segunda-feira, 16 de março de 2026

Jo 11,1-45 - Ressurreição de Lázaro - 5º Domingo da Quaresma -22 de março 2026

LEITURA ORANTE



Preparamo-nos para a Leitura, renovando nossa fé, com todos os que, neste espaço, buscam a Palavra:

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Creio, meu Deus, que estou diante de ti.
Que me vês e escutas as minhas orações.
Tu és tão grande e tão santo: eu te adoro.
Tu me deste tudo: eu te agradeço.
Foste tão ofendido por mim:
eu te peço perdão de todo o coração.
Tu és tão misericordioso: eu te peço todas as graças
que sabes serem necessárias para mim.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Podemos ler o texto (mais breve)
Lemos atentamente: Jo 11,1 a 45, e observamos o diálogo de Jesus com Marta.
1Havia um doente, Lázaro, que era de Betânia, o povoado de Maria e de Marta, sua irmã. 2Maria era aquela que ungira o Senhor com perfume e enxugara os pés dele com seus cabelos. O irmão dela, Lázaro, é que estava doente. [3As irmãs mandaram] então [dizer a Jesus: “Senhor, aquele que amas está doente”. 4Ouvindo isso, Jesus disse: “Esta doença não leva à morte; ela serve para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”. 5Jesus era muito amigo de Marta, de sua irmã Maria e de Lázaro. 6Quando ouviu que este estava doente, Jesus ficou ainda dois dias no lugar onde se encontrava. 7Então, disse aos discípulos: “Vamos de novo à Judeia”.]

8Os discípulos disseram-lhe: “Mestre, ainda há pouco os judeus queriam apedrejar-te, e agora vais outra vez para lá?” 9Jesus respondeu: “O dia não tem doze horas? Se alguém caminha de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo. 10Mas, se alguém caminha de noite, tropeça, porque lhe falta a luz”. 11Depois acrescentou: “O nosso amigo Lázaro dorme. Mas eu vou acordá-lo”. 12Os discípulos disseram: “Senhor, se ele dorme, vai ficar bom”. 13Jesus falava da morte de Lázaro, mas os discípulos pensaram que falasse do sono mesmo. 14Então Jesus disse abertamente: “Lázaro está morto. 15Mas, por causa de vós, alegro-me por não ter estado lá, para que creiais. Mas vamos para junto dele”. 16Então Tomé, cujo nome significa Gêmeo, disse aos companheiros: “Vamos nós também para morrermos com ele”.

[17Quando Jesus chegou, encontrou Lázaro sepultado havia quatro dias.] 18Betânia ficava a uns três quilômetros de Jerusalém. 19Muitos judeus tinham vindo à casa de Marta e Maria para as consolar por causa do irmão. [20Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa. 21Então Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. 22Mas, mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele to concederá”. 23Respondeu-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”. 24Disse Marta: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”. 25Então Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. 26E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá jamais. Crês isto?” 27Respondeu ela: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”.]

28Depois de ter dito isso, ela foi chamar a sua irmã, Maria, dizendo baixinho: “O Mestre está aí e te chama”. 29Quando Maria ouviu isso, levantou-se depressa e foi ao encontro de Jesus. 30Jesus estava ainda fora do povoado, no mesmo lugar onde Marta se tinha encontrado com ele. 31Os judeus que estavam em casa consolando-a, quando a viram levantar-se depressa e sair, foram atrás dela, pensando que fosse ao túmulo para ali chorar. 32Indo para o lugar onde estava Jesus, quando o viu, caiu de joelhos diante dele e disse-lhe: “Senhor, se tivesses estado aqui, o meu irmão não teria morrido”.

33Quando [Jesus] a viu chorar, e também os que estavam com ela, estremeceu interiormente, [ficou profundamente comovido 34e perguntou: “Onde o colocastes?” Responderam: “Vem ver, Senhor”. 35E Jesus chorou. 36Então os judeus disseram: “Vede como ele o amava!” 37Alguns deles, porém, diziam: “Este, que abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito com que Lázaro não morresse?” 38De novo, Jesus ficou interiormente comovido. Chegou ao túmulo. Era uma caverna, fechada com uma pedra. 39Disse Jesus: “Tirai a pedra!” Marta, a irmã do morto, interveio: “Senhor, já cheira mal. Está morto há quatro dias”. 40Jesus lhe respondeu: “Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?” 41Tiraram então a pedra. Jesus levantou os olhos para o alto e disse: “Pai, eu te dou graças porque me ouviste. 42Eu sei que sempre me escutas. Mas digo isto por causa do povo que me rodeia, para que creia que tu me enviaste”. 43Tendo dito isso, exclamou com voz forte: “Lázaro, vem para fora!” 44O morto saiu, atado de mãos e pés com os lençóis mortuários e o rosto coberto com um pano. Então Jesus lhes disse: “Desatai-o e deixai-o caminhar!” 45Então, muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele.] 

