domingo, 1 de junho de 2025

Lc 24,46-53 - Vocês são testemunhas (Ascensão) - 59º Dia Mundial das Comunicações Sociais

LEITURA ORANTE


- A todos nós, a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

Preparamo-nos para a Leitura Orante, pensando nas muitas comunidades que, no mundo inteiro celebram a solenidade da Ascensão do Senhor! E pedimos as luzes ao Espírito Santo:
Espírito de verdade,
a ti consagramos a mente e nossos pensamentos: ilumina-nos.
Que conheçamos Jesus Mestre
e compreendamos o seu Evangelho. Amém.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do Evangelho?
Lemos atentamente: Lc 24,43-56, e observamos pessoas, palavras, relações, lugares. 
Diz o texto:
E disse Jesus:
- O que está escrito é que o Messias tinha de sofrer e no terceiro dia ressuscitar. E que, em nome dele, a mensagem sobre o arrependimento e o perdão dos pecados seria anunciada a todas as nações, começando em Jerusalém. Vocês são testemunhas dessas coisas. E eu lhes mandarei o que o meu Pai prometeu. Mas esperem aqui em Jerusalém, até que o poder de cima venha sobre vocês.
Então Jesus os levou para fora da cidade até o povoado de Betânia. Ali levantou as mãos e os abençoou. Enquanto os estava abençoando, Jesus se afastou deles e foi levado para o céu. Eles o adoraram e voltaram para Jerusalém cheios de alegria. E passavam o tempo todo no pátio do Templo, louvando a Deus.

Refletindo
Este texto nos faz pensar que todo cristão é chamado a um encontro com Jesus, à conversão, ao discipulado, à comunhão e à missão. 

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
O texto nos diz que também nós somos pessoas convocadas para sermos discípulos/as e missionários/as de Jesus. 

Meditando
O papa Francisco, para o dia de hoje, 59º Dia Mundial das Comunicações Sociais, cujo tema é 
Partilhai com mansidão a esperança que está nos vossos corações (cf. 1 Pd 3,15-16), nos diz:

Queridos irmãos e irmãs!

"É preciso Desarmar a comunicação

Hoje em dia, com demasiada frequência, a comunicação não gera esperança, mas sim medo e desespero, preconceitos e rancores, fanatismo e até ódio. Muitas vezes, simplifica a realidade para suscitar reações instintivas; usa a palavra como uma espada; recorre mesmo a informações falsas ou habilmente distorcidas para enviar mensagens destinadas a exaltar os ânimos, a provocar e a ferir. Já várias vezes insisti na necessidade de “desarmar” a comunicação, de a purificar da agressividade. Nunca dá bom resultado reduzir a realidade a slogans. Desde os talk shows televisivos até às guerras verbais nas redes sociais, todos constatamos o risco de prevalecer o paradigma da competição, da contraposição, da vontade de dominar e possuir, da manipulação da opinião pública.

Há ainda um outro fenômeno preocupante: poderíamos designá-lo como a “dispersão programada da atenção” através de sistemas digitais que, ao traçarem o nosso perfil de acordo com as lógicas do mercado, alteram a nossa percepção da realidade. Acontece portanto que assistimos, muitas vezes impotentes, a uma espécie de atomização dos interesses, o que acaba por minar os fundamentos do nosso ser comunidade, a capacidade de trabalhar em conjunto por um bem comum, de nos ouvirmos uns aos outros, de compreendermos as razões do outro. Parece que, para a afirmação de si próprio, seja indispensável identificar um “inimigo” a quem atacar verbalmente. E quando o outro se torna um “inimigo”, quando o seu rosto e a sua dignidade são obscurecidos de modo a escarnecê-lo e ridicularizá-lo, perde-se igualmente a possibilidade de gerar esperança. Não podemos render-nos a esta lógica."

O Papa Leão XIV diz:

"Cada um de nós pode dizer com confiança: embora eu seja frágil o Senhor não se envergonha da minha humanidade, pelo contrário, vem habitar em mim. Ele me acompanha com seu Espírito, me ilumina e faz de mim um instrumento de amor pelos outros,  para a sociedade e pelo mundo".  

3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus? O texto e a reflexão nos sugerem que façamos a oração:

Senhor, tu nos chamas para sermos pontes,
a partir da nossa identidade de "Igreja em saída".
Como filhos de Deus, somos chamados a nos comunicar com todos, 
sem exclusão. 

Jesus Mestre, tu nos convocaste para a comunhão, 
o diálogo, a solidariedade e a misericórdia. 
Por isso, nosso serviço não pode expressar orgulho, dominação, competição. 

Queremos ser misericordiosos, Senhor, como o Pai, 
para ajudar a reduzir as adversidades da vida e 
dar calor aos que têm conhecido apenas a frieza do julgamento. 

Queremos amar as pessoas mais pelo que são 
do que pelas suas capacidades e os nossos sucessos. 

Queremos, Senhor, nos comunicar pela escuta. 
Queremos escutar sendo capazes de compartilhar 
questões e dúvidas, 
caminhar lado a lado, 
libertar-nos de qualquer presunção de onipotência e
colocar, humildemente, nossas próprias capacidades 
e dons a serviço do bem comum.

Que o ambiente digital seja uma praça, um lugar de encontro, 
onde é possível acariciar, realizar uma discussão proveitosa. 

Que a misericórdia, «nos torne mais abertos ao diálogo, 
para melhor nos conhecermos e compreendermos; 
elimine todas as formas de fechamento e desprezo 
e expulse todas as formas de violência e discriminação. 

Que o poder da comunicação definido como «proximidade»,
Que o encontro entre comunicação e misericórdia, num mundo dividido, fragmentado, polarizado, gere uma proximidade que cuida, conforta, cura, acompanha e faz festa entre os filhos de Deus e irmãos. Amém.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Agora, neste momento de contemplação, nos perguntamos: Qual o nosso novo olhar, a partir da leitura, meditação e oração da Palavra?
O papa Francisco nos propõe desarmar a comunicação: (Mensagem do 59º DMCS). Vamos nos dedicar a "desarmar a nossa comunicação".
Este é o novo olhar!

Bênção
O texto diz que Jesus levou os apóstolos até Betânia. 
"Ali levantou as mãos e os abençoou". Acolhamos também hoje esta bênção

A bênção do Pai
a bênção do Filho, nascido de Maria,
a bênção do Espírito Santo de amor,
que cuida com carinho,
qual mãe cuida da gente,
esteja sobre todos nós. Amém!

Canto: 
(Fl 2,11).

Ir. Patricia Silva, fsp


sábado, 31 de maio de 2025

Lc 1,39-56 - Visitação - Maria "entrou na casa" de Isabel

LEITURA ORANTE

Maria visita Isabel

- A todos nós que nos encontramos neste ambiente da Palavra,
paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

Preparamo-nos para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre, que dissestes:
"Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome,
eu aí estarei no meio deles", 
ficai conosco, aqui reunidos, pela grande rede digital,
para melhor meditar e comungar com a vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade: 
iluminai-nos, para que melhor compreendamos
as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho: 
fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.
Sois a Vida: 
transformai nosso coração em terra boa,
onde a Palavra de Deus produza frutos
abundantes de santidade e missão.
(Bv. Alberione)

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente, o texto: Lc 1,39-56, 
e observamos pessoas, palavras, relações, lugares.

39 Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40 Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41 Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42 Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43 Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44 Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45 Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. 46 Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47 e o meu espírito se alegra em Deus, meu salvador, 48 porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49 porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo 50 e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o temem. 51 Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52 Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53 Encheu de bens os famintos e despediu os ricos de mãos vazias. 54 Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55 conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência para sempre”. 56 Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.

Refletindo
No encontro da Visitação, Maria e Isabel viveram uma experiência inédita de si mesmas, quando uma se abriu para a experiência da outra, para a habitação de Deus na outra. Maria "entrou na casa" de Isabel.
No momento, elas conseguiram assumir em si a outra pessoa, ou outro projeto de Deus. 
O sentido último, o sentido teologal da solidariedade, é esta capacidade de hospedar dentro de si uma outra pessoa – qualquer que ela seja -, e no episódio da Visitação tivemos a dilatação máxima do significado da solidariedade, porque as duas mulheres que foram protagonistas da cena: estavam grávidas de filhos que, do ponto de vista das possibilidades humanas, eram filhos do impossível. Elas se visitaram enquanto mães. Elas se reconheceram enquanto pessoas amadas e chamadas por Deus. Elas vibraram de alegria e se abençoaram enquanto foram capazes de escutar uma outra voz, capazes de agradecer, e de rezar.

Os bispos do Brasil, nas Diretrizes da Igreja (2019-2023) dizem que a Igreja quer se fazer cada vez mais presente nos locais onde as pessoas estão. A "CASA" é a comunidade eclesial missionária. Suas portas estão continuamente abertas. São portas que acolhem os que chegam para partilhar suas alegrias e sanar suas dores. (DGAE 7). É o  que vivem Maria e Isabel.

