Mostrando postagens com marcador Mt 8. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mt 8. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Mt 8,5-11 - A porta da salvação está aberta para todos!

LEITURA ORANTE

Em união com todos que se encontram neste ambiente, 
iniciamos nossa Leitura Orante com a

Canção do Advento 

Ó vem, Senhor, não tardes mais!
Vem saciar nossa sede de Paz!  
  1.   Ó vem, como chega a brisa do vento,
Trazendo aos pobres justiça e bom tempo!  
2.   Ó vem, como a chuva no chão  
Trazendo fartura de vida e de pão!  
3.   Ó vem, como chega a luz que faltou  
Só tua palavra nos salva Senhor!  
4.   Ó vem, como chega a carta querida  
Bendito carteiro do Reino da Vida!  
5.   Ó vem, como chega o filho esperado  
Caminha conosco Jesus Bem amado!  
6.   Ó vem, como chega o Libertador  
Das mãos do inimigo nos salva Senhor




1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?

Lemos atentamente o texto: Mt 8,5-11 - Jesus cura  sem limites

Quando Jesus entrou na cidade de Cafarnaum, um oficial romano foi encontrar-se com ele e pediu que curasse o seu empregado. Ele disse:
 - Senhor, o meu empregado está na minha casa, tão doente, que não pode nem se mexer na cama. Ele está sofrendo demais.
 - Eu vou lá curá-lo! - disse Jesus. O oficial romano respondeu:
 - Não, senhor! Eu não mereço que o senhor entre na minha casa. Dê somente uma ordem, e o meu empregado ficará bom. Eu também estou debaixo da autoridade de oficiais superiores e tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Digo para um: "Vá lá", e ele vai. Digo para outro: "Venha cá", e ele vem. E digo também para o meu empregado: "Faça isto", e ele faz.
 Quando Jesus ouviu isso, ficou muito admirado e disse aos que o seguiam:
 - Eu afirmo a vocês que isto é verdade: nunca vi tanta fé, nem mesmo entre o povo de Israel! E digo a vocês que muita gente vai chegar do Leste e do Oeste e se sentar à mesa no Reino do Céu com Abraão, Isaque e Jacó. 

Refletindo
O oficial romano, por ser pagão, era para os judeus “ impuro”, isto é, inaceitável. Um judeu observante não falava com um pagão e, muito menos, entrava na sua casa. Era o preconceito, por ser ele considerado impuro. O oficial romano é também chamado “centurião”, derivado de “cento”, ou seja, chefe de um batalhão de cem soldados. Pela  sua fé,  elogiada por Jesus, o centurião se torna representante de todos os pagãos que crerão em Jesus. Fica também entendido que as fronteiras do Reino de Deus vão muito além das fronteiras que criamos. A fronteira é a fé. Sem esta fé não se entra no Reino.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós?
O texto do Evangelho lido nos fala de não discriminar a ninguém e também, de fé.
Meditação 
Os bispos, em Aparecida, usaram uma expressão interessante: "a formosa aventura da fé": " A Igreja, como “comunidade de amor” é chamada a refletir a glória do amor de Deus que, é comunhão, e assim atrair as pessoas e os povos para Cristo. No exercício da unidade desejada por Jesus, os homens e mulheres de nosso tempo se sentem convocados e recorrem à formosa aventura da fé. “Que também eles vivam unidos a nós para que o mundo creia” (Jo 17,21). A Igreja cresce, não por proselitismo mas “por ‘atração’: como Cristo ‘atrai tudo a si’ com a força de seu amor”. A Igreja “atrai” quando vive em comunhão, pois os discípulos de Jesus serão reconhecidos se amarem uns aos outros como Ele nos amou (cf. Rm 12,4-13; Jo 13,34)." (DAp 159 ).

3.Oração (Vida)
Vivemos esta fé que cria também a comunhão?
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos, espontaneamente, com salmos e concluímos com a

Oração da Campanha para a Evangelização (do tempo do Advento)

Pai Santo,
quisestes que a vossa Igreja fosse no mundo 
fonte de salvação para todas as nações,
a fim de que a obra do Cristo que vem 
continue até o fim dos tempos.
Aumentai em nós o ardor da evangelização, 
derramando o Espírito prometido,
e fazei brotar em nossos corações a resposta da fé.
Por Cristo, nosso Senhor.
Amém!

