sábado, 23 de novembro de 2024

Jo 18,33b-37 - O Reino da Verdade - Solenidade de Cristo Rei do Universo - 24 de novembro

LEITURA ORANTE

Preparamo-nos para a Leitura Orante, 
fazendo uma rede de comunicação e comunhão 
em torno da Palavra 
com todas as pessoas que se encontram 
neste ambiente digital. 
Rezamos em sintonia com a Santíssima Trindade.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Vem Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fieis....


Oração a Cristo Rei
Pai Santo, Vosso Amor
Misericordioso nos deu o Vosso Filho
Amado Jesus Cristo, Nosso Redentor.
Proclamamos Jubilosos:
“E o Verbo se fez carne e habitou entre
nós”, para nos devolver a inteireza da
dignidade humana
e nos salvar por sua morte na cruz
e ressurreição.
Pelo Espírito Santo, dom de amor,
congregais vosso povo santo, na Igreja.
Somos vossa Igreja peregrina anunciando
o Evangelho da Vida a caminho do Reino definitivo,
comprometidos na construção da
sociedade solidária e da cultura
da vida, da justiça, do amor e da paz!
Com Jesus, Cristo Rei, queremos
ser fieis ao Projeto do Pai.

Amém!

1. Leitura (Verdade) 
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente  Jo 18,33b-37

33 Pilatos chamou Jesus e perguntou-lhe: “Tu és o rei dos judeus?” 34 Jesus respondeu: “Estás dizendo isso por ti mesmo ou outros te disseram isso de mim?” 35 Pilatos falou: “Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?” 36 Jesus respondeu: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”. 37 Pilatos disse a Jesus: “Então tu és rei?” Jesus respondeu: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”.

Compreendendo o texto
Pilatos interroga Jesus. Seu questionamento é político. O evangelista João pouco falou  do Reino de Deus, mas neste diálogo com Pilatos, faz uma teologia da realeza do Mestre. E Jesus responde às perguntas definindo que tipo de Reino é o seu. Os adversários de Jesus não compreendiam e não lhes era conveniente crer no Reino de Jesus, que consistia claramente em cumprir o Projeto do Pai. Isto porque, primeiro, é um Reino que não é deste mundo. É muito mais, é de Deus. Depois, é um Reino da verdade. E Jesus afirma que esta é sua missão, e foi para isto que nasceu. Sendo um Reino da verdade, não pertence a ele a hipocrisia, a mentira, a falsidade, a corrupção, as segundas intenções, a fraude. Era difícil de compreender.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?

Meditando
Os bispos, na Conferência de Aparecida, lembraram:
“Jesus Cristo é o Reino de Deus que procura demonstrar toda sua força transformadora em nossa Igreja e em nossas sociedades. N'Ele, Deus nos escolheu para que sejamos seus filhos com a mesma origem e destino, com a mesma dignidade, com os mesmos direitos e deveres vividos no mandamento supremo do amor. O Espírito colocou este germe do Reino em nosso Batismo e o faz crescer pela graça da conversão permanente graças à Palavra de Deus e aos sacramentos." (DAp, 382).

A solenidade de Cristo Rei é uma celebração recente na Igreja, criada por Papa Pio XI, em 1925, para reafirmar a soberania real de Jesus e seus ensinamentos, em um período em que o mundo se afastava cada vez mais do Senhor. Uma necessidade que se apresenta novamente nos tempos atuais, como refletiu o Papa Francisco ao se dirigir aos fiéis:

"Que a nossa vida e os nossos corações estejam abertos ao seu senhorio, pois Ele é a meta para a qual caminhamos."

E nós nos interrogamos: Como nos sentimos como pessoas batizadas, membros do Reino de Deus? Sentimos que onde vivemos são respeitados os direitos e deveres? Vive-se a verdade?  Vivemos numa constante conversão ao Reino?

3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?


Fortes na fé - Pe. Zezinho, scj e Cantores de Deus

Fortes na fé, anunciamos o poder da vida
Fortes na fé, anunciamos que Jesus é Deus
Fortes na fé, 
Fortes na fé, profetizamos que Ele reinará

Fortes na fé, anunciamos o poder da vida
Fortes na fé, anunciamos que Jesus é Deus
Fortes na fé, 
Fortes na fé, profetizamos que Ele reinará

Passem mil anos, passem dois mil anos
Passe o que passar, Jesus Cristo reinará

Rezamos, espontaneamente, com salmos e concluímos com a oração:

Jesus, Mestre:
que eu pense com a tua inteligência,
 com a tua sabedoria.
Que eu ame com o teu coração.
Que eu veja com os teus olhos.
Que eu fale com a tua língua.
Que eu ouça com os teus ouvidos.
Que as minhas mãos sejam as tuas.
Que os meus pés estejam sobre as tuas pegadas.
Que eu reze com as tuas orações.
Que eu celebre como tu te imolaste.
Que eu esteja em ti e tu em mim. Amém.


