segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Mt 14,13-21 - O milagre da partilha

LEITURA ORANTE


Iniciamos  a Leitura Orante, com todos os que se 
encontram junto à Palavra

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.  Amém.



1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos, atentamente, o texto: Mt 14,13-21- Jesus ensina a partilhar

Ao ser informado da morte de João, Jesus partiu dali e foi, de barco, para um lugar deserto, a sós. Quando as multidões o souberam, saíram das cidades e o seguiram a pé. Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se dele e disseram: "Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!" Jesus porém lhes disse: "Eles não precisam ir embora. Vós mesmos dai-lhes de comer!" Os discípulos responderam: "Só temos aqui cinco pães e dois peixes". Ele disse: "Trazei-os aqui". E mandou que as multidões se sentassem na relva. Então, tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção, partiu os pães e os deu aos discípulos; e os discípulos os distribuíram às multidões. Todos comeram e ficaram saciados, e dos pedaços que sobraram recolheram ainda doze cestos cheios. Os que comeram foram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

Compreendendo o texto
Sabendo da morte de João Batista, Jesus se retira. Afasta-se daquele lugar, mas não do povo. Ele ama o povo e está atento às suas necessidades. Por isso, diz o Evangelho, "as multidões souberam onde ele estava, vieram dos seus povoados e o seguiram por terra". Era "de tardinha", hora do jantar. Os discípulos sugerem a Jesus que mande o povo embora para comprar algo para comer. Era mais fácil, segundo os discípulos. E Jesus encontra uma saída diferente: "Deem vocês comida para eles". Neste texto aparecem dois tipos de sociedade: uma que tem como norma o comércio, a economia, o consumo (comprar e vender) e outra em que a prática é a da sociedade de irmãos (dar e partilhar). Na sociedade do comércio, os pobres não têm vez. Na segunda, ninguém é maior e melhor que o outro. Tudo é repartido. Na primeira sociedade a preocupação é multiplicar, aumentar lucros. Na segunda, a preocupação é dividir e que nada falte a ninguém. Jesus abençoou os pães, partiu-os e os deu aos discípulos para que distribuíssem às multidões. Todos comeram, ficaram satisfeitos e ainda encheram 12 cestos dos pedaços que sobraram. Um grande milagre! O banquete da vida!

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje? Preocupamo-nos em acumular, multiplicar? Ou somos daquela sociedade de Jesus em que o que se tem é colocado em comum? Será difícil? Pode ser. Nesta sociedade em que vemos a cada instante pessoas querendo ter mais, aparecer mais, ser o melhor e maior, em que se ignora as necessidades dos demais, torna-se mesmo difícil, mas não, impossível. Deus dá em abundância a todos. Depende do nosso coração estar aberto ou não para o irmão. Se há abertura, há também a bênção de Deus e abundância para todos.

Meditando
Os bispos em Aparecida afirmam: "A Igreja é comunhão no amor. Esta é sua essência através da qual é chamada a ser reconhecida como seguidora de Cristo e servidora da humanidade. O novo mandamento é o que une os discípulos entre si, reconhecendo-se como irmãos e irmãs, obedientes ao mesmo Mestre, membros unidos à mesma Cabeça e, por isso, chamados a cuidarem uns dos outros (1 Cor 13; Cl 3,12-14)" (DAp 161).

O papa Francisco nos ajuda a meditar:
"Repartir", "dar",  distribuir"
"Todos os grandes protagonistas da Bíblia – Abraão, Maria e o menino do Evangelho de hoje – mostram esta lógica da pequenez e do dom. A lógica do dom é muito diferente da nossa. Procuramos acumular e aumentar o que temos, mas Jesus pede-nos para dar, para diminuir. Gostamos de acrescentar, gostamos das adições; Jesus gosta das subtrações, de tirar algo para o dar a outros. Queremos multiplicar para nós; Jesus aprecia quando dividimos com os outros, quando partilhamos. É curioso que nos relatos da multiplicação dos pães nos Evangelhos, o verbo “multiplicar” nunca aparece. Pelo contrário, os verbos utilizados são de sinal oposto: “partir”, “dar”, “distribuir” (cf. v. 11; Mt 14, 19; Mc 6, 41; Lc 9, 16). 
A multiplicação de bens não resolve os problemas sem uma partilha justa. Vem-me à mente a tragédia da fome, que atinge particularmente os mais pequeninos.  Face a escândalos como estes, Jesus dirige-nos um convite, um convite semelhante ao que provavelmente recebeu o rapaz do Evangelho, que não tem nome e no qual todos nós nos podemos ver: “Coragem, dá o pouco que tens, os teus talentos, os teus bens, torna-os disponíveis para Jesus e para os teus irmãos. Não tenhas medo, nada se perderá, porque se partilhares, Deus divide. Expulsa a falsa modéstia de te sentires inadequado, confia. Acredita no amor, acredita no poder do serviço, acredita na força da gratuidade”. (Papa Francisco, 25 de julho 2021).

