sábado, 4 de outubro de 2025

Lc 17,5-10 - "Usa-me! Envia-me!" - 27º Domingo do Tempo Comum

Preparamo-nos para a Leitura Orante, fazendo uma rede de comunicação
e comunhão em torno da Palavra com todas as pessoas que se encontram neste ambiente digital. Rezamos, em sintonia com a Santíssima Trindade.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém

Vinde Espírito Santo,
enchei os corações de vossos fiéis
e acendei neles o fogo do vosso amor.
Ave Maria...
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

1. Leitura (Verdade) 
Vamos "conhecer"
O que diz o texto do dia? Leiamos o texto: Lc 17,5-10

Naquele tempo, 5 os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!” 6 O Senhor respondeu: “Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria. 7Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa’? 8Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso, tu poderás comer e beber’? 9Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? 10Assim também vós, quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’”. 

Revendo o texto
Os discípulos pedem a Jesus: "Aumente a nossa fé". O exemplo da mostarda faz entender que não se trata de aumentar quantitativamente a capacidade de crer. Trata-se de qualidade. Jesus, com o exemplo do grão de mostarda, demonstra que basta pouco para fazer coisas consideradas impossíveis. A imagem da figueira brava que pode ser arrancada "pelas raízes" e jogada no mar, revela o que pode realizar a confiança total em Deus. Já a parábola do servo desmonta toda pretensão humana que busca usar ou instrumentalizar Deus através de relacionamento em favor dos próprios "direitos" ou  interesses. É uma crítica a uma religião mercantilista, que procura negociar com Deus em favor da teologia da prosperidade e, mais recentemente, a teologia do domínio. Na verdade, "somos empregados que não valem nada". Fizemos apenas o "nosso dever".

2. Meditação (Caminho) 
 Amar e imitar Jesus 
O que o texto diz para nós, hoje? Qual palavra mais nos toca o coração?

Pensando na forte expressão “somos servos inúteis” ou na tradução que lemos “ empregado que não vale nada”, recordamos as palavras sábias e experientes do bem-aventurado Tiago Alberione, ao reler a história de Deus na sua vida. Disse ele: “Sou como um “semi-cego” (AD 202), iluminado e guiado passo a passo; uma vez mais o instrumento inadequado” (cf. AD 209). Ou noutra tradução: "somos servos quaisquer". E ainda, dizia de si, Alberione:
"Se o Senhor  tivesse encontrado uma pessoa mais indigna e incapaz, a teria preferido. Isso, contudo, é para mim e para todos a garantia que o Senhor quis e ele mandou fazer; assim como o artista toma um pincel qualquer, de poucos centavos e ignorante acerca da obra a executar, ainda que fosse um belo Divino Mestre Jesus Cristo. (AD 350)

Meditando
Os bispos na Conferência de Aparecida lembraram: "Jesus convida a nos encontrar com Ele e a que nos vinculemos estreitamente a Ele porque é a fonte da vida (cf. Jo 15,1-5) e só Ele tem palavra de vida eterna (cf. Jo 6,68). Na convivência cotidiana com Jesus e na confrontação com os seguidores de outros mestres, os discípulos logo descobrem duas coisas originais no relacionamento com Jesus. Por um lado, não foram eles que escolheram seu mestre foi Cristo quem os escolheu. E por outro lado, eles não foram convocados para algo (purificar-se, aprender a Lei...), mas para Alguém, escolhidos para se vincular intimamente a sua pessoa (cf. Mc 1,17; 2,14). Jesus os escolheu para “que estivessem com Ele e para enviá-los a pregar” (Mc 3,14), para que o seguissem com a finalidade de “ser d’Ele” e fazer parte “dos seus” e participar de sua missão. (DAp,131).
E nós nos interrogamos: Como é nosso discipulado? Temos consciência de que somos  pessoas escolhidas por Deus para seu serviço? Servimos a Deus e não a nós mesmos?
E a nossa fé, transporta montanhas? O papa Francisco na Carta Encíclica Laudato sì diz:
"A fé permite-nos interpretar o significado e a beleza misteriosa do que acontece. A liberdade humana pode prestar a sua contribuição inteligente para uma evolução positiva, como pode também acrescentar novos males, novas causas de sofrimento e verdadeiros atrasos. Isto dá lugar à apaixonante e dramática história humana, capaz de transformar-se num desabrochamento de libertação, engrandecimento, salvação e amor, ou, pelo contrário, num percurso de declínio e mútua destruição. Por isso a Igreja, com a sua ação, procura não só lembrar o dever de cuidar da natureza, mas também e «sobretudo proteger o homem da destruição de si mesmo».
Apesar disso, Deus, que deseja atuar conosco e contar com a nossa cooperação, é capaz também de tirar algo de bom dos males que praticamos, porque «o Espírito Santo possui uma inventiva infinita, própria da mente divina, que sabe prover a desfazer os nós das vicissitudes humanas mais complexas e impenetráveis».[48] De certa maneira, quis limitar-se a Si mesmo, criando um mundo necessitado de desenvolvimento, onde muitas coisas que consideramos males, perigos ou fontes de sofrimento, na realidade fazem parte das dores de parto que nos estimulam a colaborar com o Criador. Ele está presente no mais íntimo de cada coisa sem condicionar a autonomia da sua criatura, e isto dá lugar também à legítima autonomia das realidades terrenas. Esta presença divina, que garante a permanência e o desenvolvimento de cada ser, «é a continuação da ação criadora». O Espírito de Deus encheu o universo de potencialidades que permitem que, do próprio seio das coisas, possa brotar sempre algo de novo: «A natureza nada mais é do que a razão de certa arte – concretamente a arte divina – inscrita nas coisas, pela qual as próprias coisas se movem para um fim determinado.
Como se o mestre construtor de navios pudesse conceder à madeira a possibilidade de se mover a si mesma para tomar a forma da nave». (LS 79-80).

3. Oração (Vida)  
O que o texto nos leva a dizer a Deus?

Salmo 94(95)

Não fecheis o coração; ouvi vosso Deus!

Vinde, exultemos de alegria no Senhor, / aclamemos o rochedo que nos salva! / Ao seu encontro, caminhemos com louvores / e, com cantos de alegria, o celebremos! – R.

Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra, / e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! / Porque ele é o nosso Deus, nosso pastor, † e nós somos o seu povo e seu rebanho, / as ovelhas que conduz com sua mão. – R.

Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: / “Não fecheis os corações como em Meriba, / como em Massa, no deserto, aquele dia, † em que outrora vossos pais me provocaram, / apesar de terem visto as minhas obras”. – R.


Atravessar fronteiras, 
poder romper barreiras
Sem me importar com frio e fome
Para ser sua voz: 
Essa é minha missão!

Pregar a paz aos povos, 
prestar socorro aos corações
Pela palavra ou em forma de canção
Apesar das lutas que enfrentarei 
Eis-me aqui!
Envia-me!

Usa-me!
conduz as minhas mãos. 
Usa-me! 
e guia os meus pés!
E coloca em meus lábios a tua verdade
Usa-me! 
Conduz as minhas mãos. 
Usa-me!
E guia os meus pés
Pra levar a esperança além de onde a voz alcança, 
Envia-me!
Envia-me!

4.Contemplação (Vida e Missão) 
Com  Jesus,  transformar a história.
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso olhar deste dia será iluminado pela presença de Jesus Mestre, acolhido no nosso coração e no coração das demais pessoas. Temos nas mãos, nos pés e no coração a força que pode transformar realidades. Sejamos coerentes.

Bênção
O Senhor nos abençoe e nos guarde!
O Senhor nos mostre seu rosto brilhante e tenha piedade de nós!
O Senhor nos mostre seu rosto e nos conceda a paz!' (Nm 6,24-27).
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Lc 10,13-16 - Para quem e porquê Jesus diz "ai!"

LEITURA ORANTE

Imagem: freepik



SANTOS ANDRÉ DE SOVERAL, AMBRÓSIO FRANCISCO FERRO,

presbíteros, MATEUS MOREIRA E COMPANHEIROS, mártires

(vermelho, pref. comum, ou dos mártires – ofício da memória)

Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro (Ap 7,14).

No estado do Rio Grande do Norte, em 1645, os padres André e Ambrósio, juntamente com companheiros leigos, testemunharam com o martírio sua fé em Cristo, vítimas da invasão holandesa. A exemplo desses primeiros mártires do Brasil, sejamos firmes na fé e na fidelidade a Deus, que hoje nos pede acolhida, e não desdém, ao apelo à conversão feito pelo Evangelho.


Preparamo-nos para a Leitura Orante, rezando, 
com todos que se encontram em torno da Palavra,invocando a rede de comunicação mais perfeita:

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Creio, meu Deus, que estou diante de Ti.
Que me vês e escutas as minhas orações.
Tu és tão grande e tão santo: eu te adoro.
Tu me deste tudo: eu te agradeço.
Foste tão ofendido por mim:
eu te peço perdão de todo o coração.
Tu és tão misericordioso: eu te peço todas as graças
que sabes serem necessárias para mim.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o texto: Lc 10,13-16.

Disse Jesus: 13“Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e Sidônia tivessem sido realizados os milagres que foram feitos no vosso meio, há muito tempo teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e sentando-se sobre cinzas. 14Pois bem, no dia do julgamento, Tiro e Sidônia terão uma sentença menos dura do que vós. 15Ai de ti, Cafarnaum! Serás elevada até o céu? Não, tu serás atirada no inferno. 16Quem vos escuta a mim escuta; e quem vos rejeita a mim despreza; mas quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou”

Jesus fala, neste texto, a três cidades da Galileia onde havia feito muitos milagres: Corazim, Betsaida e Cafarnaum. E fala no tom de  recriminação: "Ai de você!" Isto porque são cidades que se fecharam à mensagem. Estas três cidades haviam recebido atenções especiais de Jesus. Ele chegou a morar em Cafarnaum (Mt 4,13). Lá ele curou o criado do centurião (Mt 8,5-13),  libertou o endemoninhado (Mc 1,21-28). Em Betsaida, curou um cego (Mc 8,22-26),  e, ali, alimentou cinco mil homens com cinco pães e dois peixes (Lc 9,10-17). Com estes e outros tantos sinais, sobretudo com sua presença de amor, a resistência à graça de Deus é gravíssima.

2. Meditação (Caminho)
O que a Palavra diz para nós?
Atualizamos a Palavra, ligando-a à nossa vida. Também somos pessoas ingratas? Depois de receber a vida e com ela tantos bens de Deus, ainda resistimos? Como disseram os bispos, em Aparecida, às vezes recusamos a vida nova:
 
"No exercício de nossa liberdade, às vezes, recusamos essa vida nova (cf. Jo 5,40) ou não perseveramos no caminho (cf. Hb 3,12-14). Com o pecado, optamos por um caminho de morte. Por isso, o anúncio de Jesus sempre convoca à conversão, que nos faz participar do triunfo do Ressuscitado e inicia um caminho de transformação."(DAp 351).

3. Oração (Vida)

O que a Palavra nos leva a dizer a Deus?
Em silêncio, damos nossa resposta de adesão ao Senhor que nos oferece uma vida nova. E rezamos ouvindo
                                            Oração pela paz
Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz 

Astúlio Nunes

Onde há dúvida, que eu leve a fé
Onde há ódio, que eu leve amor
Onde há ofensa, que eu leve perdão
Onde há discórdia, que eu leve união
Onde há erro, que eu leve verdade
Onde há desespero, que eu leve esperança
Onde há trevas, que eu leve a luz
Onde há tristeza, que eu leve alegria

Senhor, fazei de mim 
Um instrumento de vossa paz!

Ó Mestre, que eu não busque tanto
Ser consolado, mas consolar
Ser compreendido, mas compreender
Ser amado, mas amar
Porque é dando que se recebe
Esquecendo que se encontra
Perdoando que se encontra o perdão
Morrendo que se ressuscita para a vida eterna


4. Contemplação(Vida/Missão)
Qual o novo olhar que a Palavra despertou em nós?
Com os olhos iluminados pela luz de Jesus Cristo ressuscitado, assumimos uma vida nova, acolhendo os anúncios de Verdade, Caminho e Vida que o Senhor nos faz a cada dia.

Bênção

O Senhor o abençoe e guarde!
O Senhor lhe mostre seu rosto brilhante e tenha piedade de você!
O Senhor lhe mostre seu rosto e lhe conceda a paz!' (Nm 6,24-27).
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Ir. Patricia Silva, fsp

terça-feira, 30 de setembro de 2025

Lc 9,51-56 - Não quiseram receber Jesus - Memória de São Jerônimo

Leitura Orante
 
"Não quiseram receber Jesus"

Nesta Leitura Orante vamos conhecer, amar e imitar Jesus  
para com Ele transformar a história.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Espírito Santo
que procede do Pai e do Filho,
tu estás em mim, falas em mim,
rezas em mim, ages em mim.
Ensina-me a fazer espaço à tua Palavra,
à tua oração,
à tua ação em mim
para que eu possa conhecer
o mistério da vontade do Pai.
Amém.

1. Leitura (Verdade) 

O que diz o texto do dia? Lemos o texto da Palavra do dia: Lc 9,51-56.

51Estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o céu. Então ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém 52e enviou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram num povoado de samaritanos para preparar hospedagem para Jesus. 53Mas os samaritanos não o receberam, pois Jesus dava a impressão de que ia a Jerusalém. 54Vendo isso, os discípulos Tiago e João disseram: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los?” 55Jesus, porém, voltou-se e repreendeu-os. 56E partiram para outro povoado.  

Compreendendo o texto
Em um momento de silêncio interior, recordo o que li.
O texto diz que "estava chegando o tempo de Jesus ir para o céu". Seguia para Jerusalém. Esta viagem começa com certa solenidade, mandando alguém à frente para preparar, com certeza, alojamento, espaço para encontro com as pessoas. No entanto, ao passar por um povoado da Samaria, Jesus não foi acolhido, não quiseram recebê-lo. Esta rejeição estava fundamentada em antigas mágoas dos samaritanos contra os judeus. Isto despertou revolta em Tiago e João que queriam logo acabar com aquela gente. Jesus os repreendeu e seguiu para outro povoado. O Mestre ensina que é preciso dar tempo para a conversão. Saber esperar o momento da abertura, do perdão, da reconciliação, do encontro.

2. Meditação (Caminho) 

O que o texto diz para nós, hoje? Qual palavra mais nos toca o coração?
Sob a luz da verdade que acolhemos, respondemos aos apelos e convites de Jesus Mestre. Atualizamos e meditamos a Palavra, ligando-a à nossa vida. E podemos nos perguntar: a impaciência dos apóstolos não é nossa também, muitas vezes? 

Meditando
Os bispos, em Aparecida, falaram também de de propostas para conduzir as pessoas ao encontro de Jesus: "A iniciação cristã, que inclui o querigma, é a maneira prática de colocar alguém em contato com Jesus Cristo e iniciá-lo no discipulado.(...)Sentimos a urgência de desenvolver em nossas comunidades um processo de iniciação na vida cristã que comece pelo querigma que guiado pela Palavra de Deus, que conduza a um encontro pessoal, cada vez maior, com Jesus Cristo, perfeito Deus e perfeito homem, experimentado como plenitude da humanidade e que leve à conversão, ao seguimento em uma comunidade eclesial e a um amadurecimento de fé na prática dos sacramentos, do serviço e da missão." (DAp 288 e 289).

Na carta Laudato sì, falando da cultura do descarte,  o Papa Francisco reconhece que se nota «a relação íntima entre os pobres e a fragilidade do planeta, a convicção de que tudo está estreitamente interligado no mundo, a crítica do novo paradigma e das formas de poder que derivam da tecnologia, o convite a procurar outras maneiras de entender a economia e o progresso, o valor próprio de cada criatura, o sentido humano da ecologia, a necessidade de debates sinceros e honestos, a grave responsabilidade da política internacional e local, a cultura do descarte e a proposta dum novo estilo de vida» (16).


3. Oração (Vida)  

O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Nosso coração já está em sintonia com o coração de Jesus. Vivemos este momento em silêncio. E oramos, ouvindo: 
Pe. Zezinho, scj

Quem é esse Jesus
de quem se fala tanto há tanto tempo e tantas coisas
muitos contra e muitos a favor?
Quem é esse Jesus?
Não passa hora, nem minuto, 
nem segundo sem que alguém se lembre dele
Sem que o chamem de Senhor
Tamanha é sua luz tão grande a força das palavras que Ele disse
Em Jesus não há mesmice desde o berço até à cruz
Ninguém disse o que Ele disse, nem do jeito que Ele disse
Quem é esse Jesus?

Quem é esse Jesus,
que andou pelas aldeias semeando mil ideias
e do céu mostrou-se porta-voz?
Quem é esse Jesus?
Que fez os santos, os profetas e os doutores converteu mil pecadores
Não deixou ninguém a sós
Tamanha é sua paz tão grande 
a força dos sinais que foi deixando
Que prossegue transformando quem se deixa transformar
Com palavras decididas transformou milhões de vidas
Quem é esse Jesus?

Quem é esse Jesus,
que gera controvérsias onde quer que alguém o lembre
muitos contra e muitos a favor?
Quem é esse Jesus?
Por causa dele nova História foi escrita 
não há vida mais bonita do que a deste sofredor
Morreu por todos nós 
mas foi tão forte o testemunho dessa vida
Pois a morte foi vencida ao vencer a dor da cruz
Poderoso e mais que forte poderoso até na morte
Quem é esse Jesus?


4.Contemplação (Vida e Missão) 
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?

Passaremos o dia a olhar todas as pessoas, rezando com o apóstolo Paulo:
"Ao visitá-las, levo para vocês muitas bênçãos de Cristo". (Rm 15,29).

Bênção Bíblica
O Senhor o abençoe e guarde!
O Senhor lhe mostre seu rosto brilhante e tenha piedade de você!
O Senhor lhe mostre seu rosto e lhe conceda a paz!’ (Nm 6,24-27).
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Ir. Patricia Silva, fsp





segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Lc 8,16-18 - Para que todos vejam a luz

Leitura orante


Preparamo-nos para a Leitura Orante, rezando, com todos os que se encontram com a Palavra neste instante e, aqui neste espaço, pessoas do mundo inteiro, do Brasil, do Canadá, da Índia, do Japão, de Portugal, da Rússia, da Noruega, da Itália, dos Estados Unidos, da África, das Filipinas, e de muitos outros lugares. 

Acendemos, em torno da Palavra, nossa grande Luz,  
uma comunidade eclesial missionária, na unidade, em sinodalidade,
 como pedia Jesus que fizéssemos:

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Creio, meu Deus, que estou diante de ti.
Que me vês e escutas as minhas orações.
Tu és tão grande e tão santo: eu te adoro.
Tu me deste tudo: eu te agradeço.
Foste tão ofendido por mim:
eu te peço perdão de todo o coração.
Tu és tão misericordioso: eu te peço todas as graças
que sabes serem necessárias para mim.

Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

1. Leitura (Verdade) - A Palavra

- O que a Palavra diz?
Invocamos a Santíssima Trindade com breve oração:

Trindade Santíssima - Pai, Filho, Espírito Santo -
presente e agindo na Igreja e na profundidade do meu ser,
eu vos adoro, amo e agradeço.

Lemos atentamente, o texto da Palavra do dia: Lc 8,16-18.

Disse Jesus à multidão: 16“Ninguém acende uma lâmpada para cobri-la com uma vasilha ou colocá-la debaixo da cama; ao contrário, coloca-a no candeeiro, a fim de que todos os que entram vejam a luz. 17Com efeito, tudo o que está escondido deverá tornar-se manifesto; e tudo o que está em segredo deverá tornar-se conhecido e claramente manifesto. 18Portanto, prestai atenção à maneira como vós ouvis! Pois a quem tem alguma coisa, será dado ainda mais; e àquele que não tem, será tirado até mesmo o que ele pensa ter”.

Refletindo
Fazemos um instante de silêncio e recordamos o que lemos. Neste texto aparecem os verbos: "acender", "ver", "colocar". São relacionados à lamparina. A Palavra de Deus, é uma lamparina que, antes de iluminar o caminho por onde vamos, ilumina-nos por dentro, ilumina a nossa consciência para que possamos conhecer, discernir a vontade de Deus. Nossa missão na Igreja é de ser luz.

2. Meditação (Caminho) 
-  o Pão que me alimenta

O que a Palavra diz para nós? Que alimento recebo da Palavra?

Os bispos, em Aparecida, disseram: "Os fiéis leigos são "os cristãos que estão incorporados a Cristo pelo batismo, que formam o povo de Deus e participam das funções de Cristo: sacerdote, profeta e rei. Eles realizam, segundo sua condição, a missão de todo o povo cristão na Igreja e no mundo". São "homens da Igreja no coração do mundo, e homens do mundo no coração da Igreja" (DAp 209).

Meditando
Atualizamos a Palavra, ligando-a à nossa  vida. Também nós somos luz. Somos filhos da luz, comunicadores da luz de Deus e agimos agora em colaboração com Deus para levar esta mesma luz a outros. Somos comunidade eclesial missionária, Não podemos esconder nossa luz "debaixo da cama ou da mesa". O bem-aventurado Alberione entendeu muito bem esta missão, quando em oração diante do Santíssimo Sacramento, ouviu: "Daqui quero iluminar. Eu estou com vocês". Na Eucaristia e nos sacramentos está a  fonte de luz. Noutro momento, Alberione, ouviu: "Dou-lhes a minha luz. E me servirei de vocês para iluminar". Somos comunidade eclesial missionária.

3. Oração (Vida) 
-  A Caridade que aponta para a vida plena
O que a Palavra nos leva a dizer a Deus?
Em sintonia com o coração de Jesus, rezamos o Salmo 125(126)

Maravilhas fez conosco o Senhor!


Quando o Senhor reconduziu nossos cativos, / parecíamos sonhar; / encheu-se de sorriso nossa boca, / nossos lábios, de canções. – R.

Entre os gentios se dizia: “Maravilhas / fez com eles o Senhor!” / Sim, maravilhas fez conosco o Senhor, / exultemos de alegria! – R.

Mudai a nossa sorte, ó Senhor, / como torrentes no deserto. / Os que lançam as sementes entre lágrimas / ceifarão com alegria. – R.

Chorando de tristeza, sairão, / espalhando suas sementes; / cantando de alegria, voltarão, / carregando os seus feixes! – R.


4. Contemplação (Vida)
 - A ação Missionária em estado permanente

Qual o novo olhar que a Palavra despertou em nós?
Cristo diz: "Eu sou a luz do mundo"( Jo 8,12) e
"Vocês são a luz do mundo". (Mt 5,14). Passemos o dia vendo com a luz de Deus, as pessoas, a família, o trabalho, os estudos, todas situações, o mundo, e sobretudo, as pessoas com as quais nos relacionamos mais de perto. Somos comunidade em missão permanente.

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.



Ir. Patricia Silva, fsp

sábado, 20 de setembro de 2025

Lc 16,1-13 - O Mestre louva a fidelidade, o amor que partilha - 25º Domingo do TC - 21 de setembro



Preparamo-nos para a Leitura Orante, entrando, agora, na grande rede de comunicação e na comunidade da Palavra, com todas as pessoas que se encontram neste ambiente digital. Rezamos em sintonia com a Santíssima Trindade.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Senhor, nós te agradecemos por este dia.
Abrimos, com este acesso à internet,
nossas portas e janelas para que tu possas
Entrar com tua luz.
Queremos que tu Senhor, definas os contornos de
Nossos caminhos,
As cores de nossas palavras e gestos,
A dimensão de nossos projetos,
O calor de nossos relacionamentos e o
Rumo de nossa vida.
Podes entrar, Senhor em nossas famílias.
Precisamos do ar puro de tua verdade.
Precisamos de tua mão libertadora para abrir
Compartimentos fechados.
Precisamos de tua beleza para amenizar
Nossa dureza.
Precisamos de tua paz para nossos conflitos.
Precisamos de teu contato para curar feridas.
Precisamos, sobretudo, Senhor, de tua presença
Para aprendermos a partilhar e abençoar!
Ó Jesus Mestre, Verdade-Caminho-Vida, tem piedade de nós.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos com atenção o texto de hoje: Lc 16,1-13 que narra a parábola do administrador desonesto.

1Jesus dizia aos discípulos:] “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. 2Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isso que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. 3O administrador então começou a refletir: ‘O senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. 4Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’. 5Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ 6Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te depressa e escreve cinquenta!’ 7Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve oitenta’. 8E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz. 9E eu vos digo, usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas.

10Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes. 11Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? 12E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso? 13Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”.

Refletindo
Muitos acham esta parábola desconcertante. Ela diz claramente que o administrador era desonesto. E, no entanto, o patrão o louva. Mais ainda: Jesus o apresenta como modelo. O administrador usa de sua esperteza. Procura cercar-se de amigos. E os faz através dos devedores do seu patrão. O recurso que utiliza é engenhoso e desonesto. O patrão admira o seu engenho. Muitas vezes falta aos cristãos a criatividade. Como diz Jesus noutra passagem: ser "simples como as pombas e prudentes como as serpentes" (Mt 10,16).  O Mestre não louva o erro, o engano, mas a habilidade, a criatividade. Na parábola de Jesus, Deus é o patrão defraudado que nos recebe no seu Reino.
A grande afabilidade e criatividade é o amor, que partilha.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para  nós, hoje?
Meditando

Os bispos na Conferência de Aparecida lembraram: “Dos que vivem em Cristo se espera um testemunho muito crível de santidade e de compromisso. Desejando e procurando essa santidade não vivemos menos, mas melhor, porque, quando Deus pede mais, é porque está oferecendo muito mais: “Não tenham medo de Cristo! Ele não tira nada e nos dá tudo!”(DAp, 352).

E nós nos interrogamos: Como é nosso testemunho? Somos  pessoas criativas nas coisas de Deus?

3.Oração (Vida)

O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezemos o Salmo 112(113)

Louvai o Senhor, que eleva os pobres!

Louvai, louvai, ó servos do Senhor, / louvai, louvai o nome do Senhor! / Bendito seja o nome do Senhor, / agora e por toda a eternidade! – R.

Levanta da poeira o indigente / e do lixo ele retira o pobrezinho, / para fazê-lo assentar-se com os nobres, / assentar-se com nobres do seu povo. – R.
Pai Nosso...

Canção para ouvir e cantar

Milagre de repartir (Roberto Malvezzi)

Bastariam dois pães e dois peixes
e o milagre do amor.
Pra acabar com tanta fome e acabar com tanta dor. Bastariam dois pães e dois peixes e o milagre do amor. Pra acabar com tanta fome e acabar com tanta dor. 1. Jesus, vendo a multidão, Sabendo que tinham fome. Pediu a quem tivesse alguma coisa pra aqueles homens. E repartiu o peixe e o pão. Criou, assim, a comunhão. 2. Maria, em seu fogão, Cozeu um pouco de pão. Depois repartiu aos filhos como se fosse o seu coração. Refez o gesto de Nosso Senhor. Refez o gesto de seu amor. 3. O Cristo agora vem, E dá-se entre os irmãos. Sacia a cada um com o pão da vida e a vida do pão. Essa é a lei de Nosso Senhor: Não há medidas para o amor!

4.Contemplação (Vida e Missão)

Qual é o nosso novo olhar a partir da Palavra? 
Sentimo-nos discípulos/as de Jesus.

Nosso olhar deste dia seja iluminado pela presença de Jesus Cristo, acolhido no nosso coração e no coração das demais pessoas. Nosso olhar e nosso agir sejam movidos pelo amor e pela ação missionária em todas as oportunidades em que pudermos anunciar  o amor de Deus.

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- 
Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém. 

- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp

terça-feira, 16 de setembro de 2025

Lc 7,11-17 - O toque que dá vida

LEITURA ORANTE



Preparamo-nos para a Leitura Orante, rezando a bênção bíblica:

A bênção do Deus de Sara, Abraão e Agar,
a bênção do Filho, nascido de Maria,
a bênção do Espírito Santo de amor,
que cuida com carinho,
qual mãe cuida da gente,
esteja sobre todos nós. Amém!
Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

1. Leitura (Verdade)
- O que a Palavra diz?
Lemos de forma pausada e atenta a Palavra em Lc 7,11-17.

11 Jesus dirigiu-se a uma cidade chamada Naim. Com ele iam seus discípulos e uma grande multidão. 12 Quando chegou à porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único; e sua mãe era viúva. Grande multidão da cidade a acompanhava. 13 Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela e lhe disse: “Não chores!” 14 Aproximou-se, tocou o caixão, e os que o carregavam pararam. Então, Jesus disse: “Jovem, eu te ordeno, levanta-te!” 15 O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. 16 Todos ficaram com muito medo e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo”. 17 E a notícia do fato espalhou-se pela Judeia inteira e por toda a redondeza.

Recapitulando
Na estrada, de Cafarnaum à Samaria, fica Naim. Jesus encontra, perto da cidade, este funeral: o filho único de uma viúva. O texto diz que Jesus "ficou com muita pena dela", da mãe. Primeiro, a consola: "Não chore!" Depois chegou mais perto do caixão e os que carregavam o defunto, pararam. Então, "tocou" o caixão. Em seguida, deu a ordem de vida: "Moço, eu ordeno a você: levante-se!" O moço sentou-se e começou a falar. Jesus o ressuscitou! E o entregou à sua mãe. O toque de Jesus com sua mão é um toque de vida. Acrescente-se a este gesto, a sua Palavra.
O toque de Jesus curou cegos, fez paralíticos andar, curou leprosos, curou a febre da sogra de Pedro, abraçou e abençoou crianças, deu segurança a Pedro que se afundava no mar, multiplicou pães e peixes, expulsou demônios, levantou pecadores, curou a mulher hemorroíssa, ressuscitou a menina, ressuscitou este moço. Hoje pode me levantar de qualquer situação que queira me derrubar e me abençoar.


2. Meditação(Caminho)
- O que a Palavra diz para nós?
Podemos nos perguntar tantas coisas. Jesus, pela sua Palavra e pela Eucaristia é Deus conosco, "todos os dias", como ele próprio garante.( Cf Mt 28,20). Como acolhemos este "toque", mais que isso: esta vinda de Jesus a nós pela comunhão? Cremos que ele pode ressuscitar aquilo que está fraco e até, de certa forma, morto em nós? 

Meditando

Disse o Papa Francisco:
"O Evangelho de Lucas  (7, 11-17) apresenta-nos um milagre de Jesus deveras grandioso: a ressurreição de um jovem. No entanto, o núcleo desta narração não é o milagre mas a ternura de Jesus para com a mãe deste jovem. Aqui a misericórdia assume o nome de grande compaixão por uma mulher que tinha perdido o marido e que agora leva ao cemitério o seu único filho. Esta grande dor da mãe comove Jesus e provoca o milagre da ressurreição"
Ao ouvir a palavra de Jesus, «sentou-se o que estivera morto e começou a falar, e Jesus entregou-o à sua mãe» (v. 15). Esta frase é muito bonita: indica a ternura de Jesus: «Entregou-o à sua mãe». A mãe reencontra o filho. Recebendo-o das mãos de Jesus ela torna-se mãe pela segunda vez, mas o filho que agora lhe foi restituído não recebeu a vida dela. Mãe e filho recebem assim a respetiva identidade graças à palavra poderosa de Jesus e ao seu gesto amoroso.
A misericórdia é um caminho que vai do coração às mãos. No coração recebemos a misericórdia de Jesus que nos doa o perdão de tudo, porque Deus perdoa tudo e levanta-nos, dá-nos a vida nova e contagia-nos com a sua compaixão. Do coração perdoado e com a compaixão de Jesus, começa o caminho rumo às mãos, isto é, para as obras de misericórdia. Dizia-me um bispo outro dia que na sua catedral e noutras igrejas fez portas de misericórdia de entrada e de saída. Perguntei o porquê e a resposta foi: «Porque uma porta é para entrar, pedir perdão e obter a misericórdia de Jesus; a outra é a porta da misericórdia em saída, para levar a misericórdia aos outros, com as nossas obras de misericórdia».  (Francisco, 10/08/2016).

3. Oração (Vida)
- O que a Palavra nos leva a dizer a Deus?
Rezamos com o Salmista:
Senhor, tu me mostras o caminho que leva à vida.
A tua presença me enche de alegria e
Me traz felicidade para sempre. (Sl 16,11). 
Ouvir a canção: 

4. Contemplação(Vida/ Missão)
- Qual o nosso novo olhar a partir da Palavra?
Hoje, nos momentos bons e também nos mais complicados teremos esta certeza: Deus está aqui. O Senhor dirige a nossa vida! Nosso futuro está nas suas mãos. (Sl 16,5)
Palavra para lembrar: "Jesus tocou".

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patricia Silva, fsp

domingo, 31 de agosto de 2025

Lc 14,1.7-14 - Consequências das escolhas - 22º DomingoTC - 31/08/2025



- A nós, a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

Preparamo-nos para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre,
Sois o Mestre e a Verdade:
iluminai-nos, para que melhor compreendamos
as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho:
fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.
Sois a Vida:
transformai nosso coração em terra boa,
onde a Palavra de Deus produza frutos
abundantes de santidade e missão.
(Bv. Alberione)

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o texto: Lc 14,1.7-14, e observamos pessoas. Procuramos compreender o ensinamento de Jesus Mestre.

 1 Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. 7Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares. Então, contou-lhes uma parábola: 8“Quando tu fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar. Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu, 9e o dono da casa, que convidou os dois, venha te dizer: ‘Dá o lugar a ele’. Então tu ficarás envergonhado e irás ocupar o último lugar. 10 Mas, quando tu fores convidado, vai sentar-te no último lugar. Assim, quando chegar quem te convidou, te dirá: ‘Amigo, vem mais para cima’. E isso vai ser uma honra para ti diante de todos os convidados. 11 Porque quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado”. 12 E disse também a quem o tinha convidado: “Quando tu deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te, e isso já seria a tua recompensa. 13Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. 14Então tu serás feliz! Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos”.

Revendo o Texto
Mais um convite a Jesus para um banquete no sábado. Nestes banquetes, o protocolo designava rigorosamente os lugares. A história contada por Jesus fala das consequências das escolhas.
Quem escolhe o primeiro lugar pode se dar mal, dado que este lugar já deve estar designado para outra pessoa “mais importante”. Jesus, reparando que os convidados escolhiam os melhores lugares, quis dizer que quem se exalta será humilhado e quem se humilha será engrandecido. É assim que o Mestre vai formando os discípulos para as atitudes que lhes convém.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
Nossa vida reflete o que o texto diz ou há contradições? Na comunidade da qual participamos é assim que as pessoas se relacionam ou há disputa de poder, pessoas que buscam fazer carreira? Que lugar ocupamos nós?
Meditando
A Conferência de Aparecida nos recorda: “O anúncio de Jesus sempre convoca o discípulo à conversão, que nos faz participar do triunfo do Ressuscitado e inicia um caminho de transformação. "(DAp 351).

3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Nosso coração já está em sintonia com o coração de Jesus.
Vivemos este momento em silêncio. Depois, concluimos rezando e ouvindo:

(Pe. Zezinho,scj)

Quando a gente encontra Deus
Quer ficar cada dia menor
Quer ver Deus cada dia maior
No coração de cada pessoa
Quando a gente encontra Deus
Quando encontra de verdade a grande luz
Diz o que disse João, ao falar de Jesus

Não, não, não, não sou à luz
Mas conheço quem dela veio
Sou somente um religioso
Sou somente um religioso
Não, não, não, não sou à luz
Mas conheço quem nela veio
Sou somente um religioso
Sou somente um religioso

Quando a gente encontra Deus
Todo dia lhe pede perdão
E do fundo do seu coração
Se entrega a Deus e nele confia
Quando a gente encontra Deus
Quando encontra de verdade a grande luz
Diz o que disse João, apontando Jesus
A verdade, não sou eu
E também não sou o caminho
Sou apenas uma seta
Sou apenas um profeta
A verdade, não sou eu
E também não sou o caminho
Sou apenas uma seta
Sou apenas um profeta

Quando a gente encontra Deus
Coração não consegue calar
Vai aos outros, vai testemunhar
O quanto é bom viver de esperança
Quando a gente encontra Deus
Quando vive de verdade o verbo amar
Pede perdão e perdoa e não quer mais pecar

Também eu sou filho seu
Em Jesus eu fui libertado
Perdoei, fui perdoado
Perdoei, fui perdoado
Também eu sou filho seu
Em Jesus eu fui libertado
Perdoei, fui perdoado
Perdoei, fui perdoado
Também eu sou filho seu
Em Jesus eu fui libertado
Perdoei, fui perdoado
Perdoei, fui perdoado

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Vamos olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vamos eliminar do nosso modo de pensar e agir aquilo que não vem de Deus, que não é conforme o Projeto de Jesus Mestre.


Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.


 Ir. Patricia Silva, fsp