4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra? 
Sentimo-nos discípulos/as de Jesus? Cumprindo o Projeto do Pai?
Nosso olhar deste dia será iluminado pelo Reino proposto por Jesus.

Rezamos, finalizando:
Jesus e Maria, dai-nos a vossa bênção:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém



Irmã Patrícia Silva, fsp


sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Lc 19,45-48 - A casa de Deus é casa de oração


LEITURA ORANTE
Templo de Jerusalém

Graça e Paz a todos os que se reúnem aqui,  
em torno da Palavra.

 Juntos, rezamos: 

Ó Espírito Santo, 
dai-me um coração grande, aberto à vossa silenciosa e 
forte palavra inspiradora, 
fechado a todas as ambições mesquinhas, 
alheio a qualquer desprezível competição humana, 
compenetrado do sentido da santa Igreja! 
Um coração grande, 
desejoso de tornar-se semelhante ao Coração do Senhor Jesus! 
Um coração grande e forte para amar todos, 
para servir a todos, 
para sofrer por todos! 
Um coração grande e forte para superar todas as provações, 
todo tédio, todo cansaço, toda desilusão, toda ofensa! 
Um coração grande e forte, 
constante até o sacrifício, se for necessário! 
Um coração cuja felicidade é 
palpitar com o Coração de Cristo e  cumprir, 
humildemente a vontade do pai. 
Amém.
Papa São Paulo VI

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o texto: Lc 19,45-48

Jesus entrou no pátio do Templo e começou a expulsar dali os vendedores. 
Ele lhes disse:
- Nas Escrituras Sagradas está escrito que Deus disse o seguinte: "A minha casa será uma 'Casa de oração'." Mas vocês a transformaram num esconderijo de ladrões.
Jesus ensinava no pátio do Templo todos os dias. Os chefes dos sacerdotes, os mestres da Lei e os líderes do povo queriam matá-lo. Mas não achavam jeito de fazer isso, pois todos o escutavam com muita atenção.


Compreendendo
O Evangelho de hoje, escrito por Lucas, nos fala do Templo. Jesus chega a Jerusalém por ocasião da festa de Páscoa, e expulsa do templo os vendedores.
E diz: "A minha casa será uma 'Casa de oração'." Mas vocês a transformaram num esconderijo de ladrões.” Jesus quer purificar o templo que fora transformado em lugar de comércio, de exploração do povo pobre e de enriquecimento dos poderosos. O Mestre não suporta a exploração de ninguém. Aqui, ele não só condena, mas age, energicamente. Depois, continua a ensinar todos os dias no Templo. Isto provocou a ira dos mestres da lei, dos chefes dos sacerdotes e dos líderes que queriam matá-lo.

Outros textos que se referem ao Templo:

João 2,13-14: Na festa da Páscoa, Jesus vai ao Templo para encontrar o Pai, e encontra o comércio
João 2,15-16: Jesus faz uma faxina no templo
João 2,17: Os discípulos procuram entender o gesto de Jesus
1Pd 2,4-5 - 4 Aproximem-se do Senhor, a pedra viva rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus. 5 Do mesmo modo, vocês também, como pedras vivas, vão entrando na construção do templo espiritual, e formando um sacerdócio santo, destinado a oferecer sacrifícios espirituais que Deus aceita por meio de Jesus 
1Cor 12, 12-13:  De fato, o corpo é um só, mas tem muitos membros; e no entanto, apesar de serem muitos, todos os membros do corpo formam um só 
Corpo. Assim acontece também com Cristo. 13 Pois todos fomos batizados num só Espírito para sermos um só corpo, quer sejamos judeus ou gregos, quer escravos ou livres. E todos bebemos de um só Espírito.
1Cor 12, 27: Ora, vocês são o corpo de Cristo e são membros dele.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
Jesus é misericórdia, mas não tolera a injustiça.

Meditando
Os bispos em Aparecida afirmaram: “A misericórdia sempre será necessária, mas não deve contribuir para criar círculos viciosos que sejam funcionais a um sistema econômico iníquo. Requer-se que as obras de misericórdia estejam acompanhadas pela busca de uma verdadeira justiça social, que vá elevando o nível de vida dos cidadãos, promovendo-os como sujeitos de seu próprio desenvolvimento. Em sua Encíclica Deus Caritas est, o Papa Bento XVI tratou com clareza inspiradora a complexa relação entre justiça e caridade. Ali, disse-nos que “a ordem justa da sociedade e do Estado é uma tarefa principal da política” e não da Igreja. Mas a Igreja “não pode nem deve colocar-se à margem na luta pela justiça”. Ela colabora purificando a razão de todos aqueles elementos que ofuscam e impedem a realização de uma libertação integral. Também é tarefa da Igreja ajudar com a pregação, a catequese, a denúncia e o testemunho do amor e da justiça, para que despertem na sociedade as forças espirituais necessárias e se desenvolvam os valores sociais. Só assim as estruturas serão realmente mais justas, poderão ser mais eficazes e sustentar-se no tempo. Sem valores não há futuro e não haverá estruturas salvadoras, visto que nelas sempre subjaz a fragilidade humana." (DAp 385).
Como membro da Igreja, "pedras vivas do templo", a misericórdia que praticamos leva este timbre de justiça?

