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domingo, 23 de agosto de 2026

Mt 16,13-20 – Jesus pergunta: Para vocês, quem sou? - 21º DTC - 23/08/2026


Para o Papa Leão XIV, Jesus Cristo é o único e verdadeiro Salvador do mundo, o Filho do Deus vivo e a revelação definitiva do amor divino. O Papa reforça que Jesus não é apenas um líder carismático ou um "super-homem" histórico, mas o próprio Deus que se faz próximo da humanidade



Preparamo-nos para a Leitura Orante,
rezando, com todos que se colocam em torno da Palavra:

Espírito de verdade,
a ti consagro a mente 
e meus pensamentos: ilumina-me.
Que eu conheça Jesus Mestre 
e compreenda o seu Evangelho.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida,
tem piedade de nós.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o texto Mt 16,13-19, observando o testemunho de fé dos Apóstolos.


 Evangelho de Jesus Cristo escrito por  Mateus 

13 Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e aí perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14 Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros, ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15 Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16 Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17 Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18 Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19 Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. 20 Jesus, então, ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Messias.

Compreendendo o texto
Simão declara que Jesus é o Filho do Deus vivo. Jesus confirma, declarando a missão de Pedro, o Primado na Igreja: “Você é Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e nem a morte poderá vencê-la. Eu lhe darei as chaves do Reino do Céu; o que você proibir na terra será proibido no céu, e o que permitir na terra será permitido no céu”. Jesus se propõe construir a Igreja que não é simplesmente um prédio, mas é uma nova comunidade. Esta comunidade ou Igreja é do domínio de Jesus. Ele diz: “construirei a minha Igreja”. E Pedro tem nela uma missão de mediação: terá “as chaves”. Terá o poder de abrir e fechar as portas, ligar e desligar, terá o poder de julgar, perdoar e proibir o que não é conforme o projeto do Reino de Jesus.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
A pergunta de Jesus é também para nós: “Quem dizem que eu sou? E você? Quem sou para você?” Estas perguntas merecem uma profunda reflexão de nossa parte e uma resposta coerente e sincera.

 Vejamos que resposta bonita deram os bispos em Aparecida: 
“Jesus Cristo é a plenitude da revelação de Deus, um tesouro incalculável, a “pérola preciosa” (cf. Mt 13,45-46). Verbo de Deus feito carne, Caminho, Verdade e Vida dos homens e das mulheres aos quais abre um destino de plena justiça e felicidade.” (DAp 6).

O Papa Francisco falava  dos dois Apóstolos:

Seguimento - Os dois Apóstolos responderam a esta pergunta de modo diferente. A resposta de Pedro poderia se resumir em uma palavra: seguimento. Pedro largou tudo para ir atrás do Senhor. E o Evangelho sublinha que foi “imediatamente”, não disse a Jesus que iria pensar, fazer cálculos para ver se lhe convinha, não apresentou desculpas para adiar a decisão, mas deixou as redes e O seguiu. Haveria de descobrir tudo dia após dia, no seguimento de Jesus. Aquela anotação “imediatamente”, acrescentou o Papa, vale também para nós: se há tantas coisas na vida que podemos adiar, o seguimento de Jesus não pode ser uma delas. E atenção! Pois algumas desculpas aparecem disfarçadas de espiritualidade, como “não sou digno”, “não sou capaz”. Para Francisco, são artimanhas do diabo, que nos rouba a confiança na graça de Deus. A lição de Pedro, portanto, é: devemos nos desprender de nossas seguranças terrenas, imediatamente, e seguir Jesus todos os dias. 

Anúncio - Já a resposta de Paulo se resume na palavra anúncio. No caminho de Damasco, Jesus foi ao seu encontro e cegou-o com a sua luz, ou melhor, graças àquela luz, Saulo deu-se conta de quanto era cego. Assim, consagra a sua vida a percorrer terra e mar, cidades e aldeias, para anunciar Jesus Cristo.

Portanto, à pergunta “quem é Jesus para mim”, Paulo não responde com uma religiosidade intimista, mas com a inquietação de levar o Evangelho aos outros. Também hoje, observou o Papa, a Igreja tem necessidade de colocar o anúncio no centro, que não se cansa de repetir: “Ai de mim se eu não evangelizar”. Uma Igreja que precisa anunciar como necessita de oxigênio para respirar. Francisco exortou os fiéis a se inspirarem nos Apóstolos Pedro e Paulo para crescer como Igreja do seguimento, como Igreja humilde que nunca dá por terminada a busca do Senhor, tornando-se simultaneamente uma Igreja aberta, que encontra a sua alegria não nas coisas do mundo, mas no anúncio do Evangelho ao mundo. (Papa Francisco, 29 junho 2023).

É assim que o acolhemos e o proclamamos com a nossa vida?