Solidariedade não significa apenas experimentar em si sentimentos positivos genéricos, ou um bem intencionado fazer algo por alguém. Não podemos reduzir o conceito a fatos exteriores, operativos, pois a solidariedade é algo que nasce da escuta interior, e cuja finalidade última é o descobrir-se em Deus, sentir-se na sua presença, sentir-se inserido no seu projeto. Não seria impossível nem impróprio dizer que o último degrau da solidariedade é a oração: não tanto enquanto um ato específico, mas como um estado habitual.

A solidariedade é uma resposta ao chamado de Deus e, de qualquer maneira que ela seja vivida, constitui sempre uma forma ativa de compromisso, é um serviço recíproco. 

No episódio da Visitação é difícil dizer qual das duas mulheres precisava da outra, qual delas auxiliava e servia a outra. Nós estamos acostumados a dizer que Maria foi ao encontro de Isabel para servi-la: isso por força do hábito, e que empreendeu uma viagem para ver a outra. Mas as dinâmicas desse episódio não são assim tão simples. 

A obrigação que motivou a visita de Maria a Isabel, segundo nos informou Lucas, não era uma obrigação de caráter material, de serviços práticos, desses auxílios caseiros que Isabel poderia receber sem problema algum por outras vias. Era uma necessidade que elas tinham de se confrontar na fé.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
Convida-nos a sermos pessoas solidárias. 

Recordamos as palavras dos bispos na Conferência de Aparecida: “Agora, desde Aparecida, Maria convida-os a lançar as redes ao mundo, para tirar do anonimato aqueles que estão submersos no esquecimento e aproximá-los da luz da fé. Ela, reunindo os filhos, integra nossos povos ao redor de Jesus Cristo.” (DAp 265).

3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus? Fazemos nossa oração pessoal, ouvindo  e rezando a  Maria:

Pe. Zezinho, scj

Odogitria
Mostra-nos, Maria, os caminhos de Jesus
Odogitria
Mostra-nos, Maria, o caminho pra Jesus
Pan haghia, toda santa és Maria
Pan haghia, toda santa és Maria

Sabes conduzir
Sabes conduzir ao teu Jesus
Quem procura uma luz 

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus e o coração de Maria, reconhecendo as graças que Ele nos concede a cada instante.

Ouça o que o Papa Leão XIV tem a nos dizer:  LEÃO XIV

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
-Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patricia Silva, fsp


 


quinta-feira, 29 de maio de 2025

Jo 16,16-20 – Nossa tristeza se transformará em alegria



LEITURA ORANTE


Preparamo-nos para a Leitura Orante, recordando-nos das palavras dos bispos na Conferência de Aparecida:
“O chamado que Jesus, o Mestre faz, implica numa grande novidade. Na antiguidade, os mestres convidavam seus discípulos a se vincular com algo transcendente e os mestres da Lei propunham a adesão à Lei de Moisés. Jesus convida a nos encontrar com Ele e a que nos vinculemos estreitamente a Ele porque é a fonte da vida (cf. Jo 15,1-5) e só Ele tem palavra de vida eterna (cf. Jo 6,68). (DAp 131).

Rezamos, acolhendo e, se possível, cantando, a Palavra:

“A vossa Palavra, Senhor, é sinal de interesse por nós”.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o texto: Jo 16,16-20, e observamos as recomendações de Jesus.

E Jesus disse:
- Daqui a pouco vocês não vão me ver mais; porém, pouco depois, vão me ver novamente.
Alguns dos seus discípulos comentaram:
- O que será que ele quer dizer? Ele afirma: "Daqui a pouco vocês não vão me ver mais; porém, pouco depois, vão me ver novamente". E diz também: "É porque vou para o meu Pai". O que quer dizer "pouco depois"? Não entendemos o que isso quer dizer.
Jesus, sabendo que eles queriam lhe fazer perguntas, disse:
- Eu afirmei que daqui a pouco vocês não vão me ver mais e que pouco depois vão me ver novamente. Por acaso não é a respeito disso que vocês estão fazendo perguntas uns aos outros? Pois eu afirmo a vocês que isto é verdade: vocês vão chorar e ficar tristes, mas as pessoas do mundo ficarão alegres. Vocês ficarão tristes, mas essa tristeza virará alegria.

Jesus faz referência a uma outra missão do Espírito Santo: transformar nossa tristeza em alegria, a dor em festa. 
O Mestre fala de ausência, mas também de retorno, de morte e ressurreição. 
A Ressurreição de Jesus Cristo demonstra que a vida é mais forte do que a morte. É a presença do Espírito que traz ânimo, força e alegria para quem crê no Projeto de Deus.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?

Como enfrentamos os momentos de provação: de dor, tristeza, solidão? Lembramos de que, no Projeto de Deus, tudo isto vai ser transformado em alegria, desde que tenhamos fé e acreditemos na ação de Deus em nossa vida?

Os bispos afirmaram, em Aparecida: 
Quando cresce no cristão a consciência de se pertencer a Cristo, em razão da gratuidade e alegria que produz, cresce também o ímpeto de comunicar a todos o dom desse encontro. A missão não se limita a um programa ou projeto, mas em compartilhar a experiência do acontecimento do encontro com Cristo, testemunha-lo e anuncia-lo de pessoa a pessoa, de comunidade a comunidade e da Igreja a todos os confins do mundo (cf. At 1,8). (DAp 145).

3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos, à Santíssima Trindade.

Trindade Santíssima – Pai, Filho, Espírito Santo –
presente e agindo na Igreja e na profundidade do meu ser.
Eu vos adoro, amo e agradeço.
E pelas mãos da Virgem Maria, minha Mãe Santíssima,
eu me ofereço, entrego e consagro inteiramente a vós,
Pai Celeste, a vós me ofereço, entrego e consagro como filho(a).
Jesus Mestre, a vós me ofereço, entrego e consagro,
como irmão(a) e discípulo(a).
Espírito Santo, a vós me ofereço, entrego e consagro,
como "templo vivo" para ser santificado.
Maria, Mãe da Igreja e minha Mãe,
vós que estais na mais íntima união com a Santíssima Trindade,
ensinai-me a viver em comunhão com as três divinas Pessoas,
a fim de que a minha vida inteira seja um hino de
glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Amém.
(Bv. Alberione)

Ouça o que o Papa Leão XIV tem a nos dizer:  LEÃO XIV


4. Contemplação (Vida e Missão)
Nosso novo olhar será consequência do nosso “assumir o estilo de vida de Jesus" e suas motivações (cf. Lc 6,40b), viver seu destino e assumir sua missão de fazer novas todas as coisas. (DAp 131).

Bênção 

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.


Ir. Patricia Silva, fsp

sábado, 24 de maio de 2025

Jo 14,23-29– Cristo ‘atrai tudo a si’ com a força de seu amor - 6º Domingo da Páscoa - 25 maio 2025

LEITURA ORANTE


“Amor e unidade: 

estas são as duas dimensões da minha missão

concedida por Jesus”

Leão XIV - Missa para o início do Pontificado 18 de maio de 2025

ººººººººººººººººººººººººººº

Preparamo-nos para a Leitura Orante, pedindo, 
com todos os que se encontram para fazer esta Leitura Orante, 
luzes ao Espírito Santo:

Espírito de verdade,
a ti consagramos a mente e nossos pensamentos: ilumina-nos.
Que conheçamos Jesus Mestre
e compreendamos o seu Evangelho.

Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

1. Leitura (Verdade)

O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o texto: Jo 14,23-29, e observamos pessoas, palavras, relações:

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 23“Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. 24 Quem não me ama não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou. 25 Isso é o que vos disse enquanto estava convosco. 26 Mas o defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito. 27 Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. 28 Ouvistes que eu vos disse: ‘Vou, mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. 29 Disse-vos isso agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis”.

Refletindo
Jesus diz no Evangelho: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada". 

Esta é a  nossa verdadeira identidade. Somos morada, templos de Deus, como diz São Paulo: 
"16 Vocês não sabem que são templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês? 17 (...) o templo de Deus é santo, e esse templo são vocês." (1 Cor 3,16). Somos seres habitados constantemente pelo Espírito de Deus.  Não estamos sozinhos, nunca.
Consequência disto: se escutarmos nosso  interior, o que  vamos descobrir lá? Antes de mais nada, identificação entre nós,  porque todos somos habitados pelo mesmo Deus. Todos somos imagem de Deus.

São Paulo diz ainda, "somos raça do próprio Deus": 
22 De pé, no meio do Areópago, Paulo disse: «Senhores de Atenas, em tudo eu vejo que vocês são extremamente religiosos. 23 De fato, passando e observando os monumentos sagrados de vocês, encontrei também um altar com esta inscrição: ‘Ao Deus desconhecido’. Pois bem, esse Deus que vocês adoram sem conhecer, é exatamente aquele que eu lhes anuncio. 24 O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe. Sendo Senhor do céu e da terra, ele não habita em santuários feitos por mãos humanas. 25 Também não é servido por mãos humanas, como se precisasse de alguma coisa; pois é ele que dá a todos vida, respiração e tudo o mais. 26 De um só homem, ele fez toda a raça humana... 27 Assim fez, para que buscassem a Deus e para ver se o descobririam, ainda que fosse às apalpadelas. Ele não está longe de cada um de nós, 28 pois nele vivemos, nos movemos e existimos, como alguns dentre os poetas de vocês disseram: ‘Somos da raça do próprio Deus’.  (At 17, 22-28).