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Na vida, vamos nos empenhar para lançar sobre cada situação ou pessoa um olhar de fé. Ele está no meio de nós. Queremos viver a "formosa aventura da fé".

Bênção Bíblica
O Senhor o abençoe e guarde!
O Senhor lhe mostre seu rosto brilhante e tenha piedade de você!
O Senhor lhe mostre seu rosto e lhe conceda a paz!’ (Nm 6,24-27).
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.


Ir. Patrícia Silva, fsp
 

quarta-feira, 2 de julho de 2025

Mt 8,28-34 - Jesus liberta do mal

LEITURA ORANTE


Preparamo-nos para a Leitura, rezando:

Em nome do Pai...

Oração ao Espírito Santo
Ó Espírito Santo, dai-me um coração grande, 
aberto à vossa silenciosa e forte palavra inspiradora, 
fechado a todas as ambições mesquinhas, 
alheio a qualquer desprezível competição humana, 
compenetrado do sentido da santa Igreja! 
Um coração grande, 
desejoso de tornar-se semelhante ao Coração do Senhor Jesus! 
Um coração grande e forte 
para amar todos, para servir a todos, para sofrer por todos! 
Um coração grande e forte 
para superar todas as provações, todo tédio, todo cansaço, 
toda desilusão, toda ofensa! Um coração grande e forte, 
constante até o sacrifício, se for necessário! 
Um coração cuja felicidade é palpitar com o Coração de Cristo e   
cumprir, humildemente a vontade do Pai. Amém.
(Papa Paulo VI)

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos, atentamente, o texto: Mt 8,28-34, e observamos a atitude de Jesus contra o mau espírito.

 28 Quando Jesus chegou à outra margem do lago, na região dos gadarenos, vieram ao seu encontro dois homens possuídos pelo demônio, saindo dos túmulos. Eram tão violentos, que ninguém podia passar por aquele caminho. 29 Eles então gritaram: “O que tens a ver conosco, Filho de Deus? Tu vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?” 30 Ora, a certa distância deles, estava pastando uma grande manada de porcos. 31 Os demônios suplicavam-lhe: “Se nos expulsas, manda-nos para a manada de porcos”. 32 Jesus disse: “Ide”. Os demônios saíram e foram para os porcos. E logo toda a manada atirou-se monte abaixo para dentro do mar, afogando-se nas águas. 33 Os homens que guardavam os porcos fugiram e, indo até a cidade, contaram tudo, inclusive o caso dos possuídos pelo demônio. 34 Então a cidade toda saiu ao encontro de Jesus. Quando o viram, pediram-lhe que se retirasse da região deles.

Refletindo
Jesus demonstra sua postura contra o mau espírito: inveja, violência, egoísmo, ganância, orgulho. Demonstra que o Filho de Deus veio para "castigá-los" ou, expulsá-los. Jesus veio para livrar a pessoa humana de toda má influência. A perversidade era tanta que os espíritos maus se apossando dos porcos os precipitaram com violência no mar.

Se, de um lado, os dois homens e a população ficaram livres dos demônios, de outro, se sentiram prejudicados economicamente com o afogamento dos mortos. Por isso, pedem "com insistência" para que Jesus vá embora. 

Medo ou preocupação material impediram que os gadarenos desfrutassem da presença do Filho de Deus.