3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos, espontaneamente, com salmos e concluímos com o Canto:

Nós somos muitos
Letra e música: Pe. José Weber

Nós somos muitos,
mas formamos um só corpo, 
que é o corpo do Senhor, a sua Igreja,
pois, todos nós participamos
do mesmo pão da unidade,
que é o corpo do Senhor, a comunhão.

1. O pão que, reunidos, nós partimos
é a participação
do Corpo do Senhor.

2. O cálice por nós abençoado
é a nossa comunhão
no Sangue do Senhor.

3. À ordem do Senhor obedecendo,
celebramos a memória
da nossa redenção.

4. Da Ceia do Senhor participando,
pelo Espírito seremos
unidos num só corpo.

5. Seu Corpo e seu Sangue comungando,
sua morte anunciamos,
até que Ele venha.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra? 
Sentimo-nos discípulos/as de Jesus?
Nosso olhar deste dia será iluminado pela presença de Jesus Cristo, pela consciência de sermos "pedras vivas", templos vivos, morada e habitação de Deus, um só Corpo na Igreja.

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.




Irmã Patrícia Silva, fsp



sábado, 16 de novembro de 2024

Mc 13,24-32- Palavras que não passam - 33º Domingo do Tempo Comum - 17 de nov. - Dia Mundial dos Pobres

LEITURA ORANTE


Preparamo-nos para a Leitura Orante, 
fazendo uma rede de comunicação
e comunhão em torno da Palavra 
com todas as pessoas que se encontram neste ambiente.

Rezamos em sintonia com a Santíssima Trindade.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém

Vinde Espirito Santo....
Ave Maria....


1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Vamos ler com atenção o Evangelho Mc 13,24-32.

Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: 24 “Naqueles dias, depois da grande tribulação, o sol vai se escurecer e a lua não brilhará mais, 25 as estrelas começarão a cair do céu e as forças do céu serão abaladas. 26 Então vereis o Filho do Homem vindo nas nuvens com grande poder e glória. 27 Ele enviará os anjos aos quatro cantos da terra e reunirá os eleitos de Deus de uma extremidade à outra da terra. 28 Aprendei, pois, da figueira esta parábola: quando seus ramos ficam verdes e as folhas começam a brotar, sabeis que o verão está perto. 29 Assim também, quando virdes acontecer essas coisas, ficai sabendo que o Filho do Homem está próximo, às portas. 30 Em verdade vos digo, esta geração não passará até que tudo isso aconteça. 31 O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão. 32 Quanto àquele dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas somente o Pai”. 

Vamos entender o texto
O Evangelho trata da vinda do Messias também dita, parusia. Quando à época, Marcos diz apenas “aqueles dias”. Esta expressão era usada também pelos profetas para dizer um futuro indefinido. 
Depois, descreve os fenômenos da natureza: o sol que se escurece, a lua também não brilhará mais e as estrelas cairão. Através destes fenômenos cósmicos, Deus intervém na História. Nesta apresentação apocalíptica, a intenção de Jesus não é incutir medo nos discípulos, mas pretende convidá-los a permanecerem vigilantes e preparados para o encontro com o Senhor.
A parábola da figueira que também fala de expectativa e esperança, sugere que a história está em processo permanente até a revelação do Filho de Deus. Como diz São Paulo, “ a criação toda geme e sofre dores de parto esperando a revelação dos filhos de Deus’ (Rm 8,22).
E Jesus garante: “O céu e a terra desaparecerão, mas as minhas palavras ficarão para sempre”.

2. Meditação (Caminho)

O que o texto diz para nós, hoje?

O Papa Francisco reflete conosco:

"O Evangelho deste penúltimo domingo do ano litúrgico propõe uma parte do sermão de Jesus sobre os últimos acontecimentos da história humana, orientada para o pleno cumprimento do reino de Deus (cf. Mc 13, 24-32). Trata-se de um sermão que Jesus proferiu em Jerusalém, antes da sua última Páscoa. Ele contém alguns elementos apocalípticos, como guerras, carestias, catástrofes cósmicas: «o Sol escurecer-se-á e a Lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do céu e as forças que estão nos céus serão abaladas» (vv. 24-25). Contudo, estes elementos não são o aspecto mais fundamental da mensagem. O núcleo em volta do qual se centra o discurso de Jesus é Ele mesmo, o mistério da sua pessoa e da sua morte e ressurreição, a sua vinda no fim dos tempos.

A nossa meta final é o encontro com o Senhor ressuscitado. E eu gostaria de vos perguntar: quantos de vós pensam nisto? Haverá um dia no qual me encontrarei de cara com o Senhor. É esta a nossa meta: este encontro. Nós não esperamos um tempo nem um lugar, mas vamos ao encontro de uma pessoa: Jesus. Por conseguinte, o problema não é «quando» acontecerão os sinais premonitórios dos últimos tempos, mas estar preparados para o encontro. E nem sequer se trata de saber «como» estas coisas acontecerão, mas «como» nos devemos comportar, hoje, na sua expectativa. Estamos chamados a viver o presente, construindo o nosso futuro com serenidade e confiança em Deus. A parábola da figueira que germina, como sinal do Verão já próximo (cf. vv. 28-29), diz que a perspectiva do fim não nos distrai da vida presente, mas nos faz olhar para os nossos dias numa óptica de esperança. É aquela virtude tão difícil de viver: a esperança, a virtude mais pequena, mas a mais forte. E a nossa esperança tem um rosto: o rosto do Senhor ressuscitado, que vem «com grande poder na glória» (v. 26), ou seja, que manifesta o seu amor crucificado, transfigurado na ressurreição. O triunfo de Jesus no fim dos tempos será o triunfo da Cruz, a demonstração que o sacrifício de si por amor do próximo, à imitação de Cristo, é a única potência vitoriosa e o único ponto firme no meio dos abalos e das tragédias do mundo.

O Senhor Jesus não é só o ponto de chegada da peregrinação terrena, mas é uma presença constante na nossa vida: está sempre ao nosso lado, acompanha-nos sempre; por isso quando fala do futuro, e nos projeta para ele, é sempre para nos reconduzir ao presente. Ele põe-se contra os falsos profetas, contra os falsos videntes que preveem que o fim do mundo está próximo, e contra o fatalismo. Ele está ao nosso lado, caminha conosco, ama-nos. Deseja tirar aos seus discípulos de todas as épocas a curiosidade das datas, as previsões, os horóscopos, e concentra a nossa atenção no hoje da história. E gostaria de vos perguntar — mas não respondais, cada qual responda para si — quantos de vós leem o horóscopo do dia? Cada qual responda para si mesmo. E quando te vier vontade de ler o horóscopo, olha para Jesus, que está contigo. É melhor, far-te-á bem. Esta presença de Jesus convida-nos à expectativa e à vigilância, que excluem a impaciência, a sonolência, as fugas em frente e o permanecer aprisionados no tempo atual e na mundanidade.

Também nos nossos dias não faltam calamidades naturais e morais, nem sequer adversidades de todos os tipos. Tudo passa — recorda-nos o Senhor — só Ele, a sua Palavra permanece como luz que guia, e anima os nossos passos e nos perdoa sempre, porque está ao nosso lado. É necessário apenas olhar para ele, o qual muda o nosso coração. A Virgem Maria nos ajude a confiar em Jesus, o fundamento firme da nossa vida, e a perseverar com alegria no seu amor".

3.Oração (Vida)

O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos, espontaneamente, ou cantamos com o Padre Zezinho, scj, a canção

Foi teu coração que me ensinou 
Palavras que não passam
No teu coração coloquei o meu, 
minha religião vem de ouvir teu coração

Foi teu coração que me ensinou 
a fazer da vida a uma esperança só
Sei que aprenderei se te ouvir falar.
Não me perderei se te ouvir com atenção

Palavras que não passam, 
Palavras que libertam, 
Palavra poderosa tem teu coração
Palavra por palavra revelas o infinito, 
como é bonito ouvir teu coração

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra? 
Nosso olhar deste dia será iluminado pela Palavra. Estaremos atentos aos sinais de Deus em cada acontecimento.
Pensemos no Dia Mundial dos Pobres e o que poderemos fazer neste dia.

Bênção
Jesus Divino Mestre seja para ti
a verdade que ilumina,
o caminho da santidade,
a vida plena e eterna.
Que ele te guarde e defenda.
Plenifique de todos os bens
a ti e a todos que amas.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
(Bem-aventurado Tiago Alberione, fundador da Família Paulina)

dia 17 de novembro é
8º Dia Mundial dos Pobres 
O tema é "Ouve o meu clamor" e o lema, "A oração do pobre eleva-se até Deus"  (cf. Eclo 21, 5). O Papa Francisco nos convida a abrir nossos corações a oração e à solidariedade com os mais necessitados. 

O Dia Mundial dos Pobres é uma celebração da Igreja, comemorada no 33º domingo do Tempo Comum, desde 2017. Foi instituído pelo Papa Francisco em sua Carta Apostólica Misericordia et Misera, de 20 de novembro de 2016 na conclusão  do Jubileu da Misericórdia. Leia a Mensagem do Papa Francisco

Ir. Patrícia Silva, fsp

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Lc 17,1-6 - "Aumente a nossa fé!"

"Aumente a nossa fé!"
Preparamo-nos para a Leitura Orante, rezando, 
com todos que se encontram nas redes sociais:
Graça e Paz a todos os que se reúnem aqui, 
na rede social, em torno da Palavra. 
Juntos, rezamos ou cantamos o Salmo 94:

- Venham, ó nações, ao Senhor cantar (bis)
- Ao Deus do universo, venham festejar (bis)
- Seu amor por nós, firme para sempre (bis)
- Sua fidelidade dura eternamente (bis)
- Toda a terra aclame, cante ao Senhor (bis)
- Sirva com alegria, venha com fervor (bis)
- Nossas mãos orantes para o céu subindo (bis)
- Cheguem como oferenda ao som deste hino (bis)
- Glória ao Pai, ao Filho e ao Santo Espírito (bis)
- Glória à Trindade Santa, glória ao Deus bendito (bis)
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho, Vida, tem piedade de nós.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o texto em Lc 17,1-6:

Jesus disse aos seus discípulos:
- Sempre vão acontecer coisas que fazem com que as pessoas caiam em pecado, mas ai do culpado! Seria melhor para essa pessoa que ela fosse jogada no mar com uma grande pedra de moinho amarrada no pescoço do que fazer com que um destes pequeninos peque. Tenham cuidado! Se o seu irmão pecar, repreenda-o; se ele se arrepender, perdoe. Se pecar contra você sete vezes num dia e cada vez vier e disser: "Me arrependo", então perdoe.
Os apóstolos pediram ao Senhor:
- Aumente a nossa fé.
E ele respondeu:
- Se a fé que vocês têm fosse do tamanho de uma semente de mostarda, vocês poderiam dizer a esta figueira brava: "Arranque-se pelas raízes e vá se plantar no mar!" E ela obedeceria.

Entendendo o texto

Jesus fala aos seus discípulos que sempre vai haver escândalos. Escândalo é o que faz tropeçar e cair. Às vezes caímos. Os outros também caem. Ninguém está isento de cair, pecar. Se o escândalo tem como vítima os pequenos, tem um agravante a mais. Neste texto do Evangelho, Jesus fala também de admoestação ou repreensão. Fala também de perdão. Perdoar sete vezes num dia significa, sempre.
E finaliza, falando da fé, capaz de grandes coisas, ainda se pequena. A força da fé não depende de grandeza, mas de seu ponto de referência que  é Deus.
Há muitos outros textos relacionados a este.
O perdão está relacionado ao amor:
À mulher conhecida como pecadora, Jesus disse:
"Eu declaro a você: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados, porque ela demonstrou muito amor. Aquele a quem foi perdoado pouco, demonstra pouco amor.»  E Jesus disse à mulher: «Seus pecados estão perdoados.» (Lc 7,47-48).

O perdão está relacionado à fé:
"Levaram a Jesus um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: «Coragem, filho! Os seus pecados estão perdoados.»" (Mt 9, 2).

O perdão  que recebemos está relacionado ao perdão que oferecemos.
"Não julguem, e vocês não serão julgados; não condenem, e não serão condenados; perdoem, e serão perdoados." (Lc 6,37).

Há tantos outros textos bíblicos que podem ser recordados.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?

Meditando
Uma história para meditar
As cicatrizes do descontrole

Naquele dia de sol, 
Antônio chegou feliz e estacionou o reluzente caminhão 
em frente à porta de sua casa. 
Após 20 anos de muita economia e intenso trabalho, 
sacrificando dias de repouso e lazer, 
ele conseguiu: comprou um caminhão.

Orgulhoso, 
entrou em casa e chamou a esposa 
para ver a sua aquisição. 
A partir de agora, seria seu próprio patrão.

Ao chegar próximo do caminhão, 
uma cena o deixou descontrolado. 
Seu filho de apenas seis anos estava 
martelando alegremente a lataria do caminhão.

Irritado e aos berros, 
ele investiu contra o pequeno filho. 
Tomou o martelo das mãos dele e, 
totalmente fora de controle, 
martelou as mãozinhas do garoto.

Sem entender o que estava acontecendo, 
o menino se pôs a chorar de dor, 
enquanto a mãe interferiu e retirou o pequeno da cena.