3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluímos  com a canção Tem gosto de Deus:

Tem gosto de Deus
O pão que a gente parte e reparte.
Tem gosto de céu
O pão que se ganhou com suor.
Tem gosto de paz
O pão que o povo não desperdiçou.

Tiveste pena do povo mandaste dar de comer
Alguém falou que era pouco tu nem
Quiseste saber. mandaste o povo sentar,
Mandaste alguém começar, alguém te
Obedeceu foi milagre, foi milagre, o milagre
Aconteceu!...

Tem gosto de amor
O pão que a gente come lá em casa.
Tem gosto de fé
O pão que a gente come no altar.
Tem gosto de luz
O pão e o vinho que me dão jesus!

Tem gosto de dor
O pão que vale mais que o salário.
Tem gosto de mel
O pão que o meu trabalho ganhou.
Tem gosto de fel
O grão de trigo que o país perdeu!

Rezamos  também a Oração de Jesus:

Pai nosso que estais nos céus,
Santificado seja o vosso nome.
Venha a nós o vosso Reino.
Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje.
Perdoai as nossas ofensas
Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido
E não nos deixeis cair em tentação,
Mas livrai-nos do mal. Amém.


4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Vamos cultivar nosso olhar de fé e renovar nossa consciência de Igreja, de família que vive o mandamento do amor. Vamos partilhar.

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.


                                           Irmã Patrícia Silva, fsp



sábado, 2 de agosto de 2025

Mt 14,1-12 – Testemunhas de fé

LEITURA ORANTE

Recordemos alguns mártires e 
a causa de seu martírio (São Pedro e São Paulo, Ir. Doroty, João Batista, os mártires do Rio Grande do Norte e tantos outros)

Preparamo-nos para a Leitura Orante, 
rezando com todos que se colocam diante da Palavra para rezar.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.


Oração ao Divino Espírito Santo
Vinde, Espírito Santo!
 Enchei os corações dos vossos fiéis e 
acendei neles o fogo do vosso amor. 
Enviai o vosso Espírito, e tudo será criado, 
e renovareis a face da terra.

Oremos: Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis 
com a luz do Espírito Santo, 
fazei que apreciemos retamente todas as coisas 
segundo o mesmo Espírito e 
gozemos sempre da sua consolação.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.


1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia? Lemos atentamente, o texto: Mt 14,1-12.
Relemos e destacamos  palavras e gestos.

Naquele tempo Herodes, o governador da Galileia, ouviu falar a respeito de Jesus. Então ele disse aos seus funcionários:
- Esse homem é João Batista, que foi ressuscitado. Por isso esse homem tem poder para fazer milagres. Pois Herodes tinha mandado prender João, amarrar as suas mãos e jogá-lo na cadeia. Ele havia feito isso por causa de Herodíades, esposa do seu irmão Filipe. Pois João Batista tinha dito muitas vezes a Herodes: "Pela nossa Lei você é proibido de casar com Herodíades!" Herodes queria matá-lo, mas tinha medo do povo, pois eles achavam que João era profeta. No dia do aniversário de Herodes, a filha de Herodíades dançou diante de todos, e ele gostou tanto, que prometeu à moça:
- Juro que darei tudo o que você me pedir! Seguindo o conselho da sua mãe, ela pediu:
Quero a cabeça de João Batista num prato, agora mesmo! O rei Herodes ficou triste, mas, por causa do juramento que havia feito na frente dos convidados, ordenou que o pedido da moça fosse atendido. E mandou que cortassem a cabeça de João Batista, na cadeia. Aí trouxeram a cabeça num prato, entregaram para a moça, e ela a levou para a sua mãe. Então os discípulos de João vieram, levaram o corpo dele e o sepultaram. Depois foram contar isso a Jesus.

Pensando no texto
Como aconteceu com Jesus, aconteceu com João Batista. Teve que se defrontar com os poderosos e testemunhar a verdade até com a própria vida. Que cena cruel, horrível, trazer a cabeça de João numa bandeja! Como se fosse um troféu de vitória. Vitória da paixão, do poder, da mentira, do egoísmo, do incesto, da vingança, dos baixos instintos! Repugnante! A vida humana servida durante um banquete, numa bandeja! É a ostentação do mal! No entanto, como Jesus, João Batista não se afastou do projeto de Deus. Só se submeteu a Deus e a ninguém mais. Foi verdadeiramente livre!

