domingo, 16 de junho de 2024

Mc 4,26-34 - O Reino é como a semente de mostarda

LEITURA ORANTE



Preparamo-nos  para este momento, 
com a oração ao Espírito Santo:

A Vós, Espírito de verdade,
consagro a mente, a fantasia e a memória:
 iluminai-me.
Fazei-me conhecer Jesus Cristo e 
compreender o seu Evangelho. 
Amém.
1. Leitura (Verdade)
Fazemos a leitura lenta e atenta do texto da Palavra do dia: Mc 4,26-34.

Jesus disse:
- O Reino de Deus é como um homem que jogou  a semente na terra. Quer ele esteja acordado, quer esteja dormindo, ela brota e cresce, sem ele saber como isso acontece. É a própria terra que dá o seu fruto: primeiro aparece a planta, depois a espiga, e, mais tarde, os grãos que enchem a espiga. Quando as espigas ficam maduras, o homem começa a cortá-las com a foice, pois chegou o tempo da colheita.
Jesus continuou:
- Com o que podemos comparar o Reino de Deus? Que parábola podemos usar para isso? Ele é como uma semente de mostarda, que é a menor de todas as sementes. Mas, depois de semeada, cresce muito até ficar a maior de todas as plantas. E os seus ramos são tão grandes, que os passarinhos fazem ninhos entre as suas folhas.
Assim, usando muitas parábolas como estas, Jesus falava ao povo de um modo que eles podiam entender. E só falava com eles usando parábolas, mas explicava tudo em particular aos discípulos.

Em um momento de silêncio, recordo o que li. São duas pequenas parábolas. Uma fala do processo como se desenvolve o Reino de Deus. Exige paciência. A outra é sobre o resultado de uma pequena boa semente. Fala de esperança.

2. Meditação (Caminho)
O que a Palavra diz para nós?
O que nos dizem estas duas parábolas de Jesus Mestre? Atualizamos a Palavra, ligando-a à nossa vida.

O "Reino de Deus está perto". Dentro de nós. Como se desenvolve? Como o cultivamos? 

Diz o Papa Francisco:
"Deus confiou a sua Palavra à nossa terra, ou seja, a cada um de nós com a nossa humanidade concreta. Podemos ser confiantes, porque a Palavra de Deus é palavra criadora, destinada a tornar-se «o grão abundante na espiga» (v. 28). Esta Palavra, se for aceite, certamente dará os seus frutos, porque o próprio Deus a faz germinar e maturar através de veredas que nem sempre podemos verificar e de um modo que nós não sabemos (cf. v. 27). Tudo isto faz compreender que é sempre Deus, é sempre Deus quem faz crescer o seu Reino — por isso rezamos tanto para que «venha a nós o vosso Reino» — é Ele quem o faz crescer, o homem é seu humilde colaborador, que contempla e rejubila pela criadora ação divina e aguarda paciente os seus frutos.

A Palavra de Deus faz crescer, dá vida. E aqui gostaria de vos recordar mais uma vez a importância de ter o Evangelho, a Bíblia, ao alcance — o Evangelho pequeno na bolsa, no bolso — e de nos alimentarmos todos os dias com esta Palavra viva de Deus: ler todos os dias um trecho do Evangelho, um trecho da Bíblia. Nunca esqueçamos disto, por favor. Porque é esta a força que faz germinar em nós a vida do Reino de Deus.

A segunda parábola utiliza a imagem do grão de mostarda. Apesar de ser a mais pequenina de todas as sementes, está cheia de vida e cresce até se tornar «a planta mais frondosa do horto» (Mc 4, 32). É assim o Reino de Deus: uma realidade humanamente pequena e de aparência irrelevante. Para fazer parte dele é preciso ser pobre de coração; não confiar nas próprias capacidades, mas no poder do amor de Deus; não agir para ser importante aos olhos do mundo, mas precioso aos olhos de Deus, que tem predileção pelos simples e humildes. Quando vivemos assim, através de nós irrompe a força de Cristo e transforma o que é pequenino e modesto numa realidade que faz fermentar toda a massa do mundo e da história.

Obtemos destas duas parábolas um ensinamento importante: o Reino de Deus requer a nossa colaboração, mas é sobretudo iniciativa e dom do Senhor. A nossa obra frágil, aparentemente pequenina face à complexidade dos problemas do mundo, se for inserida na de Deus não receia as dificuldades. A vitória do Senhor é certa: o seu amor fará germinar e crescer todas as sementes de bem presentes na terra. Isto abre-nos à confiança e à esperança, não obstante os dramas, as injustiças, os sofrimentos que encontramos. A semente do bem e da paz germina e desenvolve-se, porque o amor misericordioso de Deus a faz amadurecer". (14/06/2015).

3. Oração(Vida)
O que a Palavra nos leva a dizer a Deus?
Rezamos:
Salmo 119
Como é doce ao meu paladar a tua promessa, 
Senhor, é mais do que o mel em minha boca!
Com teus preceitos, sou capaz de discernir e detestar qualquer caminho mau.
Tua palavra é lâmpada para os meus pés, e luz para o meu caminho.
Eu jurei, e sustento: observar as tuas justas normas.
Senhor, faze-me viver, conforme a tua palavra. (103-107)

4. Contemplação (Vida)
Qual o novo olhar que a Palavra despertou em nós?
Viveremos este dia com olhar novo, "descobrindo" o Reino de Deus presente em cada situação, pessoa, dificuldade, alegria, realização, desafio, cultivando dentro de nós a paciência e a esperança.
Por  todas as pessoas, rezamos com o apóstolo Paulo:
"Que o Senhor realize todos os desejos que vocês têm de fazer o bem" . (2Ts 1,11).
Podemos fazer a Trezena a São Paulo  (a seguir)

Bênção 
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém. 