Somos o endereço, a habitação, o alojamento, a morada, a casa onde Deus está, mesmo se não nos damos conta. Temos o céu dentro de nós. Nosso coração pulsa ao ritmo do amor de Deus. Quando temos consciência disto nossa vida se transforma, desmorona toda aparência, toda falsidade, todas as máscaras. É a "poda" de que fala Jesus ao se referir à videira. Fluem, então, os frutos da misericórdia, da ternura, do amor, do serviço. Deus se revela em nós. Podemos até dizer como Jesus: "Quem me vê, vê o Pai".
Condições para sermos dignas moradas de Deus são: amar a Jesus e  guardar a sua Palavra

2. Meditação (Caminho)

O que o texto diz para nós hoje?
Temos garantido a presença de Deus em nós? Ou seja: tem espaço para Deus dentro de nós? Amamos a Jesus e guardamos sua Palavra? Testemunhamos este amor na vida concreta? Como está a nossa "morada" de Deus? 

Meditando
O Papa Francisco, no início de seu pontificado,  em uma de suas catequeses na Praça São Pedro, disse
"Como vivemos o nosso ser Igreja? Somos pedras vivas ou, por assim dizer, pedras cansadas, entediadas, indiferentes? Vistes como é desagradável ver um cristão cansado, entediado e indiferente? Um cristão assim não está bem, o cristão deve ser vivo, sentir-se feliz por ser cristão; deve viver esta beleza de fazer parte do Povo de Deus, que é a Igreja. Abrimo-nos à ação do Espírito Santo para ser parte concreta nas nossas comunidades, ou fechamo-nos em nós mesmos, dizendo: «Tenho muitas coisas para fazer, isto não é tarefa que me compete»?
O Senhor conceda a todos nós a sua graça e a sua força, a fim de podermos estar profundamente unidos a Cristo, que é a pedra angular, o pilar, a pedra fundamental da nossa existência e de toda a vida da Igreja. Oremos a fim de que, animados pelo seu Espírito, sejamos sempre pedras vivas da sua Igreja". (26 de junho 2003)

3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?

Disse o Papa Francisco em Malta: "quando estivermos em oração e mesmo quando tomarmos parte em cerimônias religiosas, será bom perguntarmo-nos se estamos sintonizados com o Senhor”, perguntando a Ele:
 «Jesus, estou aqui convosco, mas Vós que quereis de mim? Que quereis que mude no meu coração, na minha vida? Como quereis que veja os outros?
Porque o Mestre não se satisfaz com a aparência, mas busca a verdade do coração. E quando lhe abrimos de verdade o coração, Jesus pode operar maravilhas em nós.” ».

Rezemos, então espontaneamente, e depois, com toda a Igreja, a Oração :

Senhor Jesus, Tu és o Caminho!
Em meio a sombras e luzes,
alegrias e esperanças, tristezas e angústias,
Tu nos levas ao Pai.
Não nos deixes caminhar sozinhos.
Fica conosco, Senhor!

Tu és a Verdade!
Desperta nossas mentes
e faze arder nossos corações com a tua Palavra.
Que ela ilumine e aqueça os corações sedentos de justiça e santidade.
Ajuda-nos a sentir a beleza de crer em Ti!
Fica conosco, Senhor!

Tu és a Vida!
Abre nossos olhos para te reconhecermos
no "partir o Pão", sublime Sacramento da Eucaristia!
Alimenta-nos com o Pão da Unidade.
Sustenta-nos em nossa fragilidade.
Consola-nos em nossos sofrimentos,
Faze-nos solidários com os pobres, os oprimidos e excluídos.
Fica conosco, Senhor!

Jesus Cristo: Caminho, Verdade e Vida,
No vigor do Espírito Santo,
Faze-nos teus discípulos missionários!
Com a humilde serva do Senhor, nossa Mãe Aparecida, queremos ser:
Alegres no Caminho para a Terra Prometida!
corajosas testemunhas da Verdade libertadora!
promotores da Vida em plenitude!
Fica conosco, Senhor! Amém!

Música: Põe teu coração no meu - Pe. Zezinho, scj

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso novo olhar nos leva a ver e tratar as pessoas com o amor com que nós gostaríamos de ser tratadas/os, como diz Jesus: “quem me vê, vê o Pai!”.

 Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém. 
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém. 
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém..


                                                        Ir. Patricia Silva, fsp



sexta-feira, 23 de maio de 2025

Jo 15,12-17 - "Amem-se uns aos outros"

LEITURA ORANTE

“Amor e unidade: 

estas são as duas dimensões da minha missão

concedida por Jesus”

Leão XIV - Missa para o início do Pontificado 18 de maio de 2025

ºººººººººººººººººººº

Preparando-nos para a Leitura Orante,
com todos os que fazem este caminho,
damos graças a Deus que nos deu o dom da Palavra, 
com a qual podemos nos comunicar entre nós e com Ele por meio de seu Filho,
que é sua Palavra (cf. Jo 1,1).
Damos graças a Ele que, por seu grande amor,
fala a nós como a amigos (cf. Jo 15,14-15). (DAp 26).
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

1. Leitura (Verdade)

O que diz o texto do dia?
Lemos o texto: Jo 15,12-17:

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 12“Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. 13 Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos. 14 Vós sois meus amigos se fizerdes o que eu vos mando. 15Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai. 16 Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. O que, então, pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá. 17 Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros”.

Refletindo
Como discípulo/a devo viver o mandamento de Jesus Cristo: o amor.
Jesus fala do maior amor.
Quem ama muito é capaz de dar a vida. É amigo. E não se considera superior aos demais.

2. Meditação (Caminho)

O que o texto diz para nós, hoje? Quem é amigo?

Meditando
Os bispos, na Conferência de Aparecida, lembraram as características do amigo de Jesus:
“O amigo escuta a Jesus, conhece ao Pai e faz fluir sua Vida (Jesus Cristo) na própria existência (cf. Jo 15,14), marcando o relacionamento com todos (cf. Jo 15,12). O “irmão” de Jesus (cf. Jo 20,17) participa da vida do Ressuscitado, Filho do Pai celestial, porque Jesus e seu discípulo compartilham a mesma vida que procede do Pai: Jesus, por natureza (cf. Jo 5,26; 10,30) e o discípulo, por participação (cf. Jo 10,10). A consequência imediata deste tipo de vínculo é a condição de irmãos que os membros de sua comunidade adquirem.”(DAp 132).
Seguimos este processo em nossa comunidade?
E o que diz a Palavra sobre amigos?
Trazemos um trecho do Eclesiástico que diz:

Eclo 6,6ss :Tenha muitos conhecidos, mas um só confidente entre mil. 7 Se você quiser um amigo, coloque-o à prova, e não vá logo confiando nele. 8 Porque existe amigo de ocasião, que não será fiel quando você estiver na pior. 9 Existe amigo que se transforma em inimigo, e envergonhará você, revelando suas coisas particulares. 10 Existe amigo que é companheiro de mesa, mas que não será fiel quando você estiver na pior. 11 Quando tudo correr bem, ele estará com você, mas quando as coisas forem mal, ele fugirá para longe. 14 Amigo fiel é proteção poderosa, e quem o encontrar, terá encontrado um tesouro. 15 Amigo fiel não tem preço, e o seu valor é incalculável. 16 Amigo fiel é remédio que cura, e os que temem ao Senhor o encontrarão. 17 Quem teme ao Senhor tem amigos verdadeiros, pois tal e qual ele é, assim será o seu amigo.

3. Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos, pedindo a graça de sermos bons amigos de Jesus.


Senhor, muito obrigado porque me escolheste para ser teu amigo.
Obrigado porque me escolheste para que eu produza frutos bons.
Agradeço-te por me chamar de “amigo”.
Minha gratidão é também  pelos segredos do Pai que me revelaste.
Peço-te a graça de fazer fluir a tua Vida na minha vida.
Que esta tônica marque todos os meus relacionamentos,
hoje e sempre. Amém.


  4. Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso novo olhar, será direcionado para fazer fluir através de todo nosso ser a Vida de Jesus Cristo.
Palavras de Jesus que lembraremos para viver coerentemente nossa fé: "Chamo você de amigo".

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp

domingo, 18 de maio de 2025

Jo 13,31-33a.34-35 - O amor é o distintivo do discípulo de Jesus - 5º Domingo da Páscoa - 18 de maio

LEITURA ORANTE


"A paz esteja com todos vocês! 
“Deus nos ama, 
Deus ama a todos vocês, e o mal não prevalecerá! 
Estamos todos nas mãos de Deus”. (Leão XIV)

Começamos bendizendo nosso Deus 
com todos que se encontram neste espaço de oração:
Bendirei o vosso nome, ó meu Deus, / 
meu Senhor e meu rei para sempre.
  1. Misericórdia e piedade é o Senhor, / ele é amor, é paciência, é compaixão. / O Senhor é muito bom para com todos, / sua ternura abraça toda criatura. – R.
  2. Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, / e os vossos santos com louvores vos bendigam! / Narrem a glória e o esplendor do vosso reino / e saibam proclamar vosso poder! – R.
  3. Para espalhar vossos prodígios entre os homens / e o fulgor de vosso reino esplendoroso. / O vosso reino é um reino para sempre, / vosso poder, de geração em geração. – R.
1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente: Jo 13,31-33a.34-35, e observamos as palavras de Jesus sobre o amor.

Naquele tempo, disse Jesus: 27“As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. 28 Eu dou-lhes a vida eterna, e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão. 29 Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. 30 Eu e o Pai somos um”

Refletindo
O preceito do amor é novo. Não pelo conteúdo. É novo pelo motivo, pelo exemplo, pelo alcance. Deverá ser o distintivo de quem segue o Mestre: dos discípulos

2. Meditação (Caminho)

O que o texto diz para nós, hoje?
Como vivemos este amor anunciado por Jesus? Mais que isto: este preceito do amor? É nosso distintivo? 

Meditando
Os bispos, na Conferência de Aparecida falaram da comunidade de amor que nasce da Eucaristia e constrói a unidade.
“A Igreja, como “comunidade de amor” é chamada a refletir a glória do amor de Deus que, é comunhão, e assim atrair as pessoas e os povos para Cristo. No exercício da unidade desejada por Jesus, os homens e mulheres de nosso tempo se sentem convocados e recorrem à formosa aventura da fé. “Que também eles vivam unidos a nós para que o mundo creia” (Jo 17,21). A Igreja cresce, não por proselitismo mas “por ‘atração’: como Cristo ‘atrai tudo a si’ com a força de seu amor”. A Igreja “atrai” quando vive em comunhão, pois os discípulos de Jesus serão reconhecidos se amarem uns aos outros como Ele nos amou (cf. Rm 12,4-13; Jo 13,34).” (DAp 159).

Testemunhos
 Dizia *Irmã Dulce dos Pobres*:
"Se Deus viesse a nossa porta, como seria recebido? Aquele que bate à nossa porta, em busca de conforto para sua dor, é um outro Cristo que nos procura"

Outra mulher, italiana, médica, *Santa Gianna Baretta Molla*, dizia:
"Quem toca o corpo de um paciente, toca o corpo de Cristo"
 
A grande decisão de sua vida
Gianna Baretta Molla tinha os valores cristãos profundamente enraizados em seu coração. Por isso, ela colocava sempre, em primeiro lugar, o direito à vida. Assim, ela decidiu ter o bebê, sabendo, como médica, que pagaria por esta decisão com o preço da própria sua vida. E assim aconteceu. Uma menina nasceu. Joana Emanuela. Santa Gianna segurou-a nos braços antes de falecer. Era o dia 28 de abril, de 1962. Sua morte se tornou uma mensagem do amor de Cristo para o mundo.      Santa Gianna Baretta Molla foi canonizada pelo Papa João Paulo II em 2004.

3. Oração (Vida)

O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos, com toda a Igreja no Brasil, a oração:
ORAÇÃO do XVIII Congresso Eucarístico

Ó Salvador do Mundo,
no deserto, Deus Pai alimentou o povo com o maná
e preparou na sua bondade uma mesa para o pobre.
Fazei que, neste Congresso Eucarístico Nacional,
ao celebrarmos o mistério da Palavra
que se fez Carne e Pão da vida,
vivamos em vós a comunhão
e a partilha de nosso pão de cada dia,
para que não haja necessitados entre nós.
Vós, cheio de compaixão, tomastes o pão,
destes graças e o distribuístes à multidão com fome.
E, para permanecer entre nós o sacrifício da Nova Aliança,
na última ceia, 
mandastes que o celebrássemos em memória de vós.
Concedei-nos que, ao participar do banquete
do vosso Corpo e do vosso Sangue
e adorando vossa presença na Eucaristia,
continueis a vossa ação, em nós e através de nós,
para que haja pão em todas as mesas.
À luz do Espírito Santo, pelo qual realizais hoje
o memorial da vossa Páscoa na Igreja,
façamos a opção evangélica pelos pobres,
como consequência da fé
que age pela caridade,
e saiamos, com a Virgem Maria,
proclamando que Deus saciou de bens os famintos,
oferecendo a todos a vossa vida,
pelo anúncio alegre do Evangelho.
Amém.
(18º CONGRESSO EUCARÍSTICO NACIONAL, Recife: "Pão em todas as mesas")

4. Contemplação (Vida e Missão)

Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso novo olhar é de acolhimento a Jesus na pessoa dos irmãos. 
Precisamos deixar mais vivo o nosso distintivo de cristão.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

Bênção Bíblica 
O Senhor nos abençoe e nos guarde!
O Senhor nos mostre seu rosto brilhante e tenha piedade de nós!
O Senhor nos mostre seu rosto e nos conceda a paz!' (Nm 6,24-27)
Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém. 



Ir. Patrícia Silva, fsp



segunda-feira, 12 de maio de 2025

Jo 10,1-10 – Jesus é a porta para a salvação

LEITURA ORANTE

"A paz esteja com todos vocês! 
“Deus nos ama, 
Deus ama a todos vocês, e o mal não prevalecerá! 
Estamos todos nas mãos de Deus”. (Leão XIV)

Preparamo-nos para a Leitura Orante, 
pedindo as luzes do Espírito:
Espírito Santo,
dai-nos o dom do entendimento,
uma compreensão mais
profunda da Verdade,
a fim de anunciar a salvação
com maior firmeza e convicção.
1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos, atentamente, o texto: Jo 10,1-10, e observamos Jesus que se define como “porta por onde as ovelhas passam”.

Naquele tempo, disse Jesus: 1 “Em verdade, em verdade vos digo, quem não entra no redil das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. 2 Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. 3 A esse o porteiro abre, e as ovelhas escutam a sua voz; ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz para fora. 4 E, depois de fazer sair todas as que são suas, caminha à sua frente, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. 5 Mas não seguem um estranho, antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos”. 6 Jesus contou-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que ele queria dizer. 7 Então Jesus continuou: “Em verdade, em verdade vos digo, eu sou a porta das ovelhas. 8 Todos aqueles que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os escutaram. 9 Eu sou a porta. Quem entrar por mim será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem. 10 O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”. 

Refletindo
Jesus é a porta que dá acesso ao redil onde estão as ovelhas. É preciso “passar” por Jesus para viver a verdadeira vida. Posso considerar alguns detalhes:
1º A figura do porteiro – o recepcionista que responde pela segurança e não deixa entrar quem não deve: o ladrão e o bandido. Quem deixa de utilizar a porta, isto é, quem não vive a prática libertadora de Jesus, mas usa subterfúgios, boas intenções não tem. Jesus os chama de ladrões e assaltantes da vida e liberdade do povo.
2º O texto fala de entrar e sair pela porta. Sugere liberdade, ausência de dominação ou escravidão.
3º A relação pessoal do pastor com cada ovelha – ele chama a cada uma pelo nome e elas conhecem a sua voz, ele as guia, elas o seguem e fogem dos estranhos. Ele oferece e preserva a vida das ovelhas.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Na minha relação com Cristo vivo esta experiência de liberdade? Busco a verdadeira vida em Jesus? E o mundo de hoje para onde vai? Passa por esta porta ou prefere desvios?

Meditação
Os bispos disseram, em Aparecida: “A Igreja, que participa dos gozos e esperanças, das tristezas e alegrias de seus filhos, quer caminhar ao seu lado neste período de tantos desafios, para infundir-lhes sempre esperança e consolo. (DAp 16).

E o Papa Francisco disse: 
“Jesus nos diz que há uma porta que nos faz entrar na família de Deus, no calor da casa de Deus, da comunhão com Ele. Esta porta é o próprio Jesus (cf. Jo 10, 9). Ele é a porta. Ele é a passagem para a salvação. Ele nos conduz ao Pai. E a porta que é Jesus não está nunca fechada, esta porta não está nunca fechada, está aberta sempre e a todos, sem distinção, sem exclusão, sem privilégios”. (Papa Francisco, 2013).

3.Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Vamos rezar o Salmo 23 e rezá-lo diversas vezes hoje.
Salmo 23
O Senhor é o meu pastor; nada me falta.
Em verdes pastagens me faz descansar e conduz-me a águas tranquilas.
Conforta a minha alma e leva-me por caminhos retos, por amor do seu nome.
Ainda que eu atravesse o mais escuro vale, não terei receio de nada, porque tu, Senhor, estás comigo. A tua vara e o teu cajado dão-me segurança.
Preparaste-me um banquete à frente dos meus inimigos. 
Recebeste-me com todas honras e encheste a minha taça até transbordar.
De fato, a tua bondade e o teu amor acompanham-me ao longo da minha vida. 
E na tua casa, Senhor, morarei para sempre.

Cantando com Cantores de Deus, O Senhor é meu Pastor


4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso novo olhar é o mesmo de toda a Igreja no Continente Americano: um olhar fraterno para todos os que sofrem e se alegram. Uma frase que vamos levar para nosso dia:
O Senhor é o meu pastor; nada me falta.

                                                          Ir. Patricia Silva, fsp