Outros textos repetem a crueldade. Recordamos apenas alguns mártires:

Quarenta Mártires do Brasil compõem um grupo de 40 jovens da Companhia de Jesus (entre 20 e 30 anos), 32 portugueses e 8 espanhóis, destinados às missões no Brasil em 1570.  Durante a viagem, sua nau foi interceptada nas Ilhas Canárias por navios de huguenotes, calvinistas franceses. Ao saberem que os tripulantes eram missionários católicos, atiraram-nos ao mar a 15 de Julho de 1570.

Os vinte e seis mártires do Japão foram um dos vários grupos de Mártires do Japão. Trata-se de um grupo de cristãos que foram crucificados na cidade japonesa de Nagasaki em 5 de Fevereiro de 1597, por ordem de Toyotomi Hideyoshi1, durante a perseguição ao cristianismo.

Perseguições aos cristãos vêm ocorrendo hoje em dezenas de países, como Irã, Uzbequistão, Maldivas, Sudão  e Eritreia, principalmente por parte de fundamentalistas islâmicos,  e também Coreia do Norte, e Cuba.

No dia 14 de agosto de 2014 o papa Francisco O Papa beatificou  em Seul, Coreia do Sul, os mártires Paulo Yun Ji-chung e 123 companheiros, mortos durante a perseguição contra os cristãos entre 1791 e 1888, perante centenas de milhares de pessoas.

Santa irmã morena, como era conhecida, Santa Bakhita nasceu no Sudão, em 1869. Santa Josefina, como muitos naquele tempo, viveu a dureza da escravidão.

Há 18 anos, Irmã Dorothy Stang foi assassinada, com seis tiros, um na cabeça e cinco ao redor do corpo, aos 73 anos de idade, no dia 12 de fevereiro de 2005, em uma estrada de terra de difícil acesso, a 53 quilômetros da sede do município de Anapu, no Estado do Pará, Brasil.
Segundo uma testemunha, antes de receber os disparos que lhe ceifaram a vida, ao ser indagada se estava armada, Ir. Dorothy afirmou «eis a minha arma!» e mostrou a Bíblia. Leu ainda alguns versículos das bem-aventuranças para aquele que logo em seguida a mataria.

O bispo de El Salvador,  Santo Oscar Romero, voz dos sem voz,  foi morto no dia 24 de março de 1980, enquanto celebrava a Missa.

Os mais recentes milhares de mártires da cruel guerra no Oriente Médio.
O papa Leão XIV reconheceu 174 mártires, entre os quais 50 fiéis franceses mortos em campos de extermínio nazistas na Segunda Guerra Mundial e cerca de 100 padres espanhóis vítimas da Guerra Civil Espanhola. Os mártires franceses reconhecidos em 20 de junho de 2025, morreram entre 1944 e 1945 pelo regime nazista por seu ministério e esforços de resistência sob a ocupação alemã.
Na visita à Argélia (Abril de 2026): O Papa Leão XIV visitou o Monumento dos Mártires (Maqam Echadid) em Argel. Encontrou a comunidade católica local na Basílica de Nossa Senhora da África, chamando-os de herdeiros de testemunhas que deram a vida por amor.
Leão XIV afirmou que "o sangue dos mártires é uma semente viva que nunca deixa de dar fruto", elogiando os cristãos que permanecem no continente. 

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós,  hoje?
Somos capazes de dar testemunho? Somos coerentes com a nossa fé? A nossa verdade é a verdade de Deus? Temos e nos submetemos a outras “verdades”? Deixamo-nos vencer pelos maus instintos, pela covardia, pela mentira, pelo mal?

Os bispos na Conferência de Aparecida lembraram: “Identificar-se com Jesus   Cristo é também compartilhar seu destino: “Onde eu estiver, aí estará também o meu servo” (Jo 12,26). O cristão vive o mesmo destino do Senhor, inclusive até a cruz: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, carregue a sua cruz e me siga” (Mc 8,34). Estimula-nos o testemunho de tantos missionários e mártires de ontem e de hoje em nossos povos que têm chegado a compartilhar a cruz de Cristo até a entrega de sua vida. ”(DAp 140)

3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Vamos rezar  espontaneamente, lembrando mártires e pedindo sua intercessão.
Depois, podemos rezar Salmo 68

Refrão.: No tempo favorável, escutai-me, ó Senhor!
1.    - Retirai-me deste lodo, pois me afundo! Libertai-me, ó Senhor, dos que me odeiam / e salvai-me destas águas tão profundas! / Que as águas turbulentas não me arrastem, não me devorem violentos turbilhões / nem a cova feche a boca sobre mim! – R.
2.     
3.    - Pobre de mim, sou infeliz e sofredor! / Que vosso auxílio me levante, Senhor Deus! / Cantando, eu louvarei o vosso nome / e, agradecido, exultarei de alegria! – R.
4.     
5.    - Humildes, vede isto e alegrai-vos: o vosso coração reviverá / se procurardes o Senhor continuamente! / Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres / e não despreza o clamor de seus cativos. – R.
V
Vídeo: Pai Nosso dos Mártires - Verbo Filmes  https://www.youtube.com/watch?v=_ie2I-blUGc

4.Contemplação (Vida e Missão)

Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Sentimo-nos discípulos/as de Jesus.
Nosso olhar deste dia será iluminado pela presença de Jesus Cristo, e pelo esforço de testemunhá-lo no meio em que estamos, mesmo enfrentando desafios.

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

                                               Irmã Patrícia Silva, fsp



sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Mt 13,54-58 - O filho do carpinteiro

LEITURA ORANTE


Iniciemos a  Leitura Orante, rezando:

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Espírito de verdade,
a ti consagro a mente e meus pensamentos:
ilumina-me.
Que eu conheça Jesus Mestre
e compreenda o seu Evangelho.

1. Leitura (Verdade)
Façamos a Leitura do texto do dia:
Mt 13,54-58, e observemos as pessoas, palavras, relacionamentos, lugares. Diz o texto:

Jesus voltou para a cidade de Nazaré, onde ele tinha morado. Ele ensinava na sinagoga, e os que o ouviam ficavam admirados e perguntavam:
- De onde vêm a sabedoria dele e o poder que ele tem para fazer milagres? Por acaso ele não é o filho do carpinteiro? A sua mãe não é Maria? Ele não é irmão de Tiago, José, Simão e Judas? Todas as suas irmãs não moram aqui? De onde é que ele consegue tudo isso? Por isso ficaram desiludidos com ele.
Mas Jesus disse:
- Um profeta é respeitado em toda parte, menos na sua terra e na sua casa. Jesus não pôde fazer muitos milagres ali porque eles não tinham fé.

Compreendendo o Texto
Jesus está na cidade onde havia sido criado: Nazaré.
Ensina na sinagoga – casa de oração do seu povo - e todos se admiram com sua sabedoria.
É a prova de que Jesus é o Filho de Deus e não apenas filho do carpinteiro, José.
Seus conterrâneos, talvez por baixa auto-estima, mas sobretudo, pela falta de fé, questionam a origem da autoridade dele: “De onde vem a sabedoria dele e o seu poder?” Não conseguem compreender que um conhecido deles seja Filho de Deus. E o rejeitam.. O Mestre vive uma experiência semelhante à dos profetas que também foram rejeitados, desprezados, até mortos de forma cruel. “Porque eles não tinham fé”, Jesus, não pode fazer ali, em Nazaré, muitos milagres.

2. Meditação (Caminho
O que o texto diz para nós, hoje?
Qual palavra mais nos toca o coração?
São muitas, mas nos detemos na última expressão: “Jesus não pode fazer muitos milagres ali porque eles não tinham fé”.
Atualizando: hoje, o que podemos pensar?

O Papa Bento XVI, na abertura da Conferência de Aparecida, disse que, vive-se, atualmente, uma cultura "líquida", ou seja, dissolve-se a relação com Deus: “Vivemos uma mudança de época, e seu nível mais profundo é o cultural. Dissolve-se a concepção integral do ser humano, sua relação com o mundo e com Deus; “aqui está precisamente o grande erro das tendências dominantes do último século... Quem exclui Deus de seu horizonte, falsifica o conceito da realidade e só pode terminar em caminhos equivocados e com receitas destrutivas” (Bento XVI, Discurso Inaugural). (DAp 44).

Compreendemos porque em nossa vida também não acontecem muitos milagres? Temos uma fé fraca, queremos que tudo seja provado, justificado, da forma como pensamos. Não aceitamos o diferente, que o projeto de Deus seja diferente do nosso. Temos dificuldade em aceitar verdades das pessoas com quem convivemos, iguais a nós. 

3.Oração (Vida) 
O que o texto nos leva a dizer a Ele?
Rezamos, agora, o Salmo 68.

Respondei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor.

1. Mais numerosos que os cabelos da cabeça / são aqueles que me odeiam sem motivo; / meus inimigos são mais fortes do que eu; / contra mim eles se voltam com mentiras! / Por acaso poderei restituir / alguma coisa que de outros não roubei? – R.

2. Por vossa causa é que sofri tantos insultos / e o meu rosto se cobriu de confusão; / eu me tornei como um estranho a meus irmãos, / como estrangeiro para os filhos de minha mãe. / Pois meu zelo e meu amor por vossa casa / me devoram como fogo abrasador; / e os insultos de infiéis que vos ultrajam / recaíram todos eles sobre mim! – R.

3. Por isso elevo para vós minha oração / neste tempo favorável, Senhor Deus! / Respondei-me pelo vosso imenso amor, / pela vossa salvação que nunca falha! – R.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual o nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso novo olhar é para ver além das aparências e 
reconhecer a presença de Deus nas pessoas e nas coisas mais simples.
Palavras para lembrar durante o dia: 
Jesus é o Filho de Deus e do carpinteiro

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.


                                          Irmã Patrícia Silva, fsp

quinta-feira, 31 de julho de 2025

Mt 13,47-53 - O Reino dos céus é como a rede



LEITURA ORANTE

Preparamo-nos para a Leitura Orante, 
rezando com todos que rezam a Palavra
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Trindade Santíssima
- Pai, Filho, Espírito Santo -
presente e atuante na Igreja e na profundidade do meu ser.
Eu vos adoro, amo e agradeço.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente, na Bíblia,  o texto Mt 13,47-53, e observamos as recomendações de Jesus.

O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que pegou peixes de todo tipo. Quando ficou cheia, os pescadores puxaram a rede para a praia, sentaram-se, recolheram os peixes bons em cestos e jogaram fora os que não prestavam. Assim acontecerá no fim do mundo: os anjos virão para separar os maus dos justos, e lançarão os maus na fornalha de fogo. Aí haverá choro e ranger de dentes. Entendestes tudo isso? – “Sim”, responderam eles. Então ele acrescentou: “Assim, pois, todo escriba que se torna discípulo do Reino dos Céus é como um pai de família, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”. Quando Jesus terminou de contar essas parábolas, partiu dali.

Refletindo
Jesus diz que o Reino é como uma rede lançada ao mar. Deve pescar tudo que for possível. Não importa a qualidade. Não compete aos pescadores julgar. Jesus fala que no final virão anjos para separar justos dos maus. E, no final, Jesus compara os escribas aos pescadores ou, ao pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas. O pai de família "tira" todas as coisas. Não as descarta.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, para nós, hoje?
Não é permitido julgar pelas aparências. Os líderes sabem distinguir isso. Porém, há chefes que podem confundir e descartar, jogar fora "peixes bons". A ideia da rede lembra a globalização, lembra solidariedade.

Atualizando
O texto nos faz recordar o que disseram os bispos em Aparecida: "Uma globalização sem solidariedade afeta negativamente os setores mais pobres. Já não se trata simplesmente do fenômeno da exploração e opressão, mas de algo novo: a exclusão social. Com ela a pertença à sociedade na qual se vive fica afetada na raiz, pois já não está abaixo, na periferia ou sem poder, mas está fora. Os excluídos não são somente "explorados", mas "supérfluos" e "descartáveis". (DAp 65).

3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos, espontaneamente, com outras orações e 
 concluímos com o 
Salmo 145

Feliz quem se apoia em Deus!

1.    - Bendize, minha alma, ao Senhor! Bendirei ao Senhor toda a vida, / cantarei ao meu Deus sem cessar! – R.
2.     
3.    - Não ponhais vossa fé nos que mandam, / não há homem que possa salvar. / Ao faltar-lhe o respiro, ele volta  para a terra de onde saiu; / nesse dia seus planos perecem. – R.

- É feliz todo homem que busca  seu auxílio no Deus de Jacó / e que põe no Senhor a esperança. / O Senhor fez o céu e a terra, / fez o mar e o que neles existe. – R.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual é agora o nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso novo olhar é de inclusão de todos, considerando a globalização com a condição ética de pôr tudo a serviço a pessoa humana, imagem e semelhança de Deus.

Bênção Bíblica

O Senhor o abençoe e guarde!
O Senhor lhe mostre seu rosto brilhante e tenha piedade de você!
O Senhor lhe mostre seu rosto e lhe conceda a paz!' (Nm 6,24-27).
Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

                                        Irmã Patrícia Silva, fsp