Na sequência, 
ela trouxe o marido de volta à realidade 
e juntos levaram o filho ao hospital, 
para fazer curativos.

O que imaginavam, no entanto, fosse simples, 
descobriram ser muito grave. 
As marteladas nas frágeis mãozinhas 
tinham feito tal estrago que o garoto 
foi encaminhado para cirurgia imediata.

Passadas várias horas, 
o cirurgião veio ao encontro dos pais 
e lhes informou que as dilacerações tinham sido de grande extensão 
e os dedinhos tiveram que ser amputados.

De resto, falou o médico, 
a criança era forte e tinha resistido bem ao ato cirúrgico. 
Os pais poderiam aguardá-lo no quarto, 
para onde logo mais seria conduzido. 

Com um aperto no coração, 
os pais esperaram que a criança despertasse. 
Quando, finalmente, 
abriu os olhos e viu o pai o menino abriu um sorriso e falou:

- Papai, me desculpe, 
eu só queria consertar o seu caminhão, 
como você me ensinou outro dia. 
Não fique bravo comigo.

O pai, 
com lágrimas a escorrer pela face, em desconsolo, 
se aproximou mais e lhe disse 
que não tinha importância o que ele havia feito. 
Mesmo porque, a lataria do caminhão nem tinha sido estragada.

O menino insistiu:
- Quer dizer que não está mais bravo comigo?
- Não, mesmo, falou o pai.
- Então, perguntou o garoto, 
se estou perdoado, 
quando é que meus dedinhos vão nascer novamente?

Comentário:
Infelizmente o que a guerra destrói não pode ser refeito, 
reconstruído, sobretudo as vidas que são tolhidas. 

Em Aparecida, os bispos afirmaram: “Faz-se, pois, necessário propor aos fiéis a Palavra de Deus como dom do Pai para o encontro com Jesus Cristo vivo, caminho de “autêntica conversão e de renovada comunhão e solidariedade” (DAp 248).

É assim que assumo a Palavra de Deus? É minha referência que me motiva à conversão, me impulsiona  ao perdão, à comunhão e solidariedade?

3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos a Oração de Jesus
Pai Nosso
Pai nosso, que estais no céu 
Santificado seja o vosso nome 
Venha a nós o vosso Reino 
Seja feita a vossa vontade, 
Assim na terra como no céu 
O pão nosso de cada dia nos dai hoje 
Perdoai-nos as nossas ofensas 
Assim como nós perdoamos a 
Quem nos tem ofendido 
E não nos deixeis cair em tentação 
Mas livrai-nos do mal. Amém

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso novo olhar é para reconhecer nossos erros, admiti-los e mudar de atitude nos nossos relacionamentos.

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.


Ir. Patrícia Silva, fsp




domingo, 10 de novembro de 2024

Mc 12,38-44 - O maior dom: TUDO! - 32º Domingo do Tempo Comum - 10/11/2024


LEITURA ORANTE

Uma viúva pôs na caixa duas moedinhas. Tudo o que tinha!


Iniciamos nossa Leitura Orante, rezando:
Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Jesus Mestre, vós dissestes que 
a vida eterna consiste 
em conhecer a vós e ao Pai.
Derramai sobre nós os dons do Espírito Santo!
Que ele nos ilumine,
e fortaleça no nosso seguimento,
porque sois o único caminho para o Pai.
Fazei-nos crescer no vosso amor,
para que sejamos, como São Paulo,
testemunhas vivas do  Evangelho.
Com Maria, mãe, mestra e rainha dos apóstolos,
guardaremos a vossa Palavra, meditando-a em nosso coração. Amém.

Cantemos: Dá-me a Palavra certa (Pe. Zezinho)
Dá-me a palavra certa
Na hora certa
E do jeito certo
E pra pessoa certa

Dá-me a cantiga certa
Na hora certa
E do jeito certo
E pra pessoa certa

Palavra é como pedra
Preciosa sim
Quem sabe o valor cuida bem do que diz
Palavra é como brasa
Queima até o fim
Quem sabe o que diz há de ser mais feliz

Dá-me a palavra certa
Na hora certa
E do jeito certo
E pra pessoa certa

Dá-me a cantiga certa
Na hora certa
E do jeito certo
E pra pessoa certa

Palavra é como pedra
Preciosa sim
Quem sabe o valor cuida bem do que diz
Palavra é como brasa
Queima até o fim
Quem sabe o que diz vai levar a Palavra


1. Leitura (Verdade)

O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente,  o texto do dia: Mc 12,38-44, e observamos pessoas, palavras, atitudes.

