terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Mc 2,23-28 - Prioridade para a pessoa

LEITURA ORANTE


Preparamo-nos para a Leitura Orante, fazendo uma rede de comunicação
e comunhão em torno da Palavra 
com todas as pessoas que se encontram com a Palavra
Rezamos, em sintonia com a Santíssima Trindade.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Vem, Espirito Santo, vem, vem iluminar!
Ó Jesus Mestre, Verdade-Caminho-Vida, tem piedade de nós.


1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente  Mc 2,23-28.

23Jesus estava passando por uns campos de trigo em dia de sábado. Seus discípulos começaram a arrancar espigas, enquanto caminhavam. 24Então os fariseus disseram a Jesus: “Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?” 25Jesus lhes disse: “Por acaso, nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passaram necessidade e tiveram fome? 26Como ele entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães oferecidos a Deus e os deu também aos seus companheiros? No entanto, só aos sacerdotes é permitido comer esses pães”. 27E acrescentou: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. 28 Portanto, o Filho do Homem é senhor também do sábado”.

Compreendendo o Texto
Para Jesus, a pessoa tem prioridade. As coisas, os dias, inclusive o sábado, estão a seu serviço. Isto modifica a relação ou a escala de valores que se coloca no mundo. As coisas estão no seu justo lugar quando ajudam a pessoa humana ser conforme o Projeto de Deus. A lei está a serviço do bem.
Durante sua vida, Jesus procura mostrar que o mais importante é a vida das pessoas. Isso é o desejo que palpita no coração do seu Pai que é “Pai nosso”. Seu amor excede as normas que somente geram escravidão e discriminação.

2. Meditação (Caminho)
O que a Palavra diz para nós?
Qual é a nossa escala de valores?

Meditando
Os bispos, em Aparecida, falaram de uma sociedade conforme a proposta de Jesus:
 “A resposta a seu chamado exige entrar na dinâmica do Bom Samaritano (cf. Lc 10,29-37), que nos dá o imperativo de nos fazer próximos, especialmente com quem sofre, e gerar uma sociedade sem excluídos, seguindo a prática de Jesus que come com publicanos e pecadores (cf. Lc 5,29-32), que acolhe os pequenos e as crianças (cf. Mc 10,13-16), que cura os leprosos (cf. Mc 1,40-45), que perdoa e liberta a mulher pecadora (cf. Lc7,36-49; Jo 8,1-11), que fala com a Samaritana (cf. Jo 4,1-26).” (DAp 135).

Davi e seus companheiros “estavam passando necessidade e fome”. Davi não duvidou em tomar os pães reservados aos sacerdotes e comer junto com seus companheiros.
O pão que Davi come junto com seus companheiros passa a ser um pão partilhado. Saciar a fome de um grupo de pessoas está acima de ser um pão reservado para os sacerdotes! De um pão reservado e quase individual passa a ser um pão partilhado que alimenta o povo faminto e necessitado. A vida está acima da Lei do sábado!

E nós? Sensibilizamo-nos com as necessidades das pessoas? Como reagimos ao ver tantos desabrigados pela chuva, sem casa, sem alimentos, num momento de dor pela perda de um familiar ou amigo?


3. Oração (Vida)

- O que a Palavra nos leva a dizer a Deus?
Jesus Mestre,
ao meu coração, se substitua o teu.
Ao meu amor a Deus, ao próximo, a mim mesmo,
se substitua o teu.

(Bem-aventurado Alberione)

4.Contemplação (Vida e Missão)

Qual nosso novo olhar a partir da Palavra? 
Somos discípulo/a de Jesus. 
Queremos deixar-nos conduzir pela lei do amor.
Ou estamos preocupados/as conosco mesmos/as?

Bênção
Recebamos a bênção  do bem-aventurado Alberione:

Jesus Divino Mestre seja para ti:
a verdade que ilumina,
o caminho da santidade,
a vida plena e eterna.
Que ele te guarde e defenda.
Plenifique de todos os bens
a ti e a todos que amas.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Mt 4,12-23 - Início de um caminho de seguimento - 3º Dom. TC - 25/01/2026

LEITURA ORANTE

Saudação
- A nós, que buscamos a Palavra,
a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

Preparamo-nos para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre,
Sois o Mestre e a Verdade:
iluminai-nos, para que melhor compreendamos
as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho:
fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.
Sois a Vida:
transformai nosso coração em terra boa,
onde a Palavra de Deus produza frutos
abundantes de santidade e missão.
(Bv. Alberione)