Ir. Patrícia Silva, fsp
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TREZENA A SÃO PAULO (como 13 são suas Cartas

(cada dia podemos trabalhar um item, lendo e meditando a citação bíblica.)

 Introdução 

Diz São Paulo: “orai sem cessar” (1Ts 5,17-18)

“Eu me alegro e celebro convosco” (Fl 2,17)

“Em vossas orações e súplicas,

com ação de graças, apresentai a Deus vossos pedidos” (Fl 4,6)

 

Rezemos por intercessão deste grande Apóstolo:

1.  Dia 16/06 -     Que sejamos firmes na fé  (Rm 8,31-39)

Todos/as: Dai-nos, Senhor

Pai Nosso...

São Paulo  Apóstolo nosso protetor, rogai por nós!

2.  Dia 17 -   Que sejamos uma "nova criatura" (2Cor 5,14-17)

Todos/as: Dai-nos, Senhor

Pai Nosso...

São Paulo  Apóstolo nosso protetor, rogai por nós!

3.  Dia 18 -     Que sejamos solidários uns com os outros  (Rm 12,9-15)

Todos/as: Dai-nos, Senhor

Pai Nosso...

São Paulo  Apóstolo nosso protetor, rogai por nós!

 

 

4.   Dia 19 - Que vivamos a fidelidade no anúncio de Jesus Cristo (1Cor 15, 1-5)

Todos/as: Dai-nos, Senhor

Pai Nosso...

São Paulo  Apóstolo nosso protetor, rogai por nós!

5.  Dia 20 -  Que sejamos missionários da Palavra (Rm 10,8-15)

Todos/as: Dai-nos, Senhor

Pai Nosso...

São Paulo  Apóstolo nosso protetor, rogai por nós!

6.  Dia 21 -  Que vivamos a misericórdia e a bondade (Cl 3,12-17)

Todos/as: Dai-nos, Senhor

Pai Nosso...

São Paulo  Apóstolo nosso protetor, rogai por nós!

 

7.  Dia 22 - Que sejamos constantes nas tribulações e angústias (2Cor 6,3-10)

Todos/as: Dai-nos, Senhor

Pai Nosso...

São Paulo  Apóstolo nosso protetor, rogai por nós!

8.   Dia 23 -  Que vivamos a caridade sem fingimento (2Cor 6, 1-10)

Todos/as: Dai-nos, Senhor

Pai Nosso...

São Paulo  Apóstolo nosso protetor, rogai por nós!

 

9.  Dia 24 -   Para que sejamos revestidos pela fé e pelo amor (1Ts 5,8-11)

Todos/as: Dai-nos, Senhor

Pai Nosso...

São Paulo  Apóstolo nosso protetor, rogai por nós!

10. Dia 25 - Que nossa fé nos fortaleça nas dificuldades (Fl 4,11-13)

Todos/as: Dai-nos, Senhor

Pai Nosso...

São Paulo  Apóstolo nosso protetor, rogai por nós!

11. Dia 26 -   Que nossa vida seja pela causa de Cristo (Fl 3, 7-14)

Todos/as: Dai-nos, Senhor

Pai Nosso...

São Paulo  Apóstolo nosso protetor, rogai por nós!

12. Dia 27 - Que vivamos a comunhão com os demais membros do Corpo (1Cor 12,12-21)

Todos/as: Dai-nos, Senhor

Pai Nosso...

São Paulo  Apóstolo nosso protetor, rogai por nós!

13. Dia 28 - Que nos confirme na sua graça sem limites (Ef 1, 3-14)

Todos/as: Dai-nos, Senhor

Pai Nosso...

São Paulo  Apóstolo nosso protetor, rogai por nós!

Pai nosso...

 

Oremos: Concedei-nos, Senhor,  ser invadidos/as

pela mesma luz da fé que iluminou o apóstolo São Paulo

para anunciar aos povos o vosso amor e a vossa glória.

E que a graça  e a paz do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do

Espírito Santo estejam com todos nós” (2Cor 13,11-13).  Amém                                                              

 

Canto: Eu sei, eu sei, eu sei em quem acreditei. Eu sei, eu sei em quem acreditei.


sexta-feira, 7 de junho de 2024

Jo 19,31-37 - Espiritualidade do amor

LEITURA ORANTE


Hoje é Solenidade do Sagrado Coração de Jesus.
Preparamo-nos para a Leitura Orante rezando:

Coração Divino de Jesus, 
eu vos ofereço, por meio do Coração Imaculado de Maria, 

Mãe da Igreja, Rainha dos Apóstolos, 
em união ao Sacrifício Eucarístico, 
todas as minhas ações, orações, alegrias 
e sofrimentos deste dia,
em reparação dos pecados 
e pela salvação de todos as pessoas, 
para a glória de Deus Pai. Amém.

1. Leitura (Verdade)
- O que a Palavra diz?
Lemos atentamente,  Jo 19,31-37.

Então os líderes judeus pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas dos que tinham sido crucificados e mandasse tirá-los das cruzes. Pediram isso porque era sexta-feira e não queriam que, no sábado, os corpos ainda estivessem nas cruzes. E aquele sábado era especialmente santo. Os soldados foram e quebraram as pernas do primeiro homem que tinha sido crucificado com Jesus e depois quebraram as pernas do outro. Mas, quando chegaram perto de Jesus, viram que ele já estava morto e não quebraram as suas pernas. Porém um dos soldados furou o lado de Jesus com uma lança. No mesmo instante saiu sangue e água. Quem viu isso contou o que aconteceu para que vocês também creiam. O que ele disse é verdade, e ele sabe que fala a verdade. Isso aconteceu para que se cumprisse o que as Escrituras Sagradas dizem: "Nenhum dos seus ossos será quebrado." E em outro lugar as Escrituras Sagradas dizem: "Eles olharão para aquele a quem atravessaram com a lança."

Refletindo
Neste texto,  na cruz, Jesus revela seu grande amor ao ser atingido no seu coração pela lança do soldado. Por isso, a espiritualidade do Coração de Jesus é a espiritualidade do amor. Quem vive esta devoção reconhece o amor íntimo e profundo com que Deus o ama e dá a vida por ele, e responde com amor. Um amor solidário e reparador. Do coração de Jesus nasceu a Igreja, cuja missão é testemunhar o amor de Jesus em todos os lugares e tempos.

Como têm lembrado, frequentemente, os papas, a devoção ao Coração de Cristo tem um sólido fundamento na Escritura. Jesus, (...) apresenta-se a si mesmo como mestre "manso e humilde de Coração" (Mt 11, 29). Pode-se dizer que do lado de Cristo atravessado pela lança, brotou sangue e água, símbolo do "sacramento admirável de toda a Igreja". (Cf Diretório sobre a Piedade Popular, da Congregação para o Culto Divino. Vaticano, Dezembro de 2001).

O texto de São João que narra a apresentação das mãos e do lado de Cristo aos discípulos (Cf. Jo 20, 20) e o convite dirigido por Cristo a Tomé para que estendesse a sua mão e a introduzisse no seu lado (Cf. Jo 20 27), tiveram também um influxo notável na origem e no desenvolvimento da piedade ao Sagrado Coração.

2. Meditação(Caminho)
- O que a Palavra diz para nós?
Meditando
O Diretório sobre a Piedade Popular, da Congregação para o Culto Divino de dezembro de 2001, afirma:

"A sexta-feira seguinte ao segundo domingo depois de Pentecostes a Igreja celebra a solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Além da celebração litúrgica, muitas outras expressões de piedade têm por objeto o Coração de Cristo. Não tem dúvida de que a devoção ao Coração do Salvador tem sido, e continua a ser, uma das expressões mais difundidas e amadas da piedade eclesiástica. Entendida à luz da Sagrada Escritura, a expressão "Coração de Cristo" designa o mesmo mistério de Cristo, a totalidade do seu ser, a sua pessoa considerada no seu núcleo mais íntimo e essencial..."

Santo Agostinho diz:
"A entrada é acessível: Cristo é a porta.
Também se abriu para você quando o seu lado foi aberto pela lança.
Lembra o que dali saiu; portanto olha por onde pode entrar.
Do lado do Senhor pendurado que morria na Cruz saiu sangue e água quando foi aberto pela lança. Na água está a sua purificação, no sangue a sua redenção."


3. Oração (Vida) 
O que a Palavra nos leva a dizer a Deus?
"No Coração de Jesus existe tudo o que precisamos: fortaleza para os fracos, coragem para os tímidos, luz e conselho para os hesitantes; e para todos: humildade, paz, caridade e alegria de viver". (Santa Paula Frassinetti).

Rezamos, agora,  com a canção "Daqui quero iluminar", vendo o vídeo:
https://youtu.be/UBz2H93YW7M


4. Contemplação(Vida/ Missão) 
- Qual o nosso novo olhar a partir da Palavra?
Só pode ser um olhar de amor que se doa, como o de Jesus.


Bênção 
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.



Irmã Patrícia Silva, fsp



quinta-feira, 30 de maio de 2024

Mc 14,12-16.22-26 - Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo


LEITURA ORANTE


Iniciamos este momento de Leitura Orante, 
em sintonia com toda a Igreja,
que celebra Corpus Christi.
Rezamos a ação de graças dos bispos 
na Conferência de Aparecida:

Bendizemos a Deus que se nos dá na celebração da fé, 
especialmente na Eucaristia, pão de vida eterna. 
A ação de graças a Deus pelos numerosos e admiráveis dons 
que nos outorgou culmina na celebração central da Igreja, 
que é a Eucaristia, alimento substancial dos discípulos e missionários”. 
(DAp 26).

E cantamos com o Padre Zezinho, scj:

(Pe. Zezinho,scj)

Daqui do meu lugar, eu olho o teu altar
E fico a imaginar aquele pão, aquela refeição
Partiste aquele pão e o deste aos teus irmãos
Criaste a religião do pão do céu
Do pão que vem do céu

Somos a Igreja do pão
Do pão repartido, e do abraço e da paz

Somos a Igreja do pão
Do pão repartido, e do abraço e da paz

Daqui do meu lugar, eu olho o teu altar
E fico a imaginar aquela paz, aquela comunhão
Viveste aquela paz e a deste aos teus irmãos
Criaste a religião do pão da paz
Da paz que vem do céu

Somos a Igreja da paz
Da paz partilhada, e do abraço e do pão



1.Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente, o texto: Mc 14,12-16.22-26, e observamos as palavras e gestos de Jesus, na última ceia.

No primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento, em que os judeus matavam carneirinhos para comemorarem a Páscoa, os discípulos perguntaram a Jesus:
- Onde é que o senhor quer que a gente prepare o jantar da Páscoa para o senhor?
Então Jesus enviou dois discípulos com a seguinte ordem:
- Vão até a cidade. Lá irá se encontrar com vocês um homem que estará carregando um pote de água. Vão atrás desse homem e digam ao dono da casa em que ele entrar que o Mestre manda perguntar: "Onde fica a sala em que eu e os meus discípulos vamos comer o jantar da Páscoa?" Então ele mostrará a vocês no andar de cima uma sala grande, mobiliada e arrumada para o jantar. Preparem ali tudo para nós.
Os dois discípulos foram até a cidade e encontraram tudo como Jesus tinha dito. Então prepararam o jantar da Páscoa. Enquanto estavam comendo, Jesus pegou o pão e deu graças a Deus. Depois partiu o pão e o deu aos discípulos, dizendo:
- Peguem; isto é o meu corpo. Em seguida, pegou o cálice de vinho e agradeceu a Deus. Depois passou o cálice aos discípulos, e todos beberam do vinho. Então Jesus disse:
- Isto é o meu sangue, que é derramado em favor de muitos, o sangue que garante a aliança feita por Deus com o seu povo. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: nunca mais beberei deste vinho até o dia em que beber com vocês um vinho novo no Reino de Deus.
Então, eles cantaram canções de louvor e foram para o monte das Oliveiras.


Durante a última ceia pascal, que Jesus celebrou com seus discípulos, ele mesmo nos revela o mistério: "Isto é meu Corpo.(...) Isto é o meu sangue”. E nos convida a alimentar-nos dele. É na Eucaristia que nos alimentamos do Pão da Vida, o próprio Senhor Jesus. Vejamos esta música:

Este Pão (Pe. Zezinho, scj)


Este pão, que a gente chama: Eucaristia,

lembrança de uma ceia sem igual.
partiu aquele pão naquele dia,
Partiu o pão, 
Partiu o pão,
Partiu o pão,
E dentro dele achou o céu,
Achou o céu,
Achou o céu
Este pão, que a gente chama: Eucaristia,
deserto desta vida é o novo maná.
Quem tem fome de justiça e de luz,
Aproxime-se da mesa de Jesus!


2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
Jesus se fez pão para ficar conosco. Quis ser meu alimento. Como acolhemos e recebemos este alimento?

Disseram, em Aparecida, os bispos: 

"Igual às primeiras comunidades de cristãos, hoje nos reunimos assiduamente para “escutar o ensinamento dos apóstolos, viver unidos e tomar parte no partir do pão e nas orações”(At 2,42). A comunhão da Igreja se nutre com o Pão da Palavra de Deus e com o Pão do Corpo de Cristo. A Eucaristia, participação de todos no mesmo Pão de Vida e no mesmo Cálice de Salvação, nos faz membros do mesmo Corpo (cf. 1 Cor 10,17). Ela é a fonte e o ponto mais alto da vida cristã, sua expressão mais perfeita e o alimento da vida em comunhão. Na Eucaristia, nutrem-se as novas relações evangélicas que surgem do fato de sermos filhos e filhas do Pai e irmãos e irmãs em Cristo. A Igreja que a celebra é “casa e escola de comunhão”, onde os discípulos  compartilham a mesma fé, esperança e amor a serviço da missão evangelizadora." (DAp 158).

3. Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos ao Senhor,
dizendo que o desejo receber no meu coração,
mas não nos sentimos
com a dignidade suficiente.
Nossa oração inspira-se
na canção do padre Zezinho, scj:

                                              Eu não sou digno

Eu não sou digno
Eu não sou digno, ó meu Senhor,
Eu não sou digno de que
Tu entres, ó meu Senhor
Na minha casa,
porque és tão Santo e eu pecador
Eu nem me atrevo até pedir este favor
Mas se disseres uma palavra,
a minha casa se transformará
Uma palavra é suficiente,
suavemente ela nos salvará
Eu não sou digna, ó meu Senhor,
Eu não sou digna de que tu entres, ó meu Senhor,
Na minha casa.
Meu coração é tão pecador
que nem me atrevo a te pedir este favor.
Ouçamos em:


4. Contemplação (Vida e Missão)

Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Hoje, com a Igreja da América Latina,
"louvamos a Deus porque Ele continua derramando 
seu amor em nós pelo Espírito Santo
e nos alimentando com a Eucaristia, 
pão da vida (cf. Jo 6,35)”. (DAp 106).

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém

Irmã Patrícia Silva, fsp


Sobre Corpus Christi e MESCE,veja:


https://universo.paulinas.com.br/conteudo/corpus-christi-e-o-ministerio-extraordinario-da-sagrada-comunhao-eucaristica/777

domingo, 26 de maio de 2024

Mt 28,16-20 - Solenidade da Santíssima Trindade

LEITURA ORANTE
Escultura de Irmã Caritas Müller, simbolizando a Santíssima Trindade

Preparamo-nos para a Leitura Orante, com todos os internautas,
saudando a Santíssima Trindade, com a oração:

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Creio, Senhor Jesus, que sou parte de seu Corpo.
Trindade Santíssima
- Pai, Filho, Espírito Santo -
presente e agindo na Igreja e na profundidade do meu ser.
Eu vos adoro, amo e agradeço.


1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente, na Bíblia, o texto: Mt 28,16-20.

Os onze discípulos foram para a Galileia e chegaram ao monte que Jesus tinha indicado. E, quando viram Jesus, o adoraram; mas alguns tiveram suas dúvidas. Então Jesus chegou perto deles e disse:
- Deus me deu todo o poder no céu e na terra. Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando esses seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês. E lembrem disto: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos.


Refletindo

As três pessoas da Santíssima Trindade fazem uma comunhão perfeita. Possuem a mesma natureza, a mesma sabedoria, a mesma misericórdia, providência, bondade, amor. Fomos batizados em nome deste único Deus, em Três Pessoas, e fomos criados à sua imagem e semelhança, para também nós sermos misericordiosos, bondosos.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
Como vivemos, nos relacionamentos, à semelhança da Trindade? Vivemos a solidariedade?
Refletimos, nas nossas atitudes,  o amor de Deus?

Meditando 

Os bispos, em Aparecida, disseram: "O que nos define não são as circunstâncias dramáticas da vida, nem os desafios da sociedade ou as tarefas que devemos empreender, mas acima de tudo o amor recebido do Pai graças a Jesus Cristo pela unção do Espírito Santo. "(DAp 14).

O que pode nos ajudar na experiência da Santíssima Trindade?
Para facilitar a experiência da presença e ação da Trindade em nossas vidas, nossa proposta é contemplar a escultura da Irmã Caritas Müller (veja foto acima) que está numa casa de oração na Alemanha; toda obra de arte fala mais que muitas palavras. Todo artista capta detalhes do Mistério e nos oferece ricas possibilidades de acesso que a razão nem sempre consegue explicar.

O comentário a seguir é do Pe. Adroaldo, sj, que achamos muito oportuno.

"Quem é o Pai-Criador, quem é o Filho Redentor, quem é o Espírito Santificador?
As definições apresentadas pelo “dogma da Trindade” não nos ajudam muito. No entanto, a identidade da Trindade se revela na sua ação salvífica. O Pai, no Filho e pelo Espírito Santo se preocupam com cada um dos seus filhos e filhas. Sua intenção é idêntica; atitudes e gestos o demonstram: uma mesma atenção, uma mesma paixão os move para o ser humano; um mesmo amor para com cada criatura humana brota das entranhas da Santíssima Trindade.


O interessante é que, ao observarmos a escultura acima, vemos que o ser humano está no centro. Trata-se da pessoa na sua total fragilidade e miséria, caída e sem forças...Essa pessoa está circuncidada pela misericórdia da Trindade.
Em Deus o ser humano está no centro, para que o ser humano coloque Deus no centro da sua vida.
Mais uma vez, Deus escolhe para isso o caminho do Amor que se entrega, da inquebrantável misericórdia reconstrutora, da transbordante doação que dignifica cada ser humano.

Percebemos na escultura quatro círculos. O círculo expressa o caráter único de cada pessoa, tanto divina como humana. As Três Pessoas divinas e a pessoa humana encontram-se dentro de círculos. O círculo da pessoa humana está no centro da Trindade, e os círculos das Três Pessoas da Trindade encontram-se abertos em direção a este círculo central.  Pela sua Encarnação, Morte e Ressurreição, o Filho é o mediador que introduz o ser humano no coração da Trindade.
É importante notar que os círculos não são fechados, pois as pessoas podem entrar no círculo das outras na medida em que seu amor é atuante e expansivo. O círculo central recolhe uma pessoa humana, que pode ser qualquer um de nós. Não dá para saber se é homem ou mulher, pobre ou rica, jovem ou velha e assim por diante. Parece sim se tratar de uma pessoa ferida nos caminhos da vida.
O círculo, como símbolo de realização, significa que o ser humano, em sua fragilidade e em sua miséria, é chamado à plenitude de vida e de realização.
Logo nos vem a lembrança do Bom Samaritano. As três pessoas divinas estão debruçadas, com reverência, sobre a pessoa machucada. É patente que o Deus uno e trino comunga no mesmo sentimento de amor e compaixão.
Tudo converge para esta revelação: o ser humano desfigurado e acolhido pela iniciativa amorosa da Trindade. O ser humano desfigurado é transfigurado pelo Amor Trinitário.

A Trindade Misericordiosa envolve a criatura humana por todos os lados. Toda a atenção de Deus está centrada sobre o ser humano.
O Pai (à direita), está carinhosamente inclinado, com um dos joelhos em terra, esforçando-se com cuidado para levantar a pessoa ferida. O sentimento do Pai é de ternura e cuidado, seu rosto se aproxima e beija o rosto inerte da pessoa ferida. Ele revela seu amor misericordioso no calor do abraço, que acolhe e regenera o ser humano. Morre o mal que foi feito e celebra-se a festa da vida nova.
Assim fez o pai que, no regresso do filho pródigo, o abraça, o cobre de beijos e o cumula de seu perdão.
Levantar, rodear de ternura, abraçar, acolhê-lo em seu seio de ternura, tal é o gesto de Deus-Pai para com o ser humano. Gesto de libertação que o coloca de pé, devolvendo sua dignidade.

Jesus, o Filho de Deus (à esquerda), ajoelha e se inclina profundamente. Ele se rebaixa à mesma condição do ser humano. Ele segura e sustenta com suas mãos os pés da pessoa ferida, lava-os, cura as feridas com carinho e beija seus pés. Beijo, gesto de intimidade e de ternura, que convida a pessoa a deixar-se amar. O amor liberta, põe o homem e a mulher de pé.
Jesus nos revela o maior serviço do amor, ao mesmo tempo que realiza o mais humilde serviço. “Eu vim para servir e não para ser servido”. O Filho revela o Deus Amor-serviço, que se põe aos pés da humanidade decaída para restaurá-la, e revela o caminho do serviço como caminha para a vida.
Em Jesus Deus se abaixa para estar mais perto da miséria do ser humano. Não o olha a partir de cima, abaixa-se. Não vem ao nosso encontro em nossas perfeições, mas em nossas misérias.
É o que Jesus nos revelou durante toda sua vida e de maneira especial no gesto do lava-pés. Ele põe o centro de sua ação nos seres mais pobres e mais fracos, aqueles que não contam para nada, os descartados, os que sofrem e os pecadores. O ser humano, cada um de nós pessoalmente, é tão importante aos olhos de Deus que Ele o coloca no centro de suas preocupações.

