acendê-lo 
e a ti, portanto, apresentamos a nossa fragilidade, 
a nossa pobreza, o nosso coração apagado, 
para que tu o reacendas com o calor da santidade da vida, 
do amor fraterno e da potência do Reino. 
Amém.

1. Leitura (Verdade)

O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o texto: Mt 18,1-5.10.12-14 - O mais importante

Naquele tempo, 1 os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no reino dos céus?” 2 Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3 e disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, não entrareis no reino dos céus. 4 Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no reino dos céus. 5 E quem recebe em meu nome uma criança como esta é a mim que recebe. 10 Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus. 12 Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas e uma delas se perde, não deixa ele as noventa e nove nas montanhas para procurar aquela que se perdeu? 13 Em verdade vos digo, se ele a encontrar, ficará mais feliz com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. 14 Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos”.

Compreendendo o texto
Os que decidem por seguir Jesus Cristo encontram alguns problemas.
O primeiro é a competição. Está na pergunta feita a Jesus: "Quem é o mais importante no Reino do Céu?" E a resposta é dada por Jesus através de uma parábola viva: chama uma criança e a coloca na frente de todos. Diz que se não mudarem de vida e não ficarem como as crianças, nunca entrarão no Reino do céu. Naquele tempo, a criança não era considerada. Era símbolo dos pobres, fracos e humildes, pessoas sem pretensões.
O segundo problema é o julgamento, ou seja, pensar que algumas pessoas estão irremediavelmente perdidas. O pastor deixa as 99 ovelhas que não se perderam e vai procurar a ovelha que se perdeu. Jesus veio ao mundo para salvar o que pensamos estar perdido.

2. Meditação (Caminho) 

Queremos seguir Jesus Cristo e para isto jamais poderemos deixar-nos dominar pelo espírito de competição e pela tentação de julgar. 
Meditando
Os bispos, em Aparecida, na V Conferência, lembraram também o perigo da globalização. Disseram: "Conduzida por uma tendência que privilegia o lucro e estimula a concorrência, a globalização segue uma dinâmica de concentração de poder e de riqueza em mãos de poucos. Concentração não só dos recursos físicos e monetários, mas sobretudo da informação e dos recursos humanos, o que produz a exclusão de todos aqueles não suficientemente capacitados e informados, aumentando as desigualdades que marcam tristemente nosso continente e que mantêm na pobreza uma multidão de pessoas. O que existe hoje é a pobreza de conhecimento das novas tecnologias e do uso e acesso a elas. Por isso, é necessário que os empresários assumam sua responsabilidade de criar mais fontes de trabalho e de investir na superação dessa nova pobreza." (DAp 62).


3.Oração (Vida)
 O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos o

Rezemos ao nosso Anjo da Guarda
Santo Anjo do Senhor
Meu zeloso guardador
se a ti me confiou a piedade divina
Sempre me guarde, rege e ilumine. Amém.

4.Contemplação (Vida e Missão) 
 Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?

Hoje, vamos olhar as pessoas com olhar de fraternidade e não nos permitiremos sentimentos de competição ou juízos sobre as pessoas. Estaremos atentos ao nosso Anjo que cuida de nós.

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém
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Ir. Patricia Silva, fsp

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Lc 1,39-56 - A visita a Isabel - Domingo da Assunção de Nossa Senhora - 16 de agosto



Leitura Orante

O que diz o texto do dia?

Lemos atentamente:

Lc 1,39-56, e observamos pessoas, palavras, relações, lugares.

39 Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia.

40 Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel.

41 Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.

42 Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!

43 Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?

44 Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre.

45 Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.

 46 Maria disse:

 “A minha alma engrandece o Senhor,

47 e o meu espírito se alegra em Deus, meu salvador,

48 porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada,

49 porque o Todo-Poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo

 50 e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o temem.

51 Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração.

52 Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes.

53 Encheu de bens os famintos e despediu os ricos de mãos vazias.

54 Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia,

55 conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência para sempre”.

56 Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa .

Refletindo

Pessoas: quem são as pessoas?

Maria, Isabel, João, Jesus, ......

Relações

No episódio da Visitação, Maria e Isabel viveram uma experiência inédita de si mesmas, quando uma se abriu para a experiência da outra, para a habitação de Deus na outra.

No momento, elas conseguiram assumir em si a outra pessoa, ou outro projeto de Deus. 