1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o texto: Mt 4, 12-23
Ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia.
Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia, no território de Zabulon e Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 'Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos!
O povo que vivia  nas trevas viu uma grande luze para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz. Daí em diante Jesus começou a pregar dizendo: 'Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo. Quando Jesus andava à beira do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André.
Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores. Jesus disse a eles: 'Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens.' Eles, imediatamente deixaram as redes e o seguiram. Caminhando um pouco mais, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João.
Estavam na barca com seu pai Zebedeu, consertando as redes. Jesus os chamou. Eles, imediatamente deixaram a barca e o pai, e o seguiram.
Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo.
Refletimos

Jesus escolhe Cafarnaum pra morar. Mateus recorda que isso é o para que se cumpra a Escritura, em Isaías que fala da luz que brilha na escuridão. A mensagem que passa a pregar é a conversão: "arrependam-se". O Reino de Deus é o núcleo da sua pregação. Começa também a formar sua equipe de missão. Chama Pedro e André, dois pescadores. e mais dois pescadores; Tiago e João. O texto diz que "imediatamente" ou, "no mesmo instante", deixaram as redes, o pai e o barco e foram com Jesus. A profissão de pescadores se transforma na missão de salvar pessoas para o Reino. "Ir" com Jesus, ou "segui-lo" significa ser fiel a ele. Aqui nasce a espiritualidade do seguimento.

2. Meditação (Caminho) 
O que o texto diz para nós, hoje? Qual palavra mais nos toca o coração?  O que o texto nos diz no momento? Nossa vida reflete o que o texto diz ou há contradições? Vivemos a conversão, ou seja, temos um coração novo?

Meditando
A Conferência de Aparecida nos recorda: “No exercício de nossa liberdade, às vezes recusamos essa vida nova (cf. Jo 5,40) ou não perseveramos no caminho (cf. Hb 3,12-14). Com o pecado, optamos por um caminho de morte. Por isso, o anúncio de Jesus sempre convoca à conversão, que nos faz participar do triunfo do Ressuscitado e inicia um caminho de transformação.” (DAp 351).

3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?

Oração pelas vocações
Pai de misericórdia,
que destes o vosso Filho pela nossa salvação e
sempre nos sustentais com os dons do vosso Espírito,
concedei-nos comunidades cristãs vivas,
fervorosas e felizes,
que sejam fontes de vida fraterna e
suscitem nos jovens o desejo de se consagrarem a Vós e
à evangelização.
Sustentai-as no seu compromisso de
propor uma adequada catequese vocacional e
caminhos de especial consagração.
Dai sabedoria para o necessário discernimento vocacional,
de modo que, em tudo,
resplandeça a grandeza do vosso amor misericordioso.
Maria, Mãe e educadora de Jesus,
interceda por cada comunidade cristã, para que,
tornada fecunda pelo Espírito Santo,
seja fonte de vocações autênticas
para o serviço do povo santo de Deus.
Amém.

Canto:

Há um barco esquecido na praia
Já não leva ninguém a pescar
É o barco de André e de Pedro
Que partiram pra não mais voltar
Quantas vezes partiram seguros
Enfrentando os perigos do mar
Era chuva, era noite, era escuro
Mas os dois precisavam pescar

De repente aparece Jesus
Pouco a pouco se acende uma luz
É preciso pescar diferente
Que o povo já sente que o tempo chegou
E partiram sem mesmo pensar
Nos perigos de profetizar

Há um barco esquecido na praia
Um barco esquecido na praia
Um barco esquecido na praia

Há um barco esquecido na praia
Já não leva ninguém a pescar
É o barco de João e Tiago
Que partiram pra não mais voltar
Quantas vezes, em tempos sombrios
Enfrentando os perigos do mar
Barco e rede voltavam vazios
Mas os dois precisavam pescar

De repente aparece Jesus
Pouco a pouco se acende uma luz
É preciso pescar diferente
Que o povo já sente que o tempo chegou
E partiram sem mesmo pensar
Nos perigos de profetizar

Há um barco esquecido na praia
Um barco esquecido na praia
Um barco esquecido na praia

Quantos barcos deixados na praia
Entre eles o meu deve estar
Era o barco dos sonhos que eu tinha
Mas eu nunca deixei de sonhar
Quanta vez enfrentei o perigo
No meu barco de sonho, a singrar
Jesus Cristo remava comigo
Eu no leme, Jesus a remar

De repente me envolve uma luz
E eu entrego o meu leme a Jesus
É preciso pescar diferente
Que o povo já sente que o tempo chegou
E partimos pra onde Ele quis
Tenho cruzes, mas vivo feliz

Há um barco esquecido na praia
Um barco esquecido na praia
Um barco esquecido na praia

4.Contemplação (Vida e Missão) 
Qual nosso  novo olhar a partir da Palavra? Vamos olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vamos viver a conversão: eliminar do meu modo de pensar e agir aquilo que não vem de Deus, que não é conforme o Projeto de Jesus Mestre. 