Compreendendo o texto
O sétimo e último dos sinais narrados no Evangelho de João é a ressurreição de Lázaro. A cena mostra uma família ou comunidade (Betânia = “casa do pobre”) muito querida e amada por Jesus: Lázaro (= “Deus ajuda”) – que está doente e acaba morrendo – e duas irmãs, Maria (a discípula atenta e amada) e Marta (servidora). Esta faz uma profissão de fé importante (“Eu creio que tu és o Messias, o Filho de Deus”), papel que, para as comunidades apostólicas, cabia a Pedro desempenhar. Isso significa que, provavelmente, Marta era líder da comunidade de Betânia.

Neste diálogo com Jesus sobre a morte de Lázaro, Marta afirma sua fé na ressurreição “no último dia”. Revela ainda que crê no poder da intercessão de Jesus, quando diz: “Deus lhe dará tudo o que o senhor pedir a ele”. Jesus lhe responde com um novo conceito de vida, ou seja, quem crê recebe uma vida superior: "quem vive e crê em mim nunca morrerá”. Jesus diz claro: “nunca morrerá”. E mais: quem crê, se morre nesta vida terrena, sua morte não é o fim, o caos: : “ainda que morra, viverá”. A fé na pessoa de Jesus Cristo garante a vida.

O fato é que Jesus devolve vida e esperança à comunidade dos pobres. Como podemos notar, trata-se de relato rico em simbolismo. Esse sétimo sinal é o auge de todos os outros: Jesus se apresenta como a “ressurreição e a vida”. Nesse sinal, Jesus revela o poder eficaz da fé, que é a posse da vida eterna já no presente, sem necessidade de esperar pelo “último dia”, como pensava Marta.

Percebemos, portanto, que a proposta de Jesus – a “vida eterna” – não é algo a ser esperado somente para após a morte física, mas deve se concretizar no agora. Em outras palavras: “vida eterna” é vida digna para todos e para sempre, aqui e além.

A ressurreição de Lázaro provoca a ira dos adversários do Mestre. Enquanto Jesus promove a vida de quem está morto, seus adversários preocupam-se em eliminar a das pessoas que não se coadunam com a mentalidade deles. Está do lado de Jesus quem age da mesma forma que ele!

A presença de Jesus é sinal de vida: “Se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido”. A comunidade reconhece que ele é e nele está a vida. Jesus transforma os corações e os acontecimentos; basta ter fé nele e seguir suas propostas. 
O choro de Jesus é interpretado como sinal de amor compassivo pelo amigo falecido. É justamente o amor que pode e consegue transformar os sinais de morte em vida, transformar a cultura da morte em cultura da vida. 

Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
Como vivemos a nossa fé?
O texto nos faz recordar o que disseram os bispos em Aparecida: “A fé em Jesus como o Filho do Pai é a porta de entrada para a Vida. Como discípulos de Jesus, confessamos nossa fé com as palavras de Pedro: “Tuas palavras dão vida eterna” (Jo 6,68); “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (Mt 16,16).” (DAp 101).

Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluímos, com a canção do padre Zezinho, scj,

 “Milagres acontecem”

Quando a força de um amor
não basta pra fazer você sorrir
Quando a força de uma fé
não basta pra fazer você feliz
Quando a dor da solidão, doi tanto e tanto
que você já não consegue nem pensar
Procure a oração (4x)

Quando a força da canção
não basta pra fazer você cantar
Quando a força da emoção
não basta pra fazer você chorar
Quando a dor da solidão, doi tanto e tanto
que você já não consegue nem sonhar
Procure a oração (4x)

Quando a dor de uma paixão
Algum momento mais cruel
Algum amor que não deu certo
Ameaçar seu coração
Procure a oração (2x)

Milagres acontecem
Quando a gente reza e reza sem desanimar
E a paz é dos milagres, 

o milagre mais bonito que se possa desejar
Milhares de pessoas encontram a resposta no momento de oração
Milagres acontecem quando pomos de joelho o coração.


CD Sereno e forte, Pe. Zezinho, scj

Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso novo olhar será renovado a cada instante pela fé em Jesus Cristo e na vida eterna.

Bênção   
Senhor, nosso Deus, concedei-nos nesta quaresma a graça da conversão e da reconciliação por meio da oração, da penitencia e da caridade. Dai-nos a graça de aprender convosco a  ser livres para amar, acolhendo a vida como dom e compromisso, valorizando e defendendo a vida, especialmente onde ela se encontra mais fragilizada e sofrida. Isto vos pedimos, em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp

Jo 4,43-54 -- Jesus Cristo está nos pobres, aflitos e enfermos

LEITURA ORANTE


Entramos, neste momento, no nosso espaço sagrado de oração
invocando o Espírito Santo:
Vem Espírito de Deus,
 ilumina-me.
Quero abrir-me
para acolher os desafios
que o Senhor vai me apresentar hoje.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.


 Leitura (Verdade)
- O que a Palavra diz? 
Lemos com atenção, o Evangelho: Jo 4,43-54.

 Jesus partiu da Samaria para a Galileia.  O próprio Jesus tinha declarado que um profeta não é honrado na sua própria terra. Quando então chegou à Galileia, os galileus receberam-no bem, porque tinham visto tudo o que Jesus havia feito em Jerusalém durante a festa. Pois também eles tinham ido à festa.  Assim, Jesus voltou para Caná da Galileia, onde havia transformado a água em vinho. Havia em Cafarnaum um funcionário do rei que tinha um filho doente.  Ouviu dizer que Jesus tinha vindo da Judeia para a Galileia. Ele saiu ao seu encontro e pediu-lhe que fosse a Cafarnaum curar seu filho, que estava morrendo.  Jesus disse-lhe: “Se não virdes sinais e prodígios, não acreditais”.  O funcionário do rei disse: “Senhor, desce, antes que meu filho morra!” Jesus lhe disse: “Podes ir, teu filho está vivo”. O homem acreditou na palavra de Jesus e foi embora. Enquanto descia para Cafarnaum, seus empregados foram ao seu encontro, dizendo que o seu filho estava vivo. O funcionário perguntou a que horas o menino tinha melhorado. Eles responderam: “A febre desapareceu, ontem, pela uma da tarde”. O pai verificou que tinha sido exatamente na mesma hora em que Jesus lhe havia dito: “Teu filho está vivo”. Então, ele abraçou a fé, juntamente com toda a sua família. Esse foi o segundo sinal de Jesus. Realizou-o quando voltou da Judeia para a Galileia. viver". Então, ele e toda a família creram em Jesus.
Esse foi o segundo milagre que Jesus fez depois de ter ido da Judeia para a Galileia.

Refletindo
O primeiro sinal de Jesus aconteceu no casamento em Caná, quando transformou água em vinho. Neste texto está o segundo sinal, também em Caná. A palavra Caná quer dizer “adquirir”. Jesus está adquirindo para Deus um povo. No primeiro sinal faltava vinho, no segundo falta vida. Nos dois sinais Jesus transforma carência de vinho e de vida em abundância. Em ambos os sinais o resultado é aumento de fé para os discípulos e adesão do pagão e sua família a Jesus. Os sinais despertam a fé.

Meditação (Caminho)
- O que a Palavra diz para nós?
Quais são os sinais de Deus na nossa vida? Aumentam a nossa fé, nossa adesão? Como?

Meditando
Os bispos, na Conferência de Aparecida, disseram:
Também encontramos Jesus Cristo, de um modo especial nos pobres, aflitos e enfermos (cf. Mt 25,37-40), que exigem nosso compromisso e nos dão testemunho de fé, paciência no sofrimento e constante luta para continuar vivendo. Quantas vezes os pobres e os que sofrem realmente nos evangelizam! No reconhecimento desta presença e proximidade e na defesa dos direitos dos excluídos encontra-se a fidelidade da Igreja a Jesus Cristo. O encontro com Jesus Cristo através dos pobres é uma dimensão constitutiva de nossa fé em Jesus Cristo. Da contemplação do rosto sofredor de Cristo neles e do encontro com Ele nos aflitos e marginalizados, cuja imensa dignidade Ele mesmo nos revela, surge nossa opção por eles. A mesma união a Jesus Cristo é a que nos faz amigos dos pobres e solidários com seu destino.” (DAp 257).

Fazemos nosso exame de consciência sobre nossa fé e compromisso cristão.

Oração (Vida)

- O que a Palavra nos leva a dizer a Deus?

Ó Deus, sempre ouvis o vosso povo

e vos compadeceis dos oprimidos e fragilizados.

Fazei que experimentemos a libertação da cruz 

e a ressurreição de Jesus.

Nós vos pedimos pelos que sofrem

as dores de tantas lepras: os pecados do preconceito,

da falta de cuidados, do abandono, da omissão,

da indiferença, das feridas das guerras, 

dos conflitos, e da falta de perdão.

Convertei-nos pela força do vosso Espírito,

e tornai-nos sensíveis às dores destes nossos irmãos.

Comprometidos na superação de todo mal, 

vivamos como vossos filhos e filhas,

na liberdade e na paz.