O Espírito Santo, figura que desce do alto e se aproxima do ferido, tanto pode ser a figura de uma pomba, de chamas ou de mãos que trazem vida. O bico da pomba, como o Pai e o Filho, beija a pessoa e lhe transmite o Sopro de vida. Deus quer ter o ser humano, um ser vivente, como interlocutor, um ser capaz de responder seu chamado à vida. Deseja um ser vivente, capaz de amar e de assemelhar-se a Ele.
A Pomba de fogo, voa sobre o ser humano caído e o aquece. A relação entre a Pomba de fogo e o ser humano do centro recorda Pentecostes. Cheios do Espírito Santo, os Apóstolos, antes marcados pelo medo, se transformam em testemunhas audazes de Jesus e do amor de Deus.
Pai, Filho e Espírito se preocupam pela pessoa, criada do barro da terra. A pessoa, no centro, é a figura mais escura de todas. Cor da terra, de húmus, um ser criado por Deus, e que estaria sem vida, se esta não lhe fosse comunicada pelo Criador.

Ao experimentar esta acolhida restauradora, o ser humano é chamado a ser também presença da Trindade Amiga para seus irmãos, construindo a comunhão trinitária no mundo em que vive. Só corações solidários adoram um Deus Trinitário",conclui Pe. Adroaldo.

3.Oração (Vida)
 O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Renovamos a nossa fé na Santíssima Trindade:
Creio
Creio em Deus Pai, Todo-poderoso,
Criador do céu e da terra.
Creio em Jesus Cristo,
Seu único Filho, Nosso Senhor,
Que foi concebido pelo Espírito Santo.
Nasceu da Virgem Maria,
Padeceu sob Pôncio Pilatos,
Foi crucificado, morto e sepultado.
Desceu à mansão dos mortos,
Ressuscitou ao terceiro dia,
Subiu aos céus,
Onde está sentado à direita de Deus Pai
E donde há de vir julgar os vivos e os mortos,
Creio no Espírito Santo,
Na santa Igreja católica,
Na comunhão dos santos,
Na remissão dos pecados,
Na ressurreição da carne,
vida eterna. Amém.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso novo olhar é voltado para ser e viver o coração solidário que a Trindade nos inspira. Vamos nos lembrar: "Só corações solidários adoram um Deus Trinitário".

Bênção

 A bênção do Deus de Sara, Abraão e Agar,
a bênção do Filho, nascido de Maria,
a bênção do Espírito Santo de amor,
que cuida com carinho, qual mãe cuida da gente,
esteja sobre todos nós. Amém!

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém

Irmã Patrícia Silva, fsp




 

quarta-feira, 1 de maio de 2024

Mt 13,54-58 - O pai de Jesus, um operário

Preparo-me para a Leitura Orante, rezando:
Espírito de verdade,
a ti consagro a mente e meus pensamentos: ilumina-me.
Que eu conheça Jesus Mestre
e compreenda o seu Evangelho.

1. Leitura (Verdade)

O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto: Mt 13,54-58, e observo pessoas, palavras, relações, lugares.
E voltou para a cidade de Nazaré, onde ele tinha morado. Ele ensinava na sinagoga, e os que o ouviam ficavam admirados e perguntavam:
- De onde vêm a sabedoria dele e o poder que ele tem para fazer milagres? Por acaso ele não é o filho do carpinteiro? A sua mãe não é Maria? Ele não é irmão de Tiago, José, Simão e Judas? Todas as suas irmãs não moram aqui? De onde é que ele consegue tudo isso?
Por isso ficaram desiludidos com ele. Mas Jesus disse:
- Um profeta é respeitado em toda parte, menos na sua terra e na sua casa.
Jesus não pôde fazer muitos milagres ali porque eles não tinham fé.

Refletindo
Jesus está na cidade onde havia sido criado: Nazaré. Ensina na sinagoga - casa de oração do seu povo - e todos se admiram com sua sabedoria. É a prova de que Jesus é o Filho de Deus e não apenas filho do carpinteiro, que também era justo e fiel a Deus. Seus conterrâneos, talvez por baixa autoestima, mas sobretudo, pela falta de fé, questionam a origem da autoridade dele: "De onde vem a sabedoria dele e o seu poder?" Não conseguem compreender que um conhecido deles seja Filho de Deus. E o rejeitam. O Mestre vive uma experiência semelhante à dos profetas que também foram rejeitados, desprezados, até mortos de forma cruel. "Porque eles não tinham fé", Jesus, não pode fazer ali, em Nazaré, muitos milagres.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje? Qual palavra mais me toca o coração? Contemplo Jesus na carpintaria de Nazaré, aprendendo com José. Em tudo semelhante a nós, como disse São Paulo na Carta aos Filipenses.
Meditando
Entendo, na última expressão, a dificuldade de crer: "Jesus não pode fazer muitos milagres ali porque eles não tinham fé".
O bispos na Conferência de Aparecida, disseram: "Vivemos uma mudança de época, e seu nível mais profundo é o cultural. Dissolve-se a concepção integral do ser humano, sua relação com o mundo e com Deus; "aqui está precisamente o grande erro das tendências dominantes do último século... Quem exclui Deus de seu horizonte, falsifica o conceito da realidade e só pode terminar em caminhos equivocados e com receitas destrutivas" (Bento XVI, Discurso Inaugural). (DAp,44).