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp
                                                

Mc 2,18-22 - Vinho novo em odres novos! Coerência

LEITURA ORANTE



Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Creio, Senhor Jesus, que sou parte de seu Corpo.
Trindade Santíssima
- Pai, Filho, Espírito Santo -
presente e agindo na Igreja e na profundidade do meu ser.
Eu vos adoro, amo e agradeço.


1. Leitura (Verdade)
- O que a Palavra diz?
Lemos atentamente o texto do Evangelho do Dia: Mc 2,18-22

 Naquele tempo, 18   os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: “Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?” 19Jesus respondeu: “Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. 20Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar. 21Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha, porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22Ninguém põe vinho novo em odres velhos, porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos”. 

Revendo o texto
O texto diz que Jesus vem trazer clima de festa, de alegria. O jejum que ele pede não é como o fazem os fariseus. Segundo eles, o jejum era praticado por lei ou por devoção, como expressão de luto, arrependimento ou humildade. O jejum que Jesus quer é um coração arrependido, é a atitude de perdão e de partilha do que se tem com os mais necessitados. Estar com Jesus é uma festa! Ao falar de vinho novo em odres novos e remendo novo em roupa velha, Ele quer falar de coerência.

2. Meditação(Caminho)
- O que a Palavra diz para nós?
Perguntamo-nos: no nosso ser cristão preferimos as comodidades ou gostamos de servir? Somos coerentes no nosso seguimento de Jesus Cristo, aceitando a cruz como parte da missão? Quais são as nossas cruzes? Quando nos julgam, continuamos confiando em Deus? Acreditamos que Deus nos dá sabedoria para enfrentar os que contradizem nossa fé? Temos convicções que nos ajudam a vencer as dificuldades?

Compreendendo o texto
Recordamos a palavra dos bispos que também falaram de coerência, em Aparecida e lembraram o testemunho dos mártires: "Identificar-se com Jesus Cristo é também compartilhar seu destino: "Onde eu estiver, aí estará também o meu servo" (Jo 12,26). O cristão vive o mesmo destino do Senhor, inclusive até a cruz: "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, carregue a sua cruz e me siga" (Mc 8,34). Estimula-nos o testemunho de tantos missionários e mártires de ontem e de hoje em nossos povos que tem chegado a compartilhar a cruz de Cristo até a entrega de sua vida." (DAp, 140).

Comentava o Papa Francisco: “Esta é a mensagem que hoje a Igreja nos dá. Isto é, o que Jesus diz muito forte: “Vinho novo em odres novos”. Diante da novidade do Espírito e das surpresas de Deus, os hábitos devem se renovar. Que o Senhor nos dê a graça de um coração aberto, de um coração aberto à voz do Espírito, que saiba discernir o que não deve mais mudar, porque é fundamento, do que deve mudar para poder receber a novidade do Espírito Santo.” 

3. Oração (Vida)
- O que a Palavra nos leva a dizer a Deus? Rezamos com toda a Igreja

Oferecimento do dia
Adoro-vos, meu Deus, 
amo-vos de todo o meu coração. 
Agradeço-vos porque me criastes, 
me fizestes cristão, 
me conservastes a vida e a saúde.

Ofereço-vos o meu dia: 
que todas as minhas ações correspondam à vossa vontade. 
E que eu faça tudo para a vossa glória e para a paz das pessoas. 
Livrai-me do pecado, do perigo e de todo o mal.

Que a vossa graça, bênção, luz e presença 
permaneçam sempre comigo e 
com todos aqueles que eu amo.
Amém.
                                                     
4. Contemplação(Vida/ Missão)
- Qual o nosso novo olhar a partir da Palavra?
Levamos no olhar a certeza de que, na coerência ao seguimento de Jesus, Ele nos dará toda luz necessária para testemunhá-lo.

Recebamos a bênção  do bem-aventurado Alberione:

Jesus Divino Mestre seja para ti:
a verdade que ilumina,
o caminho da santidade,
a vida plena e eterna.
Que ele te guarde e defenda.
Plenifique de todos os bens
a ti e a todos que amas.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém.

Irmã Patrícia Silva, fs
p

sábado, 17 de janeiro de 2026

Jo 1,29-34 - Como se fica quando se encontra Deus -2º Domingo TC - 18 jan

LEITURA ORANTE


- A nós, a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

Preparamo-nos para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre,
ficai conosco,
aqui reunidos 
 para melhor meditar
e comungar com a vossa Palavra.


1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente, na Bíblia, o Evangelho do Dia -    Jo 1,29-34  

29
No dia seguinte,
João viu Jesus aproximar-se dele e disse:
"Eis o Cordeiro de Deus,
que tira o pecado do mundo.
30
Dele é que eu disse:
Depois de mim vem um homem 
que passou à minha frente,
porque existia antes de mim.
31
Também eu não o conhecia,
mas se eu vim batizar com água,
foi para que ele fosse manifestado a Israel".
32
E João deu testemunho, dizendo:
"Eu vi o Espírito descer,
como uma pomba do céu,
e permanecer sobre ele.
33
Também eu não o conhecia,
mas aquele que me enviou a batizar com água 
me disse:
'Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, 
este é quem batiza com o Espírito Santo'.
34
Eu vi e dou testemunho:
Este é o Filho de Deus!"


Compreendendo o texto
Vendo Jesus que vem em sua direção, João testemunha, reconhecendo Jesus com três títulos: Cordeiro de Deus, "Quem batiza com o Espírito Santo" e  Filho de Deus. É o Cordeiro de Deus que tem a missão do sacrifício para a expiação dos pecados.  É o que batiza com o Espírito Santo, despertando uma vida nova.  É o Filho de Deus de quem procede toda graça e salvação.


2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?

Recordamos os bispos, em Aparecida, que disseram:
"O chamado de Jesus no Espírito e o anúncio da Igreja apelam sempre à nossa acolhida, confiados pela fé. “Aquele que crê em mim tem a vida eterna”. O batismo não só purifica dos pecados. Faz renascer o batizado, conferindo-lhe vida nova em Cristo, que o incorpora à comunidade dos discípulos e missionários de Cristo, à Igreja, e o faz filho de Deus, permite reconhecer a Cristo como Primogênito e Cabeça de toda a humanidade. Sermos humanos implica vivermos fraternalmente e sempre atentos às necessidades dos mais fracos." (DAp 349) 

 Aquele que recebe a água do batismo nasce para a
ressurreição e para a vida eterna (Rm 6, 4-5).

Leão XIV fala de pontos-chave do testemunho de João:
Amizade e Relacionamento: O testemunho cristão, como o de João, nasce de uma relação pessoal de fé e amor com Jesus, não de mera doutrina ou partido.
Humildade e Liberdade: São João Batista, apesar de sua fama, sabia ser "voz" e não o centro, sendo livre para dizer a verdade e indicar o Salvador, uma lição de humildade para os que exercem autoridade.
Contemplação do Encontro: A evangelização se baseia em testemunhar o que se viu e ouviu, um encontro com o "Deus da vida", como expressa São João na Primeira Carta (1 Jo 1,3).
Foco em Cristo: Assim como João Batista apontou Jesus como "o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo", a missão é fazer Cristo conhecido e glorificado, não a si mesmo.
Chamado à Vida em Cristo: A missão da Igreja e de todo batizado é viver essa alegria e comunhão com Jesus, sendo fortalecido por Ele e transmitindo essa Boa Nova. 

 3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus? Rezemos
Salmo 39 (40)

R.:Eis que venho, Senhor, / com prazer faço a vossa vontade!

1. Esperando, esperei no Senhor, / e, inclinando-se, ouviu meu clamor. / Canto novo ele pôs em meus lábios, / um poema em louvor ao Senhor. – R.

2. Sacrifício e oblação não quisestes, / mas abristes, Senhor, meus ouvidos. / Não pedistes ofertas nem vítimas, / holocaustos por nossos pecados. – R.

3. E então eu vos disse: “Eis que venho!” / Sobre mim está escrito no livro: / “Com prazer faço a vossa vontade, / guardo em meu coração vossa lei!” – R.


4. Boas-novas de vossa justiça † anunciei numa grande assembleia; / vós sabeis: não fechei os meus lábios! – R.


Pe. Zezinho, scj

Quando a gente encontra Deus
Quer ficar cada dia menor
Quer ver Deus cada dia maior
No coração de cada pessoa
Quando a gente encontra Deus
Quando encontra de verdade
A grande luz
Diz o que disse João
Ao falar de Jesus

Não, não, não, não sou a luz
Mas conheço quem dela veio
Sou somente um religioso

Quando a gente encontra Deus
Todo dia lhe pede perdão
E do fundo do seu coração
Se entrega a Deus e nele confia
Quando a gente encontra Deus
Quando encontra de verdade
A grande luz, diz o que disse João
Apontando Jesus

A verdade não sou eu
E também não sou o caminho
Sou apenas uma seta
Sou apenas um profeta

Quando a gente encontra Deus
Coração não consegue calar
Vai aos outros, vai testemunhar
O quanto é bom viver de esperança
Quando a gente encontra Deus
Quando  vive de verdade
O verbo amar
Pede perdão e perdoa
E não quer mais pecar

Também eu sou filho seu
Em Jesus eu fui libertado
Perdoei, fui perdoado!


4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Vamos olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vamos dizer com grande fé o nome de Jesus.


Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.


Irmã Patrícia Silva, fsp


Mc 2,13-17 - "Segue-me!" - Levi seguiu Jesus

LEITURA ORANTE

São Mateus - Caravaggio

Hoje recordamos Santo Antão, nascido no Egito no século 3º. Ele é considerado o pai dos monges e de todas as formas de vida religiosa. Inspirado pelo Evangelho, retirou-se ao deserto, vivendo em simplicidade e profunda oração. Seu exemplo, transmitido por Santo Atanásio, marcou a Igreja e influenciou gerações. Que sua vida inspire nosso caminho de seguimento de Jesus.

Preparamo-nos para a Leitura Orante, 
fazendo uma rede de comunicação
e comunhão em torno da Palavra
 com todas as pessoas que se encontram 
neste espaço. 
Rezamos em sintonia com a Santíssima Trindade.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Senhor, nós te agradecemos por este dia.
Abrimos nossas portas e janelas para que tu possas
Entrar com tua luz.
Queremos que tu Senhor, definas os contornos de
Nossos caminhos,
As cores de nossas palavras e gestos,
A dimensão de nossos projetos,
O calor de nossos relacionamentos e o
Rumo de nossa vida.
Podes entrar, Senhor em nossas famílias.
Precisamos do ar puro de tua verdade.
Precisamos de tua mão libertadora para abrir
Compartimentos fechados.
Precisamos de tua beleza para amenizar
Nossa dureza.
Precisamos de tua paz para nossos conflitos.
Precisamos de teu contato para curar feridas.
Precisamos, sobretudo, Senhor, de tua presença
Para aprendermos a partilhar e abençoar!
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o Evangelho de Mc 2,13-17.

Naquele tempo, 
13 Jesus saiu de novo para a beira do mar. Toda a multidão ia ao seu encontro, e Jesus os ensinava. 
14 Enquanto passava, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos e disse-lhe: “Segue-me!” Levi se levantou e o seguiu. 
15 E aconteceu que, estando à mesa na casa de Levi, muitos cobradores de impostos e pecadores também estavam à mesa com Jesus e seus discípulos. Com efeito, eram muitos os que o seguiam. 
16 Alguns doutores da Lei, que eram fariseus, viram que Jesus estava comendo com pecadores e cobradores de impostos. Então eles perguntaram aos discípulos: “Por que ele come com os cobradores de impostos e pecadores?” 
17 Tendo ouvido, Jesus respondeu-lhes: “Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores”.

Compreendendo o texto
Jesus não só perdoa os pecados, mas transforma o pecador. Levi, de explorador, transformou-se em discípulo e apóstolo. Sendo chamado, Levi prontamente se levanta e “foi com ele”. Poderia não ter respondido e ficado como cobrador de impostos. O chamado que Jesus faz a Levi o transfere da escravidão do dinheiro à liberdade do seguimento. Os fariseus se incomodam porque Jesus vai com seus discípulos jantar na casa de Levi. À pergunta dos fariseus, Jesus responde dizendo que são os doentes que precisam de médico, não os que têm saúde. Por isso ele vai ao encontro dos pecadores. Bem diferente daqueles que censuravam e condenavam os pecadores. Levi passa a integrar a equipe dos apóstolos de Jesus.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?

Meditamos com a Igreja
Os bispos em Aparecida, falaram também dos convocados: A vocação ao discipulado missionário é con-vocação à comunhão em sua Igreja. Não há discipulado sem comunhão.” (DAp 156).

E o Papa Francisco meditava conosco:
Neste texto, ele fala do encontro, da festa e do escândalo.
Antes de tudo o «encontro»: «Jesus tinha acabado de curar um paralítico e quando estava para ir embora — talvez para sair, estavam à porta os cobradores de impostos — encontrou este homem chamado Levi ou Mateus». E o Evangelho diz, precisamente, que Jesus «viu um homem chamado Mateus — e onde estava aquele homem? — sentado no banco dos impostos». Afinal Mateus «era um dos que faziam pagar os impostos ao povo de Israel, para os dar aos romanos: um traidor da pátria». A tal ponto que estes homens, acrescentou o Papa, «eram desprezados».