O papa Francisco comentou a libertação do endemoninhado:

O contexto no qual Jesus opera esta libertação era o contexto da dominação romana. Os romanos com suas legiões impunham a pax romana, a ferro e fogo. O povo era oprimido e se desesperava. O endemoninhado representa a ansiedade coletiva, o desespero em face do imperialismo romano. Jesus ao libertar o homem da legião e mandar os demônios que atormentavam o infeliz para os porcos (figura dos pagãos para os judeus) os quais precipitaram-se no mar, lembra a libertação que Deus operou através de Moisés. Ele libertou o povo do Egito e fez com que as legiões do exército do Faraó se afogassem no mar. Jesus é o libertador com poder total. Não há miséria, por mais extrema que seja, que esteja fora de seu alcance. Era impossível libertar aquele homem endemoninhado, Jesus o fez com a força de sua palavra divina. Jesus é o mestre do impossível. Jesus liberta do “inimigo da natureza humana” como Santo Inácio de Loyola chama o demônio.
 A promoção da vida, a defesa dos direitos humanos não está dissociada da Evangelização, mas faz parte dela. (  Papa Francisco, 2 de fev de 2016).

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
Deixamos que a Palavra nos toque o coração? Que ela expulse qualquer sentimento mau que  possamos ter?
Buscamos unicamente a Deus, a nossa libertação do mal? Nossa preocupação com o bem-estar material é maior do que a vida espiritual, em Deus? 

Meditando
Os bispos, na V Conferência em Aparecida, afirmaram: “Diante de uma vida sem sentido, Jesus nos revela a vida íntima de Deus em seu mistério mais elevado, a comunhão trinitária. É tal o amor de Deus, que faz do homem, peregrino neste mundo, sua morada: “Viremos a ele e viveremos nele” (Jo 14,23).
 Diante do desespero de um mundo sem Deus, que só vê na morte o final definitivo da existência, Jesus nos oferece a ressurreição e a vida eterna na qual Deus será tudo em todos (cf 1 Cor 15,28). Diante da idolatria dos bens terrenos, Jesus apresenta a vida em Deus como valor supremo: “de que vale alguém ganhar o mundo e perder a sua vida?” (Mc 8,36) (DAp 109).

3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezemos PAI NOSSO, oração em que pedimos ao Senhor que "nos livre do mal"

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Os bispos, na Conferência de Aparecida lembraram a constatação de São Paulo:
A criação leva a marca do Criador e deseja ser libertada e “participar na gloriosa liberdade dos filhos de Deus” (Rm 8,21). (DAp 28). 
Nós nos propomos a ajudar as pessoas a viverem esta libertação.

Bênção 
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
-  Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
-  Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
-  Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.


Irmã Patrícia Silva, fsp



sexta-feira, 28 de junho de 2024

Mt 8, 1-4 - A marginalização não vem de Deus

LEITURA ORANTE


                         Preparamo-nos  para a Leitura Orante rezando:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Creio, Senhor Jesus, que sou parte de seu Corpo.
"Espírito Santo,
tu que vieste dos céus abertos, do Pai,
e que permaneceste conosco, em Jesus,
tu que habitas, pela fé, nos nossos corações,
abre-nos à Palavra!
Seja a nossa inteligência e a nossa vontade,
terreno bom,
onde tu possas trabalhar com liberdade,
de modo que a nossa vida
seja sinal eloquente da tua caridade.
Amém.
1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o texto: Mt 8,1-4, e observamos pessoas, palavras, relações, lugares. 

Jesus desceu do monte, e muitas multidões o seguiram. Então um leproso chegou perto dele, ajoelhou-se e disse:
- Senhor, eu sei que o senhor pode me curar se quiser.
Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse:
- Sim, eu quero. Você está curado.
No mesmo instante ele ficou curado da lepra. Então Jesus lhe disse:
- Escute! Não conte isso para ninguém, mas vá pedir ao sacerdote que examine você. Depois, a fim de provar para todos que você está curado, vá oferecer o sacrifício que Moisés ordenou.

Refletindo
No tempo de Jesus, o portador de lepra era considerado impuro e pecador. A doença era vista como castigo de Deus. Por isso, a pessoa deveria afastar-se da sociedade e viver em um lugar deserto. Jesus se sensibilizou com a dor, o sofrimento e a exclusão daquele homem. E o cura.
Depois diz ao homem curado: "Vá pedir ao sacerdote que examine você. Depois, a fim de provar para todos que você está curado, vá oferecer o sacrifício que Moisés ordenou." Este exame era necessário para reintegrar a pessoa curada, ou seja, devolver o homem ao convívio social.
O leproso era o caso extremo de modelo da marginalização religiosa e social. Declarar injusta a exclusão do leproso significava denunciar toda e qualquer marginalização. Ao curar o homem, Jesus "tocou" nele. Ao tocá-lo, violou a Lei. Se alguém tocasse um leproso, ficava também impuro, (Cf Lv 5,5-6).
Com isso, Jesus declarou que a marginalização, embora pretenda respaldar-se na Lei divina, não vem de Deus. Em consequência, é inadmissível e injustificável marginalizar alguém em nome de Deus. O leproso torna-se representante de todos os que, em nome de uma Lei religiosa, eram excluídos pela sociedade.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
Temos algum preconceito? Quem marginalizamos? Denunciamos a lepra social das injustiças e discriminações?

Meditando

Os Bispos, na Conferência de Aparecida, manifestaram uma preocupação: "Frente a esta forma de globalização (dinâmica de concentração de poder e de riqueza), sentimos um forte chamado para promover uma globalização diferente, que esteja marcada pela solidariedade, pela justiça e pelo respeito aos direitos humanos, fazendo da América Latina e do Caribe não só o Continente da esperança, mas também o Continente do amor, como propôs SS. Bento XVI no Discurso Inaugural desta Conferência". (DAp, 64).

3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos com São Paulo

 Introdução
Diz São Paulo: “orai sem cessar” (1Ts 5,17-18)
“Eu me alegro e celebro convosco” (Fl 2,17)
“Em vossas orações e súplicas,
com ação de graças, apresentai a Deus vossos pedidos” (Fl 4,6)

Dia 28 - Que vivamos a comunhão com os demais membros do Corpo (1Cor 12,12-21)
Rezemos por intercessão deste grande Apóstolo:

Todos/as: Atendei-nos, Senhor.

Pai Nosso...

São Paulo  Apóstolo nosso protetor, rogai por nós!


Oremos: Concedei-nos, Senhor,  ser invadidos/as 
pela mesma luz da fé que iluminou o apóstolo São Paulo 
para anunciar aos povos o vosso amor e a vossa glória.
E que a graça  e a paz do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do
Espírito Santo estejam com todos nós” (2Cor 13,11-13).  Amém.
                                                                             
Canto: Eu sei, eu sei, eu sei em quem acreditei. Eu sei, eu sei em quem acreditei.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso novo olhar é de solidariedade para com os que sofrem.

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
-Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patricia Silva,fsp

terça-feira, 4 de julho de 2023

Mt 8,23-27 - Qual é o tamanho de minha fé?

LEITURA ORANTE


Preparamo-nos para a Leitura Orante, 
renovando nossa fé, com todos os que neste espaço buscam a Palavra:

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Creio, meu Deus, que estou diante de ti.
Que me vês e escutas as minhas orações.
Tu és tão grande e tão santo: eu te adoro.
Tu me deste tudo: eu te agradeço.
Foste tão ofendido por mim:
eu te peço perdão de todo o coração.
Tu és tão misericordioso: eu te peço todas as graças
que sabes serem necessárias para mim.

Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o texto: Mt 8,23-27. 

Naquele tempo:
23Jesus entrou na barca,
e seus discípulos o acompanharam.
24E eis que houve uma grande tempestade no mar,
de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas.
Jesus, porém, dormia.
25Os discípulos aproximaram-se e o acordaram,
dizendo: 'Senhor, salva-nos,
pois estamos perecendo!'
26Jesus respondeu:
'Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?'
Então, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar,
e fez-se uma grande calmaria.
27Os homens ficaram admirados e diziam:
'Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?'

Refletindo
Este fato narra um momento de crise dos discípulos de Jesus. Estão num barco e vem uma tempestade. As ondas aumentam e começam a cobrir o barco. Jesus dormia. Os discípulos ficaram apavorados ao ponto de chegar a acordar o Mestre e pedir-lhe socorro. Tinham medo de morrer. Jesus acorda e lhes diz: “Por que é que vocês são assim tão medrosos? Como é pequena a fé que vocês têm!” Depois, falou energicamente com o vento e a ondas que se acalmaram. Todos se admiraram e se perguntavam: “Quem é este que manda até no vento e nas ondas?” Esta experiência mediu o grau de maturidade e de fé dos discípulos. Deveriam crescer muito.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós?