O sentido último da solidariedade é esta capacidade de hospedar dentro de si uma outra pessoa – qualquer que ela seja -, e no episódio da Visitação tivemos a dilatação máxima do significado da solidariedade, porque as duas mulheres que foram protagonistas da cena estavam grávidas de filhos que, do ponto de vista das possibilidades humanas, eram filhos do impossível. 

Elas se visitaram enquanto mães. Elas se reconheceram enquanto pessoas amadas e chamadas por Deus. Elas vibraram de alegria e se abençoaram enquanto foram capazes de escutar uma outra voz, capazes de agradecer, e de rezar.

Pensemos em dois aspectos: solidariedade e escuta.

Solidariedade não significa apenas experimentar em si sentimentos positivos genéricos, ou um bem intencionado fazer algo por alguém. Não podemos reduzir o conceito a fatos exteriores, operativos, pois a solidariedade é algo que nasce da escuta interior, e cuja finalidade última é o descobrir-se em Deus, sentir-se na sua presença, sentir-se inserido no seu projeto. Não seria impossível nem impróprio dizer que o último degrau da solidariedade é a oração: não tanto enquanto um ato específico, mas como um estado habitual.

A solidariedade é uma resposta ao chamado de Deus e, de qualquer maneira que ela seja vivida, constitui sempre uma forma ativa de compromisso, é um serviço recíproco. 

No episódio da Visitação é difícil dizer qual das duas mulheres precisava da outra, qual delas auxiliava e servia a outra. Nós estamos acostumados a dizer que Maria foi ao encontro de Isabel para servi-la: isso por força do hábito, e que empreendeu uma viagem para ver a outra. Mas as dinâmicas desse episódio não são assim tão simples. 

A obrigação que motivou a visita de Maria a Isabel, segundo nos informou Lucas, não era uma obrigação de caráter material, de serviços práticos, desses auxílios caseiros que Isabel poderia receber sem problema algum por outras vias. Era uma necessidade que elas tinham de se confrontar na fé.

Escuta

O «shema’ Israel – escuta, Israel» (Dt 6, 4) – as palavras iniciais do primeiro mandamento do Decálogo – é continuamente lembrado na Bíblia.

São Paulo afirma que «a fé vem da escuta» (Rm 10, 17).

Lucas  diz: 41 Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo”

Outros textos sobre a escuta:

- «Fechar os ouvidos» para não ter de escutar. Esta recusa de ouvir acaba muitas vezes por se transformar em agressividade sobre o outro, como aconteceu com os ouvintes do diácono Estêvão que, tapando os ouvidos, atiraram-se todos juntos contra ele (cf. At 7, 57).

Jesus convida os seus discípulos a verificar a qualidade da sua escuta. «Vede, pois, como ouvis» (Lc 8, 18).

Não basta ouvir, é preciso fazê-lo bem. Só quem acolhe a Palavra com o coração «bom e virtuoso» e A guarda fielmente é que produz frutos de vida e salvação (cf. Lc 8, 15).

- O rei Salomão, apesar de ainda muito jovem, demonstrou-se sábio ao pedir ao Senhor que lhe concedesse «um coração que escuta» ( 1 Rs 3, 9).

- E São Francisco de Assis exortava os seus irmãos a «inclinar o ouvido do coração» (Fontes Franciscanas, 216). 

2. Meditação (Caminho)

O que o texto diz para nós, hoje? Convida-nos a sermos  pessoas solidárias, a ser pessoas que escutam com o coração. 

Recordamos as palavras dos bispos na Conferência de Aparecida: 

“Agora, desde Aparecida, Maria convida-os a lançar as redes ao mundo, para tirar do anonimato aqueles que estão submersos no esquecimento e aproximá-los da luz da fé. Ela, reunindo os filhos, integra nossos povos ao redor de Jesus Cristo.” (DAp 265).

 No aspecto da escuta, o Papa Francisco convidava:

Escutai com o ouvido do coração”.
A iniciativa é de Deus, que nos fala, e a ela correspondemos escutando-O; e mesmo este escutar fundamentalmente provém da sua graça, como acontece com o recém-nascido que responde ao olhar e à voz da mãe e do pai. Entre os cinco sentidos, parece que Deus privilegie precisamente o ouvido, talvez por ser menos invasivo, mais discreto do que a vista, deixando consequentemente mais livre o ser humano”.

E diz mais:

“Só prestando atenção a quem ouvimos, àquilo que ouvimos e ao modo como ouvimos é que podemos crescer na arte de comunicar, cujo cerne não é uma teoria nem uma técnica, mas a «capacidade do coração que torna possível a proximidade» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 171).

Ouvidos,  todos temos; mas muitas vezes mesmo quem possui um ouvido perfeito, não consegue escutar o outro. Pois existe uma surdez interior, pior do que a física. De facto, a escuta não tem a ver apenas com o sentido do ouvido, mas com a pessoa toda. A verdadeira sede da escuta é o coração.

Por isso, a primeira escuta a reaver quando se procura uma comunicação verdadeira é a escuta de si mesmo, das próprias exigências mais autênticas, inscritas no íntimo de cada pessoa. E não se pode recomeçar senão escutando aquilo que nos torna únicos na criação: o desejo de estar em relação com os outros e com o Outro. Não fomos feitos para viver como átomos, mas juntos.

O Papa Francisco falava ainda da escuta como condição da boa comunicação

“Há um uso do ouvido que não é verdadeira escuta, mas o contrário: o espionar. De fato, uma tentação sempre presente, mas que neste tempo da social web parece mais assanhada, é a de procurar saber e espiar, instrumentalizando os outros para os nossos interesses. Ao contrário, aquilo que torna boa e plenamente humana a comunicação é precisamente a escuta de quem está à nossa frente, face a face, a escuta do outro abeirando-nos dele com abertura leal, confiante e honesta.

Esta falta de escuta, que tantas vezes experimentamos na vida quotidiana, é real também, infelizmente, na vida pública, onde com frequência, em vez de escutar, «se fala pelos cotovelos». Isto é sintoma de que se procura mais o consenso do que a verdade e o bem; presta-se mais atenção à audiência do que à escuta. Ao invés, a boa comunicação não procura prender a atenção do público com a piada barulhenta visando ridicularizar o interlocutor, mas presta atenção às razões do outro e procura fazer compreender a complexidade da realidade. É triste quando surgem, mesmo na Igreja, partidos ideológicos, desaparecendo a escuta para dar lugar a estéreis contraposições.”

Olhemos para nós mesmos/as agora e vejamos como é a nossa ESCUTA. (pausa)

3.Oração (Vida)

O que o texto nos leva a dizer a Deus?

Ave Maria, cheia de graça.... 

Canto: Maria de Nazaré - Pe. Zezinho,scj


4.Contemplação (Vida e Missão)

Qual o nosso novo olhar a partir da Palavra?

Vamos olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus e o coração de Maria, vamos ouvir “com o ouvido do coração”, reconhecendo os anúncios que Ele, o Senhor,  nos faz a cada instante.


Sendo o dia a *Vida Consagrada*, vamos cumprimentar os/as religiosas que conhecemos.



Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

                                       Irmã Patrícia Silva, fsp


Jo 12,24-26: Como ganhar para sempre a vida - São Lourenço, patrono dos Diáconos

Papa Francisco aos diáconos: 
"Espero que vocês sejam bons esposos e bons pais. Isto dará esperança e consolo aos casais que vivem momentos difíceis e que encontrarão em sua simplicidade genuína uma mão estendida. Espero que vocês sejam sentinelas: não apenas que saibam identificar o afastado e o pobre – não é tão difícil – mas que ajudem a comunidade cristã a identificar Jesus no pobre e no afastado, enquanto ele bate à nossa porta através deles”. (19/06/2021)

Preparamo-nos para a Leitura Orante, 
rezando com todos que se dispõem a ouvir a Palavra

Celebramos, hoje, São Lourenço que se entregou a si mesmo ao serviço da Igreja. Foi digno de sofrer o martírio e de subir com alegria para junto do Senhor Jesus.

Lourenço, padroeiro dos diáconos, é um dos mártires mais conhecidos e venerados desde os primeiros séculos. Foi diácono do papa Sisto II. Seu nome está inscrito no Cânon Romano. Administrava os bens da Igreja e era encarregado de acudir os pobres, entre os quais distribuiu o que guardava, ao perceber que logo seria preso. Foi torturado a fogo lento e morto no ano 258. Seu admirável exemplo faça crescer o número de pessoas dedicadas ao serviço dos pobres.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto? Lemos e observamos as recomendações de Jesus. Jo 12,24-26:

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 24 “Em verdade, em verdade vos digo, se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas, se morre, então produz muito fruto. 25 Quem se apega à sua vida perde-a; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. 26 Se alguém me quer servir, siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará”.