E Mateus, «sente que Jesus olha para ele» e segundo o Evangelho lhe diz: “segue-me”. E ele levantou-se e o seguiu». Mas «o que aconteceu?» O que convenceu Mateus a seguir o Senhor? «Trata-se da força do olhar de Jesus»  que «certamente olhou para ele com muito amor, muita misericórdia: aquele olhar de Jesus misericordioso» significava: «Segue-me, vem». E Mateus, por sua vez, tinha «um olhar desanimado, olhando de esguelha, com um olho em Deus e o outro no dinheiro, apegado ao dinheiro tal como Caravaggio o pintou: precisamente assim, agarrado e olhando de esguelha e também com um semblante carrancudo, mal-humorado».

Ao contrário, o olhar de Jesus, é «amoroso, misericordioso». Face a este olhar eis que «a resistência daquele homem que queria dinheiro — era totalmente escravo do dinheiro — cedeu». Com efeito, o Evangelho diz-nos que Mateus «se levantou e o seguiu».

Na perspectiva desta «luta entre a misericórdia e o pecado»,  é importante questionar-se: «Como entrou o amor de Jesus no coração daquele homem? Por que porta pôde entrar?». O fato é que, explica Francisco, «aquele homem sabia que era pecador: sabia que não era amado por ninguém, e até era desprezado». Precisamente «aquela consciência de ser pecador abriu a porta à misericórdia de Jesus: deixou tudo e foi embora». Eis «o encontro entre o pecador e Jesus: Todos os pecadores que encontraram Jesus tiveram a coragem de o seguir, mas se não se sentissem pecadores não o podiam seguir». Por este motivo, disse o Papa, «a primeira condição para ser salvo é sentir-se em perigo; a primeira condição para ser curado é sentir-se doente». Então, «sentir-se pecador é a primeira condição para receber este olhar de misericórdia». E mais,  «pensemos no olhar de Jesus: tão belo, tão bom, tão misericordioso, e também nós, quando rezamos, sintamos este olhar sobre nós: é o olhar do amor, o olhar da misericórdia, o olhar que nos salva» e nos sugere para «não ter medo».

Mateus «sentiu-se muito feliz e certamente, mesmo se não está no texto, convidou Jesus para almoçar em sua casa, como fizera também Zaqueu». É precisamente o momento da «festa». «Festejaram». E ele chamou os amigos que eram assim: pecadores, publicanos e certamente fizeram perguntas ao Senhor e Ele respondeu sentado à mesa naquela casa». E «isto faz-nos pensar ao que Jesus diz no capítulo 15 de Lucas: haverá mais festa no céu por um só pecador que se converte do que por cem justos que permanecem justos». Esta é, precisamente, «a festa do encontro do Pai, a festa da misericórdia; e Jesus derrama misericórdia sobre todos».

Mas enquanto o Senhor «estava sentado à mesa», eis que «se apresenta o escândalo». O Evangelho narra que «chegaram muitos publicanos e pecadores e se puseram à mesa com Jesus e com os seus discípulos». E «ao ver isto, os fariseus diziam aos seus discípulos: “Mas como?”». Porque, diz o Papa, «um escândalo começa sempre com esta frase: “Mas como?”». 
Com efeito, eis que os fariseus perguntam aos discípulos: «Por que come o vosso mestre juntamente com os publicanos e com os pecadores? O vosso mestre é um impuro, porque saudar esta gente, contagia». Para eles «é a doença, a impureza de não seguir a lei, e a lei diz que não se pode estar com eles». Aliás, são pessoas que repetem que «a lei diz, a doutrina diz...: eles conheciam bem a doutrina, sabiam-na muito bem, sabiam como se devia andar pelo caminho do reino de Deus, conheciam melhor do que ninguém como se devia fazer». Mas,  «tinham esquecido o primeiro mandamento do amor e ficaram fechados nesta gaiola dos sacrifícios: “Façamos um sacrifício a Deus, respeitemos o sábado, tudo quanto se tem que fazer e assim salvamo-nos”». Mas não,  porque «é Deus quem nos salva, é Jesus Cristo quem nos salva e estes não tinham compreendido, sentiam-se seguros, pensavam que a salvação vinha deles».

Por este motivo, perguntam aos discípulos: «mas como?»: precisamente aquele «“mas como?” que ouvimos tantas vezes dos fiéis católicos quando viam obras de misericórdia: mas como?». Ao contrário, «Jesus é claro, é muito claro: “Ide aprender”». Por isso «mandou que fossem aprender: “Ide aprender o que significa misericórdia, aquilo que eu quero, que não são sacrifícios, porque de fato eu não vim chamar os justos mas os pecadores». Portanto, afirma o Papa, «se quiseres ser chamado por Jesus, reconhece que és pecador».

É claro, «há quem possa dizer: “Padre, mas é uma graça sentir-se pecador?». Sim, porque significa «sentir a verdade». Mas «não um pecador abstrato: pecador por isto e por aquilo. Pecado concreto, pecados concretos! E todos nós temos tantos!». Então «vamos ali e deixemo-nos olhar por Jesus com aquele olhar misericordioso cheio de amor».

Portanto,  «o encontro entre a misericórdia e o pecado; a festa, porque Jesus nos disse que há festa quando um pecador se converte». 

Concluindo, o Papa repetiu a expressão evangélica: «Quero misericórdia e não sacrifícios», recordando que «a porta para encontrar Jesus é reconhecer como somos, a verdade: pecadores. E ele vem e nos encontramo-nos!».


3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos a Oração Vocacional  (Papa Francisco)

Pai de misericórdia, 
que destes o vosso Filho pela nossa salvação e 
sempre nos sustentais com os dons do vosso Espírito, 
concedei-nos comunidades cristãs vivas, 
fervorosas e felizes, 
que sejam fontes de vida fraterna e 
suscitem nos jovens o desejo de se consagrarem 
a Vós e à evangelização.
Sustentai-as no  seu compromisso 
de propor uma adequada catequese vocacional e 
caminhos de especial consagração.
Dai sabedoria para o necessário discernimento vocacional, 
de modo que, em tudo, 
resplandeça a grandeza do vosso amor misericordioso.
Maria, Mãe e educadora de Jesus, 
interceda por nossa comunidade cristã, para que, 
tornada fecunda pelo Espírito Santo, 
seja fonte de vocações autênticas 
para o serviço do povo santo de Deus.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra? Sentimo-nos discípulo/a de Jesus.
Vamos olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vamos observar Jesus que passa onde trabalhamos, por onde caminhamos, onde moramos...

Bênção

Recebamos a bênção  do bem-aventurado Alberione:

Jesus Divino Mestre seja para ti:
a verdade que ilumina,
o caminho da santidade,
a vida plena e eterna.
Que ele te guarde e defenda.
Plenifique de todos os bens
a ti e a todos que amas.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém.

Irmã Patrícia Silva, fsp

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Mc 2,1-12 - Passar da Igreja-do-vir para a da Igreja-do-ir

LEITURA ORANTE

Preparamo-nos para a Leitura Orante, fazendo uma rede de comunicação
e comunhão em torno da Palavra com todas as pessoas que se encontram neste ambiente digital.
 Rezamos, em sintonia com a Santíssima Trindade:

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Senhor, nós te agradecemos por este dia.
Abrimos, com este momento
nossas portas e janelas para que tu possas entrar com tua luz.
Queremos que tu Senhor, definas os contornos de
Nossos caminhos, as cores de nossas palavras e gestos,
A dimensão de nossos projetos, o calor de nossos relacionamentos e o
Rumo de nossa vida.
Podes entrar, Senhor em nossas famílias e comunidades.
Precisamos do ar puro de tua verdade.
Precisamos de tua mão libertadora para abrir
Compartimentos fechados.
Precisamos de tua beleza para amenizar nossa dureza.
Precisamos de tua paz para nossos conflitos.
Precisamos de teu contato para curar feridas.
Precisamos, sobretudo, Senhor, de tua presença
Para aprendermos a partilhar e abençoar!

Ó Jesus Mestre, Verdade-Caminho-Vida, tem piedade de nós.

1. Leitura (Verdade)
O que nos diz o texto do dia?
Abrimos a Bíblia  e lemos o Evangelho de Jesus Cristo escrito por Marcos 2,1-12.

1 Alguns dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa. 
2 E reuniram-se ali tantas pessoas, que já não havia lugar nem mesmo diante da porta. E Jesus anunciava-lhes a Palavra. 
3 Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. 
4 Mas não conseguindo chegar até Jesus, por causa da multidão, abriram então o teto, bem em cima do lugar onde ele se encontrava. Por essa abertura desceram a cama em que o paralítico estava deitado. 
5 Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico: “Filho, os teus pecados estão perdoados”. 
6 Ora, alguns mestres da Lei, que estavam ali sentados, refletiam em seus corações: 
7 “Como este homem pode falar assim? Ele está blasfemando: ninguém pode perdoar pecados, a não ser Deus”. 
8 Jesus percebeu logo o que eles estavam pensando no seu íntimo e disse: “Por que pensais assim em vossos corações? 
9 O que é mais fácil, dizer ao paralítico: ‘Os teus pecados estão perdoados’ ou dizer: ‘Levanta-te, pega a tua cama e anda’? 
10 Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder de perdoar pecados” – disse ele ao paralítico -, 
11 “eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama e vai para tua casa!” 
12 O paralítico então se levantou e, carregando a sua cama, saiu diante de todos. E ficaram todos admirados e louvavam a Deus, dizendo: “Nunca vimos uma coisa assim”.