Por Cristo nosso Senhor.

Amém!

Contemplação(Vida/ Missão)
- Qual o nosso novo olhar a partir da Palavra?
Vamos estar com o olhar desperto para ver os sinais de Deus na nossa vida e na vida das outras pessoas.
Para isto recebamos a bênção 

Bênção   
Senhor, nosso Deus, concedei-nos nesta quaresma a graça da conversão e da reconciliação por meio da oração, da penitencia e da caridade. Dai-nos a graça de aprender convosco a  ser livres para amar, acolhendo a vida como dom e compromisso, valorizando e defendendo a vida, especialmente onde ela se encontra mais fragilizada e sofrida. Isto vos pedimos, em nome do Pai, e do Filho e do Espirito Santo. Amém.


Ir. Patricia Silva, fsp

sábado, 14 de março de 2026

Jo 9,1-41 - Jesus é luz - Quarto Domingo da Quaresma



Estamos no 4º domingo da Quaresma, 
 Domingo Laetare, quando contemplamos uma clara verdade: JESUS É LUZ

Vamos fazer esta descoberta passo a passo com Jesus,
em Jo 9,1a41
Vamos nos preparando, nos reunindo numa grande ciranda  de fé.

E rezamos juntos:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Espírito Santo
que procede do Pai e do Filho, tu estás em mim, falas em mim,
rezas em mim, ages em mim.
Ensina-me a fazer espaço à tua Palavra, à tua oração,
à tua ação em mim para que eu possa conhecer
o mistério da vontade do Pai. Amém.

Pedimos a graça de nossa vida ser iluminada para  iluminar outras pessoas.

Lemos, atentamente, o texto: João 9,1a41, e observamos pessoas, palavras, relações, lugares.

Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo,  ao passar, Jesus viu um homem cego de nascença. Os discípulos perguntaram a Jesus: “Mestre, quem pecou para que nascesse cego: ele ou os seus pais?”  Jesus respondeu: “Nem ele nem seus pais pecaram, mas isso serve para que as obras de Deus se manifestem nele.  É necessário que nós realizemos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia. Vem a noite, em que ninguém pode trabalhar.  Enquanto estou no mundo, eu sou a luz do mundo”.  Dito isso, Jesus cuspiu no chão, fez lama com a saliva e colocou-a sobre os olhos do cego.  E disse-lhe: “Vai lavar-te na piscina de Siloé” (que quer dizer “Enviado”). O cego foi, lavou-se e voltou enxergando. Os vizinhos e os que costumavam ver o cego – pois ele era mendigo – diziam: “Não é aquele que ficava pedindo esmola?”  Uns diziam: “Sim, é ele!” Outros afirmavam: “Não é ele, mas alguém parecido com ele”. Ele, porém, dizia: “Sou eu mesmo!”  Então lhe perguntaram: “Como é que se abriram os teus olhos?”  Ele respondeu: “Aquele homem chamado Jesus fez lama, colocou-a nos meus olhos e disse-me: ‘Vai a Siloé e lava-te’. Então fui, lavei-me e comecei a ver”.  Perguntaram-lhe: “Onde está ele?” Respondeu: “Não sei”.  Levaram então aos fariseus o homem que tinha sido cego. Ora, era sábado o dia em que Jesus tinha feito lama e aberto os olhos do cego. Novamente, então, lhe perguntaram os fariseus como tinha recuperado a vista. Respondeu-lhes: “Colocou lama sobre meus olhos, fui lavar-me e agora vejo!”  Disseram, então, alguns dos fariseus: “Esse homem não vem de Deus, pois não guarda o sábado”. Mas outros diziam: “Como pode um pecador fazer tais sinais?”  E havia divergência entre eles. Perguntaram outra vez ao cego: “E tu, que dizes daquele que te abriu os olhos?” Respondeu: “É um profeta”. Então os judeus não acreditaram que ele tinha sido cego e que tinha recuperado a vista. Chamaram os pais dele e perguntaram-lhes: “Este é o vosso filho, que dizeis ter nascido cego? Como é que ele agora está enxergando?” Os seus pais disseram: “Sabemos que este é nosso filho e que nasceu cego. Como agora está enxergando, isso não sabemos. E quem lhe abriu os olhos também não sabemos. Interrogai-o, ele é maior de idade, ele pode falar por si mesmo”. Os seus pais disseram isso porque tinham medo das autoridades judaicas. De fato, os judeus já tinham combinado expulsar da comunidade quem declarasse que Jesus era o Messias.  Foi por isso que seus pais disseram: “É maior de idade. Interrogai-o a ele”.  Então, os judeus chamaram de novo o homem que tinha sido cego. Disseram-lhe: “Dá glória a Deus! Nós sabemos que esse homem é um pecador”.  Então ele respondeu: “Se ele é pecador, não sei. Só sei que eu era cego e agora vejo”.  Perguntaram-lhe então: “Que é que ele te fez? Como te abriu os olhos?”  Respondeu ele: “Eu já vos disse, e não escutastes. Por que quereis ouvir de novo? Por acaso quereis tornar-vos discípulos dele?”  Então, insultaram-no, dizendo: “Tu, sim, és discípulo dele! Nós somos discípulos de Moisés.  Nós sabemos que Deus falou a Moisés, mas esse não sabemos de onde é”.  Respondeu-lhes o homem: “Espantoso! Vós não sabeis de onde ele é? No entanto, ele abriu-me os olhos!  Sabemos que Deus não escuta os pecadores, mas escuta aquele que é piedoso e que faz a sua vontade. Jamais se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. Se esse homem não viesse de Deus, não poderia fazer nada”.  Os fariseus disseram-lhe: “Tu nasceste todo em pecado e estás nos ensinando?” E expulsaram-no da comunidade.  Jesus soube que o tinham expulsado. Encontrando-o, perguntou-lhe: “Acreditas no Filho do Homem?”  Respondeu ele: “Quem é, Senhor, para que eu creia nele?”  Jesus disse: “Tu o estás vendo; é aquele que está falando contigo”. Exclamou ele: “Eu creio, Senhor!” E prostrou-se diante de Jesus. Então, Jesus disse: “Eu vim a este mundo para exercer um julgamento, a fim de que os que não veem vejam e os que veem se tornem cegos”.  Alguns fariseus, que estavam com ele, ouviram isso e lhe disseram: “Porventura também nós somos cegos?”  Respondeu-lhes Jesus: “Se fôsseis cegos, não teríeis culpa; mas como dizeis ‘nós vemos’, o vosso pecado permanece”. 

Compreendendo o texto
Jesus esclarece aos discípulos que doença não é sinônimo de pecado. E diz que isto aconteceu - a cegueira - para que se manifestassem nele as obras de Deus. Jesus curou o cego com o barro que fez com saliva e terra. O cego que agora passa a ver passa por inúmeros confrontos nos quais vai dando testemunho. Primeiro ele diz que Jesus é um homem, depois diz que é um profeta, depois, Senhor! O cego sabe como averiguar de onde vem Jesus. No diálogo pergunta "quem é o Senhor?" E Jesus responde de forma que o cego que agora vê, faz um profundo ato de fé: "Eu creio, Senhor!"

Meditação (Caminho) O que o texto diz para nós, hoje? 
Meditando com a Igreja
Os bispos, em Aparecida, disseram:
"Conhecer a Jesus Cristo pela fé é nossa alegria; segui-lo é uma graça, e transmitir este tesouro aos demais é uma tarefa que o Senhor, ao nos chamar e nos eleger, nos confiou. Com os olhos iluminados pela luz de Jesus Cristo ressuscitado podemos e queremos contemplar o mundo, a história, os nossos povos da América Latina e do Caribe e cada um de seus habitantes." (DAp 18) 

  
Oração (Vida)  
O que o texto me leva a dizer a Deus?

Rezemos com toda a Igreja:   

Oração CF 2026
Deus, nosso Pai,
em Jesus, vosso Filho, viestes morar entre nós
e nos ensinastes o valor da dignidade humana.

Nós vos agradecemos por todas as pessoas e grupos
que, sob o impulso do Espírito Santo,
se empenham em favor da moradia digna para todos.

Nós vos suplicamos:
dai-nos a graça da conversão,
para ajudarmos a construir uma sociedade
mais justa e fraterna,
com terra, teto e trabalho para todas as pessoas,
a fim de, um dia, habitarmos convosco
a casa do Céu. Amém.


Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é iluminado pela Luz que é Jesus. E eu quero também ser luz para outras Para recebermos esta graça, acolhamos a
 

BÊNÇÃO

Senhor, nosso Deus, concedei-nos nesta quaresma a graça da conversão e da reconciliação por meio da oração, da penitencia e da caridade. Dai-nos a graça de aprender convosco a  ser livres para amar, acolhendo a vida como dom e compromisso, valorizando e defendendo a vida, especialmente onde ela se encontra mais fragilizada e sofrida. Isto vos pedimos, em nome do Pai, e do Filho e do Espirito Santo. Amém.





Lc 18,9-14 - "Deus, tem pena de mim!"

LEITURA ORANTE

Hoje,  contemplamos a maior verdade:
nossa opção por Jesus, a seu favor.
Vamos encontrá-la 
em Lucas 11,14 a 23.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Espírito Santo
que procede do Pai e do Filho, 
tu estás em mim, falas em mim,
rezas em mim, ages em mim.
Ensina-me a fazer espaço à tua Palavra, à tua oração,
à tua ação em mim para que eu possa conhecer
o mistério da vontade do Pai. Amém.

 Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o texto Lucas 18, 9 a 14, e observamos pessoas, palavras, relações, lugares.

Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros:  “Dois homens subiram ao templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos.  O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo:
‘Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos.  Eu jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de toda a minha renda’. 
O cobrador de impostos, porém, ficou a distância e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: 
‘Meu Deus, tem piedade de mim, que sou pecador!’ 
 Eu vos digo, este último voltou para casa justificado, o outro não. Pois quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado”. 

Revemos o texto
Nesta parábola, Jesus fala de um fariseu que vive uma falsa religiosidade, e de um publicano autêntico. 
O fariseu, satisfeito de si mesmo, se julga melhor e despreza os demais. Ele dá graças a Deus pela sua própria bondade e observâncias. 
O publicano era tido como pecador. Diante de Deus ele não rejeita este rótulo. Assume-o no arrependimento. E pede piedade: “tem pena de mim, ó Deus”. Nesta parábola, Jesus nos ensina que o arrependimento e a confissão de nossos pecados são atitudes de humildade que nos libertam diante de Deus.

Outros textos bíblicos que nos falam da oração:

Salmo 23
“Quem subirá até o monte do Senhor, / quem ficará em sua santa habitação?” / “Quem tem mãos puras e inocente coração, / quem não dirige sua mente para o crime. 
Sobre este desce a bênção do Senhor / e a recompensa de seu Deus e salvador.” / “É assim a geração dos que o procuram / e do Deus de Israel buscam a face.” 

Filipenses 4,6a7
 Não se inquietem com nada. Apresentem a Deus todas as necessidades de vocês através da oração e da súplica, em ação de graças. Então a paz de Deus, que ultrapassa toda compreensão, guardará em Jesus Cristo os corações e pensamentos de vocês.

Lc 11
Disse Jesus: «Quando vocês rezarem, digam: Pai, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. 3 Dá-nos a cada dia o pão de amanhã, 4 e perdoa-nos os nossos pecados, pois nós também perdoamos a todos aqueles que nos devem; e não nos deixes cair em tentação.»

Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje? Como Jesus, pelo poder do Espírito, temos algo a agradecer ao Pai?
O texto nos fala da autêntica oração que supõe o reconhecimento de nossos limites e da ação de Deus. 

Meditando

O papa Francisco, na Laudato sì, afirmou que muitos buscam substituir-se a Deus e querem tudo dominar. Disse ele:

A falta de preocupação por medir os danos à natureza e o impacto ambiental das
decisões é apenas o reflexo evidente do desinteresse em reconhecer a mensagem que a natureza traz inscrita nas suas próprias estruturas. Quando, na própria realidade, não se reconhece a importância dum pobre, dum embrião humano, duma pessoa com deficiência – só para dar alguns exemplos –, dificilmente se saberá escutar os gritos da própria natureza. Tudo está interligado. Se o ser humano se declara autônomo da realidade e se constitui dominador absoluto, desmorona-se a própria base da sua existência, porque «em vez de realizar o seu papel de colaborador de Deus na obra da criação, o homem substitui-se a Deus, e deste modo acaba por provocar a revolta da natureza».(LS 117).

Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus? Fazemos nossa oração pessoal, oferecemos o nosso trabalho do dia:
Rezamos juntos:

Pai santo, vosso Filho Jesus,
conduzido pelo Espírito
e obediente à vossa vontade,
aceitou a cruz como prova de amor à humanidade.
Convertei-nos e, nos desafios deste mundo,
tornai-nos missionários.

Fazei-nos comunidades eclesiais missionárias que permitem 
o  ingresso: acolhimento,
 e a saída: o envio,
para anunciar o Evangelho como projeto de vida.
Enviai-nos, Senhor;
para ser presença geradora de fraternidade,
enviai-nos, Senhor;
para ser profetas em tempo de mudança,
enviai-nos, Senhor;
para promover a sociedade da não violência,
enviai-nos, Senhor;
para salvar a quem perdeu a esperança,
enviai-nos, Senhor;
para...

 (continue esta oração)


Para ouvir e cantar junto:
Padre Zezinho, scj

Pecador eu fui
Pecador eu sou
Pecador serei
Se não deixar que Deus me toque

Só me salvarei
Se Deus, nosso Senhor
For me convertendo
Até mudar o meu enfoque

Quando as coisas dele ficam pra depois
É sinal de crise a separar nós dois
Quando as minhas coisas valem muito mais
Deus fica em segundo e eu fico sem paz

Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Vamos olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vamos viver com o coração agradecido ao Pai e na alegria de poder testemunhá-lo. 
Vamos rezar durante o dia: "Ó Deus, tem pena de mim!" 