38 Jesus dizia, no seu ensinamento a uma grande multidão: “Tomai cuidado com os doutores da lei! Eles gostam de andar com roupas vistosas, de ser cumprimentados nas praças públicas; 39 gostam das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos melhores lugares nos banquetes. 40 Eles devoram as casas das viúvas, fingindo fazer longas orações. Por isso eles receberão a pior condenação”. 41 Jesus estava sentado no templo, diante do cofre das esmolas, e observava como a multidão depositava suas moedas no cofre. Muitos ricos depositavam grandes quantias. 42 Então chegou uma pobre viúva que deu duas pequenas moedas, que não valiam quase nada. 43 Jesus chamou os discípulos e disse: “Em verdade vos digo, esta pobre viúva deu mais do que todos os outros que ofereceram esmolas. 44 Todos deram do que tinham de sobra, enquanto ela, na sua pobreza, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver”.

Entendendo o texto

Os ricos exibiam seu status com grandes ofertas, para serem vistos e reconhecidos pelo povo. Davam não só o que lhes sobrava, mas ainda, o fruto de sua exploração dos mais pobres. A oferta da viúva era modestíssima e não era o supérfluo. Ela "deu tudo o que tinha para viver". Por isso, sua oferta não passou despercebida a Jesus.
Jesus exalta a generosidade da mulher viúva e sua confiança em Deus. Deus é tudo para ela. Nesta certeza, ela sabe que nada lhe faltará.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?

Vamos recordar o que disse o Papa Francisco:
"Os ricos deram com grande ostentação aquilo que para eles era supérfluo, enquanto a viúva, com discrição e humildade, ofereceu «tudo o que tinha para o seu sustento»; por isso — diz Jesus — ela deu mais do que todos. Por causa da sua pobreza extrema, poderia ter oferecido uma única moeda para o templo e conservado a outra para si. Mas ela não quer dividir a meio com Deus: priva-se de tudo. Na sua pobreza ela entendeu que, se tiver Deus, tem tudo; sente-se amada totalmente por Ele e, por sua vez, ama-o também de modo total. Que bonito exemplo, aquela viúva!
Jesus diz, também a nós, que a medida de juízo não é a quantidade, mas a plenitude. Existe uma diferença entre quantidade e plenitude. Podes ter muito dinheiro, mas ser vazio: não há plenitude no teu coração. Durante esta semana, meditei sobre a diferença que existe entre quantidade e plenitude. Não é questão de porta-moedas, mas de coração. Há diferença entre porta-moedas e coração... Existem doenças cardíacas que levam o coração a descer até ao porta-moedas... E isto não é bom! Amar a Deus «com todo o coração» significa confiar nele, na sua Providência, e servi-lo nos irmãos mais pobres sem esperar nada em troca. (Francisco, 8 de Novembro de 2015).

Os bispos, em Aparecida afirmaram:
"Também o encontramos (Jesus) de um modo especial nos pobres, aflitos e enfermos (cf. Mt 25,37-40), que exigem nosso compromisso e nos dão testemunho de fé, paciência no sofrimento e constante luta para continuar vivendo. Quantas vezes os pobres e os que sofrem realmente nos evangelizam! No reconhecimento desta presença e proximidade e na defesa dos direitos dos excluídos encontra-se a fidelidade da Igreja a Jesus Cristo" (DAp 257).

3.Oração (Vida)

O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos, espontaneamente, e concluímos com a canção:


Padre Zezinho, scj Foi um copo d´água Dado de bom jeito Foi um “obrigado” Dito com respeito Uma conversa de quem tem Com quem não tem Que justificaram Meu louvor e o meu amém Deus que tudo viu Não deixou passar Me retribuiu pelo que eu fiz Deus me abençoou Veio me tocar Pois meu gesto fez alguém feliz Foi um copo d´água Dado com amor Foi pouco, mas tocou O coração do meu Senhor

Pai Nosso...

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Como vamos vivê-la na missão?
Nosso novo olhar nos leva a encontrar a presença de Jesus Cristo nos mais pobres e sofredores.

"O encontro com Jesus Cristo através dos pobres é uma dimensão constitutiva de nossa fé em Jesus Cristo. Da contemplação do rosto sofredor de Cristo neles e do encontro com Ele nos aflitos e marginalizados, cuja imensa dignidade Ele mesmo nos revela, surge nossa opção por eles. A mesma união a Jesus Cristo é a que nos faz amigos dos pobres e solidários com seu destino." (DAp 257).

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.



Ir. Patrícia Silva, fsp



quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Lc 13,31-35 - Jerusalém, Jerusalém!

LEITURA ORANTE

Jerusalém vista do monte das Oliveiras

Preparamo-nos para refletir sobre a Palavra, 
invocando o Espírito Santo:

Vinde Espírito Santo,
enchei os corações de vossos fiéis
e acendei neles o fogo do vosso amor.
Enviai o vosso Espírito
E tudo será criado
E renovareis a face da terra.
Ave Maria...



1. Leitura (Verdade)

O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente,  Lc 13,31-35, e observamos o diálogo de Jesus com os fariseus.
Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 

– 31 Naquela hora, alguns fariseus aproximaram-se e disseram a Jesus: “Tu deves ir embora daqui, porque Herodes quer te matar”. 32 Jesus disse: “Ide dizer a essa raposa: eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro dia terminarei o meu trabalho. 33 Entretanto, preciso caminhar hoje, amanhã e depois de amanhã, porque não convém que um profeta morra fora de Jerusalém. 34 Jerusalém, Jerusalém! Tu que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos como a galinha reúne os pintainhos debaixo das asas, mas tu não quiseste! 35 Eis que vossa casa ficará abandonada. Eu vos digo, não me vereis mais, até que chegue o tempo em que vós mesmos direis: ‘Bendito aquele que vem em nome do Senhor'”. – Palavra da salvação. 

Revendo o texto
A atitude dos fariseus pedindo a Jesus que vá embora porque Herodes quer matá-lo é atitude de quem quer intimidá-lo. O Mestre não admite este tipo de intimidação. E diz que embora, Herodes seja uma autoridade, é um “animalzinho”, uma raposa. Como a raposa está sempre à espreita de sua presa, mas isto não provoca a fuga de Jesus, como provocou o outro Herodes quando ele era bebê indefeso. Jesus tem clara a sua missão e nada o fará desistir. Morrerá quando a Deus aprouver. Os poderes humanos podem executar sem o saber os planos de Deus, mas não podem impedi-lo. Dirigindo-se a Jerusalém, o Mestre lamenta sua resistência a Deus, matando os profetas. A imagem da galinha ajuntando os pintinhos debaixo de suas asas é a imagem de Deus que quer proteger o seu povo. Mas, Jerusalém matou os profetas e matou Jesus. “A casa ficará completamente abandonada”, não porque O Messias a abandonou, mas porque ela não o acolheu.
Em outros textos lemos: "Jesus dizia para eles que um profeta só não é estimado em sua própria pátria, entre seus parentes e em sua família. E Jesus não pôde fazer milagres em Nazaré." (Mc 4,4-5).
" Mas o próprio Jesus tinha declarado: «Um profeta nunca é bem recebido em sua própria terra.» (Jo 4,44).

2. Meditação (Caminho)

O que o texto diz para nós, hoje?
Hoje também há profetas, apóstolos e o próprio Jesus que se faz presente em nosso meio. Como os acolhemos?
Como são acolhidos pela sociedade, pela comunidade?
Há hoje pessoas que manipulam a verdade? E eu sou coerente com a verdade?

Meditando
Vemos o que os bispos falaram na Conferência de Aparecida:
“Os fiéis leigos são “os cristãos que estão incorporados a Cristo pelo batismo, que formam o povo de Deus e participam das funções de Cristo: sacerdote, profeta e rei. Eles realizam, segundo sua condição, a missão de todo o povo cristão na Igreja e no mundo”. São “homens da Igreja no coração do mundo, e homens do mundo no coração da Igreja”. Sua missão própria e específica se realiza no mundo, de tal modo que, com seu testemunho e sua atividade, eles contribuam para a transformação das realidades e para a criação de estruturas justas segundo os critérios do Evangelho. “O espaço próprio de sua atividade evangelizadora é o mundo vasto e complexo da política, da realidade social e da economia, como também o da cultura, das ciências e das artes, da vida internacional, dos ‘mass media’, e outras realidades abertas à evangelização, como são o amor, a família, a educação das crianças e adolescentes, o trabalho profissional e o sofrimento”. Além disso, eles tem o dever de fazer crível a fé que professam, mostrando a autenticidade e coerência em sua conduta.” (DAp 209-210)

3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus? Fazemos, num breve momento de silêncio,  oração pessoal e depois, rezamos com toda Igreja o Salmo
143(144)

Bendito seja o Senhor, meu rochedo!

1. Bendito seja o Senhor, meu rochedo, † que adestrou minhas mãos para a luta / e os meus dedos treinou para a guerra! – R.

2. Ele é meu amor, meu refúgio, / libertador, fortaleza e abrigo; / é meu escudo: é nele que espero, / ele submete as nações a meus pés. – R.

3. Um canto novo, meu Deus, vou cantar-vos, / nas dez cordas da harpa louvar-vos, / a vós que dais a vitória aos reis / e salvais vosso servo Davi. – R.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso  novo olhar a partir da Palavra?
Vamos olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Não nos permitiremos falsificar a verdade, mascará-la ou diminuí-la.

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém. 
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém. 
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.


Ir. Patricia Silva, fsp
https://leituraorantedapalavra.blogspot.com