Compreendendo o texto
Entre as pessoas sofridas na sociedade onde Jesus vivia, estavam também os paralíticos. Impedidos pela própria doença, não tinham como se aproximar dele. Além disso, havia um grupo de pessoas “instaladas na casa”, ao redor de Jesus, que impediam a entrada de outros. Era necessária uma “conversão pastoral”. Havia, também, pessoas que, pela fé, descobriam formas para aproximar os sofredores de Jesus. O Evangelho diz que “vendo a fé que eles tinham” curou o homem. O Mestre não queria sentir-se prisioneiro de ninguém: ele veio para todos. Não só curou o doente, mas perdoou-lhe os pecados. A libertação foi total.

2. Meditação (Caminho)
- O que a Palavra diz para nós?
Como o paralítico, hoje, muitos, entre nós, não têm condições para encontrar a Cristo. São pessoas que precisam de alguém que já fez a experiência do encontro com Deus para acompanhá-las até a casa onde Jesus as espera. 
O Papa Francisco na exortação apostólica Evangelii Gaudium diz: “Há estruturas eclesiais que podem chegar a condicionar um dinamismo evangelizador; de igual modo, as boas estruturas servem quando há uma vida que as anima, sustenta e avalia. Sem vida nova e espírito evangélico autêntico, sem «fidelidade da Igreja à própria vocação», toda e qualquer nova estrutura se corrompe em pouco tempo” (EG, 26). Se as estruturas eclesiais não levarem a visibilizar Jesus Cristo, então de nada servirão ao Evangelho. O Concílio Vaticano II apresentou a conversão eclesial como a abertura a uma reforma permanente de si mesma por fidelidade a Jesus Cristo: “Toda a renovação da Igreja consiste essencialmente numa maior fidelidade à própria vocação” (EG, 26).

Há uma convocação exigente e desafiadora em que predomine não mais o modelo Igreja-do-vir. Precisamos passar para a perspectiva da Igreja-do-ir”. Aparecida nos recorda que “encontramos o modelo paradigmático dessa  renovação comunitária nas primitivas comunidades cristãs (cf. At 2,42-47), que souberam buscar novas formas para evangelizar de acordo com as culturas e as circunstâncias. ... Como Jesus nos garante, não esqueçamos que “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estarei eu no meio deles” (Mt 18,20)” (DAp 369).

Os bispos, em Aparecida, falaram de uma “conversão pastoral”. Veja o que queriam dizer: “A conversão pastoral de nossas comunidades exige que se vá além de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária. Assim, será possível que “o único programa do Evangelho siga introduzindo-se na história de cada comunidade eclesial” com novo ardor missionário, fazendo com que a Igreja se manifeste como uma mãe que nos sai ao encontro, uma casa acolhedora, uma escola permanente de comunhão missionária.” (DAp 370).
Existe “conversão pastoral” na minha comunidade?

3. Oração (Vida)
- O que a Palavra nos leva a dizer a Deus?
Ouça e reze cantando
É preciso ir ao povo - Pe. Zezinho, scj



Eu sei das dores que o teu povo enfrenta
E sei também qual o teu pensamento
Diante das dores que o teu povo aguenta
Sei muito bem quais os teus sentimentos

Ir ao povo, é preciso ir ao povo
Ser gentil com o povo de Deus!
Se preciso, chorar com o povo Marchar com o povo
A caminho do reino dos céus

Ir ao povo, é preciso ir ao povo
Defender o teu povo, Senhor!
Se preciso, ensinar o teu povo
A buscar seus direitos
E ensinar que és um libertador!



4.Contemplação (Vida e Missão)

Qual nosso novo olhar a partir da Palavra? Sentimo-nos discípulos/as de Jesus?
Tudo o que lemos e meditamos nos transforma em Igreja-do-ir. Para isto existem pastoral da saúde, da educação, da evangelização, da criança, da juventude, da comunicação e tantas outras. Vamos dar também nossa colaboração.

Bênção
Recebamos a bênção  do bem-aventurado Alberione:

Jesus Divino Mestre seja para ti:
a verdade que ilumina,
o caminho da santidade,
a vida plena e eterna.
Que ele te guarde e defenda.
Plenifique de todos os bens
a ti e a todos que amas.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém.


Ir. Patrícia Silva, fsp