 3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezemos com São Paulo VI:

Senhor, creio em Ti. Eu quero crer em Ti.
Senhor, faze que minha fé seja plena, sem reservas e que penetre  minha inteligência e  meu modo de julgar as realidades divinas e humanas.

Senhor, faze que minha fé seja livre, isto é, que tenha a minha adesão pessoal, aceite as renúncias e os deveres que ela impõe e seja a última instância decisiva de minha pessoa. 

Creio em Ti, Senhor.

Senhor, faze que minha fé seja operante e dê à caridade os motivos de sua atuação, de sorte que a caridade seja verdadeira amizade contigo, busca contínua de Ti, contínuo testemunho, contínuo alimento de esperança nas obras, nos sofrimentos, na expectativa da revelação final.

Senhor, faze que minha fé seja humilde e não pretenda apoiar-se na experiência de meu pensamento, mas que se entregue ao testemunho do Espírito Santo. Amém.

Ouvir a Canção: Jesus é luz - Pe. Zezinho, scj

Jesus é luz
Brilhante luz do céu
Jesus é paz
Inquieta e doce paz de Deus
Jesus é Deus
Quem vê a vida iluminado pela luz que é Jesus
Não anda em trevas
Tropeça menos
Também se torna luz

Por isso eu pus a minha luz
Na luz imensa de Jesus
Por isso eu pus a minha paz
Na paz imensa de Jesus
E depois disso eu já não temerei, não temerei
Não temerei a escuridão, a escuridão
Jesus é minha luz
Jesus é minha luz

Por isso eu pus a minha luz
na luz imensa de Jesus
Por isso eu pus a minha paz
na paz imensa de Jesus
e depois disso eu já não temerei, não temerei
não temerei a escuridão, a escuridão
Jesus é minha luz
Jesus é minha luz

Jesus é minha luz!


4. Contemplação (Vida/ Missão)
- Qual o nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso novo olhar será para priorizar Deus em nossa vida. Como os apóstolos, somos discípulos missionários de Jesus Cristo. Somos Igreja em saída. Queremos testemunhar e anunciar Jesus Cristo.

Bênção 

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém. 
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém. 
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém. 
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

                      Ir. Patrícia Silva, fsp
                                                          


 


sábado, 21 de março de 2026

Jo 7,40-53. - Ninguém jamais falou como Ele!

LEITURA ORANTE


Entramos, neste momento, 
no nosso espaço sagrado de oração, 
que agora é sua casa, seu escritório, aí onde você está.

Começamos, invocando o Espírito Santo:

Vinde  Espírito de Deus,
 iluminai-nos
Queremos abrir nossos corações
para acolher os desafios
que o Senhor vai nos apresentar hoje.
Peçamos que o Senhor ponha seu coração no nosso:
Senhor, põe teu coração no meu

Hino  
Ó Cristo, sol de justiça,
brilhai nas trevas da mente.
Com força e luz, reparai
a criação novamente.

 Dai-nos, no tempo aceitável,
um coração penitente,
que se converta e acolha
o vosso amor paciente.


 A penitência transforme
tudo o que em nós há de mal.
É bem maior que o pecado
o vosso dom sem igual.


 Um dia vem, vosso dia,
e tudo então refloresce.
Nós, renascidos na graça,
exultaremos em prece.


A vós, Trindade clemente,
com toda a terra adoramos,
e no perdão renovados
um canto novo cantamos.

 Leitura (Verdade)
Preparamo-nos para a Leitura Orante, rezando ou cantando:
"Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra,
inunda meu ser, permanece em nós" (bis)

- O que a Palavra diz?
Lemos atentamente,  João no capítulo  7.

 Ao ouvirem as palavras de Jesus, algumas pessoas da multidão diziam: “Este é, verdadeiramente, o Profeta”.  Outros diziam: “Ele é o Messias”. Mas alguns objetavam: “Porventura o Messias virá da Galileia?  Não diz a Escritura que o Messias será da descendência de Davi e virá de Belém, povoado de onde era Davi?” Assim, houve divisão no meio do povo por causa de Jesus.  Alguns queriam prendê-lo, mas ninguém pôs as mãos nele.  Então, os guardas do templo voltaram para os sumos sacerdotes e os fariseus, e estes lhes perguntaram: “Por que não o trouxestes?”  Os guardas responderam: “Ninguém jamais falou como este homem”.  Então, os fariseus disseram-lhes: “Também vós vos deixastes enganar?  Por acaso algum dos chefes ou dos fariseus acreditou nele?  Mas essa gente que não conhece a lei é maldita!” Nicodemos, porém, um dos fariseus, aquele que se tinha encontrado com Jesus anteriormente, disse:  “Será que a nossa lei julga alguém antes de o ouvir e saber o que ele fez?”  Eles responderam: “Também tu és galileu, porventura? Vai estudar e verás que da Galileia não surge profeta”. E cada um voltou para sua casa. 