Meditemos com o Papa Francisco:
"O adolescente Jesus aprendeu a profissão com o pai. Portanto, quando, adulto, começou a pregar, os seus concidadãos, surpreendidos, perguntavam-se: «De onde lhe vem esta sabedoria e o poder de fazer milagres?» (Mt 13, 54), e escandalizavam-se com Ele (cf. v. 57), pois era o filho do carpinteiro, mas falava como um doutor da lei, e escandalizavam-se com isto.

Este dado biográfico sobre José e Jesus faz-me pensar em todos os trabalhadores do mundo, especialmente naqueles que trabalham arduamente em minas e em certas fábricas; naqueles que são explorados através do trabalho não declarado; nas vítimas do trabalho,   nas crianças que são obrigadas a trabalhar e naquelas que vasculham as lixeiras em busca de algo útil... Permito-me repetir o que disse: os trabalhadores escondidos, os trabalhadores que fazem trabalho pesado nas minas e em certas fábricas: pensemos neles. Naqueles que são explorados pelo trabalho clandestino, naqueles que contrabandeiam salários, às escondidas, sem reforma, sem nada. E se não trabalhas, tu, não tens segurança alguma. Há muito trabalho não declarado hoje em dia. Pensemos nas vítimas do trabalho, dos acidentes de trabalho; nas crianças que são obrigadas a trabalhar: isto é terrível! As crianças na idade de brincar devem brincar, mas em vez disso são forçadas a trabalhar como os adultos. Todos estes são nossos irmãos e irmãs, que ganham a vida desta forma, com trabalhos que não reconhecem a sua dignidade! Pensemos nisto. E isto  acontece hoje, no mundo, isto acontece hoje! Mas também penso naqueles que estão desempregados: quantas pessoas vão bater às portas das fábricas, das empresas: “Mas, há alguma coisa a fazer?”  – “Não, não há, não há...”. A falta de trabalho! E penso também naqueles que se sentem feridos na própria dignidade porque não conseguem encontrar um emprego.  
Se não dermos ao nosso povo, aos nossos homens e mulheres, a capacidade de ganhar o pão, é uma injustiça social naquele lugar, naquela nação, naquele continente. Os governantes devem dar a todos a possibilidade de ganhar o pão, porque este ganho lhes dá dignidade. O trabalho é uma unção de dignidade, e isto é importante. Muitos jovens, muitos pais e mães vivem o drama de não ter um emprego que lhes permita viver serenamente, vivem um dia de cada vez. E muitas vezes a procura de uma ocupação torna-se tão dramática que são levados ao ponto de perderem toda a esperança e desejo de viver. 
Nos tempos de pandemia, muitas pessoas perderam os empregos – sabemos isto – e algumas, esmagadas por um fardo insuportável, chegaram ao ponto de cometer suicídio. Gostaria hoje de lembrar cada um deles e as suas famílias.  Façamos um momento de silêncio para recordar aqueles homens e mulheres desesperados porque não conseguem encontrar trabalho".

3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Continua o Papa Francisco:
"Gostaria hoje de recitar convosco a oração que São Paulo VI elevou a São José a 1º de maio de 1969:

Ó São José,
Padroeiro da Igreja
vós que, ao lado do Verbo encarnado
trabalhastes todos os dias para ganhar o pão
tirando d’Ele a força para viver e labutar;
vós que experimentastes a ansiedade do amanhã,
a amargura da pobreza, a precariedade do trabalho:
vós que irradiais hoje, o exemplo da vossa figura,
humilde perante os homens
mas grandíssima diante de Deus,
protegei os trabalhadores na sua dura existência quotidiana,
defendendo-os do desânimo
da revolta negadora,
bem como das tentações do hedonismo;
e preservai a paz no mundo,
aquela paz que, por si só, 
pode garantir o desenvolvimento dos povos. Amém."

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é para ver além das aparências e reconhecer a presença de Deus nos/as trabalhadores/as, nas coisas e pessoas mais simples.

Ir. Patricia Silva, fsp  

sábado, 30 de março de 2024

Mt 16,1-7 - Celebração de Páscoa

 

RESSUSCITOU!

Das trevas para a luz

(Em comunidade, grupos ou em família)

(Ambiente: Mesa com toalha branca, um bonito arranjo de flores,  a Bíblia aberta, vela grande ou círio e velas pequenas para todas as pessoas,  pão grande;  Material: cartões em branco, figuras com símbolos de Páscoa, pincéis atômicos ou canetas, a palavra “paz”, tesoura e cola)

Comentarista -  Boas vindas a todos que vieram celebrar a Páscoa. Primeiro vamos nos cumprimentar uns aos outros. Depois, vamos acender a vela que está sobre a mesa. Esta vela  significa duas coisas: a nossa fé e a pessoa mais importante desta festa -  Jesus Cristo.

Leitor 1( coordenador do grupo ou chefe da família) – ( Acende a vela e diz: ) Jesus é a Luz do mundo!

Comentarista -  Vamos todos cantar (ou rezar) a nossa fé.

Canto: Vos sois o Caminho, a Verdade e a Vida, o Pão da alegria descido do céu.

Da noite da mentira, das trevas para a luz,

Busquemos a Verdade, Verdade é só Jesus.

Comentarista: Qual a origem da festa da Páscoa que celebramos?  

Leitor  2: Conforme o  costume religioso judaico, os cristãos começaram a realizar a  especial celebração anual da Páscoa.       Primeiro, por meio de uma vigília noturna. As comunidades passavam a noite toda reunida, do sábado para o domingo da Páscoa. Nesta ocasião, à luz do mistério pascal, primeiro  proclamavam e ouviam os textos bíblicos relativos à história da salvação (os textos da criação, do êxodo, da vida de Abraão, os livros dos profetas etc.), entremeando-os com cantos de salmos e hinos bíblicos. Depois, faziam a celebração da Ceia pascal.