Compreendendo o texto
Jesus Mestre fala da "hora". A hora em que o grão de trigo vai morrer para dar a vida. Falava de si mesmo comparando-se ao grão de trigo, à uma semente que, para germinar, precisa ser enterrada e morrer. Assim, Ele será morto, mas ressuscitará. O caminho de Jesus é o caminho do serviço até a entrega da própria vida. Assim quem o segue. "Quem ama a sua vida não terá a vida verdadeira; mas quem não se apega à sua vida, neste mundo, ganhará para sempre a vida verdadeira"

2. Meditação (Caminho)

O que o texto diz para nós, hoje?
Neste texto está uma profunda explicação para todo cristão sobre o que significa seguir Jesus: servir. Não basta vê-lo ou contemplá-lo como quem assiste a um filme, mas é preciso segui-lo no dia a dia. É preciso assumir o compromisso de carregar com Ele a cruz, morrer com Ele e com Ele ressuscitar. Pergunto-me: é assim meu seguimento do Mestre? Somos pessoas comprometidas com seu Projeto?

Atualizando

Os bispos, em Aparecida, falaram das características do discípulo de Jesus Cristo: "Como características do discípulo, indicadas pela iniciação cristã, destacamos; que ele tenha como centro a pessoa de Jesus Cristo, nosso Salvador e plenitude de nossa humanidade, fonte de toda maturidade humana e cristã; que tenha o espírito de oração, seja amante da Palavra, pratique a confissão frequente e participe da Eucaristia; que se insira cordialmente na comunidade eclesial e social, seja solidário no amor e um fervoroso missionário." (DAp 292).

3.Oração (Vida)

O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos, espontaneamente,  e concluímos com o

Salmo 111
R. Feliz o homem caridoso e prestativo.

1 Feliz o homem que respeita o Senhor *
e que ama com carinho a sua lei!
2 Sua descendência será forte sobre a terra, *
abençoada a geração dos homens retos!R.

5 Feliz o homem caridoso e prestativo, *
que resolve seus negócios com justiça.
6 Porque jamais vacilará o homem reto, *
sua lembrança permanece eternamente! R.

7 Ele não teme receber notícias más: *
confiando em Deus, seu coração está seguro.
8 Seu coração está tranquilo e nada teme, *
e confusos há de ver seus inimigos. R.

9 Ele reparte com os pobres os seus bens, +
permanece para sempre o bem que fez, *
e crescerão a sua glória e seu poder. R.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?  Como vamos vivê-lo na missão? Nosso novo olhar é para "ver Jesus", comprometer-nos com Ele e levar outras pessoas a fazerem o mesmo.

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.








sábado, 8 de agosto de 2026

Mt 14,22-33 - Por que você duvidou? - 19º Dom. do Tempo Comum - 9/08/2026

Leão XIV recordou que “Jesus aproxima-se de nós, não acalma imediatamente as tempestades, mas vem ao nosso encontro no meio dos perigos, convidando-nos também a permanecermos juntos e solidários, nas alegrias e nas dores, como os discípulos, na mesma barca; a não olhar de longe para quem sofre, mas a aproximar-nos e a unir-nos uns aos outros”.
Considerai, Senhor, vossa Aliança e não abandoneis para sempre o vosso povo. Levantai-vos, Senhor, defendei vossa causa e não desprezeis 
o clamor de quem vos busca (Sl 73,20.19.22s).

Preparamo-nos para a Leitura Orante, rezando:
Espírito de verdade,
a ti consagro a mente e meus pensamentos: ilumina-me.
Que eu conheça Jesus Mestre
e compreenda o seu Evangelho.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós


1. Leitura (Verdade)

O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente, o texto: Mt 14,22-33 , e observamos pessoas, palavras, relações, lugares.
Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 
Depois da multiplicação dos pães, 22Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. 23 Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali sozinho. 24 A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25 Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. 26 Quando os discípulos o avistaram andando sobre o mar, ficaram apavorados e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. 27 Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” 28 Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água”. 29 E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30 Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” 31 Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” 32 Assim que subiram no barco, o vento se acalmou. 33 Os que estavam no barco prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!” 

Compreendendo o texto
Enquanto Jesus reza, sozinho, no monte, os discípulos navegam no lago. Jesus tinha ordenado aos discípulos que subissem no barco e fossem à  frente, para o lado oeste do lago. Para quê? Certamente para testemunhar a outros povos que a nova sociedade se constrói pela partilha, como tinham visto na partilha dos pães e dos peixes. Mas isto não foi fácil. O mar estava agitado. As ondas batiam com força contra o barco. O que significava isto? Significava a resistência dos discípulos e nossa para compreender o projeto de Deus para todos. De madrugada Jesus vai ao encontro deles, caminhando sobre as ondas. Os discípulos, já amedrontados, pensam que é um fantasma. Não reconhecem o Mestre. Ele os acalma dizendo-lhes: “Coragem! Sou eu! Não tenham medo!” E Pedro lança um desafio, como um teste: “Se é o Senhor mesmo, mande que eu vá andando em cima da água até onde o Senhor está”. E Jesus aceita: “Venha!” Um desafio ousado, como se Pedro quisesse participar da divindade e do poder de Jesus. Exigia uma grande fé, entrega total, abandono total. Pedro não estava preparado. Sua fé balançou quando sentiu a força do vento, ficou com medo e começou a afundar. Jesus atende ao seu pedido de socorro e o salva.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
Este texto nos convida a avaliar a nossa fé. Os ventos contrários do texto lido lembram as nossas tempestades. Dizemos que temos fé, que seguimos Jesus, que ele está conosco, mas nos momentos difíceis nos apavoramos como Pedro. Também nós duvidamos quando sentimos os “ventos contrários”. Isso porque ainda não confiamos plenamente em Deus e no seu Projeto de amor. É assim comigo? 

Meditando
Para nós que também, às vezes duvidamos, dizem os bispos da América Latina: "Nestes momentos, com incertezas no coração, perguntamo-nos com Tomé: “Como vamos saber o caminho?” (Jo 14,5). Jesus nos responde com uma proposta provocadora: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Ele é o verdadeiro caminho para o Pai., quem tanto amou ao mundo que deu a seu Filho único, para que todo aquele que nele creia tenha a vida eterna (cf. Jo 3,16). Esta é a vida eterna: “que te conheçam a ti o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo teu enviado” (Jo 17,3). A fé em Jesus como o Filho do Pai é a porta de entrada para a Vida. Como discípulos de Jesus, confessamos nossa fé com as palavras de Pedro: “Tuas palavras dão vida eterna” (Jo 6,68); “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (Mt 16,16)." (DAp 101).

 
3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos,  com salmos  

Salmo 84(85)

Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade / e a vossa salvação nos concedei!

1. Quero ouvir o que o Senhor irá falar: / é a paz que ele vai anunciar. / Está perto a salvação dos que o temem, / e a glória habitará em nossa terra. – R.

2. A verdade e o amor se encontrarão, / a justiça e a paz se abraçarão; / da terra brotará a fidelidade, / e a justiça olhará dos altos céus. – R.

3. O Senhor nos dará tudo o que é bom, / e a nossa terra nos dará suas colheitas; / a justiça andará na sua frente / e a salvação há de seguir os passos seus. – R.

E concluímos com a canção do padre Zezinho, scj,

É quando a minha fé balança
E aquilo que eu achava certo eu já não acho mais
É quando o coração se cansa
E perde o pique da esperança que conduz a paz
É quando crer em Deus fica difícil demais
E o mundo nos crucifica porque temos fé
Nessas horas eu digo e direi
Digo e direi:
Sei em quem acreditei
Nessas horas eu digo e direi
Digo e direi:
Sei em quem acreditei
É quando o coração vacila ai, ai
E aquilo que eu queria tanto eu já não quero mais
É quando o sentimento oscila ai, ai
E como por um desencanto já não crê na paz
É quando fazer o bem fica difícil demais
E a gente até se arrepende do bem que já fez
Nessas horas eu digo e direi
Digo e direi:
Sei em quem acreditei
Nessas horas eu digo e direi
Digo e direi:
Sei em quem acreditei
Sei em quem acreditei.....
 
4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso  novo olhar é de fé. Em casa, na rua, no trabalho, onde estivermos, em alguma situação ameaçadora ou difícil, vamos aumentar minha confiança no Senhor, na certeza de que ele nos ajudará. Repetiremos com santa Teresa D’Ávila:
Nada te perturbe,
nada te amedronte
tudo passa
a paciência tudo alcança...
a quem tem Deus
nada falta, só Deus basta.
  
Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
-Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

                                          Irmã Patrícia Silva, fsp


 

Mt 17,14-20 - Se vocês tivessem fé...

 Leão XIV convida a confiarmos na ação silenciosa de Deus, 
que não se impõe pela força.

Preparamo-nos para a Leitura Orante rezando com todos os que buscam encontrar-se com Deus:


Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Espírito Santo,
tu que vieste dos céus abertos, do Pai,
e que permaneceste conosco,  em Jesus,
tu que habitas, pela fé, nos nossos corações,
abre-nos à Palavra!
Seja a nossa inteligência e a nossa vontade,
terreno bom,
onde tu possas trabalhar com liberdade,
de modo que a nossa vida seja sinal eloquente da tua caridade. Amém.


1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o texto: Mt 17,14-20, e observamos pessoas, palavras, relações, lugares.

 14Naquele tempo, chegando Jesus e seus discípulos junto da multidão, um homem aproximou-se de Jesus, ajoelhou-se e disse: 15“Senhor, tem piedade do meu filho. Ele é epilético e sofre ataques tão fortes, que muitas vezes cai no fogo ou na água. 16Levei-o aos teus discípulos, mas eles não conseguiram curá-lo!” 17Jesus respondeu: “Ó gente sem fé e perversa! Até quando deverei ficar convosco? Até quando vos suportarei? Trazei aqui o menino”. 18Então Jesus o ameaçou e o demônio saiu dele. Na mesma hora, o menino ficou curado. 19Então, os discípulos aproximaram-se de Jesus e lhe perguntaram em particular: “Por que nós não conseguimos expulsar o demônio?” 20Jesus respondeu: “Porque a vossa fé é demasiado pequena. Em verdade vos digo, se vós tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda, direis a esta montanha: ‘Vai daqui para lá’, e ela irá. E nada vos será impossível”.

Revendo o texto
Mais um encontro de Jesus com os sofredores, a dor humana, o sofrimento. Os apóstolos tentam expulsar o demônio, mas não conseguem. Aflito o fica pai e chateados, decepcionados ficam os apóstolos porque não entendem sua incapacidade. Decidem por recorrer diretamente a Jesus. O pai ajoelha-se diante dele e implora: “Senhor, tenha pena do meu filho”. Por duas vezes, depois de curar o filho daquele homem, Jesus fala da falta de fé: “ Gente má e sem fé!” “Vocês não têm bastante fé”. Em particular, Jesus explica fazendo uma comparação: “se vocês tivessem fé, mesmo que fosse do tamanho de uma semente de mostarda, poderiam dizer a este monte: "Saia daqui e vá para lá", e ele iria. E vocês teriam poder para fazer qualquer coisa!” Ele diz “qualquer coisa”, ou seja, não existem barreiras, dificuldades que não sejam vencidas por quem tem fé.

2. Meditação (Caminho)

O que o texto diz para nós, hoje?
Atualizando
Concordamos com os bispos da América Latina que afirmaram em Aparecida: “Implica em contemplar a Deus com os olhos da fé através de sua Palavra revelada e o contato vivificador dos Sacramentos, a fim de que, na vida cotidiana, vejamos a realidade que nos circunda à luz de sua providência e a julguemos segundo Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, e atuemos a partir da Igreja, Corpo Místico de Cristo e Sacramento universal de salvação, na propagação do Reino de Deus, que se semeia nesta terra e que frutifica plenamente no Céu”. (DAp, 19).

3.Oração (Vida)

O que o texto nos leva a dizer a Deus? Rezamos, espontaneamente, e concluímos com o Salmo 9:

R. Vós nunca abandonais quem vos procura, ó Senhor.

8 Mas Deus sentou-se para sempre no seu trono, * 
preparou o tribunal do julgamento; 
9julgará o mundo inteiro com justiça, * 
e as nações há de julgar com equidade.

10 O Senhor é o refúgio do oprimido, * 
seu abrigo nos momentos de aflição. 
11 Quem conhece o vosso nome, em vós espera, * 
porque nunca abandonais quem vos procura. R.

12 Cantai hinos ao Senhor Deus de Sião, * 
celebrai seus grandes feitos entre os povos! 
13 Pois não esquece o clamor dos infelizes, * 
deles se lembra e pede conta do seu sangue. R.
4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso novo olhar é de fé. Não nos basta fazer oração.
Precisamos exercitar-nos  na fé.
Lembramo-nos da Palavra que o Senhor disse a Moisés: “Eu estarei com você!” (Ex 3,12).

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.



                                          Irmã Patrícia Silva, fsp