Compreendendo o texto
Aqui aparecem muitas pessoas, guardas, 
sacerdotes e fariseus. Entre eles, 
Nicodemos, considerado "Mestre em Israel".
Alguns consideram Jesus "o Profeta", outros "o Messias". 
Outros duvidam porque Jesus vinha de Nazaré da Galileia, enquanto o Messias deveria vir de Belém, na Judeia. 
Começam a se dividir e alguns querem prendê-lo.
Jesus não julga nem condena ninguém. 
São as pessoas que, a partir de suas escolhas, se posicionam a favor ou contra ele.
Nicodemos convida o Sinédrio ao bom senso lembrando que a Lei não permitia condenar uma pessoa sem ouvi-la primeiro. 
O Sinédrio prefere julgar apenas pela origem de Jesus e não, pela sua pessoa. 
Para eles, da Galileia, ou seja, dos pobres e marginalizados, nada de bom se pode esperar. 
Nicodemos, o "Mestre em Israel", é tratado como ignorante e desprezado. 
Se aceitar Jesus, deverá se afastar do Sinédrio.

Meditação (Caminho)

- O que a Palavra diz para nós?
Onde nos posicionamos ou nos situamos? A favor de Jesus? Ou contra? Jesus é para nós o Messias, o Profeta ou o Filho de Deus? Com que personagens nos identificamos? Com o povo? Com os doutores da Lei? Com os fariseus? Ou com Nicodemos? Temos preconceitos em relação às pessoas considerando-as pela sua origem e não pelo que elas são? 
Fazemos um breve momento de silêncio para nos examinar. 

 Oração (Vida)
- O que a Palavra nos leva a dizer a Deus?
Rezamos com toda Igreja, o Pai Nosso

  
 Contemplação(Vida/ Missão)
- Qual o nosso novo olhar,  a partir da Palavra?
Nosso novo olhar, a partir desta oração é de reconhecimento de Jesus como Filho do Deus vivo. Ele é o Mestre, Verdade, Caminho e Vida.  Confiaremos mais em meu Deus. Ele está no nosso barco.
Recebamos, agora, a bênção.

Bênção 

Senhor, nosso Deus, concedei-nos nesta quaresma a graça da conversão e da reconciliação por meio da oração, da penitência e da caridade. Dai-nos a graça de aprender convosco a  ser livres para amar, acolhendo a vida como dom e compromisso, valorizando e defendendo a vida, especialmente onde ela se encontra mais fragilizada e sofrida. Isto vos pedimos, em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.


Ir. Patricia Silva, fsp



 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Mt 1,1-17 - Jesus faz parte. Está dentro da história!

LEITURA ORANTE

A todos que  estão chegando para este encontro, Graça e Paz!


Canção do Advento
Ó vem, Senhor, não tardes mais!
Vem saciar nossa sede de Paz!  
  1.   Ó vem, como chega a brisa do vento,
Trazendo aos pobres justiça e bom tempo!  
2.   Ó vem, como chega a chuva no chão  
Trazendo fartura de vida e de pão!  
3.   Ó vem, como chega a luz que faltou  
Só tua palavra nos salva Senhor!  
4.   Ó vem, como chega a carta querida  
Bendito carteiro do Reino da Vida!  
5.   Ó vem, como chega o filho esperado  
Caminha conosco Jesus Bem amado!  
6.   Ó vem, como chega o Libertador  
Das mãos do inimigo nos salva Senhor

Ó Sabedoria do Altíssimo, que tudo determina, com doçura e com vigor:
oh, vem nos ensinar o caminho da prudência! 

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o texto  Mt 1,1-17.

Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – 1 Livro da origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. 2 Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacó; Jacó gerou Judá e seus irmãos. 3 Judá gerou Farés e Zara, cuja mãe era Tamar. Farés gerou Esrom; Esrom gerou Aram; 4 Aram gerou Aminadab; Aminadab gerou Naasson; Naasson gerou Salmon; 5 Salmon gerou Booz, cuja mãe era Raab. Booz gerou Obed, cuja mãe era Rute. Obed gerou Jessé. 6 Jessé gerou o rei Davi. Davi gerou Salomão, daquela que tinha sido a mulher de Urias. 7 Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa; 8 Asa gerou Josafá; Josafá gerou Jorão; Jorão gerou Ozias; 9 Ozias gerou Jotão; Jotão gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias; 10 Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amon; Amon gerou Josias. 11 Josias gerou Jeconias e seus irmãos, no tempo do exílio na Babilônia. 12 Depois do exílio na Babilônia, Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel; 13 Zorobabel gerou Abiud; Abiud gerou Eliaquim; Eliaquim gerou Azor; 14Azor gerou Sadoc; Sadoc gerou Aquim; Aquim gerou Eliud; 15Eliud gerou Eleazar; Eleazar gerou Matã; Matã gerou Jacó. 16 Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo. 17 Assim, as gerações desde Abraão até Davi são quatorze; de Davi até o exílio na Babilônia, quatorze; e do exílio na Babilônia até Cristo, quatorze. 

Compreendamos o texto
Esta é a genealogia de Jesus ou, sua árvore genealógica. Faz parte também da sua identidade. O objetivo da descrição de Mateus é apresentar Jesus inserido dentro da história humana que, com sua vinda, enviado pelo Pai, se torna história de salvação. Entre tantos nomes, encontramos também pessoas cuja vida não era recomendável, gente não muito justa no trato com os demais. É no meio desta gente que Jesus nasce e vive, como um grande dom do Pai para a salvação de todos.

2. Meditação (Caminho)

O que o texto diz para nós, hoje?

Meditemos
Recordemos aqui, as palavras do Papa Bento XVI na abertura da V Conferência dos bispos da América Latina e do Caribe: 
Comuniquem por toda parte, transbordando de gratidão e alegria, o dom do encontro com Jesus Cristo. Não temos outro tesouro a não ser este. Não temos outra felicidade nem outra prioridade senão a de sermos instrumentos do Espírito de Deus na Igreja, para que Jesus Cristo seja encontrado, seguido, amado, adorado, anunciado e comunicado a todos, não obstante todas as dificuldades e resistências. Este é o melhor serviço – seu serviço! – que a Igreja tem que oferecer às pessoas e nações”. (DAp 14).

3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluímos com a

 Oração do Anjo

- O Anjo do Senhor anunciou a Maria.

- E Ela concebeu do Espírito Santo.
Ave Maria…

- Eis aqui a escrava do Senhor.

- Faça-se em mim segundo a vossa Palavra.
Ave Maria…

- E o Verbo Divino se fez Homem

-  E habitou entre nós.
Ave Maria…

- Rogai por nós Santa Mãe de Deus.

-  Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos

Infundi, Senhor, em nossos corações a vossa graça, a fim de que, conhecendo pelo anúncio do Anjo,  a Encarnação de Cristo, vosso Filho, cheguemos pela sua Paixão e Morte na Cruz,  à glória da ressurreição. Pelo mesmo Cristo, nosso Senhor. Amém.
Glória ao Pai, .....

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso novo olhar é de busca e acolhimento do dom de Deus para cada instante do nosso dia, e de agradecimento pela presença de Jesus na nossa história.


Bênção de Natal do Papa Francisco
Iluminado pela esperança evangélica que provém da gruta humilde de Belém, 
invoco os dons natalícios da alegria e da paz para todos: 
para as crianças e os idosos, 
para os jovens e as famílias, 
para os pobres e os marginalizados. 
Nascido para nós, 
Jesus conforte quantos suportam a prova da doença e da tribulação; 
sustente aqueles que se dedicam ao serviço dos irmãos mais necessitados. 
Em nome do Pai...

Irmã Patrícia Silva, fsp









sábado, 21 de junho de 2025

Lc 9,18-24 – Quem é Jesus para você? - 12º Domingo do Tempo Comum - 22 de junho



- A nós, a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

Preparamo-nos para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre, que dissestes:
"Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome,
eu aí estarei no meio deles",
ficai conosco,
aqui reunidos (pela grande rede da internet),
para melhor meditar
e comungar com a vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade:
iluminai-nos, para que melhor compreendamos
as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho:
fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.
Sois a Vida:
transformai nosso coração em terra boa,
onde a Palavra de Deus produza frutos
abundantes de santidade e missão.
(Bv. Alberione)

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o texto: Lc 9,18-24, e observamos pessoas, palavras, relações, lugares.
Certa vez Jesus estava sozinho, orando, e os discípulos chegaram perto dele. Então ele perguntou:
- Quem o povo diz que eu sou?
Eles responderam:
- Alguns dizem que o senhor é João Batista; outros, que é Elias; e outros, que é um dos profetas antigos que ressuscitou.
- E vocês? Quem vocês dizem que eu sou? - perguntou Jesus.
Pedro respondeu:
- O Messias que Deus enviou.
Então Jesus proibiu os discípulos de contarem isso a qualquer pessoa. E continuou:
- O Filho do Homem terá de sofrer muito. Ele será rejeitado pelos líderes judeus, pelos chefes dos sacerdotes e pelos mestres da Lei. Será morto e, no terceiro dia, será ressuscitado.
Refletindo
Quando Jesus pergunta sobre sua identidade, devido à convivência com Ele, os discípulos já têm uma ideia formada. Ouviram tanta coisa, viram muitas outras, sentiram a presença do Mestre, conviveram com ele, pode-se dizer: “fizeram a experiência de Deus” . Não há mais dúvida. Pedro fala em nome de todos com sua forte expressão de fé: “És o Messias!” A partir disso, Jesus se faz mais íntimo: fala de seu futuro sofrimento, de sua morte e ressurreição.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
A fé em Jesus Cristo que vivemos é para ser comunicada. 
Meditando
Como dizem os bispos da América Latina:
“Desejamos que a alegria que recebemos no encontro com Jesus Cristo, a quem reconhecemos como o Filho de Deus encarnado e redentor, chegue a todos os homens e mulheres feridos pelas adversidades; desejamos que a alegria da boa nova do Reino de Deus, de Jesus Cristo vencedor do pecado e da morte, chegue a todos quantos jazem à beira do caminho, pedindo esmola e compaixão (cf. Lc 10,29-37; 18,25-43). (DAp 32).

3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Para o Padre Zezinho, scj, Jesus é Luz. Ouçamos e cantemos com ele:

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Vamos olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vamos buscar ver Jesus nas pessoas como Ele se apresenta: Luz, Paz, Vida, Ressurreição, Pastor....

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp



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Texto para ajudar a refletir sobre "seguimento de Jesus"
 Texto do Pe. Adroaldo Palaoro, sj 


“...quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará” (Lc 9,24)

Depois do percurso quaresmal e pascal, a liturgia nos situa novamente no chamado “Tempo Comum”; trata-se de um percurso contemplativo que nos convoca a fazer caminho com Jesus, realizando sua missão e preparando a comunidade dos seus seguidores. Tendo os olhos fixos n’Ele, viveremos uma longa aprendizagem, deixando que o Mestre da Galileia faça emergir o que é mais nobre e humano de nosso interior. Tempo de seguimento e identificação com Aquele que foi “humano” na sua radicalidade.

No evangelho deste domingo, Jesus deixa claro, para todos nós, o preço do seguimento. Responder à pergunta – “quem dizeis que eu sou? – implica identificação com seu modo de ser e viver. Sua proposta de vida, sua liberdade diante das leis e tradições, seu compromisso com os últimos, sua relação com o Pai... vão provocar conflitos com aqueles que estão “petrificados” em seu modo de viver. E aqueles(as) que se identificam com Ele também vão encontrar oposições, incompreensão e perseguições.

Por isso, ao convidar seus discípulos e discípulas a segui-lo, foi taxativo: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz cada dia, e siga-me”

Que significa “renunciar a si mesmo” - “tomar a cruz de cada dia”? Será que ele veio “complicar” nossa vida com mais peso, mortificação, sofrimento...? Esta afirmação de Jesus parece estar em contradição com outra afirmação encontrada em Mateus: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso”. “Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11,28-30).

Na vida e missão de Jesus encontramos duas grandes paixões: a primeira, é a paixão pela vida, pelo Reino, pelo compromisso em favor dos mais pobres e excluídos. Em sintonia com o Pai, esta paixão é expressão de uma opção, assumida fielmente por Jesus até o fim.

A segunda paixão é a da “cruz”, imposta pelos poderes religiosos e civis. É a cruz patíbulo, instrumento de tortura, imposta pelos romanos àqueles que ousavam contrariar seu domínio. Ela não é fruto da opção de Jesus e nem do plano do Pai. É a visibilização da violência, do ódio, do fechamento frente à proposta de vida revelada por Jesus.

No grego, “cruz” é “staurós” e significa: prontidão, estar preparado, mobilizado, firme, sólido, estar de pé, ser fiel até o fim...

Jesus não buscou a cruz do sofrimento, o patíbulo, a morte violenta... Ele buscou o “staurós”, ou seja, a cruz da fidelidade, da vida comprometida. Nesse sentido, a “staurós-cruz” é vida aberta, expansiva, oblativa, vida descentrada em favor dos outros. Ela não é um evento, mas um modo de viver, pois perpassa toda a vida de Jesus. “Cruz-staurós” é vivida a partir de uma causa: o Reino.

Assim entendemos a afirmação de Jesus no evangelho deste domingo: “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua ‘cruz-staurós’ cada dia e siga-me” (Lc 9,23). Significa esvaziamento do próprio “ego” para viver em sintonia com os outros, sobretudo com os mais sofredores.

Infelizmente, a história da espiritualidade confundiu “cruz-patíbulo” com “cruz-staurós” e acabou gerando uma espiritualidade do sofrimento, da mortificação, da penitência... como se isso fosse agradável a Deus.

Privilegiou-se a “cruz da dor” desligada da “cruz da vida”, do compromisso com o Reino. Tudo isso desembocou numa vivência cristã intimista, farisaica, descompromissada...

Sabemos que o(a) seguidor(a) de Jesus, quando vive a fidelidade à “cruz-staurós”, por causa do Reino, pode encontrar a perseguição, oposição e morte, como o próprio Jesus. Mas Jesus assumiu também a “cruz-patíbulo” e revelou sua máxima solidariedade com todos os crucificados da história. Por isso, esta “cruz” assumida é também visibilização da salvação.

Nesse sentido, a cruz de Jesus e dos seus seguidores não é um “peso morto”; ela tem sentido porque é consequência de uma opção radical em favor do Reino e da vida. Assim, a cruz não significou passividade e resignação; ela concentrou, radicalizou e condensou o significado de uma vida vivida por Jesus na fidelidade ao Pai, que quer que todos vivam intensamente.  

“Jesus morreu de vida”: de bondade e de esperança lúcida, de solidariedade alegre, de compaixão ousada, de liberdade arriscada, de proximidade curadora...

Tanta radicalidade nos surpreende. De fato, hoje, em nossa sociedade, escutamos expressões totalmente contrárias: “cuide-se”, “seja você mesmo”, “aproveite a vida”, “seja o primeiro” ...

São expressões de uma vida centrada no próprio “ego”, ou, “ego-latria”. Tal idolatria reside no próprio interior. O coração humano é uma fábrica de ídolos; há ídolos internos que emergem e que desumanizam, pois rompem todo vínculo e quebram toda relação.

Jesus, em seu convite ao seguimento, nos pediu a “renúncia” de um ídolo especialmente perigoso e sutil: nosso “ego”. Exigiu-nos esquecer dele, negá-lo, não lhe prestar culto, não nos colocar a seu serviço...

Nosso ídolo interior, nosso “ego”, exige culto, sacrifícios, seguidores que lhe sirvam. Por isso, nos agrada que nos louvem, que nos coloquem num pedestal, que nos incensem.

Mas, quando alguém entra no fluxo desta falsa “liturgia”, brotam, imediatamente o veneno do desprezo, da do ódio, da violência, do autoritarismo...

Quando Jesus propõe “renunciar a si mesmo”, na realidade está dizendo: “renuncie a si mesmo como ídolo!”. Ele desmascara essa tendência dia-bólica que nos habita. Quantas vezes nos surpreendemos sendo nós mesmos nossa principal preocupação! Frequentemente nos tornamos o centro, fazendo que tudo gire em torno ao nosso próprio “ego”. Habituamos a nos aproximar das pessoas que nos agradam, que nos bajulam, que compartilham nossos apegos desordenados, que nos dão a razão em tudo, que engordam nosso “ego”.

A partir de nossa ego-latria, vamos criando e alimentando muitos outros ídolos externos, que minam as nossas forças, matam nossa criatividade e esvaziam todo espírito solidário: a busca do poder, da riqueza, da fama, da conquista... Tudo isso nos faz entrar no círculo de morte e destruição de nós mesmos.

A destruição dos ídolos começa por nós mesmos, esvaziando o ídolo de nosso ego. “Renunciar a si mesmo” não é renunciar o que é mais belo que temos recebido: uma personalidade com características únicas, uma liberdade admirável com capacidade criativa, um espírito compassivo e solidário, uma capacidade de relação gratuita... O que Jesus pretende é tirar nosso “ego” de seu recinto individualista e nos situar no amplo espaço do Reino de Deus. Podemos expressar isso numa linguagem tomada da ciência ecológica: Jesus nos chama a abandonar nosso “ego-sistema” para transladar-nos ao “eco-sistema” de seu Reino.

A identificação com Jesus no seu seguimento requer assumir um processo de “morte” e levar a “cruz-staurós” até o fim. É preciso que morra em nós aquilo que não tem futuro, que não é vida, que não é felicidade... O “ego” é pura ilusão, é só uma ficção ou, como dizia Einstein, “uma ilusão ótica da consciência”. Quando ele determina nossa vida, caímos no vazio, pois ele não tem em que se sustentar.

A renúncia à “egolatria” não é uma desgraça ou destruição de si mesmo; pelo contrário, é a oportunidade privilegiada para deixar emergir do nosso “eu original” os recursos mais nobres, as potencialidades de vida que não tiveram chance de se expressar, as beatitudes mais profundas que dão sentido e sabor ao nosso viver. Não se trata de massacrar uma dimensão de nosso ser para salvar outra; trata-se de descobrir uma falha na percepção de nós mesmos; ou seja, com frequência cremos ser aquilo que não somos e vivemos enganados. Trata-se de nos libertar de tudo aquilo que nos ata ao caduco e nos impede elevar-nos à plenitude que nosso verdadeiro ser exige. Este é o caminho da vida que se faz doação, presença, compromisso... vida na fidelidade até o fim.










 

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Mc 8,27-33 - Quem é Jesus para você?

Preparo-me para a Leitura Orante, com todos os internautas, rezando,
com Santa Catarina de Sena:
Senhor, Tu me olhas e me  conheces!
Entendi isso na tua luz.
1. Leitura (Verdade)
 - O que a Palavra diz?
Leio na Bíblia o texto do dia em Mc 8,27-33.
Depois Jesus e os seus discípulos foram para os povoados que ficam perto de Cesaréia de Filipe. No caminho, ele lhes perguntou:
- Quem o povo diz que eu sou?
Os discípulos responderam:
- Alguns dizem que o senhor é João Batista; outros, que é Elias; e outros, que é um dos profetas.
- E vocês? Quem vocês dizem que eu sou? - perguntou Jesus.
- O senhor é o Messias! - respondeu Pedro.
Então Jesus proibiu os discípulos de contarem isso a qualquer pessoa.
Jesus começou a ensinar os discípulos, dizendo:
- O Filho do Homem terá de sofrer muito. Ele será rejeitado pelos líderes judeus, pelos chefes dos sacerdotes e pelos mestres da Lei. Será morto e, três dias depois, ressuscitará.
Jesus dizia isso com toda a clareza. Então Pedro o levou para um lado e começou a repreendê-lo. Jesus virou-se, olhou para os discípulos e repreendeu Pedro, dizendo:
- Saia da minha frente, Satanás! Você está pensando como um ser humano pensa e não como Deus pensa.
No Evangelho de ontem (Mc 8,22-26) o cego não enxergou totalmente, de início. Só numa segunda tentativa, o homem  enxergou perfeitamente. O mesmo acontece com Pedro e os outros discípulos. Dizendo que Jesus era o Messias, Pedro era como o cego curado pela metade. Reconhecia o Messias, mas sem a cruz!  Jesus completa a cura da  visão dele  falando  que era preciso que o Filho do Homem sofresse, carregasse a cruz, morresse e ressuscitasse ao terceiro dia.
2. Meditação(Caminho)
- O que a Palavra diz para mim?
Posso me perguntar:
Quem é Jesus Cristo pára mim? Aceito as verdades da fé na sua totalidade? Ou uso de meias medidas? Aceito Jesus Cristo como realmente é, ou o faço conforme me convém?  Acolho a Palavra como é, ou  a interpreto segundo meu modo de ver, para justificar minhas atitudes? Em Aparecida, os bispos afirmaram:"
"Como discípulos de Jesus reconhecemos que Ele é o primeiro e maior evangelizador enviado por Deus (cf. Lc 4,44) e, ao mesmo tempo, o Evangelho de Deus (cf. Rm 1,3). Cremos e anunciamos “a boa nova de Jesus, Messias, Filho de Deus” (Mc 1,1). Como filhos obedientes á voz do Pai queremos escutar a Jesus (cf. Lc 9,35) porque Ele é o único Mestre (cf. Mt 23,8). Como seus discípulos sabemos que suas palavras são Espírito e Vida (cf. Jo 6,63.68). Com a alegria da fé somos missionários para proclamar o Evangelho de Jesus Cristo e, n’Ele, a boa nova da dignidade humana, da vida, da família, do trabalho, da ciência e da solidariedade com a criação." (DAp 103).
3.Oração (Vida)
- O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
Rezo a Jesus Mestre

Jesus Mestre, santificai minha mente e aumentai minha fé.
Jesus, Mestre vivo na Igreja, atraí todos à vossa escola.
Jesus Mestre, libertai-me do erro,
dos pensamentos inúteis e das trevas eternas.
Jesus Mestre, caminho entre o Pai e nós,
tudo vos ofereço e de vós tudo espero.
Jesus, caminho da santidade,
tornai-me vosso fiel seguidor.
Jesus caminho,
tornai-me perfeito como o Pai que está nos céus.
Jesus vida, vivei em mim, para que eu viva em vós.
Jesus vida, não permitais que eu me separe de vós.
Jesus Vida,
fazei-me viver eternamente na alegria do vosso amor.
Jesus verdade, que eu seja luz para o mundo.
Jesus caminho, que eu seja vossa testemunha autêntica
diante das pessoas.
Jesus vida, fazei que minha presença contagie a todos
com o vosso amor e a vossa alegria.
( bem-aventurado Alberione)
4.Contemplação/Missão  (Vida)
- Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
Viverei hoje com um novo olhar:  a certeza de que Jesus Cristo em quem acredito é o Filho de Deus vivo.
Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
-Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
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sábado, 20 de março de 2010

Jo 7,40-53 - A favor ou contra Jesus

Preparo-me para a Leitura Orante com toda a comunidade presente neste espaço, rezando:
Vem Santo Espírito, amor do Pai e do Filho.
Vem à minha mente, à minha vontade, ao meu coração.
Abre-me à coragem da verdade.
Dá-me a força para deixar-me tocar
e renovar profundamente por Jesus, Palavra do Pai. Amém.


1. Leitura (Verdade)
- O que a Palavra diz?
Leio atentamente este texto de Jo 7,40-53.
Muitas pessoas que ouviram essas palavras afirmavam:
- De fato, este homem é o Profeta!
Outros diziam:
- Ele é o Messias!
E ainda outras pessoas perguntavam:
- Mas será que o Messias virá da Galileia? As Escrituras Sagradas dizem que o Messias será descendente de Davi e vai nascer em Belém, onde Davi morou.
Então o povo se dividiu por causa dele. Alguns queriam prender Jesus, mas ninguém fez isso.
Os líderes judeus não crêem
Os guardas voltaram para o lugar onde estavam os chefes dos sacerdotes e os fariseus, e eles perguntaram:
- Por que vocês não trouxeram aquele homem?
Eles responderam:
- Nunca ninguém falou como ele!
Então os fariseus disseram aos guardas:
- Será que vocês também foram enganados? Por acaso alguma autoridade ou algum fariseu creu nele? Essa gente que não conhece a Lei está amaldiçoada por Deus.
Mas Nicodemos, que era um deles e que certa ocasião havia falado com Jesus, disse:
- De acordo com a nossa Lei não podemos condenar um homem sem ouvi-lo primeiro e descobrir o que ele fez.
- Por acaso você também é da Galileia? - perguntaram eles. - Estude as Escrituras Sagradas e verá que da Galileia nunca surgiu nenhum profeta.

Aqui aparecem muitas pessoas, guardas, sacerdotes e fariseus, entre eles, Nicodemos,
considerado "Mestre em Israel".
Alguns consideram Jesus "o Profeta", outros "o Messias". Outros duvidam porque Jesus vinha de Nazaré da Galileia, enquanto o Messias deveria vir de Belém, na Judeia. Começam a se dividir e alguns querem prendê-lo.
Jesus não julga nem condena ninguém. São as pessoas que, a partir de suas escolhas, se posicionam a favor ou contra ele.
Nicodemos convida o Sinédrio ao bom senso lembrando que a Lei não permitia condenar uma pessoa sem ouvi-la primeiro. O Sinédrio prefere julgar apenas pela origem de Jesus e não, pela sua pessoa. Para eles, da Galileia, ou seja, dos pobres e marginalizados, nada de bom se pode esperar. Nicodemos, o "Mestre em Israel", é tratado como ignorante e desprezado. Se aceitar Jesus, deverá se afastar do Sinédrio.
Espírito de verdade, a ti consagro a mente e meus pensamentos:
ilumina-me. Que eu conheça Jesus Mestre
e compreenda o seu Evangelho.


2. Meditação(Caminho)
- O que a Palavra diz para mim?
Onde me posiciono ou me situo? A favor de Jesus? Ou contra? Jesus é para mim o Messias, o Profeta ou o Filho de Deus? Com que personagens me identifico? Com o povo? Com os doutores da Lei? Com os fariseus? Ou com Nicodemos? Faço um breve exame de consciência.
Cristo é o único Caminho (Jo 14,6). Ninguém pode ir ao Pai a não ser por ele. Por isso confirmo meu projeto de vida no seu seguimento. E esta confirmação está de acordo com o que disseram os bispos em Aparecida: "A Igreja tem como missão própria e específica comunicar a vida de Jesus Cristo a todas as pessoas, anunciando a Palavra, administrando os sacramentos e praticando a caridade. É oportuno recordar que o amor se mostra nas obras mais do que nas palavras, e isto vale também para nossas palavras nesta V Conferência. Nem todo o que diz Senhor, Senhor... (cf. Mt 7,21). Os discípulos missionários de Jesus Cristo tem a tarefa prioritária de dar testemunho do amor de Deus e ao próximo com obras concretas. Dizia São Alberto Hurtado: "Em nossas obras, nosso povo sabe que compreendemos sua dor". (DA 386).


3. Oração (Vida)
- O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
Rezo, com todos os cristãos, a Oração da Campanha da Fraternidade:
Ó Deus criador, do qual tudo nos vem, nós te louvamos pela beleza e perfeição de tudo que existe como dádiva gratuita para a vida.
Nesta Campanha da Fraternidade Ecumênica, acolhemos a graça da unidade e da convivência fraterna, aprendendo a ser fiéis ao Evangelho. Ilumina, ó Deus, nossas mentes para compreender que a boa nova que vem de ti é amor, compromisso e partilha entre todos nós, teus filhos e filhas.
Reconhecemos nossos pecados de omissão diante das injustiças que causam exclusão social e miséria. Pedimos por todas as pessoas que trabalham na promoção do bem comum e na condução de uma economia a serviço da vida.
Guiados pelo teu Espírito, queremos viver o serviço e a comunhão, promovendo uma economia fraterna e solidária, para que a nossa sociedade acolha a vinda do teu reino.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

4. Contemplação(Vida/ Missão)
- Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar, a partir desta oração é de reconhecimento de Jesus como Filho do Deus vivo. Ele é o Mestre, Verdade, Caminho e Vida. Passarei o dia repetindo esta pequena oração:
Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tende piedade de nós!

Ir. Patrícia Silva, fsp
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