            Leitor 3:  No século segundo foi inserida  a bênção da água e a celebração do batismo.

            Leitor  4: Toda Vigília era antecedida por um tríduo, ou seja, três dias de jejum feito pelos que se preparavam para o Batismo e os cristãos batizados.

            Leitor 2: Houve mudanças no decorrer dos tempos, na forma de celebrar. O papa Pio XII, em 1951, estabeleceu que se deveria celebrar como nas origens, ou seja, na noite do sábado santo para o domingo da páscoa. O Vaticano II  confirmou esta norma do papa.

Comentarista: Como celebrar a Páscoa?

Leitor 2: Celebra-se a Páscoa com muita luz. Na Vigília Pascal, noite toda iluminada com a luz do Ressuscitado. 

Leitor 3: Celebramos a Ressurreição de Cristo.  É a noite da vitória, da alegria, da festa.

Leitor 4:  Pois a  nossa vida  em Cristo ressuscitado tornou-se luz, vida e  vitória. Por isso nos reunimos em família, em comunidade.

Leitor 2: Por isso acendemos o Círio Pascal, a grande vela, símbolo de Cristo Ressuscitado que vence toda escravidão.

Leitor 1: Acendemos agora, as nossas velas no Círio e cantamos a nossa ressurreição e nossa vitória no Ressuscitado.

Canto: (refrão que se repete, enquanto todos acendem suas velas) Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra, inunda meu ser, permanece em nós.

Comentarista: Nesta celebração, também não pode faltar a proclamação da Palavra de Deus. Com nossas luzes acesas, ouviremos a Palavra que é luz para nossas vidas.

Leitor 2: Evangelho de Jesus Cristo escrito por Marcos, capítulo 16, versículos de 1 a 7.

Depois que terminou o sábado, Maria Madalena, Salomé e Maria, a mãe de Tiago, compraram perfumes para perfumar o corpo de Jesus. No domingo, bem cedo, ao nascer do sol, elas foram ao túmulo. No caminho perguntavam umas às outras:

- Quem vai tirar para nós a pedra que fecha a entrada do túmulo?

Elas diziam isso porque a pedra era muito grande. Mas, quando olharam, viram que ela já havia sido tirada. Então elas entraram no túmulo e viram um moço vestido de branco sentado no lado direito. Elas ficaram muito assustadas, mas ele disse:

- Não se assustem! Sei que vocês estão procurando Jesus de Nazaré, que foi crucificado; mas ele não está aqui, pois já ressuscitou. Vejam o lugar onde ele foi posto. Agora vão e deem este recado a Pedro e aos outros discípulos: "Ele vai adiante de vocês para a Galileia. Lá vocês vão vê-lo, como ele mesmo disse".

Leitor 3: As mulheres são as primeiras testemunhas da ressurreição de Jesus. Elas não abandonam o corpo de Jesus no túmulo. Vão até lá, mesmo preocupadas com o peso da pedra. Quem iria retirá-la? São tomadas de surpresa, pois o túmulo estava aberto. Primeiro, elas vivem uma frustração pelo fato de não encontrarem o corpo de Jesus. Não têm a quem ungir. Depois descobrem que para encontrar Jesus, conforme o moço vestido de branco diz, é preciso sair, dar o recado a Pedro e aos outros discípulos que Jesus está vivo. Ressuscitou! Tornam-se missionárias da Ressurreição.

Leitor 4: Jesus ressuscitado aparece outras vezes aos discípulos e lhes confirma a fé, dando-lhes sempre a paz!

Comentarista: Confirmemos também nós a nossa fé, recebida como dom de Deus no Batismo, cantando:

Canto: Creio, Senhor, mais aumentai minha fé (três vezes).

Comentarista: Apagamos agora, nossas velas. O momento especial da celebração da Páscoa é a Eucaristia. 

Leitor 2: Vamos participar ainda hoje ou amanhã da Missa, mas agora fazemos, ao  redor da mesa, a partilha do pão.

Leitor 3: Vamos nos dar as mãos simbolizando a comunhão na fé e no amor e fazendo nossos pedidos (momento para cada um se expressar). 

Pai nosso...

Leitor 4: Agora partilhamos o pão, ou seja, a vida que Deus nos dá.

( Alguém parte o pão e distribui, enquanto todos, em silêncio recebem e comem).

Comentarista: Deixamos para o final a saudação de Cristo Ressuscitado: a paz! Saudemo-nos em Cristo Jesus, desejando-nos uma Feliz Páscoa!

Canto: Paz, paz de Cristo, paz, paz que vem do amor, lhe desejo irmão.

           Paz que é felicidade de ver em você Cristo nosso irmão!

Comentarista: Esta paz e esta alegria, frutos da Ressurreição de Jesus, precisam ser comunicadas. É preciso dar o recado como deram as mulheres na manhã da Ressurreição. Para isto, podemos preparar um cartão com o material disponível para oferecermos a alguém que não pode estar aqui conosco. Podemos colar algum símbolo e escrever uma mensagem (símbolo da vela, girassol,  sino, sol,  e as palavras "PAZ, Ressuscitou! Ele está vivo! Feliz Páscoa!" ).

Leitor 1: Finalizando, queremos pedir ao Senhor que nos abençoe.


- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.

- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.

-Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.

- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.



Ir. Patricia Silva, fsp
(11)97334-0180
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