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém. 
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém. 
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém. 
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp



sexta-feira, 13 de março de 2026

Mc 12,28b-34 - Amar com totalidade

LEITURA  ORANTE

Preparamo-nos para a Leitura Orante,
rezando com todos os que
se reúnem em torno da Palavra:

Oração para antes de ler a Bíblia
Jesus Mestre, que dissestes:
 “Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, 
eu aí estarei no meio deles”, 
ficai conosco, aqui reunidos para melhor meditar 
e comungar com vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos, 
para que melhor compreendamos 
as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho: 
fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.  
Sois a Vida: 
transformai nosso coração em terra boa, 
onde a Palavra de Deus produza frutos abundantes 
de santidade e de missão.


 Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o texto: Marcos 12,28b a 34 e 
observamos a síntese que Jesus faz dos mandamentos.

 Jesus estava expulsando um demônio que era mudo. Quando o demônio saiu, o mudo começou a falar, e as multidões ficaram admiradas.  Mas alguns disseram: um escriba aproximou-se de Jesus e perguntou: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?” Jesus respondeu: “O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força! O segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro mandamento maior do que estes”. O mestre da Lei disse a Jesus: “Muito bem, mestre! Na verdade, é como disseste: ele é o único Deus e não existe outro além dele. Amá-lo de todo o coração, de toda a mente e com toda a força e amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios”. 34Jesus viu que ele tinha respondido com inteligência e disse: “Tu não estás longe do Reino de Deus”. E ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus. 

Compreendendo o texto
O mestre da Lei quer por Jesus à prova. No Antigo Testamento há decálogos e leis que regulavam a conduta do israelita. A tradição rabínica possuía até 613 preceitos, 248 mandatos e 365 proibições. O mestre pergunta a Jesus qual é o mandamento mais importante. Jesus resume todos os mandamentos em dois, igualmente importantes e inseparáveis: o amor a Deus e ao próximo. Quem ama a Deus deve amar o filho de Deus, ou seja, o próximo. Tudo o mais é consequência. E diz mais: o amor ao próximo deve ser igual ao amor a si mesmo.

Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
Como vivemos estes dois mandamentos? Começamos  pelo segundo mandamento. Amamos as outras pessoas como a nós mesmos? O papa Bento 16, em 2006, na sua primeira encíclica intitulada “Deus caritas est”, Deus é amor, no parágrafo 16, diz que há um “nexo indivisível entre o amor a Deus e o amor ao próximo: um exige tão estreitamente o outro que a afirmação do amor a Deus se torna uma mentira, se o homem se fechar ao próximo ou, inclusive, o odiar.”

Meditando
O papa diz mais: “Só a minha disponibilidade para ir ao encontro do próximo e demonstrar-lhe amor é que me torna sensível também diante de Deus. Só o serviço ao próximo é que abre os meus olhos para aquilo que Deus faz por mim e para o modo como Ele me ama. Os Santos — pensemos, por exemplo, na Beata Teresa de Calcutá — hauriram a sua capacidade de amar o próximo, de modo sempre renovado, do seu encontro com o Senhor eucarístico e, vice-versa, este encontro ganhou o seu realismo e profundidade precisamente no serviço deles aos outros. Amor a Deus e amor ao próximo são inseparáveis, constituem um único mandamento (Deus caritas est, 18).

É assim que amamos nosso irmão? É assim que amamos a Deus?

Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?

Salmo (25)
Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos!

1. Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos / e fazei-me conhecer a vossa estrada! / Vossa verdade me oriente e me conduza, / porque sois o Deus da minha salvação. – R.

2. O Senhor é piedade e retidão / e reconduz ao bom caminho os pecadores. / Ele dirige os humildes na justiça / e aos pobres ele ensina o seu caminho. – R.

3. Verdade e amor são os caminhos do Senhor / para quem guarda sua aliança e seus preceitos. / O Senhor se torna íntimo aos que o temem / e lhes dá a conhecer sua aliança. – R.

Rezamos,  e concluímos, ouvindo a Oração do amor
(1Cor 13)




4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso novo olhar é de renovada relação de amor com Deus e, em consequência, com o próximo.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém. 
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém. 
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém. 
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp




quinta-feira, 12 de março de 2026

Lc 11,14-23 - Não basta admirar. É preciso estar com Jesus!

LEITURA ORANTE



Estamos na quinta-feira da 3ª semana da quaresma 
quando  contemplamos a maior verdade:
 nossa opção por Jesus, a seu favor.
Rezemos:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Espírito Santo
que procede do Pai e do Filho, tu estás em mim, falas em mim,
rezas em mim, ages em mim.
Ensina-me a fazer espaço à tua palavra, à tua oração,
à tua ação em mim para que eu possa conhecer
o mistério da vontade do Pai. Amém.

Leitura (Verdade)

O que diz o texto 
Lemos atentamente  Lc 11,14-23 , e observamos pessoas, o que pensam e o que esperam de Jesus.

Jesus estava expulsando um demônio que era mudo. Quando o demônio saiu, o mudo começou a falar, e as multidões ficaram admiradas. Mas alguns disseram: É por Belzebu, o príncipe dos demônios, que ele expulsa os demônios”. Outros, para tentar Jesus, pediam-lhe um sinal do céu.  Mas, conhecendo seus pensamentos, Jesus disse-lhes: “Todo reino dividido contra si mesmo será destruído; e cairá uma casa por cima da outra.  Ora, se até satanás está dividido contra si mesmo, como poderá sobreviver o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que eu expulso os demônios. Se é por meio de Belzebu que eu expulso demônios, vossos filhos os expulsam por meio de quem? Por isso, eles mesmos serão vossos juízes. Mas, se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, então chegou para vós o Reino de Deus. Quando um homem forte e bem armado guarda a própria casa, seus bens estão seguros. Mas, quando chega um homem mais forte do que ele, vence-o, arranca-lhe a armadura na qual ele confiava e reparte o que roubou.  Quem não está comigo está contra mim. E quem não recolhe comigo dispersa”.  

Compreendendo o texto
Um exorcismo e a expulsão de um demônio que era mudo causou admiração na multidão. A admiração era frequente diante dos milagres, mas não significava ainda, atitude de fé. Alguns até atribuem o exorcismo a um pacto com Belzebu! São os que têm reservas fundamentadas em dois aspectos: a dificuldade em compreender a origem e o poder de Jesus e a necessidade do sinal. Conhecendo seus pensamentos, Jesus fala da destruição da família e do país dividido. Diz ainda que quem não é a seu favor é contra ele e quem não o ajuda a reunir, ajuntar, está espalhando. Da pregação de Jesus, entendemos também que uniremos quando nos amamos e dividiremos quando nos apegamos a nós mesmos e não nos preocupamos com o próximo

 Meditação (Caminho)

O que o texto diz para nós, hoje?
Promovemos a comunhão na nossa família, no  trabalho, na Igreja?

Meditando com a Igreja
Os bispos, em Aparecida, na 5ª Conferência, falaram da comunhão entre os cristãos:
“A vocação ao discipulado missionário é con-vocação à comunhão em sua Igreja. Não há discipulado sem comunhão. Diante da tentação, muito presente na cultura atual de ser cristãos sem Igreja e das novas buscas espirituais individualistas, afirmamos que a fé em Jesus Cristo nos chegou através da comunidade eclesial e ela “nos dá uma família, a família universal de Deus na Igreja Católica. A fé nos liberta do isolamento do eu, porque nos conduz à comunhão”. Isto significa que uma dimensão constitutiva do acontecimento cristão é o fato de pertencer a uma comunidade concreta na qual podemos viver uma experiência permanente de discipulado e de comunhão com os sucessores dos Apóstolos e com o Papa.” (DAp 156). 

Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos, com o Papa Francisco a

ORAÇÃO à MÃE DO DIVINO AMOR (Papa Francisco)

Ó Maria, tu sempre brilhas em nosso caminho 
como sinal de salvação e de esperança.
Nós nos entregamos a ti, saúde dos enfermos
que na cruz foi associada à dor de Jesus,
mantendo firme a sua fé.
Tu sabes do que precisamos
e temos certeza de que garantirás, como em Caná da Galileia
que a alegria e a festa possam retornar,
após este momento de provação.
Ajuda-nos, Mãe do Divino Amor, a nos conformarmos com a 
vontade do Pai, a fazer o que Jesus nos disser,
Ele que tomou sobre si nossos sofrimentos e tomou sobre si nossas 
dores, para nos levar através da cruz a alegria da ressurreição. Amém.

Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso novo olhar é de comunhão, de promoção da união de todos por onde passamos. Para isso recebamos a 


BÊNÇÃO 
Senhor, nosso Deus, concedei-nos  a graça da conversão e da reconciliação por meio da oração, da penitencia e da caridade. Dai-nos a graça de aprender convosco a  ser livres para amar, acolhendo a vida como dom e compromisso, valorizando e defendendo a vida, especialmente onde ela se encontra mais fragilizada e sofrida. Isto vos pedimos, em nome do Pai, e do Filho e do Espirito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp