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domingo, 13 de setembro de 2026

Mt 18,21-35 - “Construtores de paz” entre os povos e nações/ 24º DTC - 13/09/26

LEITURA ORANTE


Hoje,  contemplamos a alegria do perdão

A você, a saudação de Paulo Apóstolo: 
Que a graça e a paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo estejam com vocês.(Ef 1, 2)

Oração
Ef 1,3-7
Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo:
Ele nos abençoou com toda bênção espiritual,
no céu, em Cristo.
  Ele nos escolheu em Cristo
antes de criar o mundo
para que sejamos santos e sem defeito
diante dele, no amor.
  Ele nos predestinou para sermos
seus filhos adotivos
por meio de Jesus Cristo,
conforme a benevolência de sua vontade,
  para o louvor da sua glória
e da graça que ele derramou abundantemente sobre nós
por meio de seu Filho querido.
 Por meio do sangue de Cristo é que fomos libertos
e nele nossas faltas foram perdoadas,
conforme a riqueza da sua graça.
*******
Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fieis
Ave Maria...

/Leitura (Verdade)
Vamos ler  com calma e atentamente: Mt 18,21-35

Pedro chegou perto de Jesus e perguntou:
- Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão que peca contra mim? Sete vezes?
- Não! - respondeu Jesus. - Você não deve perdoar sete vezes, mas setenta vezes sete. Porque o Reino do Céu é como um rei que resolveu fazer um acerto de contas com os seus empregados. Logo no começo trouxeram um que lhe devia milhões de moedas de prata. Mas o empregado não tinha dinheiro para pagar. Então, para pagar a dívida, o seu patrão, o rei, ordenou que fossem vendidos como escravos o empregado, a sua esposa e os seus filhos e que fosse vendido também tudo o que ele possuía. Mas o empregado se ajoelhou diante do patrão e pediu: "Tenha paciência comigo, e eu pagarei tudo ao senhor."
- O patrão teve pena dele, perdoou a dívida e deixou que ele fosse embora. O empregado saiu e encontrou um dos seus companheiros de trabalho que lhe devia cem moedas de prata. Ele pegou esse companheiro pelo pescoço e começou a sacudi-lo, dizendo: "Pague o que me deve!"
- Então o seu companheiro se ajoelhou e pediu: "Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei tudo."
- Mas ele não concordou. Pelo contrário, mandou pôr o outro na cadeia até que pagasse a dívida. Quando os outros empregados viram o que havia acontecido, ficaram revoltados e foram contar tudo ao patrão. Aí o patrão chamou aquele empregado e disse: "Empregado miserável! Você me pediu, e por isso eu perdoei tudo o que você me devia. Portanto, você deveria ter pena do seu companheiro, como eu tive pena de você."
- O patrão ficou com muita raiva e mandou o empregado para a cadeia a fim de ser castigado até que pagasse toda a dívida.
E Jesus terminou, dizendo:
- É isso o que o meu Pai, que está no céu, vai fazer com vocês se cada um não perdoar sinceramente o seu irmão.

Refletindo
À pergunta de Pedro: “Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão que peca contra mim? Sete vezes? “ Jesus disse que não só sete vezes, mas setenta vezes sete. Ou seja, na comunidade dos seguidores de Jesus não existe limite para o perdão. “Setenta vezes sete” quer dizer, sempre! A história que Jesus conta em seguida é para lembrar que também nós precisamos de perdão, também nós somos perdoados, por isso, devemos perdoar sempre.
Para Jesus perdão é uma forma de amor, um amor que acolhe o outro na sua fragilidade.
O perdão é o superlativo do amor.
O perdão “inventa” uma atitude não descrita em nenhum manual de comportamento. Ele quebra a lógica do “olho por olho, dente por dente”. E é como pecadores que somos chamados a perdoar e não, como justos. 
O perdão abre uma porta para a vida, num mundo fechado em dores e sentimentos feridos.
O perdão é um ato de fé na bondade fundamental do ser humano.
Quem perdoou verdadeiramente, o fez porque se encontrou com a fonte da vida e da reconciliação. Foi conduzido por uma sede imensa que o levou ao mais profundo do seu coração. Tudo é possível quando buscamos em nome de Jesus. 

Meditação (Caminho)

- O que a Palavra diz para nós? 
O Evangelho de hoje me questiona profundamente, sobretudo a dificuldade de perdoar. Devo me lembrar de que o perdão mede a minha fé no nome de Jesus e a capacidade de amar. Preciso estar movido pela fé, em comunicação com Deus, dizendo-lhe o tamanho de minha cruz. É preciso dizer a Ele que precisamos de uma luz. E Ele nos ouve.  Em nome de Jesus nos vemos a luz. Só Ele nos faz compreender o sentido do perdão. De Deus nos vem a luz e a paz. Vem a força para levar a nossa cruz, para perdoar, para amar.

Meditando com a Igreja
Disseram os bispos, na Conferência de Aparecida: “A Igreja, sacramento de reconciliação e de paz, deseja que os discípulos e missionários de Cristo sejam também, ali mesmo onde se encontrem, “construtores de paz” entre os povos e nações de nosso Continente. A Igreja é chamada a ser uma escola permanente de verdade e de justiça, de perdão e de reconciliação para construir uma paz autêntica” (DAp 542).

O Papa Leão XIV fez um  histórico pedido de perdão, dia 25 de maio de 2026, pelo papel que a Santa Sé desempenhou na legitimação da escravidão e por não a ter condenado durante séculos, chamando o histórico do Vaticano de "ferida na memória cristã".
"É impossível não sentir profunda tristeza ao contemplar o imenso sofrimento e a humilhação suportados por tantos, em nítido contraste com a sua imensurável dignidade como pessoas infinitamente amadas pelo Senhor", escreveu Leão XIV. "Por isso, em nome da Igreja, peço sinceramente perdão."

O Papa Francisco explicava que, na Parábola, encontramos duas atitudes diferentes: a de Deus - representado pelo rei, que perdoa tanto, porque Deus perdoa sempre - e a do homem:
“No comportamento divino, a justiça é permeada pela misericórdia, enquanto o comportamento humano se limita à justiça. Jesus exorta-nos a abrirmo-nos com coragem ao poder do perdão, porque nem tudo na vida se resolve com a justiça, sabemos disso.”

 Oração (Vida) 

Sem perdão não há mudança. Deus, que sabe perdoar, pode nos ajudar. 
Rezemos ou cantemos:

Perdão, Senhor - Pe. Zezinho, scj

Perdão, senhor, tantos erros cometi

Perdão, senhor tantas vezes me omiti
Perdão senhor, pelos males que causei
Pelas coisas que falei,
Pelo irmão que eu julguei
Perdão senhor
Pelos males que causei
Pelas coisas que falei,
Pelo irmão, que eu julguei

Refrão

Piedade, senhor, tem piedade, senhor,
Meu pecado vem lavar com teu amor
Piedade, senhor, tem piedade, senhor,
E liberta minha alma para o amor

Perdão, senhor, por que sou tão pecador perdão senhor, 

sou pequeno e sem valor

Mas mesmo assim, tu me amas quero então
Te entregar meu coração,
Suplicar o teu perdão

Mas mesmo assim, tu me amas quero então
Te entregar meu,coração,
Suplicar o teu perdão


 Contemplação (Vida/ Missão)
- Qual o nosso novo olhar a partir da Palavra?
Queremos hoje ter um olhar de amor que tudo perdoa, tudo desculpa, tudo crê! A Palavra de Deus nos oferece seis motivos 
para perdoar sempre:
1. Deus perdoa (Ef 4,32)
2. Perdão traz libertação (Sl 32,1)
3. Quem ama perdoa (1Pd 4,8)
4. Quem é perdoado ama (Lc 7,47)
5. Perdão não tem limites (Mt 18,21ss)
6. Perdão gera mais perdão (Mt 6,14)
 Peçamos a graça de perdoar
BÊNÇÃO  
Senhor, nosso Deus, concedei-nos  a graça da conversão e da reconciliação por meio da oração, da penitencia e da caridade. Dai-nos a graça de aprender convosco a  ser livres para amar, acolhendo a vida como dom e compromisso, valorizando e defendendo a vida, especialmente onde ela se encontra mais fragilizada e sofrida. Isto vos pedimos, em nome do Pai, e do Filho e do Espirito Santo. Amém.


Ir. Patricia Silva, fsp





sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Mt 19,3-12 - Família. Amor pleno na doação recíproca


SEMANA DA FAMÍLIA (30ª edição)- 9 a 15 de agosto. 
Esta edição celebra os 45 anos da exortação Familiaris Consortio e 
                               os 10 anos da Amoris Laetitia.                                                         
                        Tema central : “Família, torna-te aquilo que és”.                          Lema : “O amor jamais acabará”* (1Cor 13,8).  



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Como é bonito ouvir o coração de Jesus Cristo.
É o que vamos fazer agora.

Preparamo-nos  para a Leitura Orante, rezando,
com todos que se encontram neste momento em torno da Palavra de Deus

Espírito de verdade, 
a ti consagro a mente e meus pensamentos: ilumina-me.
Que  eu conheça Jesus Mestre,
 compreenda e viva o seu Evangelho. 
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

Considerai, Senhor, vossa Aliança e não abandoneis para sempre o vosso povo. 
Levantai-vos, Senhor, defendei vossa causa e não desprezeis o clamor de quem vos busca (Sl 73,20.19.22s).


1. Leitura (Verdade)

O que diz o texto do dia?
Vamos lê-lo em  Mt 19,3-12, e observar as recomendações de Jesus.

Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 3 alguns fariseus aproximaram-se de Jesus e perguntaram, para o tentar: “É permitido ao homem despedir sua esposa por qualquer motivo?” 4 Jesus respondeu: “Nunca lestes que o Criador, desde o início, os fez homem e mulher? 5 E disse: ‘Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne’? 6De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”. 7 Os fariseus perguntaram: “Então, como é que Moisés mandou dar certidão de divórcio e despedir a mulher?” 8Jesus respondeu: “Moisés permitiu despedir a mulher por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o início. 9Por isso eu vos digo, quem despedir a sua mulher – a não ser em caso de união ilegítima – e se casar com outra comete adultério”. 10  Os discípulos disseram a Jesus: “Se a situação do homem com a mulher é assim, não vale a pena casar-se”. 11 Jesus respondeu: “Nem todos são capazes de entender isso, a não ser aqueles a quem é concedido. 12 Com efeito, existem homens incapazes para o casamento porque nasceram assim; outros, porque os homens assim os fizeram; outros, ainda, se fizeram incapazes disso por causa do Reino dos Céus. Quem puder entender, entenda”.

Compreendendo o texto
Jesus recorda neste trecho que a lei de Moisés (Dt 24,1-3) tentava proteger os direitos da mulher, mesmo concedendo vantagem ao homem. Os fariseus querem “conseguir uma prova contra ele, Jesus”. Apresentam-lhe a questão, partindo de Moisés, supondo que Jesus negue a lei. Jesus aceita o desafio. Refere-se ao Gênesis e ao Deuteronômio. Reporta-se ao projeto original de Deus (Gn 1,27) que busca a igualdade entre os cônjuges e a entrega total e duradoura que une. “Ninguém separe o que Deus uniu”, diz Jesus. Cônjuge vem de conjugar, significa “unir sob um jugo”, apegar-se e aderir.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
Fala-nos de ensinamentos e gestos de Jesus que são fundamentais para uma vida cristã. 

Meditando com
Os bispos na Conferência de Aparecida. Disseram eles:
"O fato de sermos amados por Deus enche-nos de alegria. O amor humano encontra sua plenitude quando participa do amor divino, do amor de Jesus que se entrega solidariamente por nós em seu amor pleno até o fim (cf. Jo 13,1; 15,9). O amor conjugal é a doação recíproca entre um homem e uma mulher, os esposos: é fiel e exclusivo até a morte e fecundo, aberto à vida e à educação dos filhos, assemelhando-se ao amor fecundo da Santíssima Trindade. O amor conjugal é assumido no Sacramento do Matrimônio para significar a união de Cristo com sua Igreja. Por isso, na graça de Jesus Cristo ele encontra sua purificação, alimento e plenitude ( Ef 5,23-33)." (DAp 117).

3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos com o Salmo 77(78)

Das obras do Senhor não se esqueçam.

1. Mesmo assim, eles tentaram o Altíssimo, / recusando-se a guardar os seus preceitos. / Como seus pais, se transviaram e o traíram / como um arco enganador que volta atrás. – R.

2. Irritaram-no com seus lugares altos, / provocaram-lhe o ciúme com seus ídolos. / Deus ouviu e enfureceu-se contra eles, / e repeliu com violência a Israel. – R.

3. Entregou a sua arca ao cativeiro, / e às mãos do inimigo a sua glória; / fez perecer seu povo eleito pela espada / e contra a sua herança enfureceu-se. – R.

4.Contemplação (Vida e Missão)

Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso novo olhar e oração é orientado para as famílias que sofrem a desintegração e se encontram perdidas. Queremos que todas se encontrem  na comunhão no amor fiel.
 

Ilumina, ilumina
Padre Zezinho, scj

Minha prece de pai 
É que meus filhos sejam felizes
Minha prece de mãe 
É que meus filhos vivam em paz
Que eles achem os seus caminhos
Amem e sejam amados
Vivam iluminados

Nossa prece de filhos 
É prece de quem agradece
Nossa prece é de filhos que sentem 
Orgulho dos pais
Que eles trilhem os teus caminhos
Louvem e sejam louvados
Sejam recompensados

Ilumina, ilumina
Nossos pais, nossos filhos e filhas
Ilumina, ilumina
Cada passo das nossas famílias

Minha prece, ó Senhor 
É também pelos meus familiares
Minha prece, ó Senhor 
É por quem tem um pouco de nós
Que eles achem os seus caminhos
Amem e sejam amados
Vivam iluminados

Nossa prece, ó Senhor
É também pelos nossos vizinhos
Por quem vive e trabalha e caminha
Conosco Senhor
Que eles achem os seus caminhos
Amem e sejam amados
Vivam iluminados

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

                                          
                                          Irmã Patrícia Silva, fsp

terça-feira, 16 de junho de 2026

Mt 5,43-48 –Amar os inimigos?!


Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Creio, Senhor Jesus, que sou parte de seu Corpo.
Trindade Santíssima
- Pai, Filho, Espírito Santo -
presente e atuante na Igreja e na profundidade do meu ser.
Eu vos adoro, amo e agradeço.

Olhemos 
para dentro do nosso coração.
Repitamos, algumas vezes:
“Senhor Jesus, tem piedade de nós".


1. Leitura (Verdade)
- O que a Palavra diz?
Lemos o texto do dia: Mt 5,43-48

- Vocês ouviram o que foi dito: "Ame os seus amigos e odeie os seus inimigos." Mas eu lhes digo: amem os seus inimigos e orem pelos que perseguem vocês, para que vocês se tornem filhos do Pai de vocês, que está no céu. Porque ele faz com que o sol brilhe sobre os bons e sobre os maus e dá chuvas tanto para os que fazem o bem como para os que fazem o mal. Se vocês amam somente aqueles que os amam, por que esperam que Deus lhes dê alguma recompensa? Até os cobradores de impostos amam as pessoas que os amam! Se vocês falam somente com os seus amigos, o que é que estão fazendo de mais? Até os pagãos fazem isso! Portanto, sejam perfeitos, assim como é perfeito o Pai de vocês, que está no céu.

Compreendendo melhor o texto

A proposta de Jesus é de uma grande atualidade. 
Não encontramos nenhum texto explícito sobre o amor aos inimigos no Antigo Testamento. Em geral, os textos dizem que o criminoso é odiado pelos justos. Por exemplo: Salmo 139,22: "Odeio, Senhor, os que te odeiam". O “olho por olho”, “dente por dente” dos pagãos ficou superado. Falando do sol para todos, Jesus lembra que o Criador controla toda a natureza e ser criado em favor de todos, sem distinção. Agora não se deve revidar ofensa, descontar agressões. No Novo Testamento o amor supera tudo isso. A novidade está em avançar: não apenas amar quem nos ama, mas amar aqueles que não nos amam e até aqueles que são nossos inimigos. O Pai é bom para com todos.

2. Meditação (Caminho)
- O que a Palavra diz para nós?
A Palavra nos faz um convite a viver o amor como o viveu Jesus Cristo. 
Meditando
Os bispos da América Latina disseram: 
“A Igreja é comunhão no amor. Esta é sua essência através da qual é chamada a ser reconhecida como seguidora de Cristo e servidora da humanidade. O novo mandamento é o que une os discípulos entre si, reconhecendo-se como irmãos e irmãs, obedientes ao mesmo Mestre, membros unidos à mesma Cabeça e, por isso, chamados a cuidarem uns dos outros (1Cor 13; Cl 3,12-14).” (DAp 161).

Disse o Papa Francisco: " É  possível que uma pessoa consiga amar os próprios inimigos? Se dependesse apenas de nós, seria impossível. Mas lembremo-nos que quando o Senhor pede algo, Ele quer oferecê-lo. O Senhor nunca nos pede algo que não nos dê primeiro. Quando Ele me diz para amar os inimigos, quer dar-me a capacidade de o fazer. Sem esta capacidade não conseguiríamos, mas Ele diz-nos “amai o inimigo” e dá-nos a capacidade de amar. Santo Agostinho rezava assim – escutai que bela oração – Senhor, «dai-me o que me pedis e pedi-me o que quereis» (Confissões, X, 29.40), porque mo destes primeiro. O que lhe podemos pedir? O que apraz a Deus oferecer-nos? A força de amar, que não é algo, mas é o Espírito Santo. A força de amar é o Espírito Santo, e com o Espírito de Jesus podemos responder ao mal com o bem, podemos amar quem nos fere. Assim fazem os cristãos" (Papa Francisco, Praça São Pedro, Domingo, 20 de fevereiro de 2022).


3. Oração (Vida)
- O que a Palavra nos leva a dizer a Deus?
Rezamos o Pai Nosso...

4. Contemplação(Vida/ Missão)
 - Qual o nosso novo olhar a partir da Palavra?
Vamos contemplar o mundo de hoje com o olhar do Pai que faz nascer o sol sobre justos e injustos, com fraternidade, com amor


Bênção
Senhor, nosso Deus,  
dai-nos a graça de aprender convosco 
a  ser livres para amar, 
acolhendo a vida como dom e compromisso, 
valorizando e defendendo a vida, 
especialmente onde ela se encontra mais fragilizada e sofrida. 
Isto vos pedimos, 
em nome do Pai, e do Filho e do Espirito Santo. 
Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp

sábado, 4 de outubro de 2025

Lc 17,5-10 - "Usa-me! Envia-me!" - 27º Domingo do Tempo Comum

Preparamo-nos para a Leitura Orante, fazendo uma rede de comunicação
e comunhão em torno da Palavra com todas as pessoas que se encontram neste ambiente digital. Rezamos, em sintonia com a Santíssima Trindade.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém

Vinde Espírito Santo,
enchei os corações de vossos fiéis
e acendei neles o fogo do vosso amor.
Ave Maria...
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

1. Leitura (Verdade) 
Vamos "conhecer"
O que diz o texto do dia? Leiamos o texto: Lc 17,5-10

Naquele tempo, 5 os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!” 6 O Senhor respondeu: “Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria. 7Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa’? 8Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso, tu poderás comer e beber’? 9Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? 10Assim também vós, quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’”. 

Revendo o texto
Os discípulos pedem a Jesus: "Aumente a nossa fé". O exemplo da mostarda faz entender que não se trata de aumentar quantitativamente a capacidade de crer. Trata-se de qualidade. Jesus, com o exemplo do grão de mostarda, demonstra que basta pouco para fazer coisas consideradas impossíveis. A imagem da figueira brava que pode ser arrancada "pelas raízes" e jogada no mar, revela o que pode realizar a confiança total em Deus. Já a parábola do servo desmonta toda pretensão humana que busca usar ou instrumentalizar Deus através de relacionamento em favor dos próprios "direitos" ou  interesses. É uma crítica a uma religião mercantilista, que procura negociar com Deus em favor da teologia da prosperidade e, mais recentemente, a teologia do domínio. Na verdade, "somos empregados que não valem nada". Fizemos apenas o "nosso dever".

2. Meditação (Caminho) 
 Amar e imitar Jesus 
O que o texto diz para nós, hoje? Qual palavra mais nos toca o coração?

Pensando na forte expressão “somos servos inúteis” ou na tradução que lemos “ empregado que não vale nada”, recordamos as palavras sábias e experientes do bem-aventurado Tiago Alberione, ao reler a história de Deus na sua vida. Disse ele: “Sou como um “semi-cego” (AD 202), iluminado e guiado passo a passo; uma vez mais o instrumento inadequado” (cf. AD 209). Ou noutra tradução: "somos servos quaisquer". E ainda, dizia de si, Alberione:
"Se o Senhor  tivesse encontrado uma pessoa mais indigna e incapaz, a teria preferido. Isso, contudo, é para mim e para todos a garantia que o Senhor quis e ele mandou fazer; assim como o artista toma um pincel qualquer, de poucos centavos e ignorante acerca da obra a executar, ainda que fosse um belo Divino Mestre Jesus Cristo. (AD 350)

Meditando
Os bispos na Conferência de Aparecida lembraram: "Jesus convida a nos encontrar com Ele e a que nos vinculemos estreitamente a Ele porque é a fonte da vida (cf. Jo 15,1-5) e só Ele tem palavra de vida eterna (cf. Jo 6,68). Na convivência cotidiana com Jesus e na confrontação com os seguidores de outros mestres, os discípulos logo descobrem duas coisas originais no relacionamento com Jesus. Por um lado, não foram eles que escolheram seu mestre foi Cristo quem os escolheu. E por outro lado, eles não foram convocados para algo (purificar-se, aprender a Lei...), mas para Alguém, escolhidos para se vincular intimamente a sua pessoa (cf. Mc 1,17; 2,14). Jesus os escolheu para “que estivessem com Ele e para enviá-los a pregar” (Mc 3,14), para que o seguissem com a finalidade de “ser d’Ele” e fazer parte “dos seus” e participar de sua missão. (DAp,131).
E nós nos interrogamos: Como é nosso discipulado? Temos consciência de que somos  pessoas escolhidas por Deus para seu serviço? Servimos a Deus e não a nós mesmos?
E a nossa fé, transporta montanhas? O papa Francisco na Carta Encíclica Laudato sì diz:
"A fé permite-nos interpretar o significado e a beleza misteriosa do que acontece. A liberdade humana pode prestar a sua contribuição inteligente para uma evolução positiva, como pode também acrescentar novos males, novas causas de sofrimento e verdadeiros atrasos. Isto dá lugar à apaixonante e dramática história humana, capaz de transformar-se num desabrochamento de libertação, engrandecimento, salvação e amor, ou, pelo contrário, num percurso de declínio e mútua destruição. Por isso a Igreja, com a sua ação, procura não só lembrar o dever de cuidar da natureza, mas também e «sobretudo proteger o homem da destruição de si mesmo».
Apesar disso, Deus, que deseja atuar conosco e contar com a nossa cooperação, é capaz também de tirar algo de bom dos males que praticamos, porque «o Espírito Santo possui uma inventiva infinita, própria da mente divina, que sabe prover a desfazer os nós das vicissitudes humanas mais complexas e impenetráveis».[48] De certa maneira, quis limitar-se a Si mesmo, criando um mundo necessitado de desenvolvimento, onde muitas coisas que consideramos males, perigos ou fontes de sofrimento, na realidade fazem parte das dores de parto que nos estimulam a colaborar com o Criador. Ele está presente no mais íntimo de cada coisa sem condicionar a autonomia da sua criatura, e isto dá lugar também à legítima autonomia das realidades terrenas. Esta presença divina, que garante a permanência e o desenvolvimento de cada ser, «é a continuação da ação criadora». O Espírito de Deus encheu o universo de potencialidades que permitem que, do próprio seio das coisas, possa brotar sempre algo de novo: «A natureza nada mais é do que a razão de certa arte – concretamente a arte divina – inscrita nas coisas, pela qual as próprias coisas se movem para um fim determinado.
Como se o mestre construtor de navios pudesse conceder à madeira a possibilidade de se mover a si mesma para tomar a forma da nave». (LS 79-80).

3. Oração (Vida)  
O que o texto nos leva a dizer a Deus?

Salmo 94(95)

Não fecheis o coração; ouvi vosso Deus!

Vinde, exultemos de alegria no Senhor, / aclamemos o rochedo que nos salva! / Ao seu encontro, caminhemos com louvores / e, com cantos de alegria, o celebremos! – R.

Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra, / e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! / Porque ele é o nosso Deus, nosso pastor, † e nós somos o seu povo e seu rebanho, / as ovelhas que conduz com sua mão. – R.

Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: / “Não fecheis os corações como em Meriba, / como em Massa, no deserto, aquele dia, † em que outrora vossos pais me provocaram, / apesar de terem visto as minhas obras”. – R.


Atravessar fronteiras, 
poder romper barreiras
Sem me importar com frio e fome
Para ser sua voz: 
Essa é minha missão!

Pregar a paz aos povos, 
prestar socorro aos corações
Pela palavra ou em forma de canção
Apesar das lutas que enfrentarei 
Eis-me aqui!
Envia-me!

Usa-me!
conduz as minhas mãos. 
Usa-me! 
e guia os meus pés!
E coloca em meus lábios a tua verdade
Usa-me! 
Conduz as minhas mãos. 
Usa-me!
E guia os meus pés
Pra levar a esperança além de onde a voz alcança, 
Envia-me!
Envia-me!

4.Contemplação (Vida e Missão) 
Com  Jesus,  transformar a história.
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso olhar deste dia será iluminado pela presença de Jesus Mestre, acolhido no nosso coração e no coração das demais pessoas. Temos nas mãos, nos pés e no coração a força que pode transformar realidades. Sejamos coerentes.

Bênção
O Senhor nos abençoe e nos guarde!
O Senhor nos mostre seu rosto brilhante e tenha piedade de nós!
O Senhor nos mostre seu rosto e nos conceda a paz!' (Nm 6,24-27).
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Lc 17,1-6 - "Aumente a nossa fé!"

"Aumente a nossa fé!"
Preparamo-nos para a Leitura Orante, rezando, 
com todos que se encontram nas redes sociais:
Graça e Paz a todos os que se reúnem aqui, 
na rede social, em torno da Palavra. 
Juntos, rezamos ou cantamos o Salmo 94:

- Venham, ó nações, ao Senhor cantar (bis)
- Ao Deus do universo, venham festejar (bis)
- Seu amor por nós, firme para sempre (bis)
- Sua fidelidade dura eternamente (bis)
- Toda a terra aclame, cante ao Senhor (bis)
- Sirva com alegria, venha com fervor (bis)
- Nossas mãos orantes para o céu subindo (bis)
- Cheguem como oferenda ao som deste hino (bis)
- Glória ao Pai, ao Filho e ao Santo Espírito (bis)
- Glória à Trindade Santa, glória ao Deus bendito (bis)
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho, Vida, tem piedade de nós.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o texto em Lc 17,1-6:

Jesus disse aos seus discípulos:
- Sempre vão acontecer coisas que fazem com que as pessoas caiam em pecado, mas ai do culpado! Seria melhor para essa pessoa que ela fosse jogada no mar com uma grande pedra de moinho amarrada no pescoço do que fazer com que um destes pequeninos peque. Tenham cuidado! Se o seu irmão pecar, repreenda-o; se ele se arrepender, perdoe. Se pecar contra você sete vezes num dia e cada vez vier e disser: "Me arrependo", então perdoe.
Os apóstolos pediram ao Senhor:
- Aumente a nossa fé.
E ele respondeu:
- Se a fé que vocês têm fosse do tamanho de uma semente de mostarda, vocês poderiam dizer a esta figueira brava: "Arranque-se pelas raízes e vá se plantar no mar!" E ela obedeceria.

Entendendo o texto

Jesus fala aos seus discípulos que sempre vai haver escândalos. Escândalo é o que faz tropeçar e cair. Às vezes caímos. Os outros também caem. Ninguém está isento de cair, pecar. Se o escândalo tem como vítima os pequenos, tem um agravante a mais. Neste texto do Evangelho, Jesus fala também de admoestação ou repreensão. Fala também de perdão. Perdoar sete vezes num dia significa, sempre.
E finaliza, falando da fé, capaz de grandes coisas, ainda se pequena. A força da fé não depende de grandeza, mas de seu ponto de referência que  é Deus.
Há muitos outros textos relacionados a este.
O perdão está relacionado ao amor:
À mulher conhecida como pecadora, Jesus disse:
"Eu declaro a você: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados, porque ela demonstrou muito amor. Aquele a quem foi perdoado pouco, demonstra pouco amor.»  E Jesus disse à mulher: «Seus pecados estão perdoados.» (Lc 7,47-48).

O perdão está relacionado à fé:
"Levaram a Jesus um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: «Coragem, filho! Os seus pecados estão perdoados.»" (Mt 9, 2).

O perdão  que recebemos está relacionado ao perdão que oferecemos.
"Não julguem, e vocês não serão julgados; não condenem, e não serão condenados; perdoem, e serão perdoados." (Lc 6,37).

Há tantos outros textos bíblicos que podem ser recordados.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?

Meditando
Uma história para meditar
As cicatrizes do descontrole

Naquele dia de sol, 
Antônio chegou feliz e estacionou o reluzente caminhão 
em frente à porta de sua casa. 
Após 20 anos de muita economia e intenso trabalho, 
sacrificando dias de repouso e lazer, 
ele conseguiu: comprou um caminhão.

Orgulhoso, 
entrou em casa e chamou a esposa 
para ver a sua aquisição. 
A partir de agora, seria seu próprio patrão.

Ao chegar próximo do caminhão, 
uma cena o deixou descontrolado. 
Seu filho de apenas seis anos estava 
martelando alegremente a lataria do caminhão.

Irritado e aos berros, 
ele investiu contra o pequeno filho. 
Tomou o martelo das mãos dele e, 
totalmente fora de controle, 
martelou as mãozinhas do garoto.

Sem entender o que estava acontecendo, 
o menino se pôs a chorar de dor, 
enquanto a mãe interferiu e retirou o pequeno da cena.

Na sequência, 
ela trouxe o marido de volta à realidade 
e juntos levaram o filho ao hospital, 
para fazer curativos.

O que imaginavam, no entanto, fosse simples, 
descobriram ser muito grave. 
As marteladas nas frágeis mãozinhas 
tinham feito tal estrago que o garoto 
foi encaminhado para cirurgia imediata.

Passadas várias horas, 
o cirurgião veio ao encontro dos pais 
e lhes informou que as dilacerações tinham sido de grande extensão 
e os dedinhos tiveram que ser amputados.

De resto, falou o médico, 
a criança era forte e tinha resistido bem ao ato cirúrgico. 
Os pais poderiam aguardá-lo no quarto, 
para onde logo mais seria conduzido. 

Com um aperto no coração, 
os pais esperaram que a criança despertasse. 
Quando, finalmente, 
abriu os olhos e viu o pai o menino abriu um sorriso e falou:

- Papai, me desculpe, 
eu só queria consertar o seu caminhão, 
como você me ensinou outro dia. 
Não fique bravo comigo.

O pai, 
com lágrimas a escorrer pela face, em desconsolo, 
se aproximou mais e lhe disse 
que não tinha importância o que ele havia feito. 
Mesmo porque, a lataria do caminhão nem tinha sido estragada.

O menino insistiu:
- Quer dizer que não está mais bravo comigo?
- Não, mesmo, falou o pai.
- Então, perguntou o garoto, 
se estou perdoado, 
quando é que meus dedinhos vão nascer novamente?

Comentário:
Infelizmente o que a guerra destrói não pode ser refeito, 
reconstruído, sobretudo as vidas que são tolhidas. 

Em Aparecida, os bispos afirmaram: “Faz-se, pois, necessário propor aos fiéis a Palavra de Deus como dom do Pai para o encontro com Jesus Cristo vivo, caminho de “autêntica conversão e de renovada comunhão e solidariedade” (DAp 248).

É assim que assumo a Palavra de Deus? É minha referência que me motiva à conversão, me impulsiona  ao perdão, à comunhão e solidariedade?

3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos a Oração de Jesus
Pai Nosso
Pai nosso, que estais no céu 
Santificado seja o vosso nome 
Venha a nós o vosso Reino 
Seja feita a vossa vontade, 
Assim na terra como no céu 
O pão nosso de cada dia nos dai hoje 
Perdoai-nos as nossas ofensas 
Assim como nós perdoamos a 
Quem nos tem ofendido 
E não nos deixeis cair em tentação 
Mas livrai-nos do mal. Amém

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso novo olhar é para reconhecer nossos erros, admiti-los e mudar de atitude nos nossos relacionamentos.

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.


Ir. Patrícia Silva, fsp




quinta-feira, 17 de agosto de 2023

Mt 18,21-19,1 - Perdoar sempre

Preparamo-nos para a Leitura Orante, rezando o Salmo 24

Mostrai-me, Senhor, vossos caminhos,
e fazei-me conhecer a vossa estrada!
Vossa verdade me oriente e me conduza,
porque sois o Deus da minha salvação.
Recordai, Senhor Deus,
vossa ternura e vossa compaixão que são eternas.
De mim lembrai-vos, porque
sois misericórdia e sois bondade sem limites, ó Senhor!

1. Leitura (Verdade)
- O que a Palavra diz?
Lemos com calma e atentamente:  Mt 18,21-19,1.

Então Pedro chegou perto de Jesus e perguntou:
- Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão que peca contra mim? Sete vezes?
- Não! - respondeu Jesus.
- Você não deve perdoar sete vezes, mas setenta e sete vezes.  Porque o Reino do Céu é como um rei que resolveu fazer um acerto de contas com os seus empregados. Logo no começo trouxeram um que lhe devia milhões de moedas de prata. Mas o empregado não tinha dinheiro para pagar. Então, para pagar a dívida, o seu patrão, o rei, ordenou que fossem vendidos como escravos o empregado, a sua esposa e os seus filhos e que fosse vendido também tudo o que ele possuía. Mas o empregado se ajoelhou diante do patrão e pediu: "Tenha paciência comigo, e eu pagarei tudo ao senhor."
- O patrão teve pena dele, perdoou a dívida e deixou que ele fosse embora. O empregado saiu e encontrou um dos seus companheiros de trabalho que lhe devia cem moedas de prata. Ele pegou esse companheiro pelo pescoço e começou a sacudi-lo, dizendo: "Pague o que me deve!"
- Então o seu companheiro se ajoelhou e pediu: "Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei tudo."
- Mas ele não concordou. Pelo contrário, mandou pôr o outro na cadeia até que pagasse a dívida. Quando os outros empregados viram o que havia acontecido, ficaram revoltados e foram contar tudo ao patrão. Aí o patrão chamou aquele empregado e disse: "Empregado miserável! Você me pediu, e por isso eu perdoei tudo o que você me devia. Portanto, você deveria ter pena do seu companheiro, como eu tive pena de você."
- O patrão ficou com muita raiva e mandou o empregado para a cadeia a fim de ser castigado até que pagasse toda a dívida.
E Jesus terminou, dizendo:
- É isso o que o meu Pai, que está no céu, vai fazer com vocês se cada um não perdoar sinceramente o seu irmão.
Depois de dizer isso, Jesus saiu da Galileia e foi para a região da Judeia que fica no lado leste do rio Jordão.

Refletindo
O perdão só é possível a quem ama. Perdoar só é possível quando há um verdadeiro encontro com Deus. Deus ama a cada pessoa com seu amor infinito. Ama, com capacidade de perdoar, quem se sente amado por Deus. À pergunta de Pedro: "Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão que peca contra mim? Sete vezes? " Jesus disse que não só sete vezes, mas setenta vezes sete. Ou seja, na comunidade dos seguidores de Jesus não existe limite para o perdão. "Setenta vezes sete" quer dizer, sempre! A história que Jesus conta em seguida é para lembrar que também nós precisamos de perdão, também nós somos perdoados, por isso, devemos perdoar sempre.

2. Meditação (Caminho)
  - O que a Palavra diz para nós?
O Evangelho de hoje nos questiona profundamente, sobretudo se temos dificuldade de perdoar. Devemos nos lembrar de que o perdão mede a nossa capacidade de amar.

Meditando
São Paulo fala sobre o amor cristão, em 1Cor 13, 4-7.Diz  ele:
"Quem ama é paciente e bondoso.
Quem ama não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso.
Quem ama não é grosseiro nem egoísta;
Não fica irritado, nem guarda mágoas.
Quem ama não fica alegre quando alguém faz uma coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo. Que ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência. "
E os bispos dizem:
"O sacramento da reconciliação é o lugar onde o pecador experimenta de maneira singular o encontro com Jesus Cristo, que se compadece de nós e nos dá o dom de seu perdão misericordioso, faz-nos sentir que o amor é mais forte que o pecado cometido, nos liberta de tudo o que nos impede de permanecer em seu amor, e nos devolve a alegria e o entusiasmo de anunciá-lo aos demais com o coração aberto e generoso."( DAp 254)

3. Oração (Vida)
Uma oração recomendada pela Igreja está no documento de Aparecida: Rezamos um Pai Nosso, pedindo a graça de buscar e acolher o sacramento da reconciliação. E rezamos o 
Salmo - 77
R. Das obras do Senhor não se esqueçam.

56 Mesmo assim, eles tentaram o Altíssimo, * 
recusando-se a guardar os seus preceitos. 
57 Como seus pais, se transviaram, e o traíram * 
como um arco enganador que volta atrás; R.

58 irritaram-no com seus lugares altos, * 
provocaram-lhe o ciúme com seus ídolos. 
59 Deus ouviu e enfureceu-se contra eles, * 
e repeliu com violência a Israel. R.

61 Entregou a sua arca ao cativeiro, * 
e às mãos do inimigo a sua glória; 
62 fez perecer seu povo eleito pela espada, * 

e contra a sua herança enfureceu-se. R.

4. Contemplação (Vida/ Missão)
 - Qual o nosso novo olhar a partir da Palavra?
Queremos hoje e todos os dias de nossa vida  ter um olhar de amor que tudo perdoa, tudo desculpa, tudo crê!

Bênção
Jesus Divino Mestre seja para ti
a verdade que ilumina,
o caminho da santidade,
a vida plena e eterna.
Que ele te guarde e defenda.
Plenifique de todos os bens
a ti e a todos que amas.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém.
(Bem-aventurado Tiago Alberione, fundador da Família Paulina)

Ir. Patrícia Silva, fsp