sábado, 17 de janeiro de 2026

Jo 1,29-34 - Como se fica quando se encontra Deus -2º Domingo TC - 18 jan

LEITURA ORANTE


- A nós, a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

Preparamo-nos para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre,
ficai conosco,
aqui reunidos 
 para melhor meditar
e comungar com a vossa Palavra.


1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente, na Bíblia, o Evangelho do Dia -    Jo 1,29-34  

29
No dia seguinte,
João viu Jesus aproximar-se dele e disse:
"Eis o Cordeiro de Deus,
que tira o pecado do mundo.
30
Dele é que eu disse:
Depois de mim vem um homem 
que passou à minha frente,
porque existia antes de mim.
31
Também eu não o conhecia,
mas se eu vim batizar com água,
foi para que ele fosse manifestado a Israel".
32
E João deu testemunho, dizendo:
"Eu vi o Espírito descer,
como uma pomba do céu,
e permanecer sobre ele.
33
Também eu não o conhecia,
mas aquele que me enviou a batizar com água 
me disse:
'Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, 
este é quem batiza com o Espírito Santo'.
34
Eu vi e dou testemunho:
Este é o Filho de Deus!"


Compreendendo o texto
Vendo Jesus que vem em sua direção, João testemunha, reconhecendo Jesus com três títulos: Cordeiro de Deus, "Quem batiza com o Espírito Santo" e  Filho de Deus. É o Cordeiro de Deus que tem a missão do sacrifício para a expiação dos pecados.  É o que batiza com o Espírito Santo, despertando uma vida nova.  É o Filho de Deus de quem procede toda graça e salvação.


2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?

Recordamos os bispos, em Aparecida, que disseram:
"O chamado de Jesus no Espírito e o anúncio da Igreja apelam sempre à nossa acolhida, confiados pela fé. “Aquele que crê em mim tem a vida eterna”. O batismo não só purifica dos pecados. Faz renascer o batizado, conferindo-lhe vida nova em Cristo, que o incorpora à comunidade dos discípulos e missionários de Cristo, à Igreja, e o faz filho de Deus, permite reconhecer a Cristo como Primogênito e Cabeça de toda a humanidade. Sermos humanos implica vivermos fraternalmente e sempre atentos às necessidades dos mais fracos." (DAp 349) 

 Aquele que recebe a água do batismo nasce para a
ressurreição e para a vida eterna (Rm 6, 4-5).

Leão XIV fala de pontos-chave do testemunho de João:
Amizade e Relacionamento: O testemunho cristão, como o de João, nasce de uma relação pessoal de fé e amor com Jesus, não de mera doutrina ou partido.
Humildade e Liberdade: São João Batista, apesar de sua fama, sabia ser "voz" e não o centro, sendo livre para dizer a verdade e indicar o Salvador, uma lição de humildade para os que exercem autoridade.
Contemplação do Encontro: A evangelização se baseia em testemunhar o que se viu e ouviu, um encontro com o "Deus da vida", como expressa São João na Primeira Carta (1 Jo 1,3).
Foco em Cristo: Assim como João Batista apontou Jesus como "o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo", a missão é fazer Cristo conhecido e glorificado, não a si mesmo.
Chamado à Vida em Cristo: A missão da Igreja e de todo batizado é viver essa alegria e comunhão com Jesus, sendo fortalecido por Ele e transmitindo essa Boa Nova. 

 3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus? Rezemos
Salmo 39 (40)

R.:Eis que venho, Senhor, / com prazer faço a vossa vontade!

1. Esperando, esperei no Senhor, / e, inclinando-se, ouviu meu clamor. / Canto novo ele pôs em meus lábios, / um poema em louvor ao Senhor. – R.

2. Sacrifício e oblação não quisestes, / mas abristes, Senhor, meus ouvidos. / Não pedistes ofertas nem vítimas, / holocaustos por nossos pecados. – R.

3. E então eu vos disse: “Eis que venho!” / Sobre mim está escrito no livro: / “Com prazer faço a vossa vontade, / guardo em meu coração vossa lei!” – R.


4. Boas-novas de vossa justiça † anunciei numa grande assembleia; / vós sabeis: não fechei os meus lábios! – R.


Pe. Zezinho, scj

Quando a gente encontra Deus
Quer ficar cada dia menor
Quer ver Deus cada dia maior
No coração de cada pessoa
Quando a gente encontra Deus
Quando encontra de verdade
A grande luz
Diz o que disse João
Ao falar de Jesus

Não, não, não, não sou a luz
Mas conheço quem dela veio
Sou somente um religioso

Quando a gente encontra Deus
Todo dia lhe pede perdão
E do fundo do seu coração
Se entrega a Deus e nele confia
Quando a gente encontra Deus
Quando encontra de verdade
A grande luz, diz o que disse João
Apontando Jesus

A verdade não sou eu
E também não sou o caminho
Sou apenas uma seta
Sou apenas um profeta

Quando a gente encontra Deus
Coração não consegue calar
Vai aos outros, vai testemunhar
O quanto é bom viver de esperança
Quando a gente encontra Deus
Quando  vive de verdade
O verbo amar
Pede perdão e perdoa
E não quer mais pecar

Também eu sou filho seu
Em Jesus eu fui libertado
Perdoei, fui perdoado!


4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Vamos olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vamos dizer com grande fé o nome de Jesus.


Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.


Irmã Patrícia Silva, fsp


Mc 2,13-17 - "Segue-me!" - Levi seguiu Jesus

LEITURA ORANTE

São Mateus - Caravaggio

Hoje recordamos Santo Antão, nascido no Egito no século 3º. Ele é considerado o pai dos monges e de todas as formas de vida religiosa. Inspirado pelo Evangelho, retirou-se ao deserto, vivendo em simplicidade e profunda oração. Seu exemplo, transmitido por Santo Atanásio, marcou a Igreja e influenciou gerações. Que sua vida inspire nosso caminho de seguimento de Jesus.

Preparamo-nos para a Leitura Orante, 
fazendo uma rede de comunicação
e comunhão em torno da Palavra
 com todas as pessoas que se encontram 
neste espaço. 
Rezamos em sintonia com a Santíssima Trindade.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Senhor, nós te agradecemos por este dia.
Abrimos nossas portas e janelas para que tu possas
Entrar com tua luz.
Queremos que tu Senhor, definas os contornos de
Nossos caminhos,
As cores de nossas palavras e gestos,
A dimensão de nossos projetos,
O calor de nossos relacionamentos e o
Rumo de nossa vida.
Podes entrar, Senhor em nossas famílias.
Precisamos do ar puro de tua verdade.
Precisamos de tua mão libertadora para abrir
Compartimentos fechados.
Precisamos de tua beleza para amenizar
Nossa dureza.
Precisamos de tua paz para nossos conflitos.
Precisamos de teu contato para curar feridas.
Precisamos, sobretudo, Senhor, de tua presença
Para aprendermos a partilhar e abençoar!
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o Evangelho de Mc 2,13-17.

Naquele tempo, 
13 Jesus saiu de novo para a beira do mar. Toda a multidão ia ao seu encontro, e Jesus os ensinava. 
14 Enquanto passava, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos e disse-lhe: “Segue-me!” Levi se levantou e o seguiu. 
15 E aconteceu que, estando à mesa na casa de Levi, muitos cobradores de impostos e pecadores também estavam à mesa com Jesus e seus discípulos. Com efeito, eram muitos os que o seguiam. 
16 Alguns doutores da Lei, que eram fariseus, viram que Jesus estava comendo com pecadores e cobradores de impostos. Então eles perguntaram aos discípulos: “Por que ele come com os cobradores de impostos e pecadores?” 
17 Tendo ouvido, Jesus respondeu-lhes: “Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores”.

Compreendendo o texto
Jesus não só perdoa os pecados, mas transforma o pecador. Levi, de explorador, transformou-se em discípulo e apóstolo. Sendo chamado, Levi prontamente se levanta e “foi com ele”. Poderia não ter respondido e ficado como cobrador de impostos. O chamado que Jesus faz a Levi o transfere da escravidão do dinheiro à liberdade do seguimento. Os fariseus se incomodam porque Jesus vai com seus discípulos jantar na casa de Levi. À pergunta dos fariseus, Jesus responde dizendo que são os doentes que precisam de médico, não os que têm saúde. Por isso ele vai ao encontro dos pecadores. Bem diferente daqueles que censuravam e condenavam os pecadores. Levi passa a integrar a equipe dos apóstolos de Jesus.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?

Meditamos com a Igreja
Os bispos em Aparecida, falaram também dos convocados: A vocação ao discipulado missionário é con-vocação à comunhão em sua Igreja. Não há discipulado sem comunhão.” (DAp 156).

E o Papa Francisco meditava conosco:
Neste texto, ele fala do encontro, da festa e do escândalo.
Antes de tudo o «encontro»: «Jesus tinha acabado de curar um paralítico e quando estava para ir embora — talvez para sair, estavam à porta os cobradores de impostos — encontrou este homem chamado Levi ou Mateus». E o Evangelho diz, precisamente, que Jesus «viu um homem chamado Mateus — e onde estava aquele homem? — sentado no banco dos impostos». Afinal Mateus «era um dos que faziam pagar os impostos ao povo de Israel, para os dar aos romanos: um traidor da pátria». A tal ponto que estes homens, acrescentou o Papa, «eram desprezados».

E Mateus, «sente que Jesus olha para ele» e segundo o Evangelho lhe diz: “segue-me”. E ele levantou-se e o seguiu». Mas «o que aconteceu?» O que convenceu Mateus a seguir o Senhor? «Trata-se da força do olhar de Jesus»  que «certamente olhou para ele com muito amor, muita misericórdia: aquele olhar de Jesus misericordioso» significava: «Segue-me, vem». E Mateus, por sua vez, tinha «um olhar desanimado, olhando de esguelha, com um olho em Deus e o outro no dinheiro, apegado ao dinheiro tal como Caravaggio o pintou: precisamente assim, agarrado e olhando de esguelha e também com um semblante carrancudo, mal-humorado».

Ao contrário, o olhar de Jesus, é «amoroso, misericordioso». Face a este olhar eis que «a resistência daquele homem que queria dinheiro — era totalmente escravo do dinheiro — cedeu». Com efeito, o Evangelho diz-nos que Mateus «se levantou e o seguiu».

Na perspectiva desta «luta entre a misericórdia e o pecado»,  é importante questionar-se: «Como entrou o amor de Jesus no coração daquele homem? Por que porta pôde entrar?». O fato é que, explica Francisco, «aquele homem sabia que era pecador: sabia que não era amado por ninguém, e até era desprezado». Precisamente «aquela consciência de ser pecador abriu a porta à misericórdia de Jesus: deixou tudo e foi embora». Eis «o encontro entre o pecador e Jesus: Todos os pecadores que encontraram Jesus tiveram a coragem de o seguir, mas se não se sentissem pecadores não o podiam seguir». Por este motivo, disse o Papa, «a primeira condição para ser salvo é sentir-se em perigo; a primeira condição para ser curado é sentir-se doente». Então, «sentir-se pecador é a primeira condição para receber este olhar de misericórdia». E mais,  «pensemos no olhar de Jesus: tão belo, tão bom, tão misericordioso, e também nós, quando rezamos, sintamos este olhar sobre nós: é o olhar do amor, o olhar da misericórdia, o olhar que nos salva» e nos sugere para «não ter medo».

Mateus «sentiu-se muito feliz e certamente, mesmo se não está no texto, convidou Jesus para almoçar em sua casa, como fizera também Zaqueu». É precisamente o momento da «festa». «Festejaram». E ele chamou os amigos que eram assim: pecadores, publicanos e certamente fizeram perguntas ao Senhor e Ele respondeu sentado à mesa naquela casa». E «isto faz-nos pensar ao que Jesus diz no capítulo 15 de Lucas: haverá mais festa no céu por um só pecador que se converte do que por cem justos que permanecem justos». Esta é, precisamente, «a festa do encontro do Pai, a festa da misericórdia; e Jesus derrama misericórdia sobre todos».

Mas enquanto o Senhor «estava sentado à mesa», eis que «se apresenta o escândalo». O Evangelho narra que «chegaram muitos publicanos e pecadores e se puseram à mesa com Jesus e com os seus discípulos». E «ao ver isto, os fariseus diziam aos seus discípulos: “Mas como?”». Porque, diz o Papa, «um escândalo começa sempre com esta frase: “Mas como?”». 
Com efeito, eis que os fariseus perguntam aos discípulos: «Por que come o vosso mestre juntamente com os publicanos e com os pecadores? O vosso mestre é um impuro, porque saudar esta gente, contagia». Para eles «é a doença, a impureza de não seguir a lei, e a lei diz que não se pode estar com eles». Aliás, são pessoas que repetem que «a lei diz, a doutrina diz...: eles conheciam bem a doutrina, sabiam-na muito bem, sabiam como se devia andar pelo caminho do reino de Deus, conheciam melhor do que ninguém como se devia fazer». Mas,  «tinham esquecido o primeiro mandamento do amor e ficaram fechados nesta gaiola dos sacrifícios: “Façamos um sacrifício a Deus, respeitemos o sábado, tudo quanto se tem que fazer e assim salvamo-nos”». Mas não,  porque «é Deus quem nos salva, é Jesus Cristo quem nos salva e estes não tinham compreendido, sentiam-se seguros, pensavam que a salvação vinha deles».

Por este motivo, perguntam aos discípulos: «mas como?»: precisamente aquele «“mas como?” que ouvimos tantas vezes dos fiéis católicos quando viam obras de misericórdia: mas como?». Ao contrário, «Jesus é claro, é muito claro: “Ide aprender”». Por isso «mandou que fossem aprender: “Ide aprender o que significa misericórdia, aquilo que eu quero, que não são sacrifícios, porque de fato eu não vim chamar os justos mas os pecadores». Portanto, afirma o Papa, «se quiseres ser chamado por Jesus, reconhece que és pecador».

É claro, «há quem possa dizer: “Padre, mas é uma graça sentir-se pecador?». Sim, porque significa «sentir a verdade». Mas «não um pecador abstrato: pecador por isto e por aquilo. Pecado concreto, pecados concretos! E todos nós temos tantos!». Então «vamos ali e deixemo-nos olhar por Jesus com aquele olhar misericordioso cheio de amor».

Portanto,  «o encontro entre a misericórdia e o pecado; a festa, porque Jesus nos disse que há festa quando um pecador se converte». 

Concluindo, o Papa repetiu a expressão evangélica: «Quero misericórdia e não sacrifícios», recordando que «a porta para encontrar Jesus é reconhecer como somos, a verdade: pecadores. E ele vem e nos encontramo-nos!».


3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos a Oração Vocacional  (Papa Francisco)

Pai de misericórdia, 
que destes o vosso Filho pela nossa salvação e 
sempre nos sustentais com os dons do vosso Espírito, 
concedei-nos comunidades cristãs vivas, 
fervorosas e felizes, 
que sejam fontes de vida fraterna e 
suscitem nos jovens o desejo de se consagrarem 
a Vós e à evangelização.
Sustentai-as no  seu compromisso 
de propor uma adequada catequese vocacional e 
caminhos de especial consagração.
Dai sabedoria para o necessário discernimento vocacional, 
de modo que, em tudo, 
resplandeça a grandeza do vosso amor misericordioso.
Maria, Mãe e educadora de Jesus, 
interceda por nossa comunidade cristã, para que, 
tornada fecunda pelo Espírito Santo, 
seja fonte de vocações autênticas 
para o serviço do povo santo de Deus.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra? Sentimo-nos discípulo/a de Jesus.
Vamos olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vamos observar Jesus que passa onde trabalhamos, por onde caminhamos, onde moramos...

Bênção

Recebamos a bênção  do bem-aventurado Alberione:

Jesus Divino Mestre seja para ti:
a verdade que ilumina,
o caminho da santidade,
a vida plena e eterna.
Que ele te guarde e defenda.
Plenifique de todos os bens
a ti e a todos que amas.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém.

Irmã Patrícia Silva, fsp

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Mc 2,1-12 - Passar da Igreja-do-vir para a da Igreja-do-ir

LEITURA ORANTE

Preparamo-nos para a Leitura Orante, fazendo uma rede de comunicação
e comunhão em torno da Palavra com todas as pessoas que se encontram neste ambiente digital.
 Rezamos, em sintonia com a Santíssima Trindade:

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Senhor, nós te agradecemos por este dia.
Abrimos, com este momento
nossas portas e janelas para que tu possas entrar com tua luz.
Queremos que tu Senhor, definas os contornos de
Nossos caminhos, as cores de nossas palavras e gestos,
A dimensão de nossos projetos, o calor de nossos relacionamentos e o
Rumo de nossa vida.
Podes entrar, Senhor em nossas famílias e comunidades.
Precisamos do ar puro de tua verdade.
Precisamos de tua mão libertadora para abrir
Compartimentos fechados.
Precisamos de tua beleza para amenizar nossa dureza.
Precisamos de tua paz para nossos conflitos.
Precisamos de teu contato para curar feridas.
Precisamos, sobretudo, Senhor, de tua presença
Para aprendermos a partilhar e abençoar!

Ó Jesus Mestre, Verdade-Caminho-Vida, tem piedade de nós.

1. Leitura (Verdade)
O que nos diz o texto do dia?
Abrimos a Bíblia  e lemos o Evangelho de Jesus Cristo escrito por Marcos 2,1-12.

1 Alguns dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa. 
2 E reuniram-se ali tantas pessoas, que já não havia lugar nem mesmo diante da porta. E Jesus anunciava-lhes a Palavra. 
3 Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. 
4 Mas não conseguindo chegar até Jesus, por causa da multidão, abriram então o teto, bem em cima do lugar onde ele se encontrava. Por essa abertura desceram a cama em que o paralítico estava deitado. 
5 Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico: “Filho, os teus pecados estão perdoados”. 
6 Ora, alguns mestres da Lei, que estavam ali sentados, refletiam em seus corações: 
7 “Como este homem pode falar assim? Ele está blasfemando: ninguém pode perdoar pecados, a não ser Deus”. 
8 Jesus percebeu logo o que eles estavam pensando no seu íntimo e disse: “Por que pensais assim em vossos corações? 
9 O que é mais fácil, dizer ao paralítico: ‘Os teus pecados estão perdoados’ ou dizer: ‘Levanta-te, pega a tua cama e anda’? 
10 Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder de perdoar pecados” – disse ele ao paralítico -, 
11 “eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama e vai para tua casa!” 
12 O paralítico então se levantou e, carregando a sua cama, saiu diante de todos. E ficaram todos admirados e louvavam a Deus, dizendo: “Nunca vimos uma coisa assim”.

Compreendendo o texto
Entre as pessoas sofridas na sociedade onde Jesus vivia, estavam também os paralíticos. Impedidos pela própria doença, não tinham como se aproximar dele. Além disso, havia um grupo de pessoas “instaladas na casa”, ao redor de Jesus, que impediam a entrada de outros. Era necessária uma “conversão pastoral”. Havia, também, pessoas que, pela fé, descobriam formas para aproximar os sofredores de Jesus. O Evangelho diz que “vendo a fé que eles tinham” curou o homem. O Mestre não queria sentir-se prisioneiro de ninguém: ele veio para todos. Não só curou o doente, mas perdoou-lhe os pecados. A libertação foi total.

2. Meditação (Caminho)
- O que a Palavra diz para nós?
Como o paralítico, hoje, muitos, entre nós, não têm condições para encontrar a Cristo. São pessoas que precisam de alguém que já fez a experiência do encontro com Deus para acompanhá-las até a casa onde Jesus as espera. 
O Papa Francisco na exortação apostólica Evangelii Gaudium diz: “Há estruturas eclesiais que podem chegar a condicionar um dinamismo evangelizador; de igual modo, as boas estruturas servem quando há uma vida que as anima, sustenta e avalia. Sem vida nova e espírito evangélico autêntico, sem «fidelidade da Igreja à própria vocação», toda e qualquer nova estrutura se corrompe em pouco tempo” (EG, 26). Se as estruturas eclesiais não levarem a visibilizar Jesus Cristo, então de nada servirão ao Evangelho. O Concílio Vaticano II apresentou a conversão eclesial como a abertura a uma reforma permanente de si mesma por fidelidade a Jesus Cristo: “Toda a renovação da Igreja consiste essencialmente numa maior fidelidade à própria vocação” (EG, 26).

Há uma convocação exigente e desafiadora em que predomine não mais o modelo Igreja-do-vir. Precisamos passar para a perspectiva da Igreja-do-ir”. Aparecida nos recorda que “encontramos o modelo paradigmático dessa  renovação comunitária nas primitivas comunidades cristãs (cf. At 2,42-47), que souberam buscar novas formas para evangelizar de acordo com as culturas e as circunstâncias. ... Como Jesus nos garante, não esqueçamos que “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estarei eu no meio deles” (Mt 18,20)” (DAp 369).

Os bispos, em Aparecida, falaram de uma “conversão pastoral”. Veja o que queriam dizer: “A conversão pastoral de nossas comunidades exige que se vá além de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária. Assim, será possível que “o único programa do Evangelho siga introduzindo-se na história de cada comunidade eclesial” com novo ardor missionário, fazendo com que a Igreja se manifeste como uma mãe que nos sai ao encontro, uma casa acolhedora, uma escola permanente de comunhão missionária.” (DAp 370).
Existe “conversão pastoral” na minha comunidade?

3. Oração (Vida)
- O que a Palavra nos leva a dizer a Deus?
Ouça e reze cantando
É preciso ir ao povo - Pe. Zezinho, scj



Eu sei das dores que o teu povo enfrenta
E sei também qual o teu pensamento
Diante das dores que o teu povo aguenta
Sei muito bem quais os teus sentimentos

Ir ao povo, é preciso ir ao povo
Ser gentil com o povo de Deus!
Se preciso, chorar com o povo Marchar com o povo
A caminho do reino dos céus

Ir ao povo, é preciso ir ao povo
Defender o teu povo, Senhor!
Se preciso, ensinar o teu povo
A buscar seus direitos
E ensinar que és um libertador!



4.Contemplação (Vida e Missão)

Qual nosso novo olhar a partir da Palavra? Sentimo-nos discípulos/as de Jesus?
Tudo o que lemos e meditamos nos transforma em Igreja-do-ir. Para isto existem pastoral da saúde, da educação, da evangelização, da criança, da juventude, da comunicação e tantas outras. Vamos dar também nossa colaboração.

Bênção
Recebamos a bênção  do bem-aventurado Alberione:

Jesus Divino Mestre seja para ti:
a verdade que ilumina,
o caminho da santidade,
a vida plena e eterna.
Que ele te guarde e defenda.
Plenifique de todos os bens
a ti e a todos que amas.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém.


Ir. Patrícia Silva, fsp

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Mc 1,40-45 - Jesus curou um leproso: duas "transgressões"

LEITURA ORANTE


Graça e Paz, a nós, unidos pela Palavra.
A paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo! 

 Preparamo-nos para a Leitura, rezando:

Jesus Mestre,
sois o Mestre e a Verdade:
iluminai-nos, para que melhor compreendamos
as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho:
fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.
Sois a Vida:
transformai nosso coração em terra boa,
onde a Palavra de Deus produza frutos
abundantes de santidade e missão. 
(Bv. Alberione)


1.Leitura ( Verdade)
- O que a Palavra diz?
Lemos atentamente, o texto de hoje: Mc 1,40-45.

Naquele tempo, 
40 um leproso chegou perto de Jesus e, de joelhos, pediu: “Se queres, tens o poder de curar-me”. 
41 Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero: fica curado!” 
42 No mesmo instante, a lepra desapareceu e ele ficou curado. 
43 Então Jesus o mandou logo embora, 
44 falando com firmeza: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!” 
45 Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo. – Palavra da salvação.

Compreendendo o texto
O evangelista Lucas também narrou este evento. Lc 5,12-16.
No Evangelho de Marcos 
 é a primeira cura narrada. A lepra, na Bíblia, é símbolo de exclusão, o que é um pecado social. O leproso não podia se apresentar em público, nem conviver com pessoas sadias, pelo perigo de contágio. Assim, o pecado afastava, isolava e tornava a pessoa intocável. Por isso, São Paulo afirma que, com o pecado, entrou no mundo a morte (Cf Rm 5,12).
O homem que possuía a lepra chegou perto de Jesus, ajoelhou-se e fez seu pedido de forma interessante:
"Eu sei que o Senhor pode me curar se quiser." Jesus sentiu compaixão daquele homem e tocou nele. Jesus toca o intocável. Naquela cultura, quem tocasse um leproso era contaminado. Jesus não se preocupa com o que pensarão dele. Vê a pessoa e não, a sua lepra. Tocou nele. E no mesmo instante, o homem ficou curado.

2. Meditação (Caminho)

- O que a Palavra diz para nós?

Acompanhemos a reflexão do Papa Francisco. Ele falava de duas  “transgressões”: o leproso que se aproxima de Jesus e Jesus que, movido por compaixão, o toca para curá-lo.

A primeira transgressão é a do leproso: naquele tempo, eram considerados impuros e eram excluídos da vida social, não podiam, por exemplo, entrar na sinagoga. A doença era considerada um castigo divino, mas, em Jesus, ele pode ver outra face de Deus: não o Deus que castiga, mas o Pai da compaixão e do amor, que nos liberta do pecado e jamais nos exclui da sua misericórdia. “A atitude de Jesus atrai, leva o homem a sair de si mesmo e a confiar a Ele a sua história dolorosa”, comentou Francisco.
Um aplauso aos confessores misericordiosos
“Permitam-me aqui, diz o Papa, um pensamento a muitos bons sacerdotes confessores que têm esta atitude: atrair as pessoas que se sentem aniquiladas pelos seus pecados com ternura a compaixão... Confessores que não estão com o chicote nas mãos, mas recebem, ouvem e dizem que Deus é bom, que Deus perdoa sempre, que jamais se cansa de perdoar.”

A segunda transgressão é a de Jesus: enquanto a Lei proibia de tocar os leprosos, Ele se comove, estende a mão e o toca para curá-lo. Não se limita às palavras, mas o toca. Tocar com amor significa estabelecer uma relação, entrar em comunhão, envolver-se na vida do outro a ponto de compartilhar inclusive as suas feridas. Com este gesto, Jesus mostra que Deus não é indiferente, não mantém a “distância de segurança”; pelo contrário, se aproxima com compaixão e toca a nossa vida para curá-la.

“É o estilo de Deus: proximidade, compaixão e ternura. A transgressão de Deus: é um grande transgressor neste sentido.”

Deus se "contamina com nossa humanidade ferida" 
Diante de tudo isso, destaca Francisco, Jesus anuncia que Deus não é uma ideia ou uma doutrina abstrata, mas Aquele que se “contamina” com a nossa humanidade ferida e não tem medo de entrar em contato com as nossas chagas.

“Mas Papa Francisco, o que está dizendo? Que Deus se contamina? Não o digo eu, mas São Paulo: fez-se pecado. Ele que não é pecador, que não pode pecar, fez-se pecado. Veja como Deus se contaminou para se aproximar de nós, para ter compaixão e para fazer compreender a sua ternura. Proximidade, compaixão e ternura”.
Costumes sociais, reputação e egoísmos nos levam muitas vezes a disfarçar a nossa dor e impedir de nos envolver nos sofrimentos alheios.

Ao invés, Francisco convidou os fiéis a pedirem ao Senhor a graça de viver essas duas “transgressões” do Evangelho.

“Aquela do leproso, para que tenhamos a coragem de sair do nosso isolamento e, ao invés de permanecer ali com pena de nós mesmos ou chorando nossas falências, ir até Jesus assim como somos. E depois a transgressão de Jesus: um amor que leva a ir além das convenções, que faz superar os preconceitos e o medo de nos envolver na vida do outro. Aprendamos a ser transgressores como estes dois: como o leproso e como Jesus." 

3. Oração (Vida)

- O que a Palavra nos leva a dizer a Deus?
Rezemos 

Ó Deus, sempre ouvis o vosso povo

e vos compadeceis dos oprimidos e fragilizados.

Fazei que experimentemos a libertação da cruz 

e a ressurreição de Jesus.

Nós vos pedimos pelos que sofrem

as dores de tantas lepras: os pecados do preconceito,

da falta de cuidados, do abandono, da omissão,

da indiferença, das feridas das guerras, 

dos conflitos, e da falta de perdão.

Convertei-nos pela força do vosso Espírito,

e tornai-nos sensíveis às dores destes nossos irmãos.

Comprometidos na superação de todo mal, 

vivamos como vossos filhos e filhas,

na liberdade e na paz.

Por Cristo nosso Senhor.

Amém!

4. Contemplação (Vida)
- Qual o nosso novo olhar a partir da Palavra?
Procuraremos em cada momento do dia de hoje deixar-nos "tocar" pelo Senhor. Queremos vencer aquele limite que temos e que só nós sabemos. Queremos viver como Jesus as duas "transgressões": a da aproximação do leproso e a do estilo de Deus: proximidade, compaixão e ternura.

Bênção

Recebamos a bênção  do bem-aventurado Alberione:

Jesus Divino Mestre seja para ti:
a verdade que ilumina,
o caminho da santidade,
a vida plena e eterna.
Que ele te guarde e defenda.
Plenifique de todos os bens
a ti e a todos que amas.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém.

Irmã Patrícia Silva, fsp

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Mc 1,29-39 - Jesus cura a sogra de Pedro, tomando-a pela mão

LEITURA ORANTE

A nós, a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo! 


Preparamo-nos para a Leitura, rezando:

Oferecimento do dia
Adoro-vos, meu Deus, 
amo-vos de todo o meu coração.
Agradeço-vos porque me criastes, 
me fizestes cristão, 
me conservastes a vida e a saúde.
Ofereço-vos o meu dia: 
que todas as minhas ações correspondam à vossa vontade.
E que faça tudo para a vossa glória e a paz das pessoas.
Livrai-me do pecado, do perigo e de todo o mal.
Que a vossa graça, benção, luz e presença 
permaneçam sempre comigo
e com todos aqueles que eu amo. Amém. 
(Orações da Família Paulina)

1. Leitura (Verdade)

O que diz o texto do dia?
Em nossa Bíblia lemos atentamente o texto: Mc 1,29-39.
 
Naquele tempo, 
29 Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. 
30 A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. 
31  E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então a febre desapareceu, e ela começou a servi-los. 
32 À tarde, depois do pôr do sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. 
33 A cidade inteira se reuniu em frente da casa. 
34 Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era. 
35 De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. 
36 Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. 
37 Quando o encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”. 
38Jesus respondeu: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”. 
39 E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios. 

Compreendendo o texto
Bonito o encontro de Jesus com a sogra de Pedro que estava com febre alta. Observe a atitude: "Ele chegou perto dela, segurou-a pela mão e ajudou-a a se levantar. A febre saiu da mulher, e ela começou a servi-los." 
Interessante é que Jesus não fala com a sogra, mas a segura pela mão e a ajuda a se levantar. A mulher imediatamente fica curada, e tão bem, que se põe a cuidar deles. Doentes e a multidão procuravam encontrar Jesus e Ele anunciava a boa notícia do Reino por toda parte.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
Qual palavra mais nos toca o coração?
Meditando
O que logo salta a nossos olhos é a "ação de Deus". E o Papa Francisco acrescenta:
“Para a Igreja, cuidar dos doentes de todo tipo não é uma ‘atividade opcional’, algo acessório; não, é parte integrante de sua missão, como era da missão de Jesus: levar a ternura de Deus à humanidade sofredora.” O Evangelho fala da predileção de Jesus pelas pessoas que sofrem.
A mulher estava na cama com febre; a atitude e o gesto de Jesus para com ela são emblemáticos: "Aproximando-se, Ele a tomou pela mão e a fez levantar-se", observa o Evangelista. Há tanta doçura neste ato simples, que parece quase natural: "A febre a deixou e ela se pôs a servi-los". O poder de cura de Jesus não encontra nenhuma resistência; e a pessoa curada retoma sua vida normal, pensando imediatamente nos outros e não em si mesma - e isso é significativo, é um sinal de verdadeira "saúde"!
Aquele dia era um sábado. O povo da aldeia espera pelo pôr-do-sol e depois, acabada a obrigação do repouso, sai e traz a Jesus todos os doentes e os possuídos. E Ele os cura, mas proíbe os demônios de revelar que Ele é o Cristo.
Levar a ternura de Deus à humanidade sofredora é a missão de Jesus. Eles não queria que eles fossem meros espectadores de sua missão: envolveu-os, enviou-os, deu-lhes também o poder de curar os doentes e expulsar os demônios. E isto tem continuado sem interrupção na vida da Igreja até hoje", ressalta o Papa Francisco.
E acrescenta que para a Igreja, cuidar dos doentes de todo tipo não é uma "atividade opcional", algo acessório; não, é parte integrante de sua missão, como era da missão de Jesus: levar a ternura de Deus à humanidade sofredora.  Francisco sublinha que seremos lembrados disso dentro de poucos dias, em 11 de fevereiro, no Dia Mundial do Enfermo.

3.Oração (Vida)
E o que o texto nos leva a dizer a Deus? Rezamos Salmo 39(40)

Eis que venho fazer, com prazer, / a vossa vontade, Senhor!

1. Esperando, esperei no Senhor, / e, inclinando-se, ouviu meu clamor. / É feliz quem a Deus se confia, † quem não segue os que adoram os ídolos / e se perdem por falsos caminhos. – R.

2. Sacrifício e oblação não quisestes, / mas abristes, Senhor, meus ouvidos; / não pedistes ofertas nem vítimas, † holocaustos por nossos pecados. / E então eu vos disse: “Eis que venho!” – R.

3. Sobre mim está escrito no livro: † “Com prazer faço a vossa vontade, / guardo em meu coração vossa lei!” – R.

4. Boas-novas de vossa justiça † anunciei numa grande assembleia; / vós sabeis: não fechei os meus lábios! – R.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Vamos olhar o mundo e a vida com os olhos de Jesus. Vamos 
Levar a ternura de Deus às pessoas sofredoras.
Deixaremos que o Senhor nos tome pela mão como segurou a mão da sogra de Pedro e nos levante. E seremos como ela, pessoas que cuidam e servem aos demais.
A quem vamos ajudar a se levantar, hoje? 

Bênção
Recebamos a bênção  do bem-aventurado Alberione:

Jesus Divino Mestre seja para ti:
a verdade que ilumina,
o caminho da santidade,
a vida plena e eterna.
Que ele te guarde e defenda.
Plenifique de todos os bens
a ti e a todos que amas.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém.

Irmã Patrícia Silva, fs
p

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Mc 1,21b-28 - Um novo ensinamento, com autoridade!

LEITURA ORANTE


- A nós, que nos encontramos aqui, 
a paz de Deus, nosso Pai, 
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

Preparamo-nos para a Leitura, rezando:

Jesus Mestre, ficai conosco, aqui reunidos, 
pela grande rede da internet,
para melhor meditar e comungar com a vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos, para que melhor compreendamos
as Sagradas Escrituras. 

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos,  atentamente, o texto: Mc 1,21b-28.

Chegaram à cidade de Cafarnaum, e, no sábado, ele foi ensinar na sinagoga. As pessoas que o escutavam ficaram muito admiradas com a sua maneira de ensinar. É que Jesus ensinava com a autoridade dele mesmo e não como os mestres da Lei. Então chegou ali um homem que estava dominado por um espírito mau. O homem gritou:
- O que quer de nós, Jesus de Nazaré? Você veio para nos destruir? Sei muito bem quem é você: é o Santo que Deus enviou!
Então Jesus ordenou ao espírito mau:
- Cale a boca e saia desse homem!
Aí o espírito sacudiu o homem com violência e, dando um grito, saiu dele. Todos ficaram espantados e diziam uns para os outros:
- Que quer dizer isso? É um novo ensinamento dado com autoridade. Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem.
E a fama de Jesus se espalhou depressa por toda a região da Galileia.

Revendo o texto
Consideremos dois aspectos deste texto que aparecem neste encontro de Jesus na sinagoga de Cafarnaum, num dia de sábado: 1º O ensino de Jesus "com autoridade" e 2º O espírito mau que dominava o homem.
O espírito mau dominou e desestruturou a vida do homem que chegou à sinagoga. Sua vida era tão desintegrada e vulnerável que achou que Jesus queria lhe fazer mal: "Você veio para nos destruir?" Diante desta incapacidade do homem de reconhecer a necessidade de libertação, Jesus se impôs. Usou de sua "autoridade",  ordenando ao espírito mau: "Cale a boca e saia desse homem!".
O povo se impressionou com a autoridade de Jesus e tentava entendê-lo. Convencido da autoridade do Mestre, o povo "espalhou" o fato por toda a Galileia.

2. Meditação (Caminho)

O que o texto diz para nós, hoje?
Meditando
Recordamos o que disseram os bispos em Aparecida sobre a vulnerabilidade dos mais fracos: 
"De nossa fé em Cristo nasce também a solidariedade como atitude permanente de encontro, irmandade e serviço. Ela há de se manifestar em opções e gestos visíveis, principalmente na defesa da vida e dos direitos dos mais vulneráveis e excluídos, e no permanente acompanhamento em seus esforços por serem sujeitos de mudança e de transformação de sua situação" (DAp 394).

O Papa Francisco dizia: "Jesus ensinava como quem tem autoridade". O Evangelho de Marcos (Mc 1,21-28) narra Jesus que ensina no templo e a reação que suscita entre as pessoas o seu modo de agir com "autoridade", diferentemente dos escribas. É desta comparação que o Papa se inspirou para explicar a diferença que existe entre "ter autoridade", "autoridade interior", como Jesus, e "exercitar a autoridade sem tê-la, como os escribas". Estes, mesmo sendo especialistas no ensinamento da lei e ouvidos pelo povo, não eram críveis. 
Segundo Francisco: diziam uma coisa e faziam outra. E o Papa recordou que isso acontece em vários episódios do Evangelho: às vezes, Jesus reage colocando-os de lado, às vezes não dando a eles nenhuma resposta e, ainda, “qualificando-os":
E a palavra que Jesus usa para qualificar esta incoerência, esta esquizofrenia, é “hipocrisia”. 
(Papa Francisco, 14 janeiro 2020)

3.Oração (Vida)

O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos com Jesus: Pai nosso...
E fazemos a Oração do Salmo 115(116)

Oferto ao Senhor um sacrifício de louvor.

1. Que poderei retribuir ao Senhor Deus / por tudo aquilo que ele fez em meu favor? / Elevo o cálice da minha salvação, / invocando o nome santo do Senhor. – R.

2. Vou cumprir minhas promessas ao Senhor / na presença de seu povo reunido. / Por isso oferto um sacrifício de louvor, / invocando o nome santo do Senhor. – R.

3. Vou cumprir minhas promessas ao Senhor / na presença de seu povo reunido; / nos átrios da casa do Senhor, / em teu meio, ó cidade de Sião! – R.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Vamos olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vamos eliminar do nosso modo de pensar e agir aquilo que não vem de Deus, que não é conforme o Projeto de Jesus Mestre.

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.


                                             Irmã Patrícia Silva, fsp