Meditando
Os bispos, na Conferência de Aparecida, disseram que há sombras na história da Igreja, mas o mais importante a se observar é a ação de Deus nesta história:
“Certamente que a recordação de um passado glorioso não pode ignorar as sombras que acompanharam a obra de evangelização do continente latino-americano: não é possível esquecer os sofrimentos e as injustiças que infligiram os colonizadores às populações indígenas, pisoteadas em seus direitos humanos fundamentais. Mas, a obrigatória menção desses crimes injustificáveis – já condenados por missionários como Bartolomeu de las Casas e por teólogos como Francisco de Vitória, da Universidade de Salamanca – não deve impedir de reconhecer com gratidão a admirável obra realizada pela graça divina entre essas populações ao longo destes séculos”. No entanto, o mais decisivo na Igreja é sempre a ação santa de seu Senhor." (DAp 7).

O papa Francisco reza pelo fim da pandemia, na Praça São Pedro deserta, vazia:

“Há semanas, parece que a tarde caiu. Densas trevas cobriram as nossas praças, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo de um silêncio ensurdecedor e de um vazio desolador… Nos vimos amedrontados e perdidos.”

Estamos todos no mesmo barco
Estes mesmos sentimentos, porém, acrescentou o Papa, nos fizeram entender que estamos todos no mesmo barco, “chamados a remar juntos”.

Neste mesmo barco, seja com os discípulos, seja conosco agora, está Jesus. Em meio à tempestade, Ele dorme – o único relato no Evangelho de Jesus que dorme – notou Francisco. Ao ser despertado, questiona: «Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» (4, 40).

“A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades. Mostra-nos como deixamos adormecido e abandonado aquilo que nutre, sustenta e dá força à nossa vida e à nossa comunidade.

"Com a tempestade, afirmou o Papa, cai o nosso “ego” sempre preocupado com a própria imagem e vem à tona a abençoada pertença comum que não podemos ignorar: a pertença como irmãos.

“Na nossa avidez de lucro, deixamo-nos absorver pelas coisas e transtornar pela pressa. Não nos detivemos perante os teus apelos, não despertamos face a guerras e injustiças planetárias, não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo. Avançamos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente. Agora, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: «Acorda, Senhor!»”

"O Senhor, então, nos dirige um apelo, um apelo à fé. Nos chama a viver este tempo de provação como um tempo de decisão: o tempo de escolher o que conta e o que passa, de separar aquilo que é necessário daquilo que não é. “O tempo de reajustar a rota da vida rumo ao Senhor e aos outros.”  (Papa Francisco, 20 de março de 2020)

Como respondemos ao apelos de fé do Senhor? Confiamos em Deus? Acreditamos que Deus está na nossa barca e pode nos salvar? Ou somos  pessoas medrosas, inseguras, presas ao que passa?

4.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus? 
Rezamos, pedindo ao Senhor que aumente a nossa fé:
“Creio Senhor, mas aumentai a minha fé”.



Oração:  
Ó São Paulo, mestre dos gentios,
olhai com amor para a nossa Pátria!
Vosso coração dilatou-se
 para acolher a todos os povos no abraço da paz.
Agora, no céu, o amor de Cristo vos leve a iluminar
a todos com a luz do Evangelho 
e a estabelecer no mundo o Reino do amor.
Suscitai vocações, confortai os que anunciam o Evangelho, 
preparai as pessoas para que acolham o Cristo, divino Mestre.
Que o nosso povo encontre e reconheça sempre a Cristo, 
como o Caminho, a Verdade e a Vida; 
busque o Reino de Deus e trabalhe em sua realização, 
para que a sua luz resplandeça diante do mundo, 
iluminai, animai e abençoai a todos! 
Amém.

São Paulo apóstolo, rogai por nós!


4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Vamos viver com mais convicção nossa fé, na certeza de que o Mestre está sempre na nossa “barca”.

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp