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segunda-feira, 12 de maio de 2025

Jo 10,1-10 – Jesus é a porta para a salvação

LEITURA ORANTE

"A paz esteja com todos vocês! 
“Deus nos ama, 
Deus ama a todos vocês, e o mal não prevalecerá! 
Estamos todos nas mãos de Deus”. (Leão XIV)

Preparamo-nos para a Leitura Orante, 
pedindo as luzes do Espírito:
Espírito Santo,
dai-nos o dom do entendimento,
uma compreensão mais
profunda da Verdade,
a fim de anunciar a salvação
com maior firmeza e convicção.
1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos, atentamente, o texto: Jo 10,1-10, e observamos Jesus que se define como “porta por onde as ovelhas passam”.

Naquele tempo, disse Jesus: 1 “Em verdade, em verdade vos digo, quem não entra no redil das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. 2 Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. 3 A esse o porteiro abre, e as ovelhas escutam a sua voz; ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz para fora. 4 E, depois de fazer sair todas as que são suas, caminha à sua frente, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. 5 Mas não seguem um estranho, antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos”. 6 Jesus contou-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que ele queria dizer. 7 Então Jesus continuou: “Em verdade, em verdade vos digo, eu sou a porta das ovelhas. 8 Todos aqueles que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os escutaram. 9 Eu sou a porta. Quem entrar por mim será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem. 10 O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”. 

Refletindo
Jesus é a porta que dá acesso ao redil onde estão as ovelhas. É preciso “passar” por Jesus para viver a verdadeira vida. Posso considerar alguns detalhes:
1º A figura do porteiro – o recepcionista que responde pela segurança e não deixa entrar quem não deve: o ladrão e o bandido. Quem deixa de utilizar a porta, isto é, quem não vive a prática libertadora de Jesus, mas usa subterfúgios, boas intenções não tem. Jesus os chama de ladrões e assaltantes da vida e liberdade do povo.
2º O texto fala de entrar e sair pela porta. Sugere liberdade, ausência de dominação ou escravidão.
3º A relação pessoal do pastor com cada ovelha – ele chama a cada uma pelo nome e elas conhecem a sua voz, ele as guia, elas o seguem e fogem dos estranhos. Ele oferece e preserva a vida das ovelhas.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Na minha relação com Cristo vivo esta experiência de liberdade? Busco a verdadeira vida em Jesus? E o mundo de hoje para onde vai? Passa por esta porta ou prefere desvios?

Meditação
Os bispos disseram, em Aparecida: “A Igreja, que participa dos gozos e esperanças, das tristezas e alegrias de seus filhos, quer caminhar ao seu lado neste período de tantos desafios, para infundir-lhes sempre esperança e consolo. (DAp 16).

E o Papa Francisco disse: 
“Jesus nos diz que há uma porta que nos faz entrar na família de Deus, no calor da casa de Deus, da comunhão com Ele. Esta porta é o próprio Jesus (cf. Jo 10, 9). Ele é a porta. Ele é a passagem para a salvação. Ele nos conduz ao Pai. E a porta que é Jesus não está nunca fechada, esta porta não está nunca fechada, está aberta sempre e a todos, sem distinção, sem exclusão, sem privilégios”. (Papa Francisco, 2013).

3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Vamos rezar o Salmo 23 e rezá-lo diversas vezes hoje.
Salmo 23
O Senhor é o meu pastor; nada me falta.
Em verdes pastagens me faz descansar e conduz-me a águas tranquilas.
Conforta a minha alma e leva-me por caminhos retos, por amor do seu nome.
Ainda que eu atravesse o mais escuro vale, não terei receio de nada, porque tu, Senhor, estás comigo. A tua vara e o teu cajado dão-me segurança.
Preparaste-me um banquete à frente dos meus inimigos. 
Recebeste-me com todas honras e encheste a minha taça até transbordar.
De fato, a tua bondade e o teu amor acompanham-me ao longo da minha vida. 
E na tua casa, Senhor, morarei para sempre.

Cantando com Cantores de Deus, O Senhor é meu Pastor


4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso novo olhar é o mesmo de toda a Igreja no Continente Americano: um olhar fraterno para todos os que sofrem e se alegram. Uma frase que vamos levar para nosso dia:
O Senhor é o meu pastor; nada me falta.

                                                          Ir. Patricia Silva, fsp

domingo, 2 de janeiro de 2011

Bento XVI: Destaques em 2010

Bento XVI viveu em 2010 o ano de maior exposição mediática desde a sua eleição, há cinco anos e meio, tendo conseguido em muitas viagens e intervenções públicas ganhar simpatias e redefinir mesmo a sua imagem.
Ano Sacerdotal
A questão dos abusos sexuais cometidos por membros do clero foi uma sombra permanente sobre o Papa, que lhe procurou fazer frente apelando, por diversas vezes, à necessidade de justiça e de reparação, no seio da Igreja, em colaboração com as autoridades civis.
Em pleno Ano Sacerdotal, não esqueceria as vítimas – com quem se encontrou nas viagens a Malta e ao Reino Unido – nem os “bons sacerdotes” que tiveram de sofrer as consequências desta “humilhação”, como ele próprio referiu, escrevendo ainda aos seminaristas de todo o mundo, para lhes dizer que vale a pena querer ser padre católico nos dias de hoje.
Livro Luz do Mundo
Outro fato marcante foi a publicação de um livro-entrevista, «Luz do Mundo», resultante de uma conversa com o jornalista alemão Peter Seewald, que já antes entrevistara Joseph Ratzinger por duas vezes.
Para lá da polêmica provocada pelas declarações sobre o uso do preservativo na prevenção da AIDs, o registro inédito permitiu dar a conhecer Bento XVI e o seu pensamento sobre temas centrais para a Igreja e a sociedade.
Viagens
A primeira viagem internacional do ano teve como destino Malta (17-18 de Abril de 2010), onde o Papa lançou vários apelos ao respeito pelas raízes cristãs do país, uma mensagem que se estendia também à Europa.
De 11 a 14 de Maio, Bento XVI passou por Lisboa, Fátima e Porto, revelando capacidade de estar próximo das pessoas e de falar para lá das fronteiras da Igreja.
Se Portugal foi uma lição central para perceber o que pensa o Papa sobre o futuro da Igreja, a visita ao Reino Unido (16-19 de Setembro) mostra o que deseja da relação entre a comunidade crente e um mundo crescentemente secularizado.
Canonizações
Num ano em que canonizou seis novos Santos, é a beatificação do cardeal John Henry Newman (1801-1890) que melhor ilustra uma das batalhas centrais de Bento XVI: a busca de uma consciência aberta à verdade, que não funcione como uma instância meramente subjetiva e relativista.
Peregrinações e visitas
Em Santiago de Compostela e Barcelona (6-7 de Novembro), Joseph Ratzinger retomou as suas preocupações sobre a Europa do século XXI, progressivamente afastada da fé em Deus, escolhendo dois símbolos mundiais: os caminhos de peregrinação, na Galiza, e a basílica de Gaudí, na Catalunha.
Também dentro da Itália se viveram momentos significativos, com a visita pastoral a Turim (2 de Maio), diante do Santo Sudário, e viagem a Palermo, Sicília (3 de Outubro), onde Bento XVI não teve medo de criticar abertamente a Mafia.
Na Itália, o Papa passou também por Sulmona (4 de Julho) e Carpineto Romano (5 de Setembro).
A viagem ao Chipre (4-6 de Junho) funcionou como uma espécie de prelúdio para Sínodo dos Bispos para o Médio Oriente, que meses mais tarde levaria ao Vaticano as preocupações de várias comunidades ameaçadas pela pobreza, o fundamentalismo, a violência e a emigração em massa.
Liberdade religiosa
O tema da liberdade religiosa voltaria a estar em destaque na mensagem que o Papa escreveu para o Dia Mundial da Paz 2011, afirmando que os cristãos são as principais vítimas de perseguição por causa da fé, no mundo.
Publicação da exortação Verbum Domini
Em novembro, o Papa publicou a sua segunda exortação apostólica, intitulada «Verbum Domini» (Palavra do Senhor), na qual convida a Igreja e a sociedade atual à redescoberta de Deus.
Desafios
2010 conclui-se com um problema que não para de crescer: as tensões entre a Santa Sé e Pequim, que se configuram como um dos maiores desafios do actual pontificado.
Nomeações
No ano que agora se conclui, Bento XVI nomeou quatro novas presidências para a Cúria Romana e criou um novo Conselho Pontifício, criando ainda 24 novos cardeais.